Qualidade do setor calçadista brasileiro

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Na América Latina, o Brasil tem um papel de destaque como fabricante de manufaturados de couro, detendo o terceiro lugar no ranking dos maiores produtores mundiais, tendo ainda importante participação na fatia de calçados femininos que aliam qualidade a preços competitivos. Os embarques para o exterior vêm crescendo anualmente para mais de uma centena de países, confirmando a capacitação para atuar no comércio internacional.

Apesar de a concentração das empresas de grande porte estar localizada no Rio Grande do Sul, a produção brasileira de calçados está gradualmente sendo distribuída para outros pólos, localizados nas regiões do Sudeste e Nordeste do país, sendo destacado o interior do estado de São Paulo (cidades de Jaú, Franca e Birigui), bem como estados emergentes como Paraíba, Ceará e Bahia. Há também crescimento na produção no estado de Santa Catarina (região de São João Batista) e em Minas Gerais (região de Nova Serrana e Belo Horizonte).

A indústria calçadista brasileira é responsável por mais de 300 mil empregos e as importações brasileiras de calçados aumentou significativamente: em1999 o país recebia o calçado importado de 45 países, comprando por volta de sete milhões de pares num total de US$ 50 milhões. Em 2008 estes números se elevaram, uma vez que foram 55 países com os quais o Brasil realizou negócios, importando mais de 39 milhões de pares a um valor total de US$ 307 milhões. É um crescimento de 460% em pares e 515% em dólares importados na comparação de 1999 a 2008. Os produtos vieram principalmente da China, Indonésia e Vietnã.

Essa importação teve uma queda a partir da aprovação, em caráter definitivo, da aplicação da tarifa antidumping sobre a importação de calçados chineses. A medida vale por cinco anos e estipula alíquota de US$ 13,85 pelo par de calçado trazido da China. A partir da adoção dessa tarifa, as vendas para as grandes redes de lojas instaladas no país, que antes preferiam importar da China, já substituem seus fornecedores pelos brasileiros.

E a qualidade na cadeia produtiva da indústria de calçados? Principalmente, nos produtos de couro, ela tem como principais fornecedores de matéria prima as empresas químicas, indústrias de máquinas e componentes e, principalmente, os curtumes, os quais podem fornecer o couro em estágios distintos de processamento. Por sua vez, a produção de calçados se destina ao mercado externo, através das grandes empresas exportadoras, cadeias de lojas e atacadistas, e ao mercado doméstico, representado pelos distribuidores domésticos, cadeias de lojas e, em menor freqüência, as lojas dos próprios fabricantes.

Cadeia produtiva do calçado de couro

Quanto ao processo produtivo do chamado calçado de couro (cujo cabedal é feito de couro) as principais etapas são: modelagem, corte, pesponto, solado, montagem e acabamento ou plancheamento. Dentre as etapas do processo produtivo àquelas consideradas mais importantes, por conseqüência que requerem maior qualificação do operário, são o corte do couro, a costura e a montagem. Em relação ao mercado de calçados de couro existe a pressão dos chamados calçados sintéticos (cabedal de materiais plásticos e tecidos) cujo uso têm crescido entre a população. Tal processo de substituição do cabedal de couro pelo cabedal de material sintético teve início na década de 70, de tal forma que não apenas a indústria calçadista fosse prejudicada, mas também a indústria de curtumes. Um dos principais determinantes para este processo foi o surgimento e avanço do uso de tênis esportivos produzidos com outros materiais que não o couro. A popularidade no uso de tênis esportivos tem crescido no sentido de acompanhar os movimentos da moda e da valorização de práticas esportivas.

As fábricas brasileiras que produzem calçados para a exportação estão mais atentas ao controle da qualidade de seus produtos, uma vez que a diferenciação apresenta-se como a única estratégia prática para elas conquistarem espaço no mercado internacional. Já a produção das fábricas brasileiras, voltadas para o mercado interno, não atentam para a qualidade, em virtude de alguns fatores. O baixo poder aquisitivo da maioria da população brasileira não permite que ela compre comprar calçados de qualidade, desenvolvidos a partir de pesquisas inovadoras. Em segundo lugar, tem-se que o consumidor brasileiro é pouco exigente, pois há a falta de parâmetros para comparações. E, por fim, o aspecto transitório, descartável, da moda, o que favorece a fabricação de produtos que tenham vida curta e, por conseguinte, baixa qualidade.

Assim, uma vez que no Brasil não existe uma preocupação, nem por parte do consumidor, nem por parte do produtor com a qualidade dos calçados, também não existe empecilho à produção de massa confeccionada com matéria prima inferior. As implicações de tal prática, entretanto, são lesivas. Há a constatação de doenças articulares, circulatórias, dermatológicas, posturais, acidentárias, decorrente do uso contínuo de calçados inadequados. Em relação ao conforto dos calçados, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) desenvolveu algumas normas: ABNT NBR 14834:2008 – Conforto do calçado – Requisitos e Ensaio; ABNT NBR 14835:2008 Calçados – Determinação da massa do calçado; ABNT NBR 14836:2008 Calçados- Determinação dinâmica da distribuição da pressão plantar; ABNT NBR 14837:2008 Calçados -Determinação da temperatura interna do calçado; ABNT NBR 14838:2008 Calçados – Determinação do índice de amortecimento do calçado; ABNT NBR 14839:2008 Calçados – Determinação do índice de pronação do calçado e ABNT NBR 14840:2008 Calçados – Determinação dos níveis de percepção do calce.

A qualidade está relacionada com os aspectos dos materiais; no desenho; no processo; durabilidade; etc. Já o conceito de conforto costuma ser relacionado com os níveis de percepção, onde a maior ou menor satisfação que um calçado confere ao usuário, O ideal seria unir os parâmetros de conforto com os de qualidade.

Tanto a avaliação qualitativa como a quantitativa têm grande importância para a determinação das características de conforto de um calçado. As avaliações feitas pelos laboratórios são através de testes físicos, biomecânicos e perceptivos. Um selo de conforto ou uma marca de conformidade só pode ser concedido com a realização de ensaios de acordo com as normas. Após a avaliação, a marca é concedida para os calçados que atingirem o índice Confortável ou Muito Confortável de acordo com a NBR 14834. 

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Informações: Christine Banas
christine.banas@epse.com.br
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