A gestão em pequenas e médias empresas

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A maioria das metodologias disponíveis no mercado visa atender aos anseios das grandes empresas, que investem na compra de consultoria, treinamentos diversos, inovações metodológicas, etc. Mas, e as pequenas e médias empresas? Mesmo sendo a grande maioria no Brasil, muitas vezes elas são esquecidas. Mais desafiador do que abrir uma empresa é, sem dúvida, manter a instituição operando no lucro. Entretanto, se não houver um planejamento, o sonho pode virar um pesadelo. Recentes dados do Sebrae mostram que 30% das empresas fecham as portas logo no primeiro ano.

Os gestores dessas empresas se esquecem de definições básicas, como custos, despesas e investimentos. Os custos correspondem aos valores gastos com a fabricação dos produtos, as despesas são valores gastos com a comercialização e administração das atividades empresariais. Normalmente, são gastos mensais. E os investimentos são valores aplicados na aquisição de bens utilizados nas atividades empresariais por vários períodos. Exemplos: equipamentos, veículos, etc. Os custos podem ser classificados com relação ao produto fabricado, sendo os custos diretos diretamente relacionados aos produtos e podem ser mensurados de maneira clara e objetiva, ou seja, referem-se às quantidades de materiais e serviços utilizados na produção de um determinado produto. Exemplos de custos diretos comuns na indústria: matérias-primas, materiais de acabamento, componentes e embalagens. Em alguns casos, a mão de obra aplicada na produção poderá ser considerada um custo direto. Para que isso ocorra, torna-se necessária a mensuração do tempo utilizado na fabricação do produto.

Os custos indiretos são os gastos não diretamente relacionados aos produtos, portanto, não são mensuráveis de maneira clara e objetiva. Neste caso, torna-se necessário adotar um critério de rateio (distribuição) para alocar tais custos aos produtos fabricados, como por exemplo: aluguel, manutenção e supervisão da fábrica, etc. Essa classificação dos custos em diretos e indiretos tem como objetivo avaliar os estoques de produtos em elaboração e acabados (prontos

para a venda). Leia em http://www.asesonline.org.br/cartilhas/financas/custos_na_pequena_industria.pdf um texto sobre os custos em uma pequena indústria.

De acordo com Pedro Lotti (carolinalara@office3.com.br), diretor da PLL, a falta de experiência e de conhecimento são os maiores desafios a serem enfrentados. “O plano de negócios ou o planejamento estratégico são os grandes aliados do empreendedorismo no sentido de orientar a empresa quanto aos caminhos a serem seguidos”, explica o especialista.

O executivo, que possui mais de 35 anos de experiência atendendo empresas de diversos portes, afirma que é necessário um plano bem claro, objetivo e detalhado. “Antes de realizar qualquer ação ou investimento, o planejamento se faz necessário. Seja um investimento de tempo ou de dinheiro. Não se deve contar nunca com o fator sorte”, explica.

Misturar finanças da empresa com finanças pessoais é outro erro freqüente. A dica é estabelecer aos sócios um pró-labore (salário), semelhante aos funcionários. “O valor deve ser transferido para a conta corrente pessoal dos sócios para cobrir as necessidades/despesas. Tudo isto sem confundir o pró-labora com o lucro da empresa, claro”, adverte Lotti.

Contratar familiares e amigos ao invés de pessoas mais adequadas para a empresa, confundir amizade com trabalho, não estabelecer metas e prazos para o pessoal, são atitudes que complicam ainda mais os resultados. É preciso estabelecer pré-requisitos para cada cargo, selecionar pessoas com o melhor perfil, definir a função de cada cargo, assim como prazos de finalização. O atraso de uma tarefa pode atrasar o recebimento de uma receita, prejudicando então o fluxo de caixa da empresa.

É altamente recomendado o controle detalhado de todas as receitas, despesas fixas e variáveis, e investimentos. Decisões tomadas sem informações precisas são inimigos da estabilização de qualquer empresa. Assim como não tomar decisões no momento em que é preciso, principalmente envolvendo demissões, mudanças no procedimento, aumento de atividade ou de investimento, entre outros. Estar atento às reais necessidades da empresa pode salvar seu negócio.

Muitas empresas acabam contratando empréstimos para pagar suas despesas operacionais. Para isso, recomenda-se um plano de recuperação. Quando a empresa não consegue pagar suas despesas é preciso modificar o plano do negócio.

A dependência da empresa com relação aos funcionários, fornecedores ou clientes traz riscos significativos para a empresa. Ter ao menos dois funcionários com conhecimento dos processos básicos, dois fornecedores distintos da matéria-prima e dois clientes com a mesma proporção de receitas, é uma boa dica.

A última, e não menos importante observação, é saber ouvir. Considerar a opinião ou sugestão dos funcionários, clientes e fornecedores é bastante importante. Atualizar-se e buscar aperfeiçoamento constante significa estar em busca de melhores resultados. A empresa é um investimento que somente apresentará bons resultados se o corpo dirigente e funcionários respeitarem-se e trabalharem em conjunto.
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2 Respostas

  1. As pequenas empresas têm que descobrir o quão vantajoso é ter um sistema bem estruturado.
    Só resta saber: se as pequenas se estruturarem, será que els não vão acabar virando grandes e derrubando novamente as estatísticas?

    Um Abraço e parabéns.

  2. Uma das forma das empresas combaterem a crise é a diferenciação no mercado através da comunicação. Se as empresas não se dão a conhecer caem no anonimato e no esquecimento. Há que apostar na imagem e na comunicação.
    Deixo aqui como ajuda para empresas, uma empresa que trata muitíssimo bem dessas questões, a PAGE78 – http://www.page78.pt.
    (http://www.facebook.com/pages/Page78/126949224039039)

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