O modelo atual de desenvolvimento é insustentável

Equipamentos de infraestrutura de serviços de saúde
Os equipamentos para saúde são componentes essenciais dos serviços de saúde. O gerenciamento adequado destes equipamentos é vital para garantir que eles permaneçam seguros ao uso pretendido e para que sua vida útil seja maximizada. Sabe-se que muitos dos programas existentes possuem padrões de qualidade que excedem os aqui descritos. Espera-se que essa norma NBR15943 promova o entendimento claro das expectativas mínimas de um programa de gerenciamento de equipamentos e dos recursos necessários para atingi-las. Clique para mais informações.

correa_fnq

Na abertura do evento Gestão da Inovação para a Sustentabilidade, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que está sendo realizado nos dias 9 e 10 de junho, no Espaço Apas, em São Paulo, Ricardo Correa, diretor executivo da FNQ, afirmou que o conflito entre o que é desejável para a sociedade e o que é aceito pelo indivíduo está presente em quase todos os desafios para um mundo sustentável. O maior de todos – salvar o planeta maximizando o bem estar coletivo – não poderá ser resolvido apenas com inovação tecnológica. “É necessário promover a gestão de maneira global (incluindo das organizações, a sociedade e o planeta), proporcionando a cooperação entre todos em harmonia com o meio ambiente. Para isso, torna-se importante gerir a criatividade da espécie humana, refinando e ampliando nossa capacidade de cooperar e inovar na gestão das organizações”.

Segundo ele, uma série de fenômenos complexos tem desafiado e impactado a humanidade no século XXI. “O surgimento de uma rede global de relacionamentos, as inovações tecnológicas, as crises financeiras, bem como importantes questões sociais e a gravidade dos impactos ambientais evidenciam que é insustentável o atual modelo de desenvolvimento econômico, baseado na cultura do consumo. A necessidade de um crescimento sustentável em todas as suas dimensões e da gestão de inovações para esse fim tornaram-se alguns dos temas mais importantes na administração das empresas na última década. Os esforços atuais para solução desses desafios, na maioria dos casos, diminuem apenas temporariamente os processos globais de degradação ambiental e de desigualdade social, gerando ainda pouca contribuição efetiva para o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade. Medidas mais comumente aceitas, tal como a redução da emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera, são relevantes para a amenização do aquecimento global. Entretanto, isso não é suficiente, uma vez que a magnitude absoluta dos problemas cresce em escala global com o crescimento da sociedade”.

Correa garantiu que o processo atual de desenvolvimento sustentável é mais uma adaptação do cenário em que a humanidade vive do que uma visão de um ideal para o futuro. “Em uma sociedade fundamentada na cultura de consumo e no crescimento exponencial do uso dos recursos naturais, o foco dos esforços para o desenvolvimento sustentável, hoje em dia, tem sido a remediação gradativa dos sintomas e não a solução de suas causas fundamentais. Diante dessa situação, há necessidade de uma mudança cultural da sociedade e, consequentemente, da gestão de suas organizações, sejam elas públicas ou privadas. A humanidade e suas organizações são sistemas vivos, integrantes de ecossistemas complexos e adaptativos em nosso planeta, com os quais interagem e dos quais dependem. É preciso garantir que essa visão sistêmica seja incorporada ao processo criativo de gestão da inovação e que o ideal de sustentabilidade seja seu principal objetivo”, acrescentou.

Durante o seminário, a FNQ vai neutralizar 4,54 toneladas de gases de efeito estufa emitidos e essa é forma de a instituição minimizar os impactos ao meio ambiente causados pela realização do evento. O volume de gases corresponde ao consumo de energia elétrica nos dois dias de evento, ao gás de cozinha utilizado no preparo das refeições que serão servidas e ao uso de combustível em transporte aéreo. Seu cálculo teve como base a ISO 14064 e as determinações do Ministério da Ciência e Tecnologia, GHG Protocol e IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

A neutralização dos gases será feita por meio do Projeto de Gás do Aterro Anaconda, que consiste na captura e queima do gás metano (CH4) de um aterro sanitário em Santa Isabel, município localizado na região metropolitana de São Paulo, a cerca de 50 quilômetros da capital. Para cada tonelada de gás capturada é gerado um crédito de carbono, que poderá ser comercializado ou cancelado. Dessa forma, o projeto, certificado pela Convenção Quadro de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (UNFCCC), busca impedir que o gás seja disperso na atmosfera e contribua para o aquecimento global. Por conta da neutralização, a FNQ recebeu o selo Neutralize Carbono 2011. O certificado atesta as informações e garante a compensação real, imediata e verificável das emissões de gases de efeito estufa do evento.

Câmara dos Deputados analisa outro projeto polêmico em relação ao meio ambiente

Depois do Código Florestal, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara aprovou o Projeto de Lei 195/11, da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que institui o sistema nacional de redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal (REDD+). O relator, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), foi favorável à proposta, com emendas. “O desmatamento e as queimadas respondem por mais de metade do total de emissões brasileiras de gases de efeito estufa, cifra que sobe para cerca de 3/4 quando se considera apenas o gás carbônico”, explicou. Segundo ele, o sistema ajudará a conter a perda das florestas e contribuirá para reduzir o impacto da mudança do clima.

Na prática, o sistema REDD+ vai criar uma espécie de mercado de carbono interno, que pode gerar créditos para a obtenção de financiamentos, ou gerar certificados para serem usados na compensação de emissões de gases de efeito estufa no território nacional ou em outros países. Além da redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal, a proposta tem como objetivo a conservação da biodiversidade; a manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal; a valoração dos produtos e serviços ambientais relacionados ao carbono florestal; e o reconhecimento e repartição dos benefícios decorrentes da implementação do sistema.A proposta considera como possíveis beneficiadas pelas políticas, programas e projetos de REDD+, individual ou conjuntamente, áreas florestais em: terras indígenas; unidades de conservação legalmente instituídas no âmbito dos sistemas nacional, estaduais ou municipais de unidades de conservação; áreas legitimamente ocupadas por populações tradicionais, no interior ou fora de unidades de conservação e outras áreas públicas; territórios quilombolas; assentamentos rurais da reforma agrária; propriedades privadas; e outros imóveis de domínio da União, de estados ou de municípios.

Entre as propriedades privadas, o texto original incluía as áreas de reserva legal, preservação permanente (APPs) e servidão florestal, previstas na Lei 4.771/65, e de servidão ambiental, de que trata a Lei 6.938/981. Porém, emenda do relator estabelece que regulamento irá dispor sobre a inclusão dessas áreas. Outra emenda acrescenta, aos instrumentos previstos para a implementação do sistema REDD +, os planos nacional e estaduais de recursos hídricos; e o zoneamento ecológico-econômico. Outros instrumentos previstos são o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/09); e os planos nacionais ou por bioma de prevenção e controle do desmatamento e de controle e prevenção de queimadas e incêndios florestais, assim como os planos estaduais e outras políticas e programas desenvolvidos com a mesma finalidade, em âmbito federal, estadual e municipal.

O sistema REDD+ poderá ser financiado por fundos nacionais como o de Mudança do Clima; o da Amazônia; o do Meio Ambiente; e de Desenvolvimento Florestal. Os recursos também podem ser provenientes de acordos bilaterais ou multilaterais sobre clima; acordos decorrentes de ajustes, contratos de gestão e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual ou municipal; doações; comercialização de créditos de carbono e, ainda, verbas do Orçamento da União ou privadas. A proposta, de caráter conclusivo, seguirá para análise nas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A íntegra da proposta está no link http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=491311

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002095953440

About these ads

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 1.739 outros seguidores

%d bloggers like this: