Prevenir incêndios nas empresas é tão importante como saber controlá-los

Prevenir incêndios é tão importante quanto saber apagá-los ou mesmo saber como agir corretamente no momento em que eles ocorrem. O início de incêndio e outros sinistros de menor vulto podem deixar de se transformar em tragédia se forem evitados e controlados com segurança e tranquilidade por pessoas devidamente treinadas. Na maioria das vezes, o pânico dos que tentam se salvar faz mais vítimas que o próprio acidente.

No Brasil, ocorrem anualmente cerca de 60.000 incêndios, incluindo os em indústrias, no comércio, em automóveis, em florestas, nas casas, nos edifícios e os principais transtornos são as perdas de vidas ou os ferimentos nas pessoas que trabalham no local, além das perdas na edificação e nos seus equipamentos. As causas de um incêndio são as mais diversas: descargas elétricas, atmosféricas, sobrecarga nas instalações elétricas dos edifícios, falhas humanas (por descuido, desconhecimento ou irresponsabilidade), etc. Os cuidados básicos para evitar e combater um incêndio podem salvar vidas e bens patrimoniais. Segundo o Corpo de Bombeiros, o mais correto inclusive é que todos os trabalhadores ou usuá ;rios da edificação coloquem em prática as normas estabelecidas sobre os cuidados preventivos e o comportamento diante do incidente, promovendo exercícios, através da simulação de incêndios. Esse tipo de prática contribui suficientemente para a prevenção e a segurança de todos.

Mas, para efetuar essa operação é necessário um fator indispensável, a existência – em perfeito estado de uso e conservação – de equipamentos destinados a combater incêndios. A prudência também é outro fator primordial no combate aos incêndios. Todos sabem que qualquer instalação predial deve funcionar conforme as condições de segurança estabelecidas por lei, que vão desde a ob rigatoriedade de extintores de incêndios, hidrantes, mangueiras, registros, chuveiros automáticos ou sprinklers e escadas com corrimão.

Entre esses equipamentos, o mais utilizado no combate a incêndios é o extintor, que deve ser submetido a manutenção pelo menos uma vez por ano, por pessoas credenciadas e especializadas no assunto. É importante também, além de adquirir e conservar os equipamentos de segurança, saber manuseá-los e ensinar a todos os trabalhadores como acionar o alarme, funcionar o extintor ou abandonar o recinto, quando necessário, sem provocar tumultos.

A relação das pessoas com dificuldade de locomoção, permanente ou temporária, d eve ser atualizada constantemente e os procedimentos necessários para a retirada dessas pessoas em situações de emergência devem ser previamente definidos. A equipe de emergência deve garantir a saída dos ocupantes do prédio de acordo com um plano de abandono da edificação, não se esquecendo de verificar a existência de retardatários em sanitários, salas e corredores. Um sistema de alto-falantes pode ajudar a orientar a saída de pessoas; sendo que o locutor deve receber treinamento e precisa se empenhar para impedir o pânico. A relação e a localização dos membros da equipe de emergência devem ser conhecidas por todos os funcionários ou usuários.

Ao perceber um princípio de incêndio, a pessoa deve acionar imediatamente o alarme e agir de acordo com o plano de evacuação. Logo a seguir, chame o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A uma ordem da brigada de incêndio, encaminhe-se sem correria, para a saída indicada e desça (não suba) pela escada de segurança. Nunca use os elevadores. Se tiver que atravessar uma região em chamas, procure envolver o corpo com algum tecido molhado não sintético. Isso dará proteção ao seu corpo e evitará que se desidrate. Proteja os olhos e a respiração, são as partes mais sensíveis, que a fumaça provocada pelo fogo pode atingir primeiro. Use máscara de proteção ou, no mínimo, uma toalha molhada no rosto.

Mauricio
MAURICIO FERRAZ DE PAIVA

Para prevenir melhor esse problema, de acordo com o presidente da Target. Mauricio Ferraz de Paiva, as empresas precisam conhecer a norma NBR 14276 que estabelece os requisitos mínimos para a composição, formação, implantação e reciclagem de brigadas de incêndio, preparando-as para atuar na prevenção e no combate ao princípio de incêndio, abandono de área e primeiros socorros, visando, em caso de sinistro, proteger a vida e o patrimônio, reduzir as consequências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente. “Esse padrão é aplicável para toda e qualquer planta e surgiu da necessidade de se padronizar a atividade da brigada de incêndio, desde a sua denominação até a especificação de sua área de atuação. A metodologia utilizada para o dimensionamento da brigada de incêndio e sua distribuição dentro de uma planta foi concebida para que ela atuasse na prevenção e no combate aos princípios de incêndio, bem como no abandono de área e na aplicação dos primeiros socorros. Isso colabora de forma determinante para que a brigada de incêndio possua um papel estratégico no plano de emergência de cada planta, independentemente da ocupação, do risco, da complexidade e do número de pessoas envolvidas”, explica.
Também, é importante ressaltar que essa norma foi elaborada utilizando-se as melhores práticas adotadas no mercado brasileiro, bem como a aplicação dos con ceitos de gestão e da melhoria contínua. Assim, o responsável pela brigada de incêndio da planta deve planejar e implantar a brigada de incêndio, bem como monitorar e analisar criticamente o seu funcionamento, de forma a atender aos objetivos dessa norma.
O planejamento para composição, formação, implantação e reciclagem da brigada de incêndio necessita estabelecer os parâmetros mínimos de recursos humanos, materiais e administrativos necessários para a composição, formação, implantação e reciclagem da brigada de incêndio de cada pavimento, compartimento ou setor, devendo levar em conta a população fixa, o grau de risco e os grupos/divisões de ocupação da planta. Já os critérios básicos para seleçã o de candidatos a brigadista deve atender ao maior número desses critérios: permanecer na edificação durante seu turno de trabalho; possuir boa condição física e boa saúde; possuir bom conhecimento das instalações; ter mais de 18 anos; e ser alfabetizado.
E quais as atribuições da brigada de incêndio? Mauricio responde que elas devem possuir ações de prevenção, como conhecer o plano de emergência contra incêndio da planta; avaliar os riscos existentes; inspecionar os equipamentos de combate a incêndio, primeiros socorros e outros existentes na edificação; inspecionar as rotas de fuga; elaborar relatório das irregularidades encontradas; encaminhar o relatório aos setores competentes; orientar a população fixa e flutuante; e participar dos exercícios simulados. Igualmente, necessitam ter ações de emergência, como aplicar os procedimentos básicos estabelecidos no plano de emergência contra incêndio da planta até o esgotamento dos recursos destinados aos brigadistas. Em caso de abandono, adotar os seguintes procedimentos: acatar as orientações dos brigadistas; manter a calma; caminhar em ordem, sem atropelos; permanecer em silêncio; pessoas em pânico: se não puder acalmá-las, deve-se evitá-las e, se possível, avisar um brigadista; nunca voltar para apanhar objetos; ao sair de um lugar, fechar as portas e janelas sem trancá-las; não se afastar dos outros e não parar nos andares; levar consigo os visitantes que estiverem em seu local de trabalho; ao sentir cheiro de gás, não acender ou apagar luzes; deixar a rua e as entradas livres para a ação dos bombeiros e do pessoal de socorro médico; e encaminhar-se ao ponto de encontro e aguardar novas instruções.
A norma ainda esclarece no seu Anexo A (normativo) a composição da brigada de incêndio por pavimento ou compartimento; no Anexo B (normativo) o currículo mínimo do curso de formação de brigada de incêndio; no Anexo C (normativo) as cargas de incêndio específicas por ocupação; no Anexo D (informativo) o método para levantamento da carga de incêndio específica; e no Anexo E (informativo) o resumo das etapas para a implantação da brigada de incêndio.

Mais informações sobre a norma, clique no link:

NBR14276 – BRIGADA DE INCÊNDIO – REQUISITOS

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