Árvores ideais para serem plantadas na frente de casa e nas calçadas

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árvoreNa frente de minha casa em São Paulo, tem um pé de sibipiruna, uma árvore que destroi a calçada, além de infernizar a vida da gente com suas folhinhas pequenas e sementes que caem à vontade. Quem plantou foi o meu vizinho e eu tinha falado para ele que seria complicado. Ela esfacela a minha calçada e a garagem da casa dele. E não adianta consertar, pois ela logo mostra as suas raízes. Segundo alguns especialistas, quando a pessoa quiser plantar na frente de casa, na calçada, deve começar escolhendo corretamente a espécie que será plantada, levando em consideração alguns fatores importantes: porte adequado ao espaço disponível e característica desejada (floríferas, frutíferas, etc.). Deve certificar-se que não há riscos das raízes causarem danos nas calçadas e os galhos prejudicarem as fiações. Deve comprar a muda em casas especializadas ou solicitar à prefeitura da cidade. Ela não deve retirar a muda do saco plástico no qual vem envolvida, até que o local para o plantio esteja preparado. Abra uma cova de no mínimo 0,60m x 0,60m e 0,60m de profundidade ou use o tamanho do torrão que envolve as raízes como referência: a cova deve conter o torrão com folga. No caso de calçadas, respeite 50 cm a partir da sarjeta.

No fundo da cova, deve colocar um pouco de areia e cascalho fino para facilitar a drenagem e aproveite para aplicar composto orgânico ou esterco. Misturar a terra retirada com o composto orgânico. E lembre-se que o solo deve estar livre de entulho, pedras e lixo. Deve-se umedecer um pouco o torrão e retirar a muda da embalagem, cortando o saco plástico e colocar na cova, centralizando bem e tomando cuidado para que as raízes não fiquem expostas. Não afunde demais a muda, procurando manter o colo da árvore no mesmo nível da superfície. Deve aproveitar para colocar uma estaca de sustentação, ao lado do torrão da muda. A estaca é muito importante, especialmente no início do desenvolvimento da árvore, para evitar danos com ventos fortes e até para conduzir melhor o seu crescimento. Completar a cova com a terra adubada e firme bem ao redor do torrão. Providencie uma proteção para a muda, caso esteja sujeita a atos de vandalismo. Regar bem e esperar que a terra ceda. Completar o nível do solo com a terra adubada e fazer irrigações diárias, caso esteja atravessando um período seco. Durante a fase de crescimento, cortar os brotos que surgirem na base da muda, pois concorrem muito em nutrientes.

E como escolher a espécie adequada? Na hora de escolher a espécie de árvore que será plantada, pense primeiro que a espécie deve ter o porte adequado para o local, só depois leve em conta fatores como floração, tipo de folhagem ou de tronco, etc. Uma árvore de grande porte numa calçada, por exemplo, é um verdadeiro desastre. As espécies utilizadas na arborização de ruas, por exemplo, devem ser muito bem selecionadas, pois ficarão sujeitas à condições adversas. Em seu habitat natural, fatores como porte, tipo e diâmetro da copa, hábito de crescimento das raízes e altura da primeira bifurcação se comportam de forma diferente do que ocorre na cidade. Outro fator a se considerar é a condição de adaptação, sobrevivência e desenvolvimento no local escolhido para plantio.

Nas calçadas, a atenção deve ser redobrada. A copa da árvore deve ter formato, dimensão e engalhamento adequados. A dimensão da copa deve ser compatível com o espaço disponível, permitindo o livre trânsito de veículos e pedestres, evitando danos às fiações, fachadas e bloqueio da sinalização e iluminação. Além disso, o ideal é dar preferência a espécies que não dêem flores ou frutos muito grandes, para evitar acidentes com pedestres. Deve-se ter muitos cuidados com a escolha de espécies de grande porte. Elas podem ultrapassar a 8 metros de altura. Evite plantar em locais onde provoquem danos aos fios da rede elétrica: Casuarina (Casuarina equisetifolia), Paineira (Chorisia especiosa), Ipê amarelo (Tabebuia chrysotricha), Ipê rosa (Tabebuia avellanedae), Ipê roxo (Tabebuia impetiginosa), Suinã (Erythrina falcata), Sibipiruna (Caesalpina peltophoroides) e Tipuana (Tipuana tipu). Já as árvores de pequeno porte medem entre 2 a 4 metros e são indicadas para pequenos espaços. Eis algumas: Cerejeira ornamental (Prunus sp.), Ipê-rosa-anão (Tabebuia avellanedae var.paulensis), Jasmim manga (Plumeria alba) e Resedá (Lagerstroemia indica). Alguns arbustos podem ser conduzidos por meio de podas, durante o crescimento, e se tornar lindas arvoretas. Um dos melhores exemplos é o Manacá-de-cheiro (Brunfelsia pauciflora var. Calycina).

Estas são as principais árvores ornamentais que podem ser cultivadas em centros urbanos, lembrando que nem todas podem ser usadas nas calçadas e passeios: Unha-de-vaca ou pata-de-vaca (Bauhinia variegata)- floresce de julho a outubro. Porte: 8 metros; copa arredondada com diâmetro de mais ou menos 4 metros. Alecrim-de-campinas (Holocalyx balansae) – floresce de outubro a fevereiro. Porte: de 15 a 25 metros; copa arredondada com diâmetro de mais ou menos 6 metros. Jacarandá mimoso (Jacarandá mimosaefolia) – floresce de setembro a dezembro. Porte: de 8 a 12 metros; copa com diâmetro de mais ou menos 6 metros. Resedá (Lagerstroemia indica) – floresce de outubro a março. Porte: de 4 a 6 metros; copa com diâmetro de mais ou menos 4 metros. Magnólia-amarela (Michelia champaca)- floresce de setembro a janeiro. Porte: 8 metros; copa piramidal com diâmetro de mais ou menos 5 metros. Ipê-amarelo (Tabebuia chrysotricha) – floresce em setembro. Porte: de 5 a 10 metros; copa arredondada com diâmetro de mais ou menos 3 metros. Quaresmeira (Tibouchina granulosa) – floresce de junho a agosto e de dezembro a março. Porte: de 6 a 10 metros; copa arredondada com diâmetro de mais ou menos 6 metros. Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) – floresce de novembro a fevereiro. Porte: de 5 a 12 metros; copa arredondada com diâmetro de mais ou menos 4 metros. E são inadequadas para o plantio em regiões urbanas: Eucalipto (Eucaliptus spp.), Guapuruvu (Schizolobium parahyba), Figueiras em geral (Ficus spp.), Flamboyant (Delonix regia), Paineira (Chrorisia speciosa), Pinheiro (Pinus spp.), Tulipa africana (Spathodea campanulata), Grevilea ou grevilha (Grevílea robusta), Abacateiro (Persea americana), Mangueira (Mangifera indica), Chapéu-de-sol (Terminalia catappa), Casuarina (Casuarina sp.), Pau-de-novato (Triplaris sp.) e Jaqueira (Artocarpus heterophyllus).

Enfim, o ideal seriam as árvores de pequeno porte (que atingem entre 4 e 5 metros de altura e raio da copa entre 2 e 3 metros). Porém, árvores de pequeno porte atrapalham a circulação de veículos e pedestres, pois a copa baixa restringe o espaço lateral nas vias públicas. Portanto deve-se priorizar o uso de espécies de médio (que atingem cerca de 10 metros de altura quando adultas e raio de entre 4 e 5 metros) e grande porte (aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 10 metros de altura e o raio de copa é superior a 5 metros). Em canteiros centrais, presentes em avenidas, pode-se utilizar árvores de médio a grande porte, caso este possua grandes dimensões (mais de 4 metros de largura), ou então espécies colunares, como as palmeiras. Elas apresentam forma adequada para este fim, além de servirem como referência aos condutores de automóveis. Porém não são apropriadas para uso em calçadas, seja pelo porte, na maioria das vezes grande como também pela dificuldade de manejo. Sempre que possível, deve-se utilizar espécies nativas, mas se estas não estiverem disponíveis, pode-se utilizar espécies exóticas adaptadas.

É particularmente importante considerar a altura dos veículos que transitarão pela rua uma vez que é comum as árvores de pequeno porte serem danificadas por grandes caminhões. Se o objetivo é arborizar os locais de estacionamento de veículos, deve-se utilizar espécies que proporcionem sombra, mas que não tenham frutos grandes, que possam causar danos aos veículos, folhas caducas de grande tamanho e outras características que dificultem o trânsito dos veículos. Em locais de clima frio, deve-se levar em consideração a deciduidade (a perda ou não das folhas) das plantas, pois espécies caducifólias levam a um maior aproveitamento da radiação solar. As árvores não devem ser plantadas em cima de encanamentos de água e esgoto evitando assim um possível entupimento destas redes pelas raízes. Para não prejudicar a sinalização e a iluminação devem ficar a uma distância de no mínimo 5 metros das placas e postes.

A importância do paisagismo para quem mora em grandes cidades

DANI

Daniela Sedo

Fumaça, carros, concreto, buzina… hoje é só o que se vê nas ruas das grandes cidades. A correria do dia a dia, a ausência do natural, do verde, faz com que as pessoas se estressem com mais facilidade. Uma boa maneira para estar mais próximo da natureza em meio a isso tudo é decorar residências e escritórios com plantas ou, se houver espaço, investir em um belo jardim. “Principalmente em cidades grandes, como São Paulo, as pessoas sentem muita necessidade de ver mais o verde, de estar em um lugar mais arejado, mais agradável, sem tanto cimento, tanto concreto. A decoração com plantas deixa o ambiente mais leve, bonito e agradável.”, afirma a arquiteta e paisagista Daniela Sedo. Em ambiente de empresas ou escritórios, que são geralmente mais sérios, um vaso de planta ou um pequeno jardim podem dar outro astral ao espaço. “As pessoas sentem que o ambiente está melhor e conseguem aproveitar mais o dia a dia no trabalho. Olhar para uma planta, levantar de vez em quando para regar a plantinha, ver nascer uma flor. As pessoas realmente interagem com a vegetação e se sentem bem com isso.”, conta Daniela.

A arquiteta paisagista ainda afirma que no caso de apartamentos, utilizar a varanda, cantinhos pela casa, como embaixo da escada, ou fazer um jardim de inverno pode ser uma boa escolha para integrar a natureza a casa. “Em varandas de apartamentos, o paisagismo deixa a varanda convidativa, harmoniosa, bonita, além de dar mais privacidade às pessoas que moram em prédios que são muito próximos uns dos outros”. No entanto, é necessário consultar um especialista para que ele indique a espécie ideal de planta. “A escolha de espécies depende de vários fatores, entre eles, o tipo de solo, o local, a disponibilidade da pessoa em cuidar das plantas. De acordo com esses parâmetros é que são definidas as espécies. Sempre levando em consideração os gostos do cliente.”, finaliza Daniela Sedo, que além de fazer projetos de arquitetura externa e paisagismo para empresas e residências, também oferece o serviço de manutenção de jardins e vasos em áreas comerciais, residenciais e para aqueles que não têm tempo de cuidar de suas plantas.

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Uma resposta

  1. Ta precisando de muitas árvores por aqui obr

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