Os riscos dos trabalhadores no cultivo do abacaxi

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TPM para Operadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 04/10/2013

Como Conscientizar e Habilitar operador a entender a praticar o TPM.

abacaxi.jpgA Fundacentro realizou um estudo sobre a saúde dos trabalhadores que atuam no cultivo do abacaxi. O Brasil é o segundo produtor mundial nesse segmento, segundo dados de 2011, e os trabalhadores sofrem com um esgotamento que eles denominam como tanguá. “É um processo de exaustão. O trabalhador chega ao limite, sente câimbras e tremedeiras, tem desmaios”, explica a pesquisadora da Fundacentro, Cristina Gonzaga.

A pesquisadora, que tem estudos na área de cana-de-açúcar, foi procurada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guaraçaí/SP. Em princípio, o pedido era para estudar as luvas de proteção usadas no cultivo do abacaxi. Mas logo nas primeiras conversas foi mencionada a ocorrência de uma espécie de “canseira” que acomete alguns trabalhadores e os faz procurar o posto de atendimento médico. É o chamado tanguá, esgotamento no trabalho similar ao birola que ocorre no corte manual da cana.

Para realizar o estudo, os pesquisadores optaram pela análise coletiva do trabalho, metodologia que reúne os trabalhadores para descrever de forma detalhada sua jornada laboral. Foram quatro reuniões, sendo que na última ocorreu a validação do material estudado por oito trabalhadores. “Os trabalhadores validaram o estudo, concordando que sofrem muito para trabalhar, são acometidos por dores e acidentes de trabalho”, afirma Cristina Gonzaga.

Os relatos dos trabalhadores apontaram problemas osteomusculares e a presença de animais peçonhentos como escorpião, cobra e aranha no local de trabalho. Outra questão importante foi o trabalho precário. Os trabalhadores são estimulados a não ter vínculo empregatício, o que interfere no fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e nas formas de controle do trabalho.

“O vinculo empregatício interfere no horário de trabalho e descansos, no controle da qualidade do trabalho exercido, na forma de pagamento e no valor da diária, na forma de atuar em caso de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, nos benefícios concedidos e nas tarefas exercidas”, afirma a pesquisadora da Fundacentro. “Nenhuma tecnologia é aplicada para melhorar as condições de trabalho, como na aplicação de adubo químico e de herbicidas com as mãos. Situação que expõe os trabalhadores ao contato direto com os agentes químicos e ocasiona sobrecarga física pela postura exercida, carga transportada e também pode provocar dermatoses ocupacionais nas mãos”.

Em relação ao tanguá, percebeu-se que ele está relacionado às condições adversas de trabalho. Além da exposição química sem proteção, há problemas gerados pelas condições ambientais, como excesso de calor, chuva, frio; animais peçonhentos e objeto de trabalho agressivo. O ritmo intenso, os elevados esforços físicos, as posturas inadequadas, a má alimentação e desidratação ainda marcam esse tipo de trabalho.

O estudo contou a participação das pesquisadoras da Fundacentro, Maria Cristina Gonzaga e Sandra Donatelli; do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador – Cerest de Ilha Solteira/SP, Ana Paula Tencarte e Eliana dos Santos; e do professor da Universidade Federal da Paraíba, Paulo José Adissi.

A pesquisa possibilitou também a elaboração de um protocolo de intenções entre a Fundacentro, o Departamento Municipal de Saúde da Prefeitura de Ilha Solteira, a Associação dos Produtores de Abacaxi do Município de Guaraçaí – Apamg e o Sindicato Rural de Guaraçaí. O objetivo é pesquisar todas as fases do processo produtivo do abacaxi, reconhecer os riscos, propor equipamentos de proteção individual e ferramentas de trabalho adequadas.

Nessa nova fase, a pesquisa se centrará em olhar para o trabalho real, por isso a ida a campo é fundamental. Serão realizadas algumas etapas da análise ergonômica. Serão avaliadas estratégias operacionais individuais e coletivas para proteger os trabalhadores. Alguns avanços já começam a ser percebidos como a contratação de médico do trabalho e técnico de segurança pela Apamg.

A atividade do abacaxi movimenta R$ 30 milhões anuais somente em Guaraçaí e abrange em torno de 3.500 hectares de área plantada. São produzidos 2,5 milhões de abacaxis. Desde a produção até a comercialização, cerca de três mil pessoas trabalham na área, o que corresponde a 38% da população do município. Dados de 2009, quando o Brasil era o maior produtor mundial de abacaxi, apontam uma produção de 2.206.490 toneladas. Os resultados dos estudos podem servir de referência para o cultivo do abacaxi em todo o país.

Além da precariedade das condições físicas e sociais durante a execução do plantio do abacaxi, os acidentes mais comuns envolvem perfuração em partes do corpo (pernas, braços, mãos, e pés), causados pelas folhas pontiagudas do abacaxi e aos ataques de serpentes peçonhentas. Em uma das falas de um trabalhador entrevistado, o mesmo coloca que o risco da presença de animais é maior quando da colheita das mudas para o plantio. Ressalta ainda que não há nenhuma proteção e como alternativa “tem que pular quando vê cobra”.

O Brasil é o segundo maior produtor de abacaxi, seguido da Tailândia, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Na região de Guaraçai, próxima a Araçatuba no estado de São Paulo, a produção do abacaxi é de 52,52%. Cerca de 3 mil pessoas, ou o equivalente a 38% da população da cidade são empregadas diretamente, dividindo-se em grupos de unidades de produção familiar e unidades patronais.

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Ar condicionado para salas de computadores

computerUm sistema de ar condicionado tem a finalidade de propiciar conforto térmico as pessoas ou a equipamentos especiais. A menos que uma sala possua computadores que necessitem de temperaturas baixas para trabalhar, se as pessoas estão sentindo frio, está havendo desperdício de energia, pois o sistema de ar condicionado esta refrigerando mais do que o necessário.

Deve-se regular o termostato do ar condicionado para uma temperatura onde todos se sintam confortáveis no ambiente de trabalho. Normalmente no que se refere a temperatura de ar condicionado para sala de computadores um padrão de 23°C e 50% de umidade pode ser adotado.

Mas, isto é feito quando existe controle de temperatura e umidade do ar, realizado normalmente em sistemas centrais de ar condicionado. Se o condicionamento for realizado com aparelhos, de janela, splits ou self, o controle restringe-se a temperatura.

Os sistemas de ar condicionado de precisão são projetados pra atender as necessidades de ambientes como data centers, salas de telefonia, switches e hubbies, centrais e coletoras de transmissão de telefonia, ambientes críticos de aplicação em mineração, óleo e gás e todos os ambientes onde o controle preciso de temperatura e umidade, e a confiabilidade extrema do aparelho sejam requeridos.

Esses sistemas são especialmente produzidos para ambientes que precisam de exatidão na temperatura para o bom funcionamento. Contam com especificações de alta vazão de ar, controle de condensação, controle de umidade e temperatura e elementos de proteção e redução de consumo de energia. São muito mais eficientes que os sistemas de ar centrais comuns, pois possuem alto índice de automação com sistemas de alerta contra alteração da temperatura e umidade.

Existem características únicas atingidas com o sistema. O ar condicionado de precisão tem como diferenciais sua durabilidade, confiabilidade, controle preciso de temperatura e umidade, alta vazão e alto fator de calor sensível. Além disso, são desenvolvidos para funcionamento 24 horas continuamente, baixa necessidade de manutenção e baixo consumo de energia.

Ambientes críticos requerem um controle rígido de umidade de 45% no mínimo a 55% no máximo e temperaturas estáveis e precisas. Tudo isso para que os componentes eletrônicos sensíveis funcionem perfeitamente e para que as operações de processamento e armazenamento de dados não sofram consequências, como falhas nos elementos e quedas no sistema. Aproximadamente 25% destes problemas são causados por instabilidades no sistema de ar condicionado.

E quais as diferenças entre ar condicionado de precisão e de conforto? O de conforto é projetado para atender as necessidades físicas de um ambiente voltado exclusivamente para pessoas. Possui baixo custo e é de fácil instalação, pois não possui nenhum componente eletrônico mais elaborado, diferentemente do sistema de precisão. O de conforto trabalha oito horas diárias, regula somente a temperatura, tem baixo custo aquisitivo, baixa vazão de ar e baixo calor sensível. Já o de precisão trabalha ininterruptamente 365 dias, faz a monitoração da temperatura e umidade, tem maior custo aquisitivo, tem alta vazão de ar e alto fator de calor sensível.

Uma norma que acaba de ser confirmada é a NBR 10080 (NB643) de 11/1987 – Instalações de ar condicionado para salas de computadores que fixa condições exigíveis para a elaboração de projetos de instalações de ar condicionado, para salas de computadores. Recomenda-se como critérios básicos de projeto: remover o calor onde é produzido; manter as condições de temperatura e umidade nas faixas especificadas; permitir a flexibilidade da instalação; possuir sistema de filtragem adequado; verificar as condições de conforto térmico resultantes.

Quanto à temperatura e umidade relativa, as recomendações são prescritas em 4.1. temperatura registrada no termômetro de bulbo seco de (22 ± 2)ºC e a umidade relativa de (50 ± 5)% devem ser mantidas, tanto para a sala do computador, como para as demais salas pertencentes ao sistema, tais como: sala de armazenamento de discos, fitas, formulários e cartões. Deve-se ainda observar, que quando o equipamento do computador não estiver em operação, conforme as condições locais, prever o funcionamento do sistema de ar condicionado, para assegurar a manutenção das condições ambientais.

Para o ar exterior, deve-se adotar valores que mantenham pressão positiva na sala de computador e anexos em relação aos ambientes adjacentes. A carga térmica do sistema é constituída pela carga térmica dissipadas pelos equipamentos, que deve ser calculada com base nos dados fornecidos pelos fabricantes dos computadores, e as demais cargas do recinto, conforme os critérios adotados na NBR 6401. Para o insuflamento e retorno de ar, recomenda-se as características prescritas de 7.1 a 7.5.

7.1 Flexibilidade para permitir remanejamento na sala do computador.

7.2 Para remover a carga térmica do computador, recomenda-se ainda que o insuflamento seja por “plenum” sob o piso elevado. O “plenum” deve: ser estanque nos limites da sala; evitar concentração; permitir fácil limpeza; ter dimensões compatíveis à distribuição do ar; e ser isolado termicamente, quando necessário.

7.3 Deve-se evitar a colocação de bocas de insuflamento diretamente na base do computador, para impedir que a umidade excessiva do ar danifique os componentes do mesmo.

7.4 Para atender o conforto humano, o insuflamento deve ser acima da zona de ocupação.

7.5 O retorno do ar deve ser feito ao nível do teto e na região do computador.

Já a filtragem do ar, no caso do ar exterior para renovação e o ar a ser insuflado na sala do computador e de fitas e discos deverão ser filtrados. A classe de filtragem do ar insuflado deverá ser a recomendada pelo fabricante do equipamento do computador. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe F 1 da NBR 6401. A classe de filtragem do ar exterior deverá ser compatível com as condições externas. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe G 2 da NBR 6401. Para o nível de ruído, deve-se adotar os níveis 40 NC a 60 NC de acordo com a NBR 6401, com o computador desligado.

O tipo de sistema de ar condicionado a ser adotado para salas de computadores será definido pelo projetista de ar condicionado, em função das recomendações do usuário, projeto arquitetônico, condições do local e outros fatores. Com relação à operacionalidade, quando o sistema de ar condicionado para sala de computadores for parcela de um sistema global maior, recomenda-se que o mesmo seja desvinculado do sistema, permitindo assim a sua operação e controle independentemente do restante do sistema.

O sistema de ar condicionado para sala de computadores deve ter as características: ser passível de expansão; ter condições para funcionamento ininterrupto e para isto os equipamentos essenciais deverão ter reserva, ou possibilidade de serem substituídos através de manobras simples, por outros que normalmente atendam outras áreas condicionadas; ter sua operação e manutenção efetuada sem interferir nos trabalhos da sala de computadores; permitir conexão a um sistema de energia elétrica de emergência.

Recomenda-se instalar um sistema de alarme com sinalização visual e/ou sonora na sala do computador, para indicar desvios das faixas estabelecidas para temperatura e umidade relativa. Recomenda-se a interligação do sistema de ar condicionado ao sistema de proteção contra incêndio. A operação do sistema de ar condicionado deverá ser automática, utilizando os seguintes controles: termostatos para refrigeração e aquecimento, umidostatos para comandar umidificação e/ou desumidificação; chaves de fluxo, termostatos limite e termostatos de segurança.

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Norma Regulamentadora nº 01 de Segurança e Saúde no Trabalho está em consulta pública

A Norma Regulamentadora nº 01 (NR 01), que estabelece requisitos mínimos para prevenção em segurança e saúde no trabalho (SST), está em consulta pública até 25 de setembro. As sugestões da sociedade podem ser encaminhadas ao Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho – DSST pelo e-mail normatizacao.sit@mte.gov.br “Ainda existem algumas imperfeições que precisam ser corrigidas, por isso sugestões são bem vindas”, acredita Gilmar Trivelato, que participou do Grupo de Estudo Tripartite (GET) responsável pela elaboração da NR 01. Por outro lado, destaca que a nova norma forçará as empresas a fazerem a prevenção de forma organizada. “A gestão de papel tem que acabar”.

A criação da NR 01 foi motivada por uma necessidade de coerência e harmonização conceitual entre todas as NRs. Assim ela harmoniza conceitos e traz uma abordagem integral de todos os riscos, visando à prevenção. “Os elementos mínimos e os princípios estruturantes precisam ser comuns a todas NRs. Por isso a NR 01 será base para todas as demais. Claro que há normas específicas para tratar da mineração, de frigoríficos, entre outras, mas a linha de raciocínio tem que ser comum”, explica o pesquisador Gilmar Trivelato.

O objetivo da NR 01 é eliminar e reduzir os riscos à saúde e integridade física e moral dos trabalhadores. A empresa precisa fazer uma prevenção integrada, olhando o conjunto de riscos e não se limitar a uma abordagem segmentada. Além da prevenção do acidente, não se pode esquecer as questões ligadas à saúde, à higiene do trabalho, à ergonomia e à organização do trabalho.

A norma se aplica a todas as organizações e ao trabalho executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, que não se distinguem do trabalho realizado no estabelecimento do empregador, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. “A NR 01 será uma norma em que os aspectos de gestão terão validade para todos os setores, e os aspectos conceituais serão os mesmos”, afirma o pesquisador da Fundacentro.

Outro ponto ressaltado é que a prevenção não pode se basear exclusivamente no uso continuado do Equipamento de Proteção Individual. “Claro que há atividades em que é necessário o uso de EPI, mas a prevenção não é só isso. É preciso mudar o processo de trabalho, substituir equipamentos e materiais, eliminar fontes de risco, adotar medidas preventivas coletivas que não dependam do comportamento das pessoas”, completa Trivelato.

Uma das novidades é que o empregador terá autonomia para organizar e integrar o processo de prevenção em SST em planos, programas, ações e sistemas de gestão de riscos voluntários, que poderão ser considerados pela Inspeção do Trabalho como substitutos ou equivalentes aos programas de prevenção e gestão obrigatórios nas Normas Regulamentadoras. No entanto, deve ficar demonstrado o atendimento a todos os preceitos e exigências previstos legalmente. Todos os empregadores deverão elaborar o Documento Síntese (DS), que conterá os registros das avaliações de riscos e ações de prevenção referentes a cada estabelecimento da organização. Esse material será assinado por um responsável legal pela empresa e revisto a cada dois anos, no mínimo, ou sempre que houver modificações significativas nos riscos existentes.

“Esse é um documento administrativo e fiscal, muito similar a uma declaração de imposto de renda. Nossa lógica é a seguinte, empresas que não têm risco simplesmente vão assinar uma declaração que comprove isso. Mas terão de fazer o controle médico da saúde de seus empregados. Caso seja identificado algum problema, a empresa terá de sair dessa condição”, relata Gilmar Trivelato.

Já para as empresas onde forem identificados riscos importantes, o Documento Síntese será proporcional à complexidade de cada situação. “Uma empresa de grande porte tem vários documentos em relação à SST. O que a norma exige é que se elabore um documento síntese da sua prevenção. Muitas vezes você chega a uma grande empresa e encontra muitos documentos relativos à gestão da segurança e saúde no trabalho, mas é tudo fragmentado. No caso de uma grande empresa, será possível elaborar um documento síntese para cada unidade, conforme a conveniência. Em uma empresa de pequeno porte, provavelmente será um único documento”, esclarece Gilmar.

Como o documento tem caráter administrativo e fiscal, será assinado pelo dono da empresa. O raciocínio para elaborá-lo é o mesmo da declaração do imposto de renda. Se não houver riscos significativos, é possível fazer sozinho; se for complexo, é necessário um especialista.

Houve ainda o compromisso de se criar uma norma que atendesse a pequena empresa. “Embora não esteja explicitamente mencionado no texto submetido à consulta pública, na prática isso vai ocorrer”, diz o pesquisador. A Fundacentro se comprometeu a lançar um manual de como implementar a prevenção e elaborar um documento síntese para as empresas de pequeno porte. Em relação à avaliação dos riscos, o Grupo de Estudo Tripartite estabeleceu alguns critérios mínimos e deixou flexibilidade para que a empresa se ajuste e desenvolva sua própria abordagem.

A nova norma, além de priorizar a prevenção, chama a atenção por dar visibilidade ao trabalhador nesse processo. O direito de recusa, por exemplo, é ressaltado no texto. O trabalhador tem o direito de interromper uma atividade ou se recusar a executá-la quando houver evidência ou suspeita de riscos à saúde, segurança ou integridade do trabalhador.

Da mesma forma, em diferentes momentos, preconiza-se que a gestão seja feita com a participação do trabalhador, que deve ser ouvido e informado sobre os riscos. Assim o direito à informação e o direito a ter voz também estão presentes na NR 01.

“Tentamos enfatizar a participação dos trabalhadores. Não se trata de uma questão ideológica, mas de um aspecto técnico fundamental. Ouvir o trabalhador é uma questão metodológica, não ouvi-lo é um erro técnico grave. O trabalhador precisa proporcionar informações sobre o trabalho real e apontar o que está inadequado. O mesmo deve ocorrer no que diz respeito ao direito de recusa, que já está previsto em Convenção da OIT”, defende Trivelato.

Inspirada na ISO 31000 – gestão de riscos, a NR 01 ainda separa a estrutura da gestão (parte administrativa da gestão da saúde e segurança) e o processo de gestão de riscos (processo preventivo ocorrendo). Outro aspecto importante é a corresponsabilidade em relação aos riscos no caso de contrato de serviço, mas a responsabilidade primária é de quem gera o risco. “É comum encontrar empresas contratantes que fazem exigências tiranas, que nem elas cumprem e nem sempre oferecem condições para que a prevenção seja feita”, alerta o pesquisador da Fundacentro.

PROPOSTA DE TEXTO NORMATIVO

NR 01 – PREVENÇÃO EM SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

SUMÁRIO

1. Objetivo e Aplicação

2. Definições Básicas

3. Prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho

3.8. Organização para a Prevenção em SST

3.9. Avaliação de Riscos

3.9.6. Identificação de Riscos

3.9.7. Análise e Julgamento de Riscos

3.10. Eliminação e Redução de Riscos

3.11. Acompanhamento, Medição de Desempenho e Revisão das Ações Preventivas

4. Documentação

5. Obrigações dos Empregadores

6. Participação dos Trabalhadores na Prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho

7. Preparação para Emergências

8. Acompanhamento da Saúde dos Trabalhadores

9. Análise de Acidentes e Agravos à Saúde dos Trabalhadores

10. Relações Contratantes e Contratadas

11. Capacitação de Trabalhadores

12. Prevenção em SST para Trabalhadores com Deficiência, Reabilitados, Readaptados ou em Situação de Maior Vulnerabilidade

- Glossário e Definições

Para acessar o texto completo e participar do processo de consulta, acesse o link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2014/08/consulta-pc3bablica-da-nr-01-gsst.doc

congresso

Ergonomia: muito além do mobiliário

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

ergonomiaAmbiente de trabalho precisa oferecer atmosfera saudável aos colaboradores

Com um conceito bem mais abrangente do que muita gente visualiza, a ergonomia visa proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente aos colaboradores. Para ser considerado ergonômico não basta apenas um mobiliário adequado, é preciso que o ambiente de trabalho esteja totalmente adaptado às características psicológicas e também fisiológicas dos trabalhadores. Por esse motivo, questões como materiais, ruído, iluminação, vibrações, ambiente térmico, duração da tarefa, horários das pausas, modelo de treinamento e aprendizagem, são parâmetros levados em conta na análise de risco ergonômico.

No Brasil, a NR 17 é a norma reguladora que abrange todas as questões relacionadas ao tema. Segundo ela, cabe ao empregador oferecer aos seus colaboradores, no mínimo, as condições de trabalho estabelecidas na legislação. “Todas as empresas, independente do porte e das atividades exercidas, precisam estar em conformidade com a NR 17. Quando pensamos em ergonomia, devemos considerar tudo o que sobrecarrega o corpo humano. O mercado de trabalho precisa se adequar para oferecer condições saudáveis para seus colaboradores”, explica Janaína Abou-Rejale, fisioterapeuta do trabalho e ergonomista do Imtep Saúde Empresarial..

O descumprimento das exigências da NR 17 pode ocasionar em multas e processos trabalhistas. Os órgãos públicos, como a Vigilância Sanitária e o Ministério do Trabalho, são responsáveis por fiscalizar e solicitar, quando necessário, a análise ergonômica do ambiente de trabalho. “Muitas vezes vemos que as empresas dispõem de todos os materiais necessários para o atendimento da norma, como os apoios para pés, tão populares nos escritórios.

Porém os próprios colaboradores por desconhecimento ou desinteresse utilizam o mobiliário de forma incorreta. É preciso que os profissionais levem a sério as orientações, que zelem por sua saúde e que busquem refletir sobre as consequências que essas negligências podem trazer a curto e longo prazo”, explica a ergonomista. Uma gestão do capital humano voltada para a conscientização e prevenção pode auxiliar no aumento da adesão as medidas de confortabilidade.

Entre as vantagens de um ambiente ergonomicamente confortável estão a otimização do desempenho profissional, a diminuição da ocorrência de doenças ocupacionais, redução de ações trabalhistas, do estresse ocupacional, das faltas e a conformidade com a legislação trabalhista. “Existem várias soluções simples e econômicas que podem transformar o local de trabalho em um ambiente adequado. O ideal é sempre buscar a orientação de um especialista”, finaliza.

 

No escritório: Na indústria: Dicas:
  • Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado para esta posição.
  • Bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação.
  • Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem possuir altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida.
  • Nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros devem ser incluídas pausas para descanso.
  • Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança.
  • Para as atividades em que os trabalhos são realizados em pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais de circulação dos trabalhadores durante as pausas.
  • Educar e orientar os colaboradores em relação a boa postura com cartazes educativos e instruções constantes.
  • Substituir sacas pesadas por sacas mais leves.
  • Implantar pausas para recuperação da fadiga.
  • Treinar os colaboradores em diversas tarefas, o que permite um trabalho em sistema de rodízio.
  • Baseado na altura do colaborador, regular a altura do monitor de vídeo e da bancada de trabalho.
  • Evitar horas extras.
  • Ter profissionais suficientes para suprir as faltas e épocas de grande produção.

 

Trabalho: fisioterapeuta alerta sobre o adoecimento a longo prazo

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324
Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligado à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

Falta de prevenção de lesões pode ocasionar degenerações e até incapacitações, nos casos mais graves

As dorsalgias (doenças nas costas) e as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são as principais responsáveis por afastamentos do trabalho atualmente, sobretudo, na administração pública. Em 2012, o Brasil registrou 705 mil acidentes de trabalho, sendo 15 mil relacionados às doenças ocupacionais, segundo a Previdência Social. No mesmo período, foram emitidos 840 mil benefícios acidentários (aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-acidente), que resultou em mais de 8 bilhões aos cofres públicos. A fisioterapeuta Angela Lepesqueur, diretora do Instituto da Coluna Vertebral (ITC Vertebral) de Brasília e representante da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna (ABR Coluna) no Distrito Federal, especialista em coluna vertebral, defende mais conscientização e maior empenho dos poderes público e privado na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Dentre os 50 códigos de CID com maior incidência nos acidentes de trabalho, segundo dados de 2012, a dorsalgia ocupa o terceiro lugar com 5,02% do total de acidentes, atrás do ferimento do punho e da mão (9,84%) e fratura ao nível do punho ou da mão (6,99%). Nas doenças ocupacionais, os CIDs mais incidentes são lesões no ombro (21,08%), sinovite (13,85%), tenossinovite (6,93%) e dorsalgia. As principais consequências dos acidentes de trabalho foram incapacidades temporárias com menos e mais de 15 dias, com participações que atingiram 43,5% e 39,1% do total, respectivamente. Só em 2013, as LER/DORT provocaram 2.191 afastamentos em decorrência de danos ao sistema osteomuscular e tecido conjuntivo.

Angela Lepesqueur explica que os tipos mais comuns de doenças laborais são tendinites, sinovites e compressões de nervos periféricos. Ela alerta que sobrecargas das estruturas musculoesqueléticas causadas por posturas mantidas por longos períodos de tempo e/ou esforços excessivos das estruturas podem gerar incapacitações e degenerações nos casos mais graves. “Todas as vezes que mantemos posturas por mais de 50 minutos a 1 hora, devemos ficar atentos, pois pode ocorrer deformidades nas fibras musculares que geram processos compensatórios nas articulações e estes processos podem levar a degenerações. Outro ponto alarmante é a presença de dores relacionadas aos esforços ou as posturas prolongadas.”, comenta.

Ela recomenda a procura de profissionais da saúde desde os primeiros sintomas das doenças, como dores, inchaços, contraturas musculares e processos inflamatórios. “Nosso organismo vai se defendendo da maneira como pode, gerando compensações, mecanismos de proteção, etc. até que um dia o corpo não consegue mais compensar e o problema fica mais grave. Neste ponto normalmente ocorre o aparecimento de dores mais contínuas e com maior intensidade, e ocorre a perda da função. Somente neste ponto é que a maioria das pessoas que procuram ajuda e, infelizmente, nem sempre a ajuda é eficaz.”

Pesquisa recente da Previdência Social aponta que as dorsalgias foram as principais causadoras dos mais de 2,7 milhões de afastamentos acidentários entre 2000 e 20011. Motivadas por fatores de riscos ergonômicos (como má postura e esforços repetitivos) e sobrecarga mental, as dorsalgias e os distúrbios osteomusculares superaram os casos traumáticos em número de afastamentos. “Enquanto as primeiras, responsáveis pelos afastamentos por doenças do trabalho, alcançaram peso de 20,76% de todos os afastamentos, aquelas do grupo traumático, responsáveis pelos acidentes típicos, representaram 19,43% do total. Juntas elas respondem por 40,25% de todo o universo previdenciário.”, afirma o estudo.

De acordo dados de 2013 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho; 321 mil por consequência de acidentes no trabalho; 160 milhões sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho. Também aponta que 317 milhões de acidentes laborais nãos mortais ocorrem a cada ano. A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidente ou doença relacionada ao trabalho; e a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral. Segundo estes dados, o Brasil ocupa o quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

Segundo Angela Lepesqueur, medidas simples como adoção de mobiliários ergonômicos, alternância de posturas e práticas de exercícios ocupacionais podem fazer grande diferença para trabalhadores, empresários, sociedade (contribuintes do INSS) e governo. “A nossa sociedade infelizmente não possui a mentalidade preventiva, pois na maioria das vezes, não temos uma visão de longo prazo da longevidade dos nossos trabalhadores. O sistema econômico que vivemos não favorece um tempo de trabalho muito longo para os funcionários, com exceção dos cargos em que há maior estabilidade, como os empregos públicos. Temos que conscientizar tanto o governo quanto a iniciativa privada de que é muito mais barato prevenir lesões do que tratá-las, fora a questão moral que envolve o assunto.”, opina.

O controle das pragas urbanas precisa ser feito de acordo com as normas técnicas

pragasAtualmente, os insetos e animais estão invadindo o ambiente urbano e provocando danos à saúde humana podendo picar, morder, danificar alimentos e objetos. São, também, considerados vetores quando transmitem uma determinada doença ao homem, como, por exemplo, o rato que transmite a leptospirose e o mosquito que transmite a dengue.

Normalmente as pragas geram seus filhotes no inverno e se propagam no verão, época em que as baratas, ratos, mosquitos, moscas, cupins, pombos, formigas e outros são mais vistos. Com a chegada do verão as pragas urbanas começam a se proliferar, pois é na alta temperatura que elas aparecem.

As pragas migram para as zonas urbanas buscando alimentação e abrigo, o que é proporcionado pelo próprio homem, quando esses mantêm ambientes sujos e quando depositam lixo em locais inadequados. Dentre as principais espécies encontradas em áreas urbanas destaca-se as baratas, os pombos, as formigas e os roedores.

As baratas, com aproximadamente 4.000 diferentes espécies, se proliferam com grande facilidade e podem viver até três anos, além de provocar intoxicação alimentar, infecções, diarréia e contaminações. Os pombos vivem em grupos, mas quando esse toma grandes proporções as aves passam a disputar território. Além de estarem presentes em toda a cidade, transmitem inúmeras doenças ao homem. As formigas, que formam inúmeras colônias numa pequena área, podem provocar infecções e doenças, pois são vetores de micróbios. Ratos, ratazanas e camundongos adaptaram-se muito bem à maneira de viver do homem, tornando- se uma praga de grande relevância. Atualmente os ratos e suas pulgas espalham diversos tipos de doenças como: tifo, febre da mordida, leptospirose, hantavírus, triquinose, salmonelose e outras.

Para prevenir o deslocamento de pragas para as áreas urbanas algumas ações são necessárias, como: não amontoar lixo ou materiais em desuso, manter alimentos em locais fechados, vistoriar depósitos e locais onde alimentos são armazenados periodicamente, mantendo o local sempre limpo. Ao detectar a presença de qualquer espécie é importante acionar uma equipe especializada em controlar pragas e vetores para que o local seja inspecionado e, após a inspeção, seja realizada a erradicação de tais espécies.

A NBR 15584, sob o título geral “Controle de vetores e pragas urbanas”, contém as seguintes partes: Parte 1: Terminologia; Parte 2: Manejo integrado; Parte 3: Sistema de gestão da qualidade – Requisitos particulares para aplicação da ABNT NBR ISO 9001:2000 para empresas controladoras de pragas. A parte 2 estabelece princípios para o manejo de vetores e pragas urbanas, que ofereçam riscos e danos à saúde humana e animal, bem como prejuízos ambientais e econômicos.

Aplica-se à atuação das empresas controladoras de praga (ECP) nos diversos ambientes, tais como indústrias em geral, instalações de produção, manipulação, armazenagem, transportes e distribuição, comercialização de alimentos, produtos farmacêuticos e cosméticos para saúde humana e animal, fornecedores de matéria prima, áreas hospitalares, clínicas, clubes, escolas, hotéis, shopping centers, residências e condomínios residenciais e comerciais, veículos de transporte coletivo, aeroportos, portos, locais de entretenimento e órgãos públicos e privados, entre outros.

O manejo integrado de vetores e pragas urbanas envolve um conjunto de ações a serem implementadas, visando impedir que vetores e pragas sinantrópicas se instalem e reproduzam no ambiente, através da adoção de medidas preventivas e corretivas, utilizando-se o máximo de competência técnica, bem como a correta aplicação de desinfestantes domissanitários. A inspeção do ambiente para identificação do problema e das pragas é indispensável.

As decisões são baseadas nas informações coletadas em cada caso, com as partes envolvidas, com as quais se devem ter uma boa e constante comunicação para se alcançar o êxito geral do programa, visando a proteção da saúde humana e a preservação do meio ambiente. A solução para controlar a ação dos vetores e pragas nos ambientes exige integração dos métodos possíveis de serem executados, sistema de monitoramento eficiente, associados às medidas preventivas e corretivas, controle químico e/ou biológico, evitando perdas econômicas e mantendo a qualidade para comercialização e consumo dos produtos, bem como o ambiente saudável.

O controle químico e/ou biológico, a partir da utilização de desinfestantes domissanitários. visa controlar vetores e pragas. atuando como importante coadjuvante. Todas essas medidas consistem no manejo integrado de vetores e pragas urbanas.

Um programa de manejo integrado de vetores e pragas em ambientes urbanos pode ser dividido em duas etapas distintas: planejamento e execução. O planejamento refere-se a todas as atividades envolvidas previamente a qualquer ato de controle. Para esta etapa é fundamental ampla integração entre as partes envolvidas, tanto entre os responsáveis pela execução futura, como aqueles que, embora venham a receber a referida prestação de serviço, contribuem nos resultados a serem alcançados.

A inspeção do local envolve a avaliação do local, incluindo a de estruturas edificadas, seu entorno e de pontos propicias para o acesso, desenvolvimento e instalação de vetores e pragas, identificação dos fluxos de entrada e salda de veículos, equipamentos, pessoas, animais, materiais, resíduos sólidos e afluentes. A identificação das espécies existentes e potenciais deve ser feita a partir da inspeção do local, através dos vestígios ou espécimes encontrados e de histórico relatado pelo contratante. Tais informações servem como indicativo para identificar o potencial de se tornarem pragas frente às condições ambientais.

A determinação de objetivos deve ser realizada dentro do conceito de nível de dano, seja à saúde, ao ambiente ou econômico, deve-se nesse momento estabelecer objetivos, metas e práticas a serem seguidas na execução. Quanto à execução, compreende as medidas preventivas e curativas desenvolvidas em conformidade com os objetivos previamente estabelecidos na inspeção do local. Compreende as práticas higiênico-sanitárias e adequação de estruturas utilizando barreiras físicas, visando redução e exclusão de pontos falhos, reduzindo/impedindo o acesso de vetores e pragas oriundos de ambientes externos ou existentes no ambiente interno. Esse conjunto de medidas tem como finalidade a proteção do local.

Quando as medidas preventivas forem insuficientes para atingir os objetivos traçados, métodos de controle devem ser empregados. Utilizando os dados obtidos durante a inspeção do local e de suas atividades, estabelecer qual técnica de controle pode ser implementada, podendo essa ser física, biológica, química ou a combinação dessas. As ações executadas devem ter os seus resultados monitorados constantemente, visando determinar seu nível de eficácia, ajustes ou mudanças estratégicas. A frequência do monitoramento é variável conforme os objetivos estabelecidos.

Os dados do monitoramento devem ser compilados de forma a organizar um histórico do local manejado, propiciando condições de análises de sazonalidade e rastreabilidade de ocorrências, facilitando assim os ajustes para objetivos futuros. É parte fundamental do conceito de manejo integrado valorizar a informação contemplando a proteção ao operador, ao contratante e á sustentabilidade ambiental.

Já a parte 3 visa compatibilizar os requisitos da NBR ISO 9001 com os requisitos específicos aplicáveis às ECP. Esta norma especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade de uma ECP, que podem ser usados para aplicação interna, para certificação ou para fins contratuais e que, uma vez atendidos, demonstram que a ECP possui um sistema de gestão da qualidade adequado ao fornecimento de serviços que atendam aos requisitos dos clientes, bem como aos requisitos regulamentares aplicáveis.

A norma promove a adoção de uma abordagem de processo para o desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia de um sistema de gestão da qualidade para aumentar a satisfação do cliente pelo atendimento aos seus requisitos. Para uma organização funcionar de maneira eficaz, ela tem que identificar e gerenciar diversas atividades interligadas. Uma atividade que usa recursos e que é gerenciada de forma a possibilitar transformação de entradas em saídas pode ser considerada um processo.

Frequentemente a saída de um processo é a entrada para o processo seguinte. A aplicação de um sistema de processos em uma organização, junto com a identificação, interações desses processos e sua gestão, pode ser considerada como a abordagem de processo.

Uma vantagem da abordagem de processo é o controle contínuo que ela permite sobre a ligação entre os processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sua combinação e interação. Quando usado em um sistema de gestão da qualidade, esta abordagem enfatiza a importância de entendimento e atendimento dos requisitos; a necessidade de considerar os processos em termos de valor agregado; a obtenção de resultados de desempenho e eficácia de processo; e melhoria contínua de processos baseada em medições objetivas.

Cremes protetores são considerados Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

cremeA pele humana tem diversas funções: tato, regulação térmica, proteção do corpo contra ataques mecânicos, físicos, químicos e biológicos. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Por estar em contato direto com o meio externo, está sujeita a sofrer todos os tipos de agressões: sol, contaminantes diversos, bactérias, insetos, entre tantas outras exposições.

Para garantir que a pele esteja protegida contra as exposições no ambiente de trabalho, é necessário a utilização correta nesse caso em específico, dos cremes ocupacionais. Existe uma grande variedade de cremes ocupacionais no mercado: protetor solar, repelentes, cremes para proteção contra químicos, entre outros. Para a escolha adequada do creme ocupacional é necessário saber o agente de exposição.

Dessa forma, os cremes para proteção da pele são produzidos com alguma substância que se aplica antes do trabalho para proteger a pele, formando uma espécie de barreira protetora entre a pele e os agentes agressores. E quando utilizar os cremes protetores da pele? Água: o contato prolongado com a água deixa a pele suscetível a rachaduras; substâncias oleosas: estes contaminantes possuem agentes irritantes e sensibilizantes podendo trazer riscos de alergias; solventes: removem a camada de gordura da pele, deixando-a suscetível a irritações; micro-organismos: presença de fungos e bactérias causam dermatoses, ou ainda um fator desencadeante de diversas doenças; sol (radiação UV): a ação dos raios ultravioletas pode ser percebida em alguma horas, ou ainda ter efeitos a longo prazo, como o câncer de pele.

Os cremes de proteção são fabricados em algumas classes: Grupo 1- água- resistentes: são aqueles que, quando aplicados à pele do usuário, não são facilmente removidos com água; Grupo 2- óleo- resistentes: são aqueles que, quando aplicados à pele do usuário, não são facilmente removíveis na presença de óleo; e Grupo 3- cremes especiais: são aqueles com indicações de uso definidos, especificados pelo fabricante.

Assim, substâncias como solventes (thinner, gasolina, querosene, xileno, tolueno, acetona e outros), óleos minerais e vegetais, tintas, resinas, ácidos, álcalis (cimento, cal, ácidos clorídrico, sulfúrico, nítrico), metais (cobalto, níquel, cromo), são irritantes da pele e, alguns, alérgenos, provocando dermatites de contato que vão desde o ressecamento até uma cronificação irreversível, incapacitando o trabalhador. Há também as dermatites provocadas por agentes físicos, como as radiações UVA e UVB, e agentes biológicos, como as bactérias, fungos, picadas de insetos.

Lembrando, ainda, que agentes químicos e biológicos são absorvidos pela pele, passando para a corrente sanguínea. As dermatites de contato dos trabalhadores, ou dermatoses ocupacionais, são a doença ocupacional que acomete grande número de trabalhadores no Brasil, principalmente nas áreas da construção civil, limpeza, mecânica e metalurgia.

No Brasil, os cremes protetores já eram utilizados por empresas multinacionais desde a década de 1960, entretanto a maioria das empresas brasileiras só passou a implantar o creme protetor depois que ele foi incluído no inciso II do item 6.3 da NR 6 entre os EPIs destinados a proteção dos membros superiores, por meio da Portaria nº 3 de 20/02/1992. Com o uso difundido do creme protetor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, uso que não se limitava à proteção dos membros superiores, mas de todas as partes do corpo que entram em contato com o agente químico, como rosto, tórax, pernas e pés. A NBR 16276 de 03/2014 – Cremes protetores de segurança contra agentes químicos – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos, métodos de ensaio para cremes protetores de segurança contra agentes químicos.

A pele tem diversas funções: tato, regulação térmica, proteção do corpo contra ataques mecânicos, físicos, químicos e biológicos. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Por estar em contato direto com o meio externo, está sujeita a sofrer todos os tipos de agressões: sol, contaminantes diversos, bactérias, insetos, entre tantas outras exposições.

Para garantir que a pele esteja protegida contra as exposições no ambiente de trabalho, é necessário a utilização correta nesse caso em específico, dos cremes ocupacionais. Existe uma grande variedade de cremes ocupacionais no mercado: protetor solar, repelentes, cremes para proteção contra químicos, entre outros. Para a escolha adequada do creme ocupacional é necessário saber o agente de exposição. Segundo a norma, o creme protetor é um equipamento de proteção individual (EPI) destinado à proteção da pele do trabalhador contra agentes químicos externos predefinidos. O creme protetor é classificado de acordo com os critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária como produto Cosmético com registro Grau 2.

Os cremes protetores devem se enquadrar na categoria cosmético grau de risco 2: “Creme para as mãos com ação antisséptica, com ação fotoprotetora, com indicação de ação protetora individual para o trabalho como equipamento de proteção individual (EPI) e/ou com outras finalidades, além de hidratação e/ou refrescância”. A Anvisa é a responsável pelo registro dos cremes protetores como “Cosmético Grau 2”. Os cremes protetores devem ser desenvolvidos de forma que: nas condições de utilização previsíveis para as quais se destinam, o usuário possa desenvolver a atividade que lhe expõe a riscos, dispondo de uma barreira protetora adequada; nas condições de uso promovam a proteção da pele do usuário, desde que utilizados conforme a orientação do texto de rotulagem; não gerem efeitos colaterais, desde que o produto adquirido atenda à finalidade a que se destina; e seja observado o princípio da vinculação à rotulagem, ou seja, a finalidade do produto deve ser descrita no rótulo, e somente podem constar as aplicações comprovadas através dos ensaios de barreira.

Os materiais empregados para a fabricação dos cremes protetores devem ser controlados com relação aos seus lotes de produção para permitir rastreabilidade. Recomenda-se que o fabricante dos cremes protetores tenha a certificação do seu sistema de gestão da qualidade e que este esteja implantado e seja eficaz para a manutenção de seus processos internos. Durante a fabricação dos cremes protetores, convém que ensaios de rotina devem ser realizados em 100 % dos lotes: análise físico-química; e ensaio microbiológico. O texto de marcação deve estar escrito em português, de forma legível e indelével, por método apropriado, na embalagem do creme protetor. Além disso, a marcação deve conter as seguintes informações: identificação do nome do fabricante, do fornecedor e da marca comercial; identificação clara do nome do produto; número do lote da produção do fabricante, data de fabricação e data de validade; e número desta norma.

Os cremes protetores devem ser fornecidos em embalagens individuais que atendam o seguinte: os cremes protetores devem ser embalados de forma que suas características e níveis de proteção, em função da utilização adequada, não sofram alterações no decurso do armazenamento, do uso e do transporte; e o diâmetro da embalagem para vazão do creme protetor deve ser igual ou inferior a 20 mm. Os cremes protetores devem atender aos requisitos da Tabelas 1 e 2.

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creme1

creme2

Importante é que as instruções fornecidas pelo fabricante devem estar escritas em português, na embalagem individual do produto, de forma indelével. Devem ser incluídas orientações sobre o seguinte: a forma de aplicar o produto sobre a pele; os cuidados a serem tomados em regiões do corpo que não podem receber o produto; o tempo de ação do produto em condições normais de uso; a forma de remover o produto; e os cuidados no manuseio e armazenamento do produto.

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