22 de setembro: Dia Mundial sem Carro

NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS

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Felipe Bottini

Dia 22 de setembro é o Dia Mundial sem Carro. Mas, pra que serve esse dia? É pra comemorar o não-uso ou não-propriedade do carro? Para entender, vale a pena fazermos algumas reflexões.

Quando o automóvel surgiu em escala industrial veio substituir as charretes e carroças e resolveu uma série de problemas de época. Um vendedor de carros daquele tempo diria a um potencial cliente:  “As rodas tem pneu, o que tornam o passeio confortável e sem ruído.

Não empaca se não for alimentado ou estiver de mal humor. Basta andar com um galão de combustível no porta-malas. Não defeca nas ruas, de forma a assegurar o uso limpo do passeio público e evita doenças à população. É mais veloz. Quando parado não precisa ficar amarrado pra não fugir”, e por aí afora.

Tão atraente, sofisticado e confortável o equipamento só poderia ter um destino: conquistar todos os cidadãos do mundo, que até hoje desejam ter um automóvel. Estima-se que no mundo existam hoje mais de 1 bilhão de automóveis. Aproximadamente 4% estão no Brasil. Colocados em fila, os 1 bi de carros, dariam mais de 10 vezes a distância da Terra à Lua.

Mas o mundo mudou… Os centros urbanos aglomeraram muita gente em espaços reduzidos e as vias são poucas pra tantos automóveis. Além de serem um sorvedouro de recursos naturais não-renováveis, são potentes fontes de emissão de poluentes e gases de estufa. A tecnologia de um motor a combustão é a mesma há quase cem anos. De toda energia que este motor gera, aproveitamos não mais que 30%. O resto é perdido por calor

Estive pensando no uso que faço do meu automóvel. Vivo em São Paulo, a aproximadamente 7 quilômetros do meu trabalho e levo aproximadamente 45 minutos para percorrer esse trecho. Isso quer dizer que estou me locomovendo, em média, a 9,3 km/h. Uma pessoa a pé anda a 5 km/h, de bicicleta a 20 km/h. Já aconteceu, mais de uma vez de eu levar mais de 2 horas pra chegar em casa. O mesmo caminho percorrido a pé demoraria 1h e 20 minutos e de bicicleta, 21 minutos. Eu nunca levei 21 minutos de carro pra chegar no trabalho. E trabalho no mesmo lugar há 8 anos…

Segundo a secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, os prejuízos causados pelos engarrafamentos crescentes na cidade somam R$ 52,8 bilhões por ano, o equivalente a mais de 10% do PIB municipal. E os prejuízos não só materiais. De acordo com a secretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, Suzana Kahn, o setor de transportes é responsável por 23% das emissões globais de gases estufa e cerca de 50% a 70% dos poluentes atmosféricos.

Aderir ao Dia Mundial sem Carro teve um efeito que foi me fazer refletir sobre o tema. Não sou contra os automóveis, adoro dirigir, mas já não é vantagem se locomover tão devagar na cidade. O trânsito parou em São Paulo. Logo vou aderir à moda das bicicletas e peço a gentileza de ninguém me atropelar, afinal não tenho muita experiência ainda com a magrela.

Quem tiver a disposição de deixar o carro em casa e andar de transporte público fora dos horários de pico e nos dias em que não chove, vai perceber que é bastante confortável e a cada ano de uso vai tirar da rua um carro e evitar mais de 1 tonelada ao ano de emissões de carbono. Feliz Dia Mundial sem Carro!

Felipe Bottini é especialista em sustentabilidade por Harvard.

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Como lidar com a discalculia

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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discalculiaO distúrbio que atinge 5% da população mundial tem cada vez mais se tornado alvo de especialistas

Perder-se no tempo ou no espaço geográfico pode indicar algo além da mera desatenção. A falta de noção é um dos problemas que os discalcúlicos enfrentam. Além dela, algumas dificuldades provindas de questões matemáticas também se inserem no quadro. Despercebido ou desconhecido, esse mal é taxado comumente pelos pais e professores como desleixo dos alunos frente aos estudos.

A discalculia atinge mais de 5% da população mundial e por isso tem cada vez mais se tornado alvo de especialistas. A doença incapacita o indivíduo de realizar questões matemáticas simples (adição, subtração, divisão e multiplicação) além de dificultar sua compreensão semântica. É comum ela estar associada a outro transtorno, como o déficit de atenção e a dislexia.

“Assim como o disléxico troca o ‘p’ pelo ‘d’, o discalcúlico troca o 39 pelo 93”. A Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, é uma das especialistas estudiosas do assunto. De acordo com ela, não há uma cura para a discalculia. “O que existem são maneiras de se adaptar e lidar com o distúrbio”.

A dificuldade está em, após reconhecer os sintomas, associá-los ao transtorno; nem todos os pais o identificam. Quando é tratado muito tarde, ele pode desencadear problemas de auto-estima na criança, principalmente por ser considerado uma característica própria dela, rotulando-a pela sua capacidade de raciocínio. Quando descoberto, é imprescindível buscar auxílio de profissionais como neurologistas, pedagogos e psicólogos, para dar inicio imediato ao tratamento.

A música, segundo Quézia, é um dos métodos empregados pelos especialistas. Além dela, os treinamentos matemáticos também são utilizados. Caso o quadro do paciente se resuma a discalculia não são envolvidos medicamentos como drogas; somente se o indivíduo portar outros déficits concomitantemente. A especialista lembra ainda que “as escolas têm de se atualizar quanto os possíveis déficits e doenças que podem afetar o desenvolvimento do aluno para conseguir ajudá-lo”.

Saiba mais:

Discalculia é definida como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.

É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada a dislexia e a dispraxia. Ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc. Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara. Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também. Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditario.

A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do latim (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco. Discalculia é um impedimento da matemática que vá adiante junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. Discalculia atinge crianças e adultos.

Pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principal está em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a dislexia pode ser tratada de usar uma aproximação ligeiramente diferente a ensinar. Entretanto, a discalculia é o menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente.

Sintomas potenciais

  • Dificuldades frequentes com os números, confundindo os sinais: +, -, ÷ e x.
  • Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.
  • Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.
  • A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
  • Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
  • Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.
  • Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.
  • Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.
  • A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
  • Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).
  • Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, régras, fórmulas, e seqüências matemáticas.
  • Dificuldade de manter a contagem durante jogos.
  • Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.
  • A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).

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Você venderia sua empresa pelo valor do balanço patrimonial?

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Glauco Oda

Caso essa pergunta fosse feita a um empresário, provavelmente a resposta seria não. Obviamente a avaliação do valor de um negócio requer um estudo muito mais complexo que envolve a análise dos balanços dos últimos anos, análise do mercado interno e externo, projeções de crescimento, etc. A grande questão é: o valor do ativo imobilizado registrado no balanço patrimonial corresponde ao valor real de mercado?

Nesses vários anos prestando serviços para inúmeras empresas, verificamos que muitas possuem seus ativos imobilizados com um valor contábil muito inferior ao valor real de mercado. O exemplo mais nítido são os imóveis, terrenos e edificações que nos últimos anos apresentaram uma grande valorização.

Muitas vezes esses bens foram contabilizados décadas atrás e hoje possuem um valor contábil totalmente discrepante do seu valor real. Esse problema causa uma situação no mínimo estranha para quem analisa friamente o balanço de uma empresa, pois um imóvel registrado no balanço pode valer na realidade milhões de reais a mais.

Com a introdução das normas contábeis internacionais (IFRS – Lei. 11.638/07), muitas empresas utilizaram-se do dispositivo de avaliação a valor justo (deemed cost) criado para corrigir essas distorções (exclusivamente na adoção inicial) e acertaram seus balanços. Porém, muitas outras ainda não o fizeram.

Em termos gerenciais e societários é extremamente importante ter um balanço que espelhe a realidade. Além disso, para a captação de financiamentos os imóveis são os principais ativos dados como garantia. Assim, se o imóvel está registrado com um valor inferior ao de mercado, a solução é contratar uma empresa especialista para a elaboração de um laudo de avaliação patrimonial. Este laudo é elaborado por engenheiros e arquitetos seguindo as normas vigentes determinadas pela ABNT e IBAPE, sendo fundamentado através de modelos estatísticos e classificados de acordo com o nível de precisão.

Outras situações bem comuns onde é necessário se avaliar o valor real dos ativos imobilizados são nas operações de venda, compra, fusão, cisão ou incorporação, nessas operações comerciais conhecer o valor real dos ativos imobilizados pode ser a diferença entre fazer um bom negócio ou não. Outra situação onde a avaliação dos ativos é indicada é para fins de seguro, seja para estar devidamente coberto em um eventual sinistro, seja para não se pagar um valor de apólice maior do que o necessário.

Muitos empresários quando pensam em vender a empresa  ou sua parte na sociedade avaliam pelo valor sentimental. O empresário e a sua família, movidos pelo afeto, tendem a  atribuir um valor na base do “achômetro”, o que geralmente faz com que se estabeleça um valor muito maior, longe dos parâmetros técnicos.

Da mesma forma, o fator sentimental pode atrapalhar na hora de estabelecer um valor de venda. Se por alguma razão a relação com a empresa estiver desgastada, cansada de gerir os negócios, sem motivação, a tendência é desfazer-se dela como se estivesse “livrando” de um problema. Nessas condições a tendência é valorar a empresa pelo valor patrimonial ou algo próximo a isso.

Entretanto, nessa hora é importante deixar de lado o sentimentalismo. Basta lembrar que se for necessário levantar um capital num banco para financiar algum investimento, eles não levarão isso em consideração a favor e nem contra. É necessário deixar de lado o coração e usar a cabeça. Se você não venderia sua empresa com base no balanço patrimonial, talvez seja a hora de fazer uma avaliação técnica dos seus ativos.

Glauco Oda é empresário, diretor administrativo e de serviços do grupo AfixCode.

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Liderança – Na frente

PROJETOS DE NORMAS

(clique no comitê para acessar os projetos)

ABNT/CB-055 – Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento [3]

ABNT/CB-090 – Qualificação de Pessoas no Processo Construtivo para Edificações [1]

ABNT/CEE-068 – Avaliação da Qualidade do Solo e Água p/ Levantamento de Passivo Ambiental e Análise [2]

ABNT/CEE-070 – Qualificação e Certificação de Profissional de Acesso por Corda [1]

ABNT/CEE-136 – Ergonomia – Antropometria e Biomecânica [1]

ABNT/CEE-155 – Materiais Isolantes Térmicos Acústicos [2]

ABNT/CEE-163 – Qualificação de Inspetor de Fabricação para o Setor de Petróleo e Gás [1]

ABNT/CEE-170 – Tubos de Poliamida para Condução de Gás Combustível [1]

ABNT/CEE-171 – Agrotóxicos e Afins [1]

ABNT/CEE-197 – Bens Reprocessados [1]

ABNT/ONS-027 – Tecnologia Gráfica [1]

ABNT/ONS-034 – Petróleo [2]

ABNT/ONS-058 – Ensaios Não Destrutivos [1]

Aeronáutica e Espaço [2]

Alumínio [1]

Automotivo [12]

CEE-103 – MANEJO FLORESTAL [1]

CEE-159 – PERSIANAS [1]

Celulose e Papel [1]

Cimento, Concreto e Agregados [1]

Computadores e Processamento de Dados [2]

Construção Civil [2]

Corrosão [2]

Couro e Calçados [4]

CSM 01 – COMITÊ SETORIAL MERCOSUL DE ELETRICIDADE [4]

Eletricidade [16]

Ensaios Não-Destrutivos [21]

Equipamentos de Proteção Individual [2]

Ferramentas Manuais e Usinagem [4]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [7]

Mat. Equip. e Estruturas Offshore P/ Ind. do [2]

Metro-Ferroviário [2]

Odonto-Medico-Hospitalar [9]

Qualidade [2]

Química [3]

Siderurgia [3]

Têxteis e do Vestuário [1]

Transportes e Tráfego [3]

Deming inspirou um sistema de quatro partes e criou uma estratégia eficaz para liderança

John R. Schultz

“O trabalho de gestão não é a supervisão, mas a liderança.” … “O objetivo da liderança deve ser melhorar o desempenho de homem e máquina, para melhorar a qualidade, aumentar a produção e, ao mesmo tempo, trazer orgulho de trabalhar para as pessoas.” 1

W. Edwards Deming acreditava que muitas pessoas vêem a liderança como o resultado de características específicas de sua personalidade que predestina um indivíduo a uma posição de destaque. Outros acreditam que é tudo sobre mentalidade forte, a capacidade de ganhar o controle através da força de vontade. Mas também não é verdade, e este veredito é apoiado por anos de pesquisa acadêmica.

Os líderes podem ser encontrados em todos os níveis organizacionais e pode reunir pessoas para uma causa, porque suas competências e habilidades correspondem a um conjunto particular de necessidades e circunstâncias situacionais. Estas são competências que podem ser aprendidas e praticadas por qualquer pessoa com motivação para avançar.

Liderança e conhecimento profundo

Muitas pessoas têm uma visão ostensiva da liderança, que pode ter muito a ver com os comportamentos por vezes grandiosos exibidos por pessoas visíveis e importantes. A seguinte história de ficção sobre uma personalidade fascinante demonstra este ponto de vista popularizou:

Gertrud Grossmund era a presidente de um colégio historicamente aclamado. O Ph.D. foi bem falado e reconhecido pela comunidade em geral como um indivíduo com visão de futuro que tinha introduzido o planejamento estratégico e gestão de consenso na faculdade. Para os professores e funcionários, no entanto, ela foi vista como uma extravagante autopromotora e uma malandra que era um conversadora magistral.

Articulado e experiente, Grossmund poderia apresentar uma imagem convincente. Quando alguns cargos da diretoria ficavam vagos para a nomeação, por exemplo, ele usava a sua reputação e influência na comunidade para nomear pessoas que, cativadas por sua autoconfiança e de forma persuasiva, eram afáveis ​​para suas ideias.

Ao chegar ao colégio, cinco anos antes, ele pretendia substituir o nível executivo de decanos por novos presidentes de nível executivo. As posições de realinhamento incluía os serviços financeiros, os serviços administrativos, os serviços para estudantes, os serviços educacionais, os serviços de informação e os de RH.

Todos os recém-chegados eram pessoas capazes, amigáveis e geralmente muito apreciadas por suas equipes, mas cada um não foi páreo para a eloquência ou comportamento de Grossmund. Essas pessoas eram diligentes, mas estranhamente quietas e despretensiosas. Elas agiam a mando de Grossmund, mas nunca avançara com suas próprias ideias. Ele parecia ter um dom para escolher introvertidos que saiam de seu caminho para evitar polêmica.

Grossmund iria realizar reuniões mensais abertas e fóruns com os alunos. Quando confrontada com questões difíceis, ela concordou plenamente com eles, sem combater com explicações plausíveis. Falando de forma brilhante e com um tom direto, ela iria oferecer soluções à multidão, sempre atraentes e convincentes. Muitos balançavam a cabeça, concordando, no entanto, quando tudo foi dito e feito, os estudantes deixaram de questionar a sequência exata de raciocínio e lógica que os havia ganhado.

Esta capacidade de vender ideias e convencer os outros de que tudo estava ótimo foi usado em funcionários e professores também. No final, as pessoas muitas vezes se perguntavam o que tinha acordado.

Consultores e auditores de gestão, meio ambiente, riscos, etc., interessados em uma parceria ganha-ganha, favor entrar em contato para agendarmos um almoço, um café da manhã ou mesmo um papo por telefone ou via skype. Assunto: cursos online e gerenciador eletrônico de informações internas e externas das empresas. hayrton@uol.com.br e skype hayrton prado 1

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Conforme o tempo passava, é claro, as pessoas começaram a perceber que muitas questões foram deixadas de lado e grandes ideias nunca chegaram a acontecer. Embora houvesse reorganizações anuais com departamentos sendo reformulados, as oportunidades acabaram sendo perdidas e o número de matrículas não cresceu em proporção com a outras escolas do sistema estadual. No final, depois de um período sabático demais, a pressão da comunidade e uma declaração de perda de confiança por professores, o conselho pediu a sua demissão.

O que faz um líder?

Os verdadeiros líderes criam oportunidades para as pessoas expressarem o seu valor, principalmente para o seu talento e a capacidade de contribuir, e se reúnem com as pessoas para explorar ideias e encontrar soluções. Eles não dominam a discussão. Eles não têm medo de avançar em ideias novas e fazer o possível para a sua realização. As pessoas são atraídas para os indivíduos que são fortes, deliberados e dispostos a assumir o controle. Porque é estilo e alargamento como um chamariz irresistível?

Vivemos em um mundo complexo em que muitas instituições têm dificuldade para manter uma existência significativa e coerente ao longo de um período prolongado. Algumas organizações parecem funcionar bem por um tempo, mas vacilam com as pressões competitivas e econômicas e expõem suas vulnerabilidades. As notícias documentam muitas dessas falências de empresas.

Algumas pessoas acreditam que as organizações tornaram-se demasiadas grandes e os líderes não estão em contato com as necessidades públicas. Grupos de interesse descontentes exigem resultados, enquanto as questões suscitam marginalizados sobre a conduta ética e justa, e saber o que pode ser feito. Eles se agarram à esperança de que grandes ideias acompanhadas de arrogância e fanfarronice vai levá-los a uma terra prometida.

Liderança é um tema que tem recebido atenção considerável. Bibliotecas e catálogos arquivam inúmeros títulos dedicados à sua prática. Da mesma forma, a liderança tem uma variedade de significados. Aqui estão alguns exemplos:

  • Não há maus soldados sob um bom general. 2
  • Liderança é a força fundamental por trás de organizações de sucesso. Para criar pessoas viáveis, a liderança é necessária para ajudá-los a desenvolver uma nova visão do que pode ser e a capacidade de mobilizar as organizações para a mudança para a nova visão. 3
  • Liderar é a parte central do papel de um gerente, que envolve o trabalho através dos outros para atingir os objetivos organizacionais. 4
  • O trabalho do líder é realizar a transformação de sua organização. Ele ou ela possui o poder de personalidade, conhecimento e persuasivo. 5
  • Liderança define o que o futuro deve ser semelhante, alinha pessoas com essa visão e inspirá-los para que isso aconteça, apesar dos obstáculos. 6
  • Liderança é a presença e o espírito do indivíduo que lidera, e o relacionamento criado com os que são guiados. 7

O que você pode concluir sobre a liderança depois de considerar estas declarações? Para os pensadores mais atuais, há duas hipóteses:

  1. Os líderes fazem as coisas acontecerem.
  2. Eles não fazem isso por si mesmos.

Através da experiência, treinamento ou aptidão pessoal, os líderes podem levar os outros a alcançar resultados considerados desejáveis ​​pelo líder e seus seguidores. Trabalhando juntos, eles podem alterar as circunstâncias comuns e atingir resultados vantajosos.

Um novo sistema de liderança

Durante séculos, os líderes foram reunindo pessoas para uma maior realização para vencer as guerras, construir impérios e, claro, preencher os rigores mundanos do dia a dia de trabalho. Parece que o mundo produziu líderes suficientes para combinar quase qualquer desafio. Certamente, muito já foi escrito sobre o tema. Quem estiver interessado em se tornar um líder pode, através de esforço, promover a si mesmo aplicando o que já é conhecido.

Então, por que é um novo sistema de liderança é necessário? Porque, como já muitos perceberam, as circunstâncias recentes produziram muitas falhas na indústria, finanças e política. As consequências têm sido economicamente devastadoras, com perdas em todos os setores: fechamento de bancos, uma indústria de construção em colapso, uma indústria lutando ainda em recuperação, empregos e segmentos industriais inteiros deixando os Estados Unidos e uma economia em profunda recessão.

Os indivíduos nos cargos de liderança não têm facilitado a melhoria ou uma sociedade melhor. A administração responsável por esta tragédia foi quase criminal, tendo como pano de fundo alguns esquemas que incidiram sobre os ganhos de curto prazo e de autosserviço e muitos problemas nos comportamentos pessoais.

Algo pode ser feito, mas deve assumir a liderança, não do tipo tradicional, mas a liderança profunda. Este novo tipo diferente de liderança transformacional possui um conjunto básico de princípios que produz benefícios para todas as partes interessadas, não apenas a alguns privilegiados.

O sistema de Deming de profundo conhecimento fornece um ponto de vista diferente sobre a liderança. Suas ideias e princípios subjacentes foram os primeiros moldados pela crise econômica na década de 1980, um período em que a qualidade dos produtos norte americanos atingiram o fundo do poço e a demanda por bens estrangeiros aumentou, enquanto fabricação nacional diminuiu lentamente. Essa foi a primeira de muitas crises de crescimento e de ciclos em que os negócios e a liderança política ignoraram as lições e os custos de erros do passado.

O sistema de conhecimento profundo é uma teoria de princípios relacionados que requer um líder ou gestor considerar todos os aspectos organizacionais na tomada de decisões. Isto significa reconhecer como os processos estão interligados e como eles funcionam como um todo dentro do ambiente para que a organização possa atingir as expectativas previstas. Na sua essência, este sistema de liderança inclui quatro partes:

1. Valorização para o sistema - A capacidade de compreender a relação entre os componentes do sistema/fornecedores, produtores e clientes e como eles contribuem para o bem geral da organização, suas partes interessadas e ambiente adjacente.

2. Conhecimento sobre a variação - A capacidade de reconhecer que dois pontos de dados não faz uma tendência, e todos os sistemas de variar ao longo do tempo, às vezes positivamente e negativamente. A informação produzida, no entanto, pode fornecer orientações sobre o que é normal e quando agir.

3. Teoria do conhecimento – A capacidade de compreender como as pessoas aprendem e como fazer avançar a sua capacidade de tomar decisões, melhorar os processos de trabalho e contribuir para o bem comum da organização.

4. Conhecimento de psicologia - A capacidade de reconhecer porque as pessoas se comportam, como eles fazem e criar um ambiente de não baseado em slogans, citações, incentivos ou exortações em que as diferenças individuais e habilidades são usadas para otimizar o sistema para benefício de todos.

Como catalisador de liderança, no entanto, estes quatro elementos não podem ser separados e aplicados individualmente. Todos os elementos interagem uns com os outros para criar uma estratégia abrangente para conduzir os outros e gerenciar o comportamento individual. Deming enquadrou os benefícios desta forma: “Uma vez que o indivíduo entende o sistema de conhecimento profundo, ele vai aplicar seus princípios a todo tipo de relacionamento com outras pessoas. Ele terá uma base para o julgamento de suas próprias decisões e para a transformação da organização que ele pertence. O indivíduo , uma vez transformado, se: dá o exemplo; é um bom ouvinte, mas não vai se comprometer; continuamente ensina a outras pessoas; e ajuda as pessoas a se afastar de sua prática atual e crenças, e se mudar para a nova filosofia sem se sentir culpado sobre o passado.”8

Como uma nota lateral, embora Deming frequentemente utilize o pronome “ele”, a liderança é de gênero neutro. Líderes podem vir de qualquer caminhada da vida e, muitas vezes intensificam o que alguns considerariam condições monótonas. É o resultado da administração de um indivíduo, no entanto, que determina a estatura do líder e a capacidade de gerir.

Competências de liderança

Liderança é um tema que muitas pessoas têm dificuldade em definir. Existem vários pontos de vista variados. Alguns focam isso na capacidade de criar riqueza, enquanto outros consideram os aspectos gerenciais de planejamento, organização, direção e controle. Ainda outros procuram traços e comportamentos, como carisma, que definem líderes para além da multidão de gestão.

Independentemente da forma como a liderança é definida, há influências interpessoais que fazem com que as pessoas subordinem como seguidores. Em geral, os líderes de sucesso apresentam as seguintes características:

  • Influenciar - líderes podem moldar uma visão que tem relevância atual e futura, e comunicar a visão em termos que é prontamente aceita como sua própria. As pessoas olham para os líderes para a direção que irá orientar o seu esforço em direção a um futuro melhor.
  • Know-how – líderes podem compreender fatores circunstanciais, criação de processos e estruturas para permitir que outros realizem a visão. As pessoas acreditam que os líderes têm o conhecimento e as habilidades necessárias para obtê-los através de uma situação particular ou a um resultado desejado.
  • Permanente – Líderes podem se colocar em uma posição em que os outros estão dispostos a confiar e aceitar a direção que irá harmonizar os esforços coletivos para que os seguidores podem realizar a visão da organização. Seja por escolha pessoal ou por voto comum, as pessoas permitem que os líderes canalizem e direcionem suas atividades.

Os indivíduos que apresentam esses recursos têm desenvolvido um conjunto de habilidades que lhes permite comandar quando em uma posição de liderança. Em seu núcleo, o sistema de conhecimento profundo tem competências que suportam as três características de liderança. Competências de liderança são as habilidades que definem esse sistema de acionamento de Deming de conhecimento profundo 9 e, portanto, a expressão de características de liderança.

O poder do líder e a sua capacidade de exercer influência e comportamentos dos canais individuais e ações, depende deste conjunto de habilidades distintas e sua execução capaz. As habilidades que caracterizam um líder capaz e profundamente eficaz incluem:

  • Articula um futuro atraente. O líder pode definir e comunicar o propósito da organização.
  • Centra-se no longo prazo. O líder pode criar um mapa que focalize a atenção sobre a sobrevivência da organização a longo prazo.
  • Centros de diversos esforços para que os benefícios de todo o sistema. Líder pode gerenciar a organização como um sistema, eliminando barreiras entre os componentes que as pessoas possam trabalhar em equipe para o bem comum.
  • Prevê estruturas de habilitação. O líder pode facilitar o desenvolvimento de uma infraestrutura que acomoda a diversidade do comportamento humano e coordena as atividades individuais para ações alinhar com os objetivos de longo prazo e de curto prazo.
  • Aprecia o impacto da variação. Líder pode reconhecer a inerente variabilidade de influências organizacionais e atividades, distinguir o que é normal e compreender o tipo de ação para responder a cada condição. Liderança baseia-se na utilização de dados para tomar decisões.
  • Facilita o desenvolvimento individual. Líder pode fornecer recursos para o desenvolvimento das capacidades individuais, aumentando o acesso à informação e ao aprendizado que as pessoas possam resolver problemas, tomar decisões e contribuir para a organização de bem-estar.
  • Desperta comportamentos e ações que contribuam para o bem comum. Líder pode usar reforço positivo e recompensas intrínsecas para inspirar ações que alcançar resultados alinhados com os esforços do grupo e o objetivo geral da organização.
  • Exibe credibilidade pessoal. O líder pode estabelecer um senso de credibilidade pessoal, que dá um exemplo, mostrando a ética pessoal, gestão de emoções e assumir a responsabilidade pelos resultados de ações individuais e subordinado.

A capacidade de aplicar essas habilidades, é claro, depende de fatores situacionais e emocional, as necessidades do grupo e circunstâncias, e capacidade de o líder do indivíduo e bom senso. Independentemente disso, a liderança é um aspecto importante no sucesso ou fracasso da organização, e pode ser encontrado em contextos formais e informais, e em todos os níveis da organização.

Implicações da liderança

O que tudo isso significa? Quais são as lições aprendidas ou conclusões a tirar?

  • Liderança não é uma qualidade inerente intuitiva que alguns indivíduos têm e outros não.
  • O trabalho de um líder é complexo, mas as ideias que definem e moldam a função de liderança podem ser identificadas e, consequentemente, incorporadas como sua própria.
  • A liderança é baseada em competências. As habilidades podem ser ensinadas e aprendidas.
  • Liderança é como qualquer outra habilidade. Proficiência é adquirida através de treinamento de professores e mentores, e através da experiência em uma variedade de ambientes de trabalho.
  • Comportamentos de liderança devem ser adaptáveis, flexíveis e eficientes o suficiente para atender as necessidades situacionais de seguidores.
  • A liderança pode ser encontrada em todos os níveis organizacionais. O papel pode ser formal (oficialmente selecionado) ou informal (seguidor nomeado).
  • Qualquer pessoa com ambição suficiente, disciplina mental e maturidade emocional tem o potencial para se tornar um líder.
  • Liderança baseada em princípios e competências encontradas no sistema de Deming de conhecimento profundo é transformadora e vai fazer qualquer organização mais competitiva e um lugar em que as pessoas têm orgulho de trabalhar.

As organizações de sucesso têm um elemento importante que os diferencia dos entes sem sucesso: Eles têm liderança prospectivas, adaptável às condições de mudança e preocupado com os processos culturais que tornam possível para a força de trabalho para atender os objetivos organizacionais e expectativas.

O sistema de conhecimento profundo contém princípios transformadores que, quando aplicado a liderança, fornece uma base sólida para o julgamento e tomada de decisão. Líderes são pessoas que pensam que a mudança é necessária e pode unificar os outros a fazer isso acontecer.

Referências
  1. W. Edwards Deming, Out of the Crisis , MIT Press, 1986, p. 54.
  2. Ralph GH Siu, O Gerente de Mestre, John Wiley & Sons, 1980.
  3. Warren Bennis e Burt Nanus, Líderes: estratégias para assumir o comando, Harper and Row Publishing Inc., 1985.
  4. James Arthur Finch Stoner e R. Edward Freeman Jr., Gestão, quarta edição, Prentice-Hall Inc., 1989.
  5. W. Edwards Deming, A Nova Economia, MIT Press, 1994.
  6. John P. Kotter, Mudança de líder, Harvard Business School Press, 1996.
  7. Peter R. Scholtes, O Manual de Líderes, McGraw-Hill, 1998.
  8. Deming, A Nova Economia, ver referência 5, p. 93.
  9. Ibid.

John R. Schultz é um consultor de gestão baseado em West Bend, WI. Um professor universitário aposentado, ele administrou um programa de certificação técnica avançada em gestão da qualidade. Schultz obteve o grau de mestre em gestão da National-Louis University, em Evanston, Illinois, e escreveu para que tudo funcione: Um Guia de Bolso para sustentar a mudança de Aperfeiçoamento de âncora e os próximos quatro cantos Liderança: Um Quadro para tomada de decisões.

Fonte: Quality Progress – American Society Quality (ASQ) – http://asq.org/quality-progress/2013/01/leadership/out-in-front.html

Tradução: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Distribuição de remédios contra o câncer desafia seguradoras

Determinação da ANS deve ser cumprida a partir de janeiro de 2014

Gustavo Guimarães

Embora a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) há algum tempo já viesse estudando essa possibilidade e no Congresso esteja em tramite projeto de lei que caminha na mesma direção, deve ter sido uma “grande surpresa” para as empresas de planos de saúde a decisão da agência reguladora em obrigá-las a fornecer aos seus beneficiários em tratamento oncológico nada menos do que trinta e seis medicamentos orais para tratar diferentes tipos de câncer. Até então, vale lembrar, as operadoras estavam obrigadas somente a cobrir os medicamentos ambulatoriais. 

A decisão da ANS logicamente impacta, de forma distinta, todos os públicos vinculados ao tratamento do câncer. Para uns de forma muito positiva; para outros, nem tanto. São várias as razões que motivam essas diferenças de percepções, mas o nosso espaço e tempo, curto e escasso, não permitem abordá-las sob todos os ângulos que gostaríamos. Porém, aproveitando experiências levadas a cabo nos Estados Unidos, onde já acontece a distribuição desses medicamentos, considero importante a reflexão de alguns pontos.

Estudo publicado no Oncology Business Review, edição de março de 2008 (a defasagem de tempo não invalida a lição) e assinado por Jessica Wapner, mostrou que entregar o medicamento ao paciente e deixar que ele mesmo administre o consumo conforme prescrição de seu médico, não produz o resultado desejado. Foram constatados problemas sérios de aderência ao tratamento, assim como ausência de estrutura nos consultórios médicos para monitorar, na casa dos pacientes, o uso correto dos agentes orais. De acordo com o estudo, muitos oncologistas deixaram de prescrever os agentes orais por causa do risco de não aderência ao tratamento por parte dos pacientes.

A hesitação dos oncologistas em prescrever os agentes orais, mostra o estudo do OBR, afeta de maneira contundente a indústria farmacêutica, que gasta milhões desenvolvendo as formulações, e as empresas de planos de saúde, que terão seus custos ampliados pela não aderência ao tratamento por parte de seus beneficiários. Neste sentido, sem dúvidas o cenário é cinza, e parece que nos deixa numa encruzilhada. Sorte que o estudo foi realizado há 5 anos (2008) e as lições que deixou (conforme frisei acima) apontam para soluções eficazes nos dias de hoje.

A determinação da ANS deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2014. Até lá as operadoras de saúde tem de estar devidamente estruturadas de forma a atender com qualidade e eficácia a nova determinação. A ANS não definiu a forma de distribuição dos medicamentos, função que ficará a cargo das próprias operadoras. Até onde se sabe, estão em estudo duas possibilidades: a primeira é a entrega direta ao usuário, por meio de farmácias conveniadas; a segunda, por reembolso do recurso dispendido na compra do medicamento.

O trabalho desenvolvido pela OBR mostra de forma cabal que as duas opções de distribuição dos medicamentos que estão sendo avaliadas pelas operadoras de saúde apresentarão os mesmos problemas detectados pelo estudo em 2008, nos Estados Unidos, ou seja, a falta de aderência ao tratamento pelo paciente.

A solução encontrada no mercado americano, e que também já é oferecida no mercado brasileiro, foi destinar o controle sobre a distribuição dos agentes oncológicos orais para empresas especializadas no benefício farmácia e que também oferecem o serviço de supervisão do tratamento, função não encontrada nas farmácias de varejo. Adicionalmente, de acordo com o estudo da OBR, o gerenciamento da terapia medicamentosa e de programas de acompanhamento instituídos pelas empresas especializadas nesta área requerem protocolos específicos de tratamento, que aumentam sua eficácia e garantem a segurança do paciente.

A experiência nos EUA, além de servir como alerta, aponta caminhos interessantes que merecem ser avaliados pelas operadoras de saúde que operam no Brasil. A escolha certa pode lhes propiciar redução considerável de custos e tratamento oncológico mais seguro e potencialmente mais custo-efetivo para os seus beneficiários, vindo a colher de fato os frutos que a iniciativa pode oferecer aos pacientes com esta necessidade.

Gustavo Guimarães é médico Infectologista e diretor Técnico da Funcional, médico Infectologista e  atua como especialista em estudos clínico-epidemiológicos. www.funcionalmais.com

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Copos plásticos descartáveis necessitam cumprir a norma técnica para evitar riscos aos consumidores

COPOSEm duas oportunidades, em 2004 e em 2007, o Inmetro testou os copos plásticos descartáveis comercializados no país. Em todas as ocasiões, o tendência foi que os fabricantes não vinham cumprindo a norma técnica. Dessa forma, houve uma revisão da norma e, mesmo com o compromisso de os produtores melhorarem os processos de fabricação dos produtos, o que não ocorreu, foi determinada a certificação obrigatória dos copos plásticos descartáveis. Assim, o consumidor precisa ficar atento e só comprar esses produtos com a marca do Inmetro.

Mauricio Ferraz de Paiva

O copo plástico descartável é um produto muito consumido pela população, devido à sua praticidade e ao seu baixo custo para o consumidor. É muito utilizado em escritórios, festas infantis e eventos diversos, tendo ainda a vantagem de ser um produto que não provoca acidentes, como os copos de vidro.

Segundo o Instituto Nacional do Plástico (INP), entidade que congrega as maiores associações representativas do setor de plástico, como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico, a Associação Brasileira da Indústria Química e o Sindicato das Indústrias de Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo, a elaboração de uma norma para o setor teve ativa participação do empresariado. No entanto, a despeito desses fatos, o próprio programa de qualidade setorial, coordenado pelo INP, que verificou, nos últimos dois anos, a qualidade dos copos plásticos descartáveis e abrangeu todas as marcas disponíveis no mercado, constatou que o setor produtivo não procurou se adequar aos requisitos normativos.

Isso se refletiu, certamente, no mercado de consumo, pois foram registradas, pelo Inmetro, no mesmo período, muitas reclamações sobre a qualidade dos copos plásticos. As principais reclamações registradas são: falta de resistência do produto: os copos rompem facilmente; paredes finas que causam problemas como a proteção inadequada contra a temperatura dos líquidos no interior dos copos e obriga o consumidor a usar dois copos, um dentro do outro, para alcançar uma resistência mínima; e número de unidades em cada embalagem, muitas vezes diferente do que o declarado no rótulo.

Segundo estimativas do INP, existem 21 fabricantes de copos descartáveis no Brasil, responsáveis pelo consumo de 80 mil toneladas/ano de poliestireno (PS), pouco mais de 22% da demanda total da resina. Aproximadamente 90% da produção concentra-se na região sul de Santa Catarina, conhecido polo de fabricação de descartáveis. O PS, no entanto, não é a única resina empregada. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), 4,8% do consumo de polipropileno (PP) atende a esse segmento.

A NBR 14865 de 06/2012 – Copos plásticos descartáveis especifica os requisitos mínimos exigíveis para copos plásticos descartáveis destinados ao consumo de bebidas e outros usos similares. Não se aplica aos copos fabricados especificamente para festas com a presença de menores de 14 anos, os quais são objeto da NBR 13883. Os copos devem ser fabricados com resinas termoplásticas, com ou sem a incorporação de aditivos e/ou pigmentos, a critério do fabricante, que deve assegurar a obtenção de um produto que atenda aos requisitos dessa norma.

Consultores e auditores de gestão, meio ambiente, riscos, etc., interessados em uma parceria ganha-ganha, favor entrar em contato para agendarmos um almoço, um café da manhã ou mesmo um papo por telefone ou via skype. Assunto: cursos online e gerenciador eletrônico de informações internas e externas das empresas. hayrton@uol.com.br e skype hayrton prado 1

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Todas as formulações de copos plásticos destinados a entrar em contato direto com alimentos devem atender à legislação vigente, quando elaborados ou revestidos com resinas, polímeros e respectivos aditivos. Os copos plásticos devem ser ensaiados sob a condição de contato breve, no uso real de 2 h < t < 4 h, à temperatura máxima de 100°C. Os copos plásticos com incorporação de corantes ou pigmentos devem atender à legislação vigente.

Quanto aos aspectos visuais, os copos devem estar isentos de rachaduras e furos que sejam perceptíveis a olho nu. A amostragem deve atender ao item 5.3.1. Os copos não podem apresentar sujidade, interna ou externamente, que seja perceptível a olho nu. A amostragem deve atender a 5.3.1. Os copos devem estar isentos de bordas afiadas e rebarbas que sejam perceptíveis a olho nu. A amostragem deve atender a 5.3.1.

O critério de aceitação para 4.2.1 e 4.2.2 deve ser de acordo com a NBR 5426, com nível de inspeção I e nível de qualidade aceitável (NQA) igual a 0,4. A massa média mínima dos copos deve respeitar a Tabela 1, disponível na norma. Para o cálculo da massa média mínima de copos com capacidades diferentes das especificadas na Tabela 1, utilizar a fórmula de correlação (ver 3.10), bem como os fatores de correlação apresentados na Tabela 2, também disponível na norma.

Os copos devem ser comercializados em mangas invioláveis, ou ainda a granel, protegidos com sacos plásticos. Na embalagem devem ser identificadas a capacidade total e a quantidade de copos e informação(ões) para rastreabilidade. Em relação à marcação e identificação, os copos devem trazer gravadas em relevo, com caracteres visíveis e de forma indelével, pelo menos o seguinte: marca ou identificação do fabricante; a capacidade do copo; e o símbolo de identificação do material para reciclagem, conforme a NBR 13230.

Segundo a norma, os copos plásticos descartáveis devem ser submetidos a dois ensaios, para determinar sua massa e resistência. É importante destacar que a norma determina que, caso a amostra não tenha a massa mínima exigida, ela seja imediatamente descartada, não sendo necessário submetê-la ao ensaio de resistência, pois significa que o fabricante não usou uma quantidade de matéria-prima suficiente para garantir que o produto atenda aos critérios de resistência.

As verificações e os ensaios estão descritos nos seguintes itens: 6.1. Ensaio de determinação da massa do copo; e 6.2. Ensaio da determinação da resistência do copo. Para a determinação da massa do copo, a matéria-prima necessária para a fabricação de um copo plástico descartável é uma resina termoplástica, com ou sem a incorporação de aditivos e/ou pigmentos, que deve ser usada em quantidade suficiente para garantir um peso mínimo ao produto.

Se for usada uma quantidade insuficiente, o produto não atenderá aos critérios de resistência. A massa mínima exigida para os copos plásticos de 50 ml é de 0,75 g e para o de 200ml, 2,20g. Cada copo é pesado individualmente, sendo que a norma permite que até duas amostras, das 50 selecionadas, estejam abaixo da massa mínima. Neste ensaio, a irregularidade, ou seja, a constatação de que os copos plásticos não possuem a massa mínima exigida torna desnecessária a realização do ensaio de resistência.

Em 2007, o Inmetro testou esses produtos e, de acordo com os resultados, concluiu que a tendência das marcas de copos plásticos descartáveis disponíveis no mercado nacional é a de não atendimento à norma do produto, pois das dez marcas de copos plásticos descartáveis, de volume de 50 ml (copos de café), seis estavam não conformes, ou seja, 60% não atendiam à norma técnica do produto. Com relação aos copos plásticos de volume de 200 ml, a situação se mostrou ainda mais crítica, já que das 13 marcas de copos plásticos descartáveis, nove estavam não conformes, ou seja, 69% não atende à norma técnica do produto.

Além disso, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com financiamento da Fapesp e do CNPq, revelou que os copos descartáveis possuem elementos cancerígenos em sua composição. Segundo o estudo, a quantidade de estireno liberada pelos copos descartáveis está acima do recomendado pelo Ministério da Saúde (20 ng/ml-I). O contato com estes copos, por dez minutos, libera cerca de 13,6 e 49,3ng/l-I de estireno.

Os copos plásticos possuem poliestireno (derivado do petróleo) que, submetido ao calor, libera o estireno, monômero tóxico apontado como cancerígeno. O contato com o estireno ocorre no momento em que se bebe um líquido quente, como o café. Outros estudos indicam que a liberação de substâncias cancerígenas se dá, também, quando se utilizam essas embalagens para líquidos frio.

Por tudo isso, o Inmetro editou Portaria Inmetro nº 453 de 01/12/2010 que aprovou os Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) para copos plásticos descartáveis. Este RAC estabeleceu dois modelos distintos para obtenção e manutenção do certificado de conformidade, cabendo ao solicitante da certificação optar por um deles: Modelo de Certificação 5 – Ensaio de tipo, avaliação e aprovação do Sistema de Gestão da Qualidade do fabricante, acompanhamento através de auditorias no fabricante e ensaio em amostras retiradas no comércio e no fabricante; e Modelo de Certificação 7 – Ensaio de lote.

Enfim, o consumidor necessita ficar atento e só comprar produtos com o Selo de Identificação da Conformidade, que tem por objetivo identificar que o objeto da certificação foi submetido ao processo de avaliação da conformidade e atendeu aos requisitos estabelecidos no RAC. Os modelos de Selo de Identificação da Conformidade especificados devem ser apostos ou impressos nas mangas e nas caixas dos copos plásticos descartáveis certificados. Para os copos personalizados com logomarca de cliente específico o Selo de Identificação da Conformidade deve, no mínimo, ser aposto nas caixas do produto.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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Os mitos da inovação: aquisições e open source


Livro: Tragédias, crimes e práticas infrativas decorrentes da não observância de normas técnicas brasileiras – NBR
Publicada em 11/09/2013

Essa publicação, já disponível nas livrarias, aborda as normas técnicas que proporcionam…

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ASME Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC): a edição de 2013 já está disponível
Publicada em 11/09/2013

Já está disponível o Código de Caldeiras e Vasos de Pressão, edição…

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Marcelo Lombardo

Se eu pedisse para você citar um segmento onde sem nenhuma dúvida, a inovação domina e sempre gera ganhos, qual você diria que é? Acredito que o segmento de software seria citado como um dos primeiros, se não o primeiro, pois em poucas áreas ocorreu tanta inovação nos últimos dez anos. Mas e se eu dissesse que apenas pouco mais da metade das empresas de software no Brasil conseguem obter algum resultado significativo da inovação, seria surpreendente? Na verdade, não. Como sempre digo, a inovação não é apenas inspiração e criatividade. Inovação é uma atividade que depende de um conjunto de processos assim como qualquer outra.

E para comprovar isso, no último dia 03 de agosto saiu do forno uma pesquisa sobre “Inovação aberta na indústria de software”, comandada pelo Professor Dr. Paulo Henrique S. Bermejo, da Universidade Federal de Lavras. O que essa pesquisa com 596 empresas de diversos portes demonstra claramente é que as instituições que mais conseguem obter resultados com a inovação são aquelas que possuem altas taxas de estratégias de inovação organizacional, gestão de pessoas, comunicação, além de práticas e características de processos com foco em inovação. Mas, o que podemos observar de mais interessante é que essa pesquisa confirma que dois grandes mitos foram detonados.

Aquisições: sabe aquele papo de “vamos comprar uma empresa ou tecnologia inovadora para impulsionar o nosso resultado com a inovação”? Pois é. Em geral, isto não funciona. O maior ponto fora da curva que observamos na pesquisa é justamente esse. As empresas de pior performance em termos de inovação são as que mais praticam a transferência de capital intelectual.

Esse efeito é fácil de entender. Frequentemente vemos no mercado empresas pequenas e geniais sendo compradas por empresas maiores. Mas afinal por que a empresa comprada era genial e inovadora? Por que tinha pessoas geniais? Sim, mas eu garanto: pessoas geniais existem em todo o lugar. Porém elas normalmente ficam apagadas por processos e estruturas antiquadas. E assim que o modelo de gestão da empresa compradora é propagado para a empresa genial recém-comprada, a genialidade rapidamente se dissipa no meio de políticas, regras, procedimentos, organogramas e aprovações dos diversos níveis da velha e boa bullshit corporativa.

Open Source: Os sistemas de código livre, ou Open Source, potencializam a inovação. Um detalhe que chamou muito a atenção na pesquisa é que as empresas com melhores níveis de inovação são as que possuem menor nível de uso de tecnologias Open Source, sendo o contrário verdadeiro: quanto menor o nível de resultados com a inovação, mais a empresa utiliza Open Source. Portanto, mais um mito totalmente detonado.

Particularmente nunca achei que o Open Source fosse salvar a humanidade. Sempre vi essa frente apenas como “mais uma opção”, mas nunca como a única ou a principal. Outras pesquisas como a da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, mostram que apenas 4% do PIB de software no Brasil é impulsionado pelo Open Source. E como sempre, os comunas do governo apostando no cavalo errado.

Se você pretende comprar uma empresa ou tecnologia inovadora para impulsionar sua velha empresa, trate-a como uma unidade à parte dentro da organização, que não está sujeita às mesmas regras do restante. Se quer que a inovação aconteça, estude e implante processos que façam com que as ideias criativas ganhem foco e sejam valorizadas. Nada de errado em adotar soluções Open Source, mas não deposite nelas suas esperanças de conseguir inovação. A maioria consegue, no máximo, criar atalhos para chegar a alguma solução mais sólida.

Marcelo Lombardo é sócio fundador da NWG Tech e criador do Omie.

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