Web Química

Se você procura informação com qualidade e científica em química, não pode deixar de visitar o Portal Química Nova Interativa. Com atualizações semanais e número crescente de acessos, está em operação há quatro meses e oferece a professores e alunos uma base de informação científica para ser explorada com os benefícios da interatividade da web. O Portal, iniciativa da Diretoria e Conselho da Sociedade Brasileira de Química, é alimentado com a colaboração de pesquisadores e docentes de universidades brasileiras e seu conteúdo destina-se, principalmente, ao ensino médio. Foi concebido para auxiliar professores a preparar aulas, ampliar o conhecimento e obter referências bibliográficas de pesquisa. Eles podem também executar downloads de fotos e vídeos para utilizar em sala de aula.

O portal abre aos alunos a possibilidade de navegar em busca de questões específicas para uma tarefa ou descobrir as relações entre conceitos, acessando links, de acordo com seu interesse. A definição dos conteúdos levou em conta os Parâmetros Curriculares Nacionais estabelecidos pelo Ministério da Educação e a validação das informações tem a chancela da SBQ.

O conteúdo está organizado a partir de dois eixos principais. Um deles são os temas de abrangência interdisciplinar, como, por exemplo, “Ciclos Globais de Carbono, Nitrogênio e Enxofre: a Importância da Química da Atmosfera”. O outro é constituído por conceitos que formam o conhecimento essencial ao estudo da disciplina.

O internauta dispõe, ao mesmo tempo, de um “banco de moléculas” que vem sendo ampliado. Este espaço apresenta as moléculas com imagens tridimensionais, traz informações sobre as propriedades, com links para outros tópicos, e situa as características químicas em relação a fatores como o meio ambiente, a saúde humana, produção industrial ou outros aspectos. Os recursos de interatividade, no estudo da química, são particularmente úteis por que a apresentação dos conceitos está associada à visão tridimensional da molécula.

A seção “sala de aula” oferece aos professores material para ampliar o conhecimento sobre os temas a serem trabalhados com os alunos. Neste caso, os links remetem a artigos da revista Química Nova na Escola, publicação da SBQ disponível na web em formato PDF. Os usuários do portal têm à sua disposição, também, uma outra base localizada na entrada “pesquisa de educação em química!” (PEQ). Neste local é possível ter acesso às contribuições da pesquisa sobre educação a respeito dos  temas abordados. Para acessar clique no link http://qnint.sbq.org.br

Auditoria da qualidade

Uma das ferramentas mais utilizadas para a melhoria dos sistemas de gestão da qualidade é a auditoria da qualidade. Segundo a definição mais conhecida, ela pode ser definida como “um processo sistemático, independente e documentado para se obter evidência e avaliá-la objetivamente visando determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são entendidos”.

De acordo com a norma ISO 10011 as auditorias são realizadas objetivando:

  • Determinar a conformidade ou não conformidade do sistema da qualidade com os requisitos especificados;
  • Determinar a eficácia de um sistema quanto ao atendimento dos objetivos especificados;
  • Identificar os pontos a serem melhorados nos sistemas da qualidade;
  • Atender aos requisitos regulamentares,
  • Permitir o credenciamento do sistema da qualidade, que é denominado de certificação.

A norma ISO 9001 diz quais as razões para a realização de uma auditoria:

  • Avaliação inicial de um fornecedor quando se pretende estabelecer uma nova relação;
  • Verificar se o sistema da qualidade da própria organização continua em conformidade com os requisitos especificados;
  • Verificar se o sistema da qualidade do fornecedor, sob acordo contratual, continua a atender aos requisitos especificados;
  • Avaliar o próprio sistema da qualidade da organização frente aos requisitos de uma norma de sistema da qualidade.

A auditoria serve para prover a alta administração da organização com informações sobre a eficácia de seu sistema de gestão, ou seja, se as coisas estão ocorrendo de acordo com planejado. As informações geradas pelas auditorias devem servir como base para as decisões sobre os pontos que necessitam de melhoria e os que estão funcionando de maneira eficaz. A confiança da alta administração em seu sistema de gestão só se configura por meio da sua verificação periódica.

Abaixo segue um texto do Rogério de Lima Barros (contato@gescam.com.br), que é sócio-diretor da Gescam Consultoria e Serviços e especialista em Sistemas de Informação, descrevendo as mazelas de uma auditoria.

 Auditoria: paraíso ou inferno?

Dentro do Sistema da Qualidade existem duas palavras que ninguém quer ouvir: não conformidade e auditoria. Para a maioria das empresas o clima que se estabelece é bastante quente. A correria para organizar a documentação normativa e encerrar as não conformidades transforma o gestor da qualidade em um verdadeiro bombeiro.

Muitas vezes, principalmente durante o processo de implantação do Sistema da Qualidade, o gestor tem que enfrentar a fumaça de alguns funcionários que não aceitam a idéia de se implantar um Sistema de Qualidade, por falta de cultura, por acharem que tudo não passa de uma pilha de formulários e procedimentos que tornam o trabalho mais burocrático, ou ainda, simplesmente não colaboram para ver se o fogo consome tudo antes mesmo da auditoria de certificação.

Oração do gestor da qualidade – “Senhor, dai-me coragem e força para mudar aquilo que eu posso mudar; Dai-me paciência e compreensão para aceitar aquilo que eu não posso mudar; E sabedoria para distinguir uma coisa da outra!” (… praticada pelos membros dos AA).

Ao gestor, cabe o papel de atuar como super-herói e apagar esse incêndio enquanto as chamas estão pequenas. Para isso, a experiência tem provado que a qualificação técnica do gestor não é o superpoder necessário para execução dessa tarefa. Bom senso, sensibilidade, liderança, vontade, perseverança, espiritualidade, criatividade, flexibilidade, capacidade de aceitação e principalmente ter vocação para essa tarefa, formam o conjunto de superpoderes necessários para a vitória do Sistema.

Esse conjunto de superpoderes, infelizmente ainda não está disponível em nenhuma das lojas do ramo ou em alguma gôndola de supermercado. A solução é aproveitar os recursos tecnológicos existentes e aplicá-los em outras tarefas como a organização dos documentos normativos, registro das tarefas e ações executadas, controlar prazos, etc. Essas ferramentas tecnológicas podem fazer a diferença na hora de controlar os incêndios, pois com uma boa organização o gestor terá bastante tempo para exercitar os seus superpoderes.

Ter a situação sob controle desde os pequenos focos de incêndio pode transformar o processo de auditoria numa fase especial e prazerosa. É assim que as coisas devem ser: o processo de auditoria jamais teve como objetivo a medição da capacidade de apagar incêndios. É o momento de a empresa mostrar para alguém tudo aquilo que ela tem de melhor. Em particular, cada funcionário também tem a oportunidade de expressar sua capacidade e seus conhecimentos. Em suma, o certificado acaba se tornando um pedaço de papel sem valor, se comparado ao sentimento de vitória e realização de cada um que participou do processo.

Surge então uma mudança de cultura que talvez represente a coroação de todo um trabalho. É o momento que todos passam a ouvir as palavras “não-conformidade” e “auditoria” de forma tranqüila. Essas palavras passam a ter outros significados como: oportunidade de exercício da criatividade, oportunidade de mostrar que eu posso mudar as coisas para melhor, oportunidade de aprender, renovar conceitos, compartilhar dificuldades e soluções, oportunidade de mostrar que sabemos o que estamos fazendo e principalmente de praticar o maior princípio não somente para o Sistema da Qualidade, mas também para a vida profissional de cada um: “Nada é tão bom que não possa ser melhorado, praticado, analisado e melhorado novamente!

Processos produtivos

Em qualquer empresa é muito importante a análise dos critérios e dos métodos utilizados nos seus processos produtivos, pois conhecer os procedimentos de funcionamento do sistema de produção da empresa é essencial para se manter em um mercado globalizado e cada vez mais competitivo. E o que é um sistema de produção?

Pode-se dizer que é a definição do tipo de processo utilizado em manufatura de produtos e serviços, sendo a maneira pela qual se organiza a produção de bens e serviços. Podem ser analisadas as entradas em função do tipo de recursos a serem transformados; da ação principal do processo de transformação; do fluxo dentro do processo de transformação; da decisão de produzir; e do grau de contato com o consumidor.

Podem ser analisadas as seguintes saídas: em função da natureza das saídas; em função do volume de saídas; em função da variedade ou padronização das saídas; em função da variação da demanda pelas saídas. Os processos de conversão da manufatura industrial mudam o formato da matéria prima, muda a composição e muda a forma dos recursos. Nos processos de transferência de serviços, há a transferência de conhecimentos e/ou tecnologia.

 processo

Abaixo segue um texto do Marcelo Raducziner, que é sócio diretor da Compass International (gabrielaalcoforado@compassbr.com.br), sobre como as empresas podem melhorar seus processos.

Cinco orientações para melhorar os processos

Há um pouco mais de um ano muitas organizações buscavam alternativas para lidar com os limites de sua capacidade produtiva, uma época de demanda exacerbada. A melhoria de processos surgia como uma das alternativas de se conseguir produzir mais com a mesma capacidade instalada, enquanto os novos investimentos não se concretizavam operacionalmente.

Mas veio a crise, e com ela, investimentos foram cancelados, inclusive aqueles que prometiam aumento de eficiência e redução de custo. Os que perseveraram, nessas iniciativas o fizeram com uma orientação maior voltada para a redução de custos. Felizmente, já se fala no fim da crise e agora em velhos e novos projetos com o foco sobre os processos organizacionais saíram das gavetas e voltaram à discussão. Entretanto nesses projetos o que se vê m ais comumente é persistência sobre o alvo da redução de custos em detrimento a outras orientações.

Entretanto, por incrível que pareça, nem para todos é claro o que significa essa orientação. Na prática ela representa escolher considerando o objetivo do projeto qual metodologia será utilizada no desenvolvimento do mesmo, e como se pretende entregar os resultados finais. Um projeto de processos pode ter várias orientações básicas e diferentes benefícios indiretos acabam vindo à tona dependendo da escolha. Projetos de processos normalmente têm cinco orientações:

1. Redução de custos: simplificação e/ou eliminação de atividades custosas, de pouco valor agregado. Ou seja, fazer a mesma coisa mais barato.

2. Otimização: Aumento de velocidade e do nível de resultado do processo, a busca é por fazer mais e melhor.

3. Automação de processos: Reduzir passos manuais e a dependência de intervenção de pessoas nos processos. Ou seja, aumentando a velocidade e a disponibilidade dos resultados.

4. Melhoria especifica de Indicador de Desempenho Estratégico, como por exemplo: aumentar a satisfação do cliente. Em suma identificar e agir sobre atividades que deverão ser realizadas em um patamar superior de resultados.

5. Padronização e certificação: Assegurar a permissão para operar em alguns mercados, realizar gestão de conhecimento organizacional, etc.

Com exceção das duas últimas, cada uma dessas orientações tem quase como obrigatória a redução de custos como um benefício direto. Igualmente freqüentes para todos os casos são benefícios indiretos como a melhoria de qualidade, aumento de velocidade do processo, redução de falhas e desperdício.

A diferença em cada uma dessas orientações está relacionada com a abordagem e metodologia a ser utilizada pela equipe, afinal tratam-se de objetivos distintos. Portanto, os meios para obtê-los também serão diferentes. Como exemplo, ao implementar um projeto orientado a otimização de processos, é necessário que sejam definidos os parâmetros para mensurar as melhorias esperadas. Para tal devem ser estabelecidos os indicadores de desempenho que vão possibilitar a construção de uma visão do “antes e depois” das intervenções realizadas.

Esses indicadores normalmente estão vinculados com: o tempo de execução do processo; a quantidade e os seus níveis de resultados alcançados. Esses indicadores podem ser muito variados inclusive considerando fatores como custos e qualidade, ou outros nem considerados até o momento pela gestão. Por outro lado, um projeto com orientação de redução de custos, terá como inicio mais provável o levantamento dos custos de cada processo e a análise daqueles elementos que o compõe.

A partir daí podem surgir diferentes caminhos que objetivem a identificação e decisão sobre as possibilidades de redução de custos. Nesse caso, podem ser opções interessantes a utilização de técnicas como Custo Baseado em Atividades e/ou de Análise de Agregação de Valor. É preciso observar que essas técnicas que também poderiam ser usadas se o projeto fosse nosso primeiro exemplo, ou seja, o de otimização de processos. Entretanto não teriam a mesma prioridade de uso.

Afinal, como decidir a orientação para o projeto onde o foco são os processos organizacionais? Entre os aspectos relacionado com essa decisão devem se considerar principalmente: o objetivo do projeto, o retorno imediato esperado (relação custo x benefício) e o legado para a organização, sendo este último não necessariamente mensurável.

É importante ressaltar que independente da orientação adotada, um olhar cuidadoso sobre os processos organizacionais normalmente está vinculado a resultados sempre positivos. Tal conseqüência tem como explicação o fato de que boa parte das iniciativas resultantes desse tipo de projeto representa uma excelente oportunidade de transformação da organização. Estimula-se o debate e a quebra de fronteiras departamentais, gerando entre outros benefícios diretos ou não: aumento da eficiência e eficácia na produção; redução de custos, riscos e gargalos operacionais, etc. Portanto, quem precisa de crise para se convencer da importância de atender a velha máxima de que nada é tão bom quanto fazer mais com menos.