Norma ISO para aumentar a confiança na certificação de reciclagem de navio

Uma norma ISO para organismos que provêem auditoria e certificação para sistemas de gestão para reciclagem de navios irá melhorar a segurança dos trabalhadores e a proteção ambiental, facilitando o reconhecimento independente de boas práticas. A ISO 30003:2009, Navios e tecnologia marítima – Sistemas de Gestão de reciclagem de navios – Requerimentos para organismos que fornecem auditoria e certificação de gestão de reciclagem de navios visa trazer a confiança de que o processo de certificação tem sido realizado de maneira competente, consistente e confiável. O documento irá facilitar o reconhecimento dos organismos de certificação acreditados e a aceitação de suas certificações em uma base internacional.

O capitão Charles Piersall, presidente do comitê técnico da ISO que desenvolveu a norma, ISO/TC 8, Tecnologia de navios e marinha, comenta: “A ISO 30000, que fornece as especificações para sistemas de gestão para reciclagem de navio, está sendo implementada usando a terceira parte independente de certificação. Empresas que realizam a reciclagem de navios veem a certificação como valiosa para eles, seus clientes e outros stakeholders”.

“O interesse do meio ambiente potencial e humano do trabalhador, saúde e segurança do impacto, necessita essa certificação independente porque ela fornece confiança para os motores e seus trabalhadores, ambientalistas, dono do navio, governos, organismos regulatórios e ao público em geral de que um sistema de gestão de reciclagem de navio obedece a requerimentos internacionalmente harmonizados, e é capaz de constantemente realizar a política acordada e objetivos e é efetivamente implementada. A ISO 30003 responde à necessidade de disseminar critérios de melhores práticas para organismos de certificação que auditem e certifiquem recicladores de navio”.

O documento é direcionado aos organismos de terceira parte de auditoria e certificação, mas pode ser de valor de outros envolvidos na avaliação de sistemas de gestão para a reciclagem de navios de todos os tipos e tamanhos, no comércio doméstico e internacional.

A norma:

– Fornece orientação harmonizada para a acreditação de organismos de certificação aplicados para a certificação/registro da ISO 30000

– Define especificações para a auditoria e certificação de um sistema de gestão de reciclagem de navio cumprindo com os requisitos de segurança e de meio ambiente.

– Oferece aos clientes a informação necessária e confiança sobre a forma de certificação dos seus resíduos e manuseio de outros materiais ou serviços de outras empresas.

A ISO 30003:2009 será útil para o transporte e as indústrias de reciclagem de navios e estaleiros, armadores, institutos de pesquisa marítima, universidades de tecnologia marítima, ministérios dos transportes marítimos, a Marinha, o meio ambiente e trabalho, autoridades portuárias, sociedades de classificação e as agências de inspeção.

A ISO 30003:2009 faz parte de uma série de normas (ISO 30000) em gestão de reciclagem de navios, que promove a segurança dos trabalhadores e a preservação do meio ambiente, bem como a recuperação e reutilização de aço e outros materiais e equipamentos.

Atualmente, o trabalho está em curso sobre as normas restantes da série:

– Melhores práticas para a reciclagem de navios;

– Diretrizes para seleção de empresas de reciclagem de navios;/

– Diretrizes para implementar a ISO 30000;

– Informações de controle de materiais perigosos na construção naval e as operações de embarque;

– Orientações sobre navios de levantamento de materiais perigosos e quantidade a ser relatado;

– Métodos de remoção do amianto em navios;

– Reciclagem de iates.

ISO 26000 – norma de responsabilidade social

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Vou responder ao leitor Paulo Francisco, que gostaria de saber mais sobre a nova ISO da Responsabilidade Social (ISO 26000). Em setembro, a ISO publicou o Draft International Standard (DIS) da norma ISO 26000, um guia de responsabilidade social, que está sendo construído de forma colaborativa e que será um conjunto de diretrizes para que organizações (empresas, governos, organizações não-governamentais, associações, entidades de classe) assumam o compromisso e exerçam a responsabilidade social não só na teoria, mas principalmente na prática. A iniciativa visa elaborar diretrizes em responsabilidade social porque elas podem contribuir para uma visão mais transparente em comparação aos diferentes códigos de conduta adotados pelas empresas. Vale considerar também que o fato de serem instituídas por uma organização internacionalmente reconhecida, tende a estimular a expansão do número de empresas dispostas a assumir seriamente sua responsabilidade social.

Os trabalhos encontram-se em fase avançada de desenvolvimento e o DIS será votado e comentados nos próximos cinco meses, de 14 de setembro de 2009 a 14 de fevereiro de 2010. Depois disso, o documento será discutido em um evento da ISO programado para maio de 2010, devendo circular ainda como Final Draft International Standard (FDIS). O documento atual está muito próximo ao que será a versão final da norma. Seu resultado é fruto de um diálogo extenso que contou com a participação de mais de 450 pessoas, representantes de quase 80 países, além de cerca de 35 entidades internacionais.

Em linhas gerais, a norma objetiva harmonizar as orientações de responsabilidade social já existentes, acordadas internacionalmente, estabelecendo uma melhor prática para responsabilidade social consistente com declarações relevantes e convenções das Nações Unidas, especialmente a declaração universal dos direitos humanos e as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A diretriz normativa busca abranger conceitos aplicáveis a todos os tipos e portes de organizações, tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento. Os princípios de responsabilidade social estabelecidos na norma são: accountability (que significa a idéia de prestação de contas à sociedade), transparência, comportamento ético, respeito e consideração aos interesses dos stakeholders, cumprimento das leis e normas internacionais e universalidade dos direitos humanos.

Para o presidente do Comitê Mundial da ISO 26000 que está elaborando a norma, o brasileiro Jorge Emanuel Cajazeira, responsabilidade social é um meio, é o como fazer para atingir a sustentabilidade. “Esse conceito inclui, entre outras questões, ter uma relação ética com os diferentes públicos, todos os stakeholders, com respeito aos Direitos Humanos, sem corrupção; garantir diversidade, segurança, saúde e confiança nas relações de trabalho; lidar de modo transparente com a imprensa; transmitir informações com precisão”, diz ele.

E por que a ISO, para esta norma, não tem a intenção de ter um processo de certificação, mas de servir como diretriz de gestão. Ele informa que há uma discussão sobre isso. “Existem grupos que entendem que a certificação é uma relação entre fornecedor e cliente. Segundo esses grupos, dependendo do poder de barganha do cliente, a certificadora pode ser menos ou mais flexível. Na opinião de muitos, se a empresa vale bilhões, é difícil que a certificadora seja independente o suficiente para apontar o que é mais relevante ou polêmico ali. Além disso, dizer que uma empresa é socialmente responsável é dar a ela um salvo conduto para que faça milhões de declarações a esse respeito e pode servir de argumento para lavagem social. As ONGs e os sindicatos têm receio de que a certificação dê uma falsa estabilidade e torne as coisas menos líquidas. Já os consumidores têm interesse na certificação, porque ela garante credibilidade a certas empresas e facilita suas escolhas. Eu acredito que uma norma de diretrizes e não de requisitos para certificação permite mais flexibilidade no texto do que a certificação e, por isso, permite ir mais a fundo no assunto da responsabilidade social. As normas mais usadas no mundo não são certificadas. A norma da ABNT para monografias e teses é aplicada por todo mundo e, no entanto, não tem certificado. É a norma mais vendida no Brasil, mais que a ISO 9001”.

Abaixo segue um link para o DIS (em inglês):

 https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/iso_dis_26000_guidance_on_social_responsibility.pdf

Quem quiser ou tiver dificuldades com o idioma inglês, segue uma tradução livre do CD. Clique no link: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/iso26000_n157_iso_cd_26000_port_v3.pdf

Gestão de custos empresariais

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A otimização dos processos, visando à redução dos custos na empresa é primordial para a competitividade no mercado onde atua. Diante de um mundo, em que a economia se torna cada vez mais globalizada e complexa, cria-se então a necessidade de gerar produtos cada vez mais competitivos, acarretando dessa forma um impacto na gestão dos custos para fins de tomada de decisão e planejamento estratégico.

Portanto, como a gestão estratégica de custos poderá ajudar a empresa a criar uma vantagem competitiva? São considerados como elementos estratégicos mais importantes para uma empresa o seu crescimento e a sua sobrevivência a longo prazo? Os avanços tecnológicos e as constantes mudanças decorrentes da economia globalizada e a necessidade de produtos competitivos impactam na gestão dos custos. Os dados de custos são usados para desenvolver estratégias superiores com o objetivo de obter uma vantagem competitiva, onde a vantagem competitiva é a criação de um valor melhor para o cliente por um custo igual ou mais baixo que aquele oferecido pelos seus competidores.

Construir uma vantagem competitiva sustentável exige conhecimento de todo o conjunto de entidades de valor relacionadas do qual a empresa e seus concorrentes e fazem parte, uma busca simultânea de custo baixo e de diferenciação depende de uma compreensão sofisticada dos determinantes de custo, receitas e ativos em cada atividade de valor e as interligações entre as atividades de valor. Portanto, o objetivo da gestão estratégica de custos é fornecer um produto ou valor superior que o de seus concorrentes ao cliente por um custo menor que os seus competidores, desta forma se obtém vantagem competitiva, manutenção de sua existência de forma a fixar a sua permanência no mercado.

Assim, a função econômica não é a principal, mas é imprescindível. Auferir e aferir lucro são exigências de qualquer atividade econômica. As demais funções se revestem de significativa importância se a função econômica for atendida. Se o valor da receita é maior do que o valor da despesa o resultado é lucro (R > D = L); o lucro é a conseqüência da soma parcial ou total de qualidade e produtividade, de emoção e razão, de intuição e lógica, de capacidade empresarial e trabalho, de fé e persistência, de firmeza e equilíbrio, de vontade e garra.

O lucro deixou de ser atributo da receita, das vendas, mas, sim, função resultante dos custos incorridos, de tal modo que, almejar lucro, é conter custos. Lucros e custos são grandezas inversamente proporcionais. O lucro será máximo se o custo for mínimo. Diante dessa realidade inconteste, as empresas pequenas e médias carecem de ferramentas eficientes, para serem utilizadas nos processos de gestão dos negócios. A institucionalização nas empresas de uma transformação comportamental alicerçada na prática efetiva de nova cultura de custos, consubstanciada em técnicas modernas de produção e de administração de recursos financeiros e humanos, é o caminho mais eficaz para a boa gestão de custos.

O Sebrae desenvolveu várias cartilhas para ajudar os empresários e duas delas são bastante interessantes e envolvem a gestão de custos empresariais. Para acessá-las basta clicar nos links.

 Cartilha para custos em pequenas indústrias:

 https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/custos_na_pequena_industria.pdf

Cartilha para custos em prestação

https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/custos_prestacao_servicos.pdf

 

A energia elétrica e os seus equipamentos elétricos e eletrônicos

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Muitos consumidores tiveram problemas em seus equipamentos elétricos e eletrônicos. As principais causas destes problemas, segundo alguns técnicos consultados são:

  • Surtos de Tensão

Surge e Spike (Picos de Tensão) – Diferem quanto à sua duração, o primeiro é da ordem de milissegundos e o outro de micro segundos. São grandes aumentos repentinos da tensão da rede elétrica que ocorrem principalmente na volta da rede elétrica após um apagão ou devido a descargas atmosféricas (raios). É, talvez, o problema mais crítico e danoso. Causa a queima de fontes de alimentação, discos rígidos, placas de micros e redes, fiação de rede e afins. Nas redes telefônicas, devido à maior impedância que na rede elétrica, os estragos também são grandes, danificando modems, aparelhos de fax, secretárias eletrônicas, PABX, telefones e similares.

Sag – É a grande diminuição repentina da tensão da rede elétrica por um tempo reduzido. Ocorre quando a procura por uma quantidade maior de eletricidade diminui a tensão da rede.

  • Ruídos de linha – Problemas com ocorrência de interferências eletromagnéticas (EMI) e de rádio frequência (RFI) causados pela conexão de motores, ares-condicionados, fontes chaveadas, etc., que poluem a rede elétrica. Redes de alta impedância geralmente apresentam o problema. Provoca desligamento ou mau funcionamento de equipamentos eletrônicos, travamento de teclados, perda de dados, queima de disco rígido, além da redução do desempenho dos equipamentos com motores elétricos. Conforme a intensidade, geram chuviscamento na tela de monitores e TVs.
  • Alteração de Frequência – É uma variação na frequência da energia na rede elétrica que deveria sempre ser de 60 Hz. As empresas fornecedoras de energia no país inteiro são obrigadas a respeitar uma variação máxima de +/- 0,5 Hz e, quando a variação é maior que isto, podem ocorrer sérios prejuízos, como o sobreaquecimento e queima de motores e aparelhos ou, no mínimo, um mau funcionamento. Estes problemas são mais frequentes na eletricidade gerada por motores a diesel ou gasolina, pois a alteração da rotação do motor implica na alteração da frequência. Muitos aparelhos importados foram feitos para funcionamento em redes de 50 Hz.
  • Distorção Harmônica – É uma alteração da rede da forma da onda (senóide). Existem muitas causas para este problema, mas as mais frequentes são redes sobrecarregadas pela conexão de motores e/ou fontes chaveadas ou então geradores de má qualidade ou com mau funcionamento. Computadores toleram bem estes problemas, mas podem travar devido à desenergização temporária da fonte de alimentação.
  • Sub e Sobretensão de Rede – É respectivamente uma pequena diminuição ou aumento da tensão eficaz da rede elétrica causados geralmente por problemas no fornecimento das concessionárias ou por redes dimensionadas erroneamente. Causa a diminuição do desempenho dos aparelhos com motores elétricos, desligamento, mau funcionamento, ou até queima de aparelhos eletrônicos. Computadores podem sofrer perda de dados, travamento de teclado, distorção na tela de monitores e queima de disco rígido.

Brown Out – É uma grande e repentina diminuição da tensão eficaz da rede elétrica por frações de segundos, causado geralmente por problemas no fornecimento das concessionárias ou por redes dimensionadas erroneamente. Causa a diminuição do desempenho dos aparelhos com motores elétricos, desligamento, mau funcionamento, ou até queima de aparelhos eletrônicos. Os computadores podem sofrer perda de dados, travamento de teclado, distorção na tela de monitores e queima de disco rígido.

  • Flicker – São interrupções no fornecimento de energia muito rápidas com duração de milésimos de segundos, quase sempre imperceptíveis. Geralmente causam perda de dados ou o travamento de sistemas.

Blecaute – É também conhecido como apagão, ou seja, é a total ausência de energia elétrica. Pode ter várias causas, como excesso de carga ligada à rede elétrica, raios, queda de rede elétrica e racionamento. Pode durar minutos ou horas, e é o maior causador de perdas.

A Fundação Procon-SP informa o que fazer para solicitar informações de procedimentos quanto aos problemas causados pelo apagão de energia elétrica ocorrido na última terça-feira. A orientação para os consumidores que tiveram aparelhos elétricos danificados em função desta queda de energia elétrica é entrar em contato com sua concessionária solicitando o ressarcimento dos danos.

De acordo com a Resolução 360/2009 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o consumidor deve registrar o fato junto aos canais disponibilizados pela concessionária para atendimento (internet, telefone, pessoalmente, etc.), no prazo de até noventa dias, especificando quais os equipamentos foram danificados. A empresa deverá abrir processo específico de indenização.

A concessionária terá dez dias corridos para inspecionar o equipamento danificado (um dia, para equipamento utilizado para acondicionamento de alimentos perecíveis ou medicamentos), 15 dias para apresentar, por escrito, resposta ao pedido e 20 dias para providenciar o ressarcimento. A empresa deve informar ao consumidor a data e o horário aproximado da inspeção ou disponibilização do equipamento. Caso não ocorra essa vistoria, o prazo para resposta será de 15 dias contados da data da solicitação do ressarcimento.

O consumidor não deve reparar o equipamento danificado, salvo nos casos em que houver autorização prévia e formal da concessionária, bem como impedir ou dificultar sua inspeção pois poderá perder o direito à indenização. Se o consumidor tiver dificuldade em registrar pedido de ressarcimento, ou em ser atendido nos prazos fixados pode procurar o Procon-SP, o órgão de defesa do consumidor de seu município ou o poder judiciário. Os postos de atendimento pessoal da Fundação Procon-SP na capital localizam-se dentro do Poupatempo Sé (Praça Do Carmo, s/n), Poupatempo Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 176/258) e Poupatempo Itaquera (Av. do Contorno, 60 – ao lado da Estação Itaquera do Metrô). A comunicação por cartas deve ser encaminhada à Caixa Postal 3050, CEP 01061-970 e por fax ao telefone (11) 3824-0717. O consumidor também pode procurar o órgão de defesa do consumidor de seu município.