ISO publica a norma ISO 31000:2009

Esta nova norma fornece os parâmetros para a gestão de risco, com os princípios e as diretrizes, e irá ajudar as organizações de todos os tipos e tamanhos para gerir o risco de forma eficaz. A ISO 31000 estabelece princípios, estrutura e um processo para gerenciar qualquer tipo de risco, de forma transparente, sistemática e credível em qualquer âmbito ou contexto. Igualmente, a ISO está publicando o ISO Guia 73:2009, vocabulário de gestão de risco, que complementa a ISO 31000, fornecendo um conjunto de termos e definições relativas à gestão de risco.

Segundo o presidente do grupo de trabalho que desenvolveu a norma, Kevin W. Knight AM, todas as organizações, não importando se é grande, média ou pequena, face fatores internos e externos que criam incerteza sobre se será capaz de atingir os seus objetivos. O efeito dessa incerteza é o risco e é inerente a todas as atividades. “Na verdade”, diz ele “pode-se argumentar que a crise financeira global resultou do fracasso dos conselhos executivo e de gestão para gerir eficazmente o risco. A ISO 31000 é esperada para ajudar a indústria e comércio, públicas e privadas, com confiança para sair da crise”.

A norma recomenda que as organizações desenvolvam, implementem e melhorem continuamente um processo de gestão de risco como um componente integral do seu sistema de qualidade. “A ISO 31000 é um documento prático que visa auxiliar as organizações a desenvolver a sua própria abordagem para a gestão de risco. Mas este não é um padrão que as organizações podem buscar a certificação. Através da implementação de ISO 31000, as organizações podem comparar as suas práticas de gestão de risco com um valor de referência reconhecido internacionalmente, proporcionando bons princípios de gestão eficaz. ISO Guide 73 continuará a assegurar que todas as organizações estão na mesma página quando se fala de risco”, explica Knight.

A ISO 31000 é projetada para ajudar as organizações a:

■ Aumentar a probabilidade de atingir os objetivos;

■ Incentivar a gestão proativa;

■ Estar ciente da necessidade de identificar e tratar os riscos em toda a organização;

■ Melhorar a identificação de oportunidades e ameaças;

■ Respeitar as exigências legais e regulamentares e as normas internacionais;

■ Melhorar a informação financeira;

■ Melhorar a governança corporativa;

■ Melhorar a confiança das partes interessadas;

■ Estabelecer uma base confiável para a tomada de decisão e planejamento;

■ Melhorar os controles;

■ Alocar e utilizar recursos para o tratamento de risco;

■ Melhorar a eficácia operacional e a eficiência da gestão;

■ Reforçar a proteção da saúde e de segurança, bem como do ambiente interno;

■ Melhorar a prevenção de perdas e gerenciamento de incidentes;

■ Minimizar as perdas;

■ Melhorar a aprendizagem organizacional;

■ Melhorar a capacidade de resistência organizacional.

Para comprar a norma clique no link http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_detail.htm?csnumber=43170

 Para comprar ISO Guia, clique no link http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_detail.htm?csnumber=44651

O problema das pilhas alcalinas

Do Laboratório de Química do Estado Sólido (http://www.lqes.iqm.unicamp.br/), do Instituto de Química da Unicamp, recebo um texto muito interessante sobre o problema muito sério do descarte das pilhas no meio ambiente.

 Um adeusinho às pilhas alcalinas!

Hoje, as pilhas são um dos elementos indispensáveis em nosso quotidiano, embora, muitas vezes, não nos rendamos conta disso. Controles remotos, relógios, máquinas fotográficas digitais, MP3… Numerosos são os objetos dos quais somos consumidores entusiastas.

Ora, a utilização de pilhas não é um gesto anódino, inofensivo, insignificante para o ambiente. Segundo um relatório da ADEME (Agência Francesa para o Ambiente e o Controle da Energia), 70% das pilhas alcalinas acabam na natureza, no despejo ou incineradas, com os impactos que se imagina. Os metais contidos nestas (níquel, cádmio, mercúrio, chumbo, ferro, zinco, lítio) vão se tornar poluentes do ar, quando da incineração, da terra e dos lençóis freáticos, por infiltração, uma vez que terminam seus dias em um depósito ou na natureza.

Eis a importância de se agir de modo responsável: antes de jogar suas pilhas na lata de lixo, por que não levá-las a locais de coleta apropriados, quando você vai às compras? Uma obrigação regulamentada, que data de 2001, obriga todos os vendedores de pilhas a reciclá-las.

Pilhas recarregáveis: um carinho para o Planeta (ProjetDurable)

 Há, ainda, um outro meio de fazer um gesto favorável ao ambiente: se libertar das pilhas alcalinas e usar acumuladores, também conhecidos como pilhas recarregáveis. Segundo um estudo realizado pela Uniross, as pilhas recarregáveis causam, de fato, 32 vezes menos impacto sobre o ambiente que as pilhas clássicas.
Há dois princípios tecnológicos de concepção de pilhas recarregáveis, atualmente: Ni-Cd e Ni-Mh. Os acumuladores Ni-Cd (Níquel-Cádmio), são provavelmente os mais vendidos no mercado e os menos onerosos, mesmo que tendam a desaparecer cada vez mais em proveito dos Ni-Mh. Em compensação, possuem um forte efeito-memória: devem ser integralmente recarregados em cada ciclo de recarga, sob pena de perder a capacidade. Igualmente é preciso observar que a utilização do cádmio torna essas pilhas recarregáveis muito poluentes quando terminam na natureza.

Os acumuladores Ni-Mh (Níquel-Metal hidreto) são mais caros, mas bem menos poluentes, e seu efeito-memória é muito baixo. Em compensação, sua taxa de autodescarga é mais elevada.

Abaixo, um quadro recapitulativo, compreendendo as principais características dessas tecnologias:

Nome Voltagem Ciclos de descarga Descarga/mês
Ni-Cd 1,2 V 1500-2000 >20%
Ni-Mh 1,2 V 800-1000 >30%

 É preciso observar, também, a emergência das tecnologias Ni-Zn (Níquel-Zinco) e Li-Íon (Lítio-Íon), que são ainda menos poluentes e de maior performance, mas bastante “confidenciais” no momento. Há, igualmente acumuladores de baixa autodescarga (FAD, ou Low Self Discharge, em inglês), que, como sublinha seu nome, têm uma carga de autodescarga muito baixa (~ 30%/ano). Tais pilhas recarregáveis são, portanto, ideais para uso ocasional, como nos telecomandos, por exemplo.

 Da importância do carregador

As pilhas recarregáveis não possuem um carregamento ótimo, a não ser que lhes seja associado um carregador apropriado. Há vários tipos de carregadores:

  • os carregadores básicos: não possuem detector de fim de carga. Para compensar isto, eles liberam somente uma fraca tensão às pilhas, ao preço de uma duração de carga mais longa (~20h), ou uma tensão um pouco mais alta, associada a um memorizador (relógio eletrônico), o que permite uma duração de carga menor (~10h). Os carregadores lentos não são práticos, sendo que aqueles que possuem um memorizador são perigosos, em relação às pilhas: colocando na carga um acumulador não inteiramente recarregável, arrisca-se a diminuir a capacidade deste, devido à sobrecarga. A maior parte dos carregadores encontrados no comércio é de carregadores com memorização.
  • os carregadores rápidos: mais onerosos que os carregadores básicos, possuem um detector de fim de carga, o que permite não sobrecarregar as pilhas. Pode-se, assim, aplicar às pilhas uma tensão bem mais elevada, sem risco de superaquecimento, e, portanto, de diminuir o tempo de carga à durações bem mais baixas (~2h).
  • os carregadores inteligentes: de todos, são os mais onerosos, mas igualmente os mais aperfeiçoados. O detector de fim de carga permite ao usuário escolher as tensões de carga, às vezes independentemente para cada acumulador inserido. Eles possuem igualmente funções anexas, como a possibilidade de recuperar pilhas recarregáveis danificadas, graças a um ciclo de carga/descarga otimizado.

Um gesto para o ambiente

A guisa de conclusão, convém lembrar que os acumuladores, não obstante suas qualidades, não são elementos eternos. No longo prazo, são mais econômicos, possuindo um impacto ecológico menor. Isso, no entanto, não exclui de forma alguma a necessidade de que sejam depositados em contêineres apropriados, uma vez chegado o fim de suas vidas. Os metais pesados contidos nestes, permanecem sempre perigosos para o ambiente.

 Ícones indicativos para o descarte (nas embalagens)

 

O ícone acima indica que a pilha ou bateria pode ser descartada no lixo doméstico

Você pode jogar no lixo doméstico:

Pilhas e baterias de zinco manganês e alcalinas manganês.
Pilhas e baterias de níquel-hidreto metálico, lítio, íon lítio, zinco-ar, os tipos miniaturas e botões e as baterias recarregáveis de íon lítio usadas em filmadoras e telefones sem fio mais recentes.

O ícone acima indica que a pilha ou bateria não pode ser descartada no lixo doméstico

Você não pode jogar no lixo doméstico:

As pilhas e baterias não especificadas acima devem ser devolvidas, após o uso, para o descarte apropriado, às redes de oficinas autorizadas e/ou revendedores. Dentre elas, destacam-se: Baterias recarregáveis de Níquel Cádmio (Ni-Cd), utilizadas em telefones sem fio e filmadoras; baterias de chumbo ácido, utilizadas em filmadoras do tipo VHS Full Size.

Gestão da Continuidade dos Negócios

Depois que eu editei o post institulado Norma ABNT NBR 15999-2: garante a continuidade das operações das organizações, recebi um texto muito interessante sobre o assunto, que será publicado abaixo. Na verdade, os desastres acontecem raramente, mas incidentes menores podem interromper os processos de negócio de uma empresa por longos períodos. A continuidade hoje deve ser tratada como atividade indispensável para a manutenção dos negócios, sendo discutida no nível de diretoria e suas diretrizes disseminadas por toda a empresa.

O pequeno percentual de empresas que possuem internamente os conceitos de continuidade dos negócios, apesar de não ser surpreendente, é muito preocupante. Em outras palavras, mais de 80% estão correndo sérios riscos de terem perdas de recursos financeiros, humanos e materiais, estando até mesmo sujeitas à falência. A maioria parece estar preocupada com a segurança de seus negócios, mas a conscientização dos riscos que as ameaçam ainda não é suficiente para que destinem todos os recursos necessários para isso.

Para as empresas que não possuem ainda alto grau de maturidade em continuidade de negócios, recomenda-se avaliação criteriosa da sua atual exposição aos riscos e a observação da quantidade e intensidade de incidentes que ocorrem no dia-a-dia. Para um grande número de executivos, todos os investimentos devem gerar retorno financeiro e este tipo de pensamento tem contribuído para essa restrição orçamentária. A criação de um plano de continuidade dos negócios deve ser tratada como um seguro, sendo que cada empresa deve estudar suas necessidades, a fim de estabelecer o nível mais adequado de segurança para seu caso. No texto abaixo, da Consultora da Sion People Center, Evelyn Papalardo (mariana@capitalinformacao.com.br), ela questiona quantos dias nós conseguimos ficar sem os serviços básicos oferecidos pelos órgãos públicos? Algum de vocês já se perguntou e respondeu a esta questão?

 Gestão Pública e a Continuidade de Negócios: impossível ou necessário?

Vejo o mercado privado cada dia mais consciente da necessidade de uma Gestão de Continuidade de Negócios e da obtenção de garantias de serviços, disponibilidade e qualidade. Mas, as empresas do setor público não se enquadram nisso? Essa consciência engloba as empresas públicas?

Com as últimas greves ocorridas em São Paulo, sentimos as consequências e os efeitos colaterais de não ter os serviços de retirada de nosso lixo, da falta da entrega de nossas correspondências, de não poder realizar algumas operações financeiras por dependerem da agência bancária ou do gerente que trabalha nela.

Menciono esses serviços, pois houve indisponibilidade recente, mas podemos imaginar como seriam nossas vidas sem os serviços da polícia, dos bombeiros, dos transportes públicos e dos guardas de trânsito. Tomando como exemplo o princípio de incêndio em um dos vagões de trem do metrô, no dia 23 de setembro, podemos concluir que algumas horas sem este meio de transporte causaram um transtorno imenso à cidade.

Gostaria de saber se os prestadores de serviços públicos nos veem como clientes? É importante que eles se organizem para não prejudicarem a população. Quando serviços públicos falham ou param, os impactos não são apenas às pessoas, mas sim às empresas e toda sociedade. O resultado disso é um reflexo direto na arrecadação de impostos. Inoperância é o gatilho para “efeito dominó” de perdas, que se multiplicam, intensificam e atingem de maneira abrangente muitos dos setores da cidade.

 Contingência de Caos

Quanto vale a aderência de serviços públicos às premissas da Gestão da Continuidade de Negócio? Reconhecer os pontos críticos é ter a oportunidade de criar estratégias mais adequadas para não sofrer com os impactos deles. Ou seja, a Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) representa a capacidade estratégica e tática da organização de se planejar e responder a incidentes e interrupções de negócios para conseguir continuar suas operações em um nível aceitável previamente definido.

Neste sentido, a implementação de ferramentas para a Continuidade de Negócios em uma empresa pública significa, por exemplo, que a população poderá contar com o serviço de 190/193, mesmo que ocorra uma pane com o fornecedor de telefonia, em um dia de caos.

Muito já foi falado sobre gestão de fornecedores e a necessidade de avaliar a continuidade de seus serviços, principalmente àqueles atrelados a entrega dos serviços dos clientes. E este assunto não pode estar restrito apenas às empresas privadas que aos poucos compreendem a importância da garantia da disponibilidade de seus serviços para a sua própria sobrevivência. Os prestadores de serviços públicos também devem ter este conceito em pauta, pois, eles – mais do que qualquer outra estrutura organizacional – são o alicerce para outros muitos serviços funcionarem e diversos outros produtos serem vendidos.

Aqui, quero ressaltar que a Continuidade de Negócios está relacionada à questão da consciência, presteza, governança, sustentabilidade, resiliência e por que não falar de oportunidades, crescimento e lucro, assuntos pertinentes a qualquer organização, governamental ou não.