Um balanço preliminar do blog: estamos crescendo!

Quando comecei na tarde do dia 28 de outubro a editar este blog, a minha ideia era e será sempre fazer jornalismo de qualidade para as pessoas que acreditam que os processos de gestão, sejam quais forem, são importantes para o país. Começamos com 12 visualizações naquela tarde e hoje, dia 19 de novembro, no final da tarde, estamos com mais de 500 visualizações. Acompanhe na tabela abaixo esta evolução:

    Out 28

12

Out 29

211

Out 30

123

Out 317 Nov 1

15

368
Nov 2

42

Nov 3

366

Nov 4

400

Nov 5

179

Nov 6

260

Nov 7

38

Nov 8

50

1.335
Nov 9

162

Nov 10

132

Nov 11

76

Nov 12

210

Nov 13

157

Nov 14

44

Nov 15

45

826
Nov 16

291

Nov 17

251

Nov 18

511

Nov 19

572

      1.978

Isso quer dizer o seguinte: estamos no caminho correto. Vamos continuar a descrever, a quem quiser e freqüentar o site, como fazer qualidade e mudar a cara do Brasil. Quero agradecer aos leitores que até agora conseguiram fazer mais de 4.500 visualizações no blog.

Conceitos metrológicos

Entender da ciência metrológica é bastante difícil em um pais como o Brasil. O resultado de uma medição é, em geral, uma estimativa do valor do objeto da medição. Desta forma a apresentação do resultado é completo somente quando acompanhado por uma quantidade que declara sua incerteza, ou seja, a dúvida ainda existente no processo de medição.

Do ponto de vista técnico, quando realizamos uma medição esperamos que ela tenha exatidão (mais próxima do valor verdadeiro) e que apresente as características de repetitividade (concordância entre os resultados de medições sucessivas efetuadas sob as mesmas condições) e reprodutibilidade (concordância entre os resultados das medições efetuadas sob condições variadas). Também é necessário termos unidades de medidas definidas e aceitas convencionalmente por todos. O Brasil segue as diretrizes da Conferência Geral de Pesos e Medidas e adota as unidades definidas no  Sistema Internacional de Unidades (SI) como padrão para as medições.

Apesar de todos os cuidados quando se realiza uma medida poderá ainda surgir uma dúvida de qual é o valor correto. Neste instante, é necessário recorrer a um padrão de medição. Um padrão pode ser uma medida materializada, instrumento de medição, material de referência ou sistema de medição destinado a definir, realizar, conservar ou reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como referência.

Para entender melhor esta ciência, leia ou copie no link http://www.inmetro.gov.br/infotec/publicacoes/vim.pdf o texto completo do Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia adotado no Brasil. Ele foi elaborado e consensado com significativa parcela da comunidade técnica e acadêmica, atuante no campo da metrologia, buscando-se enfocar os aspectos da adequada correspondência dos termos entre as línguas estrangeiras envolvidas. Além disso, no link abaixo há um texto do professor Giorgio Moscati (moscati@inmetro.gov.br) mostrando o longo caminho entre as primeiras medições e as tentativas de organizá-las em sistemas de unidades que foi difícil e exigiu muita criatividade.

Segundo ele, os condicionantes para este processo são complexos e envolvem conflitos de interesses alguns, inclusive, mal intencionados. “Dispomos hoje de um sistema de unidades que pode ser considerado realmente internacional, no sentido de que é utilizado pela grande parte do mundo globalizado que envolve uma fração muito grande da produção e do comércio internacional. Alguns países considerados avançados ainda utilizam na vida diária outros sistemas, freqüentemente por razões de prestígio nacional e pela real dificuldade de enfrentar mudanças envolvendo populações. Entretanto o fato de haver fatores de conversão bem estabelecidos permite contornar muitos problemas”, escreve ele. Leia o texto completo: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/conceitos-metrologicos.pdf

O problema ambiental gerado pelos produtos eletroeletrônicos

Participei em outubro como palestrante da 2ª Oficina Ambientronic, que reuniu no CTI, em Campinas (SP), representantes da indústria, governo e academia para discutir uma proposta de projeto chamado de Ambientronic. Ele visa apoiar os fabricantes de produtos eletroeletrônicos brasileiros na adequação aos requisitos das Diretivas Européias RoHS (de restrição a substâncias tóxicas) e WEEE (para a redução e destinação correta de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos), buscando apoiar a concepção e desenvolvimento de produtos eletroeletrônicos ecologicamente corretos.

Segundo alguns especialistas, são mais de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, composto de computadores, celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos que, com ciclos de reposição cada vez mais curtos, vão parar no lixo e já representam 5% de todo o lixo gerado pela humanidade. Entre as substâncias tóxicas encontradas no lixo eletrônico figuram mercúrio, chumbo, cádmio, belírio, arsênio, retardantes de chamas (BRT) e PVC. Estas substâncias podem causar diversos danos à saúde humana, tais como distúrbios no sistema nervoso, problemas nos rins, pulmões, cérebro e envenenamento. Na figura abaixo, desenvolvida pelo Global Resource Information Database (GRID), mostra a distribuição da porcentagem representada por cada tipo de resíduo dentro da composição do lixo eletroeletrônico (os dados são de 2006):

No Brasil, apesar do ritmo de crescimento da venda de eletroeletrônicos, não há uma legislação nacional que estabeleça o destino correto para a sucata digital ou que responsabilize os fabricantes pelo seu descarte. Uma das regulamentações vigentes que trata do lixo eletrônico é a resolução de número 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas e baterias e imputa aos fabricantes a responsabilidade de ter sistemas para coleta destes materiais e encaminhá-los para reciclagem. Alguns estados da federação, como São Paulo, adotaram algumas leis para tentar coibir o problema. Acesse a minha apresentação para você ter mais dados sobre o assunto. Que é muito sério!

Apresentação em power point da minha palestra: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/residuos-eletroeletronicos_ambientronic.ppt