Controle Estatístico do Processo (CEP)

O controle da qualidade de um processo produtivo envolve a realização das seguintes etapas consecutivas:

  • Definição de um padrão a ser atingido;
  • Inspeção (medir o que foi produzido e comparar com o padrão);
  • Diagnóstico das não-conformidades (descrição do desvio entre o que foi produzido e o padrão);
  • Identificação das causas das não conformidades ou defeitos;
  • Ação corretiva para eliminação das causas;
  • Atualização dos padrões (produto ou processo).

O CEP é uma ferramenta com base estatística, de auxílio ao controle da qualidade, nas etapas do processo, particularmente no caso de processo de produção repetitivo. Hoje, mais do que uma ferramenta estatística, o CEP é entendido como uma filosofia de gerenciamento (princípios de gerenciamento) e um conjunto de técnicas e habilidades, originárias da estatística e da engenharia de produção, que visam garantir a estabilidade e a melhoria contínua de um processo de produção. Em resumo, visa o controle e a melhoria do processo. Os princípios fundamentais para implantação e gerenciamento do CEP são:

  • Pensar e decidir baseado em dados e fatos;
  • Pensar separando a causa do efeito, buscar sempre conhecer a causa fundamental dos problemas;
  • Reconhecer a existência da variabilidade na produção e administrá-la;
  • Usar raciocínio de prioridade (Pareto);
  • Girar permanente e metodicamente o ciclo de controle (Ciclo PDCA), visando a melhoria contínua do desempenho;
  • Definir o próximo processo/etapa/posto de trabalho como cliente da etapa anterior e o cliente define a qualidade esperada;
  • Identificar instantaneamente focos e locais de disfunção e corrigir os problemas a tempo;
  • Educar, treinar e organizar a mão de obra visando uma administração participativa e o autocontrole.

As principais técnicas de apoio ao CEP são:

  • Amostragem (Inspeção, Planos de Amostragem);
  • Folha de Verificação;
  • Histograma/Gráficos;
  • Diagrama de Pareto;
  • Diagrama de Causa e Efeito/6M/Espinha de Peixe;
  • Estratificação;
  • Gráficos de Controle (Gráficos de Shewhart);
  • Diagrama de Correlação.

Mas, por que controlar o processo? Porque do processo de produção podem resultar itens (produtos) não conformes/defeituosos ou a porcentagem de defeituosos pode variar ao longo do tempo. O que causa a produção de defeituosos é a existência de variação nos materiais, nas condições do equipamento, nos métodos de trabalho, na inspeção, nas condições da mão-de-obra, e em outros insumos, etc. A variação que ocorre num processo de produção pode ser desmembrada em duas componentes: uma de difícil controle, chamada variação aleatória, e outra chamada variação controlável.

Assim a equação da variação total de um processo pode ser escrita como sendo: variação total = variação aleatória + variação controlável. Se as variações forem conhecidas, controladas e reduzidas, os índices de produtos defeituosos certamente se reduzirão. Esses dois tipos de variação exigem esforços e capacitação, técnica e gerencial, diferenciados para o seu controle. O CEP auxilia na identificação e priorização das causas de variação da qualidade (separação entre as poucas causas vitais e as muitas triviais) e objetiva controle ou eliminação (aprisionamento) das causas fundamentais dos defeitos. Clique no link e acesse um texto sobre as DIRETRIZES BÁSICAS PARA IMPLANTAÇÃO DO CEP: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/11/diretrizes-basicas-para-implantacao-do-cep.pdf

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Os projetos vencedores do Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2009

Entre os 166 projetos recebidos pela organização do Prêmio von Martius de Sustentabilidade 2009, dez foram escolhidos para receber o prêmio em cerimônia oficial no dia 24 de novembro, no Club Transatlântico, em São Paulo. A categoria Humanidade teve 68 projetos inscritos, Natureza contou com a participação de 54 projetos, e Tecnologia recebeu um total de 44 trabalhos. Desde quando o Prêmio foi criado, em 2000, até 2009, a Câmara Brasil-Alemanha – organizadora do evento – recebeu 1.603 trabalhos. A última edição, ocorrida em 2008, contou com a participação de 184 projetos. Em 2007, 132 iniciativas foram inscritas.

Segundo o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha, Ricardo Rose, o número crescente de participantes de todo o país reflete a maior atratividade do prêmio e a importância que vem adquirindo junto à sociedade. “Recebemos projetos com temáticas variadas, de diversas regiões, de instituições, empresas e governos. Os aspectos que mais chamaram a atenção do júri de premiação este ano foram a qualidade técnica e a criatividade dos trabalhos participantes”, destaca.

Pela segunda vez, o Prêmio von Martius de Sustentabilidade recebeu o selo Sustentax de qualidade e responsabilidade socioambiental para eventos. Criado em 2007 pelo Grupo Sustentax – Engenharia de Sustentabilidade, o selo é fornecido a empresas e instituições organizadoras de eventos, produtos, construtoras, operações de limpeza, prestadores de serviço e empresas de arquitetura que cumprirem, no mínimo, 15 requisitos de sustentabilidade. O Prêmio é também o único concurso de projetos ambientais do Brasil a ter compensação de carbono com certificação – feita pela BRTÜV.

 Humanidade

1º lugar

Participante: Wal-Mart Brasil

Projeto: Programa de Sustentabilidade do Wal-Mart: Compromisso como parte do Negócio

Local: Barueri-SP

Com o objetivo de ser suprido 100% por energia renovável, ter uma operação com impacto zero e ofertar cada vez mais produtos com diferenciais de sustentabilidade, o Wal-Mart Brasil criou, em 2005, iniciativas direcionadas para diferentes públicos, dentro e fora das suas lojas, adotando um modelo de gestão com nove frentes de trabalho. Ações sustentáveis como o uso de sistemas de energia renovável, eficiência energética, gestão da água da chuva e seleção de materiais orgânicos e reciclados são algumas iniciativas colocadas em prática pelo Wal-Mart em sua loja do Morumbi, em São Paulo.

Participante: Furnas Centrais Elétricas
Projeto: Projeto de Recuperação Ambiental e Subsistência (PRAS) nas Aldeias Guarani no município de São Paulo
Local: Rio de Janeiro-RJ

Com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida de famílias das aldeias Guarani da cidade de São Paulo, a empresa Furnas Centrais Elétricas implantou projeto para a recuperação dos recursos naturais desses locais e a criação de alternativas de renda e produção de alimentos para seus moradores. As atividades são distribuídas por quintais familiares e áreas comunitárias, sendo que nos quintais são implantadas hortas, pomares, orquidários, viveiros de plantas ornamentais, galinheiros, roças e paisagismo, enquanto nas áreas comunitárias trabalha-se na formação de sistemas agroflorestais. Desde julho de 2004, quando o projeto foi criado, até dezembro de 2009, 215 famílias terão sido beneficiadas.

3º lugar

Participante: Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí

Projeto: Casa Modelo Experimental voltada ao Uso Racional de Água e Energia – Uma Ferramenta para a Educação Ambiental

Local: Americana-SP

Com o aproveitamento do sol, do vento, da chuva e da vegetação é possível construir uma casa sustentável sem abrir mão do conforto e da tecnologia. A Casa Modelo Experimental, uma iniciativa do Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), possui tecnologias de uso racional de água e da energia elétrica por meio da reutilização e reciclagem da água do banho, de pias e tanques, e ainda da captação de água da chuva pelo talhado e pelas calhas.

Menção honrosa

Participante: Grupo de Gestão Ambiental em Pernambuco

Projeto: Grupo de Gestão Ambiental em Pernambuco

Local: Recife-PE

Criado em junho de 2009, o Grupo Gestão Ambiental em Pernambuco engloba atividades relacionadas ao estudo e ao desenvolvimento de propostas voltadas à gestão ambiental no Estado. Integrado por docentes e estudantes do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco, com o apoio de governos e instituições, o grupo atua na área de gestão ambiental em benefício de micro e pequenas empresas, escolas, universidades, comunidades, associações, comunidades urbanas e rurais.

 Natureza

1º lugar

Participante: Indústria Carbonífera Rio Deserto

Projeto: Felinos do Aguaí
Local: Criciúma-SC

Estimar a distribuição espacial dos felinos ameaçados de extinção na Reserva Biológica Estadual do Aguaí (REBIO), com ênfase nos grandes felinos, para a implementação de práticas de manejo conservacionista é o objetivo do Projeto Felinos do Aguaí. Iniciado em 2006, o programa abrange atualmente atividades de pesquisa científica, com ênfase à proteção das espécies de felinos silvestres que vivem no local, educação sustentável e envolvimento junto às comunidades locais.

2º lugar

Participante: Itaipu Binacional

Projeto: Programa Cultivando Água Boa
Local: Foz do Iguaçu-PR

Em outubro de 1982, com a formação do reservatório da Usina de Itaipu, constatou-se que a qualidade da água da região apresentava problemas em razão do desmatamento, da erosão e do uso de defensivos agrícolas, limitando os seus múltiplos usos (pesca, consumo humano, lazer, entre outros). Face à situação, a companhia criou o “Programa Cultivando Água Boa”, com o objetivo de estabelecer critérios e condições para orientar as ações socioambientais relacionadas à conservação dos recursos naturais e centradas na qualidade das águas e de vida das pessoas.

3º lugar

Participante: Secretaria de Meio Ambiente – Prefeitura do Município de Bertioga

Projeto: Calcule aqui seu Impacto Pessoal de Carbono

Local: Bertioga-SP

Por meio de calculadoras de CO2 disponíveis na Internet, o público responde uma série de questões relacionadas ao seu dia a dia, fornecendo o dimensionamento da quantidade de carbono produzida anualmente e de árvores que precisariam ser plantadas para minimizar o impacto ao meio ambiente. Como ação paralela, em cada evento da Prefeitura de Bertioga, mudas são plantadas tanto por autoridades e administradores da cidade quanto por alunos da rede municipal de ensino, nas margens dos rios em Bertioga, durante suas atividades de educação ambiental.

 Tecnologia

1º lugar

Participante: Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI)

Projeto: Água: Fonte de Alimento e Renda – Uma Alternativa Sustentável para o Semi-Árido

Local: Florianópolis-SC

Como grande parte da população nordestina, os habitantes de Uruçu, localidade situada no município de São João do Cariri (PB), extraem água do subsolo da região para sobreviver. O alto grau de salinidade dessa água requer o uso de dessanilizadores, os quais, ao tratar a água salobra geram, além da água potável, outra água ainda mais salina que a própria água salobra. Esta é devolvida ao solo gerando fortes impactos ambientais. Uma solução de caráter inovador foi desenvolvida para a conservação dos recursos hídricos.

2º lugar

Participante: OdontoPrev

Projeto: Reciclagem do Amálgama Dentário
Local: Barueri-SP

Apoena (aquele que enxerga longe) é o projeto de gestão ambiental implantado pela Odontoprev, operadora nacional de planos odontológicos. Seu objetivo é a coleta, o transporte, a recuperação e a reciclagem de até 95% do mercúrio e da prata presentes no amálgama dentário usados nos procedimentos odontológicos. Iniciado em 2003, em parceria com o Laboratório de Resíduos Químicos (LRQ) da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), o projeto contabiliza, desde a sua implantação, o processamento de 15,5 kg de amálgama, da qual foram recuperados 6,68 kg de mercúrio.

3º lugar

Participante: Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS)

Projeto: Tecnologia Social – Bomba d’ Água Aro Trampolim

Local: Teixeira-PB

A partir da instalação da cisterna de placa como instrumento para armazenar água da chuva, famílias do médio sertão da Paraíba passaram a necessitar ferramentas adequadas para o bom manejo da água captada. A utilização inicial de um balde, guardado sob condições que impediriam a contaminação do líquido, logo mostrou ser frágil. A bomba d´água aro trampolim surgiu como a melhor solução. Segura e de fácil manejo, coleta água para o consumo humano e também pode ser utilizada para bombeá-la em pequenas irrigações. Instalada inicialmente nas cisternas de 13 famílias, beneficia 78 moradores.

Continuam a aumentar os níveis de gases de efeito estufa

Segundo um relatório da World Meteorological Organization’s (WMO), os níveis de gases de efeito estufa continuam a aumentar, pois em 2008, as concentrações globais de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que são os principais gases do efeito estufa na atmosfera, atingiram o maior patamar registrado desde tempos pré-industriais. A concentração de dióxido de carbono (CO2), gás que mais contribui para o problema do aquecimento global, chegou a 385,2 partes por milhão (ppm), com potencial para chegar a 390 ppm já no ano que vem.

Segundo o documento, em relação à era pré-industrial (antes de 1750), o aumento foi de 38%. O dano é considerado tão grave que, mesmo se o mundo interrompesse todas as emissões de CO2 hoje, em cem anos haveria ainda uma concentração de gases de efeito estufa 30% superior à de 1750.

Os maiores responsáveis pelo excesso de gases na atmosfera, segundo o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), são as atividades humanas, principalmente em decorrência da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) e do desmatamento. Os estudos do IPCC apontam para uma alta na temperatura do planeta que poderia variar entre 1,5 a 4,5 ° C.

Os dados divulgados pela WMO são resultados da maior coleta já feita sobre a concentração de gases-estufa na atmosfera e foram usadas mais de 200 estações espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil. Além do dióxido de carbono, foram medidos o metano e o óxido nitroso, que são os principais gases envolvidos no aquecimento global. Um dos efeitos mais estudados é o derretimento de geleiras. Desde 2000, a Groenlândia perdeu mais de 1,5 trilhão de toneladas de gelo. A Antártida também perdeu 1 trilhão desde 2002. Para ler o relatório em inglês clique no link http://www.wmo.int/pages/prog/arep/gaw/gaw_home_en.html

Análise SWOT

Uma leitora me enviou um e-mail querendo saber o que é uma análise SWOT. Ela é feita dentro dos ambientes e quer dizer SWOT – Strong, Weak, Opportunities, Threats. Deste modo, após a análise SWOT, é possível identificar os pontos a serem fortalecidos e as ações a serem tomadas na estratégia a ser adotada pela empresa. A análise SWOT possui os seguintes objetivos: identificar as oportunidades de crescimento; e identificar, principalmente, pontos de vulnerabilidade que ameaçam o desenvolvimento.

 Ambiente interno

Para o ambiente interno da empresa são analisados os pontos fortes e fracos por meio de dados obtidos de documentos e informações internas da empresa (ex. relatórios, estudos, medições, etc.). Dessa forma são identificadas:

 Potencialidades (Pontos fortes – Strong)

  • Sistemas produtivos eficientes;
  • Sistemas produtivos com alta confiabilidade;
  • Treinamento e conscientização do pessoal;
  • Produtos dentro das especificações;
  • Economia de energia, água e matérias-primas;
  • Ganhos em processos de reciclagem;
  • Ganhos com melhoria da qualidade.

 Vulnerabilidades (Pontos fracos – Weak)

  • Processos produtivos ultrapassados;
  • Riscos de acidentes pela baixa confiabilidade dos sistemas;
  • Produtos fora de padrões estabelecidos;
  • Falta de garantia de qualidade nos produtos oferecidos;
  • Emissão de poluentes;
  • Treinamento deficiente de pessoal.

 

Variáveis Análise
Recursos humanos Qualificação de empregados para sistema de garantia de qualidade

Motivação e conscientização dos colaboradores e alta gerência quanto à questão da qualidade

Treinamento de pessoal em relação à qualidade

Participação dos deptos. nas questões ligadas à qualidade

Responsabilidades de diretoria definidas em relação à qualidade

Definição de cargos e responsabilidades em relação à área de qualidade

Normas e procedimentos de trabalho da qualidade

Recursos financeiros Investimentos para modernização de sistemas

Disponibilidades para implantação do sistema de qualidade

Atender aspiração dos acionistas (valor das ações)

Valores de seguros pagos

Indenizações

Economia obtida de programas de reciclagem

Contabilidade de custos da qualidade

Recursos materiais Controle de qualidade em matérias-primas e combustíveis utilizados

Avaliação de equipamentos e máquinas

Implantação e atualização de laboratórios de ensaios/testes

Implantação do setor de metrologia

Controle de qualidade de produtos

Recursos tecnológicos Tecnologias empregadas na empresa

Atualização tecnológica de equipamentos e sistemas

Ambiente externo

Para o ambiente externo são analisadas as oportunidades e ameaças externas à organização. A alta administração, de posse de dados em relação ao mercado e concorrentes, deve estabelecer a filosofia, a visão e a estratégia em relação ao sistema de qualidade a ser implantado.

Oportunidades (Opportunities)

  • Lançamento de novos produtos com melhor qualidade;
  • Existência de processo mais moderno de produção;
  • Linhas de financiamento e subsídios;
  • Novas normas de especificação para determinado produto.

 Ameaças (Threats)

  • Risco de perda de mercado;
  • Acidentes com indenização;
  • Novas leis mais severas que dificultam desempenho;
  • Pressão da comunidade (meio ambiente);
  • Seguros elevados;
  • Problemas com fornecedores.

A implantação de um programa de qualidade exige que o exame seja direcionado, podendo abranger os seguintes tópicos:

 

Variáveis Análise
Sociais Interesse do mercado

Imagem junto à comunidade

Repercussão da má-qualidade

Pressão de clientes e consumidores.

Políticos Decisões do governo (tendências)

Alteração na legislação existente ou em curso

Estímulos fiscais para melhorias e sanções

Obras públicas que afetem a empresa

Ações e iniciativas de governos estrangeiros

Ofertas de energia e insumos com subsídio

Econômicos Financiamentos e subsídios para máquinas e equipamentos

Riscos de indenizações e multas

Investimentos p/ cumprimento de requisitos de normas de qualidade

Barreiras tarifárias e não tarifárias (certificação)

Custos de implantação de programas de qualidade

Tecnológicos Sistemas produtivos mais modernos e menos poluentes

Tecnologias de reciclagem

Desenvolvimento tecnológico da concorrência.

 Os critérios para identificação de predominâncias para serem identificados pontos fortes e fracos, além de ameaças e oportunidades, podem ser definidos por meio da metodologia GUT (Gravidade x Urgência x Tendência), a qual auxilia a priorizar os fatores e a estabelecer as predominâncias para definir a postura estratégica. A avaliação se baseia numa escala de avaliação para cada aspecto.

 Gravidade

Tudo o que afeta profundamente o resultado da empresa. Sua avaliação decorre do nível de dano ou prejuízo que pode decorrer dessa situação.

 

Avaliação Escala
O dano é extremamente importante? 5
O dano é muito importante? 4
O dano é importante? 3
O dano é relativamente importante? 2
O dano é pouco importante? 1

 Urgência

Resultado da pressão do tempo sofrida pela empresa. Decorre do tempo disponível para resolver uma situação provocada pelo fator considerado.

 

Avaliação Escala
A ação é bastante urgente? 5
A ação é urgente? 4
A ação é relativamente urgente? 3
A ação pode aguardar? 2
A ação é sem pressa? 1

 Tendência

Padrão de desenvolvimento de uma situação, sendo relacionado ao estado que a situação apresentará caso não sejam alocados esforços ou recursos extras para modificação favorável.

 

Avaliação Escala
Com a mesma forma e intensidade de ação, a situação vai piorar muito? 5
Com a mesma forma e intensidade de ação, a situação vai piorar ? 4
Com a mesma forma e intensidade de ação, a situação vai permanecer? 3
Com a mesma forma e intensidade de ação, a situação vai melhorar? 2
Com a mesma forma e intensidade de ação, a situação vai melhorar muito? 1

 Resultado da análise SWOT

O diagnóstico permite a escolha consciente de uma direção a ser tomada pela empresa por meio de uma visualização da ação. A verificação dos pontos predominantes entre ameaças oportunidades, vulnerabilidades e potencialidades em relação à qualidade, nos diversos contextos (financeiro, produção, vendas, etc.), permitem auxiliar a escolha da postura estratégica a ser adotada pela alta administração.

 

Diagnóstico estratégico Análise do ambiente interno
Vulnerabilidades Potencialidades
Análise do ambiente externo Ameaças Sobrevivência Manutenção

 

Oportunidades

Crescimento Desenvolvimento

 

Por que treinar?

Atualmente, tanto os colaboradores das organizações como as pessoas individualmente estão buscando o aprimoramento pessoal, profissional e institucional. Tornou-se imperativo este desejo por instrumentos, ferramentas e técnicas para um melhor posicionamento, uma melhor atuação.

É utópico o desejo de participar de um mercado (de pessoas e organizações) tão competitivo e seletivo de forma aleatória, sem um posicionamento e um planejamento estratégico, sem profissionalização em todos os níveis, sem estar municiado de informações e conhecimentos amplos. Em razão disto, uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento humano e empresarial – e que cada vez mais vem se utilizando com frequência – é, sem dúvida, o treinamento. É indispensável. Pessoas continuarão sendo o grande diferencial para qualquer empreendimento.

Contudo, não se deve comprar treinamentos apenas teóricos com pequena ou quase nenhuma aplicabilidade prática, apenas para melhorar o curriculum ou para justificar a aplicação de um investimento que está sobrando no orçamento. Treinamento não é sinônimo de passatempo. Tampouco é pacote. Deve ser encarado como um grande investimento, deve ser sob medida, atendendo necessidades. As pessoas e as organizações devem atentar seriamente para isto.

Faz-se necessário rigor de critérios ao selecionar e contratar instrutores e/ou empresas para os treinamentos. É obrigação verificar: idoneidade de todos os envolvidos, curriculum vitae do consultor/instrutor (constando e checando a formação acadêmica, o conhecimento e a experiência com os resultados relevantes obtidos de suas atividades profissionais, o tempo de atuação no mercado, a sensibilidade aos valores culturais da localidade, etc.), a relação de pessoas e empresas atendidas e o nível de satisfação destas durante e pós–treinamento, o local a ser ministrado o treinamento (instalações, segurança, facilidade de acesso, estacionamento), avaliação da carga horária em função do conteúdo programático a ser ministrado, o número de participantes (nossa experiência recomenda para cursos de curta duração, teórico ou prático, um número máximo 20 pessoas por turma), homogeneidade do perfil dos treinandos, recursos audiovisuais e didáticos utilizados, análise do preço cobrado ( na maioria das vezes a opção pelo mais barato sai muito caro), coffee break oferecido, estrutura de apoio ( pessoas envolvidas, ações que desenvolverão, comprometimento ), processo de avaliação (durante e após o treinamento).

A própria ISO 9001:2008 fala em seu item 6.2 Recursos humanos:

6.2.1 Generalidades

O pessoal que executa atividades que afetam a conformidade com os requisitos do produto deve ser competente, com base em educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados.

NOTA – A conformidade com os requisitos do produto pode ser afetada direta ou indiretamente pelo pessoal que desempenha qualquer tarefa dentro do sistema de gestão da qualidade.

6.2.2 Competência, treinamento e conscientização

A organização deve

a) determinar a competência necessária para o pessoal que executa trabalhos que afetam a conformidade com os requisitos do produto,

b) onde aplicável, prover treinamento ou tomar outras ações para atingir a competência necessária,

c) avaliar a eficácia das ações executadas,

d) assegurar que o seu pessoal está consciente quanto à pertinência e importância de suas atividades e de como elas contribuem para atingir os objetivos da qualidade, e

e) manter registros apropriados de educação, treinamento, habilidade e experiência (ver 4.2.4).

Enfim, a finalidade do aprendizado deve ser entendida de uma forma mais ampla e profunda, pois o treinamento neste caso será um aliado poderoso na alavancagem da melhora do desempenho das organizações, através de comportamentos adequados das equipes. Precisa-se aprender a aprender, livrando-se de velhos paradigmas e tendo a liberdade de ousar estimulando a criatividade. Abaixo segue um texto do consultor titular da T&G Treinamento, Sebastião Guimarães (guimaraes@tgtreinamento.com.br), dizendo que as soluções propostas para eliminar as lacunas de competência podem ser os treinamentos ou outras ações.

Não treinar, se possível

O título deste artigo é o texto de uma grande faixa colocada na área de RH da GE. O texto é provocador é leva-nos à um reflexão bastante objetiva. Sobre o assunto, a norma ISO 10015 dá a seguinte orientação:

4.2.6 Identificação de soluções para eliminar as lacunas de competência

As soluções propostas para eliminar as lacunas de competência podem ser os treinamentos ou outras ações tais como a reformulação dos processos, recrutamento de pessoal treinado, terceirização, melhoria de outros recursos, redução da rotatividade e modificação dos procedimentos de trabalho.

Reformulação dos processos
Com base em estudos e pesquisas, hoje sabemos que 85% dos problemas são oriundos dos processos e que apenas 15 % são oriundos das pessoas. Estes dados deixam bem clara a questão da eliminação das lacunas. Se um processo estiver mal estruturado, apresentando falhas que comprometem o resultado final, a melhor solução é sua reformulação e, em casos mais específicos, sua eliminação. Pouco ou nada adiante treinar pessoas para desenvolver um processo que, comprovadamente, é considerado falho e mal estruturado.

Recrutamento de pessoal treinado
É bom lembrar que recrutamento é uma fase anterior à seleção. Quando pensamos em recrutar uma pessoa treinada para desenvolver determinada atividade, temos, também, que pensar onde poderemos encontrá-la. Como os hadhuters, os profissional de RH também devem ter a competência necessária para recrutar, selecionar e contratar pessoal treinado.

Terceirização (outsourcing)

A terceirização está muito relacionada com a questão da competência. Os bancos, por exemplo, terceirizaram os serviços de segurança porque não conseguiam desenvolver esses serviços com competência. Com a terceirização, os bancos deixaram de treinar os seguranças, que passaram a ser treinados, pelas empresas terceirizadas. Com a terceirização, os bancos provavelmente não economizaram, mas, certamente, conseguiram um serviço de segurança muito melhor. Um erro crasso é, portanto, terceirizar determinada atividade com o único objetivo de “fazer economia”. A terceirização bem sucedida é aquela que tem por objetivo assegurar maior eficiência e eficácia.

Redução da rotatividade

Um treinamento dado a funcionários que, pouco tempo após, saíram da empresa, pode ser considerado um mau investimento? Será que os funcionários saíram da empresa porque foram treinados? Ou será porque o chefe não lhes dava apoio; ganhavam muito menos do que mereciam; enfim, teriam eles motivos que desconhecemos?

Altos índices de turnover, freqüentemente, têm várias origens e várias soluções, que somente podem ser corretamente identificadas quando desenvolvemos, todas as 6 etapas do processo de Definição das Necessidades de Treinamento.

Modificação dos procedimentos

De acordo com as normas de gestão, os procedimentos vitais para a sobrevivência e desenvolvimento das organizações devem ser documentados e continuamente melhorados.

Por uma simples questão de ordem, deve-se, primeiro fazer as modificações necessárias nos Manuais de procedimentos e validá-las. Somente, depois, e se for necessário, deve-se programar o treinamento das pessoas, para que desenvolvam corretamente o procedimento que foi devidamente modificado.

Melhoria de outros recursos

Existe um número infindável de outros recursos que, melhorados, vão aumentar a competência das pessoas, o que, muitas vezes, não se consegue com o treinamento ou somente com o treinamento.

Melhorar determinados recursos tangíveis e intangíveis pode fazer uma grande diferença. A melhor definição das políticas da empresa, a melhoria das instalações e dos equipamentos, a valorização dos recursos humanos através de campanhas de incentivo, apoio, valorização e reconhecimento, são exemplos de melhoria de recursos que aumentam, de forma significativa, a competência da organização.

Mas, para saber qual é a melhor opção para eliminar as lacunas de competência deve-se, inicialmente, definir as necessidades da organização e, em seguida, definir as necessidades de treinamento.

É bom lembrar que a Definição das Necessidades de Treinamento (DNT) é um processo mais eficiente e eficaz do que o tradicional Levantamento de Necessidades de Treinamento (LNT). Como vimos, as empresas têm várias alternativas para eliminar suas lacunas de competência, e, certamente, o treinamento é uma delas. E quando o treinamento é a melhor alternativa deve-se desenvolvê-lo de acordo com a norma ISO 10015, para que seja um investimento de alto retorno.

Planejamento estratégico

Um leitor me questiona sobre o planejamento estratégico. Definido como a destinação de recursos avaliados visando atingir determinados objetivos a curto, médio e longo prazos num ambiente altamente competitivo e dinâmico, faz-se necessário a participação das lideranças e uma visão generalizada da empresa em relação aos ambientes em que atua. Por que devemos planejar? Para que saibamos para onde devemos caminhar. Se não se sabe para onde ir, não se vai a lugar nenhum. E qual a metodologia a aplicar? Existem diversas. O método apresentado está baseado em estudos e aplicação e consiste nas seguintes etapas:

  • Sensibilização da equipe que irá elaborar e implementar, mostrando-lhes a necessidade, as vantagens e o papel de cada um.
  • Definição da Missão, ou seja, a razão de ser da empresa. Por que existimos? Quem somos? Qual a nossa função na sociedade?
  • Identificação dos fatores chaves para o sucesso. Estes são os principais fatores que podem influenciar o desempenho da empresa e dos quais depende o sucesso.
  • Diagnóstico estratégico ou auditoria de posição. É a avaliação real da posição da empresa. Nesta etapa deverão ser considerados os aspectos internos e externos com dados consistentes e verdadeiros. Vale ressaltar que estes não poderão ser “maquiados”, “fabricados de última hora” ou “sonegados”, pois será a partir dessa coleta e posterior análise a base para as etapas descritas abaixo.

Inicialmente deve-se fazer o levantamento de dados internos da empresa como sendo sua trajetória, seu modelo de gestão, sua estrutura e ambiente organizacional, seus resultados nas áreas comercial e financeira advindos das estratégias e operacionalização, da sua qualificação técnica e evolução, e dos seus processos produtivos. Feitos a coleta e análise desses dados, serão identificados seus pontos fortes e pontos fracos. Os pontos fortes serão, posteriormente, bastante explorados e terão o reforço de outros que serão desenvolvidos. Os pontos fracos deverão receber tratamentos para que sejam minimizados ou eliminados. Para a coleta e análise de dados do ambiente externo devemos focar os fatores relacionados aos fornecedores, distribuidores (se for o caso), concorrentes, consumidores e clientes e as variáveis que impactam, ou poderão vir a impactar, a empresa a exemplo da economia e da política, da legislação pertinente, ciência e tecnologia, aspectos climáticos, cultura, demografia, ecologia, etc.

  • Definição de objetivos. Nesta fase deverão ser listados os objetivos a serem alcançados. Estes deverão ser qualitativos e quantificados, realísticos e desafiadores quando referirem-se em termos de vendas, participação de mercado, lucro, etc., dentro do período previsto do planejamento.
  • Elaboração das estratégias. Esta é a fase em que deverão ser consideradas todas as etapas anteriores, caso contrário não haverá consonância. Visar sempre proporcionar aos clientes mais valor que o oferecido pela concorrência.
  • Planos de ação. Implementam as estratégias através de instruções claras estabelecendo-se o que, como, quando, quem será o responsável, quanto custará e o cronograma a ser seguido.
  • Controle. Deverá ser freqüente para conferir se as ações estão sendo executadas. Esta é a fase em que são medidos os desempenhos, checados os orçamentos, obtidas e analisadas as informações de cada responsável, apresentação de medidas para correção de rumo, caso seja necessário.

Abaixo segue um texto do diretor da Petink, Lourival Mariano (andre@imageassessoria.com.br), mostrando as sete fases do planejamento.

 As 7 fases do planejamento

Muitos empresários têm o costume de não levar o planejamento estratégico a sério e isso faz com que as empresas caminhem “à toque de caixa”, ou seja, resolvendo os problemas conforme eles aparecem. Ao longo dos mais de 18 anos em que me encontro à frente da Petink, empresa especializada em comunicação visual e impressão de grandes formatos, percebi que só um planejamento bem estruturado nos permite alcançar os objetivos desejados, de maneira efetiva.

Mesmo fazendo parte do nosso dia-a-dia, poucas vezes paramos para pensar no que realmente significa a palavra planejamento. Creio que todos podem dar uma definição, mas poucas pessoas realmente compreendem a grandeza do significado inserido nessa palavra. Com o passar do tempo e a experiência adquirida, posso apontar duas boas definições para planejamento, que se complementam: pensar antes de agir e prever o futuro para concretizá-lo da maneira que desejamos.

Para uma empresa, é imprescindível ter uma linha de ação pré-definida, não deixando que os problemas surjam sempre na última hora. Pelo contrário: quando temos em mente aquilo que vamos fazer, os problemas de última hora tendem a ser mínimos. Você pode pensar: “As coisas não costumam sair exatamente como idealizamos e, por isso, sempre teremos imprevistos”. Isso é verdade, mas para quem planeja, existe a vantagem de se ter o famoso plano B, ou seja, uma saída previamente estabelecida.

No início da Petink, poucas coisas eram planejadas e coincidentemente não existia um crescimento sólido dos negócios da empresa. Após buscar mais informações sobre planejamento e sobre como colocar em prática algo que pode parecer muito longe da realidade, consegui dar um novo rumo para a empresa. Hoje, acabamos de nos mudar para uma sede que é quatro vezes maior do que a antiga.

Para realizar um planejamento com sucesso, devemos seguir os seguintes passos:

  • Analisar a situação atual dos negócios para descobrir como está sua empresa, tanto internamente, como em relação ao mercado. Essa etapa é fundamental, já que é o alicerce do restante do planejamento;
  • Determinar os objetivos e definir com clareza aquilo que pretendemos atingir. Quanto mais detalhadamente descrevermos nossos objetivos, mais fácil será alcançá-los;
  • Identificar os públicos para sabermos com quem iremos lidar. Para aumentar sua produção, por exemplo, é preciso pensar nossa maneira de agir levando em conta todas as pessoas envolvidas nesse processo;
  • Definir estratégias e pôr no papel como iremos de fato alcançar nossos objetivos. Após saber onde estamos, onde queremos chegar e com quem iremos lidar, é hora de traçar o caminho a ser seguido;
  • Estabelecer recursos para sabermos o que temos à nossa disposição para a concretização de nosso projeto. Nesse ponto, é importante levantar dados sobre os recursos financeiros, materiais e, sobretudo, humanos;
  • Implementar e operacionalizar as estratégias definidas anteriormente, ou seja, dar vida ao projeto. Com base nas informações levantadas nas outras fases, é chegada a hora de “colocar a mão na massa”;
  • Controle e a avaliação é a fase em que levantamos todos os pontos positivos, os negativos e o quanto de nossos objetivos iniciais foram alcançados. Esse feedback vai servir como uma bússola, para nortear os próximos passos da empresa.

Um balanço preliminar do blog: estamos crescendo!

Quando comecei na tarde do dia 28 de outubro a editar este blog, a minha ideia era e será sempre fazer jornalismo de qualidade para as pessoas que acreditam que os processos de gestão, sejam quais forem, são importantes para o país. Começamos com 12 visualizações naquela tarde e hoje, dia 19 de novembro, no final da tarde, estamos com mais de 500 visualizações. Acompanhe na tabela abaixo esta evolução:

    Out 28

12

Out 29

211

Out 30

123

Out 317 Nov 1

15

368
Nov 2

42

Nov 3

366

Nov 4

400

Nov 5

179

Nov 6

260

Nov 7

38

Nov 8

50

1.335
Nov 9

162

Nov 10

132

Nov 11

76

Nov 12

210

Nov 13

157

Nov 14

44

Nov 15

45

826
Nov 16

291

Nov 17

251

Nov 18

511

Nov 19

572

      1.978

Isso quer dizer o seguinte: estamos no caminho correto. Vamos continuar a descrever, a quem quiser e freqüentar o site, como fazer qualidade e mudar a cara do Brasil. Quero agradecer aos leitores que até agora conseguiram fazer mais de 4.500 visualizações no blog.