Como elaborar um Plano de Trabalho

As etapas para elaboração do plano de trabalho são características de cada empresa, dos seus processos e unidades de negócios. Também se destacam, como requisitos importantes para a análise da organização em relação à qualidade, a determinação dos custos da qualidade, a determinação do perfil dos clientes, a parametrização da qualidade junto aos clientes e a identificação da qualidade percebida pelos clientes em relação aos produtos ou serviços fornecidos.

Basicamente, este tipo de plano é desenvolvido segundo as seguintes fases:

  • Fase inicial: Levantamento de dados e análise da organização, elaboração da política da qualidade, a estrutura de suporte e o representante da alta direção para a qualidade, instituição de equipe para a implantação dos elementos de qualidade nos sistemas (normalizados ou não).
  • Fase de desenvolvimento: Estruturação do plano do Sistema de Garantia de Qualidade, definição de metas e objetivos da qualidade a serem realizados e alcançados, além da elaboração do cronograma de atividades no período previsto.
  • Fase de realização: Levantamento, análise e detalhamento de processos;
  • Preparação e elaboração de: Manual de Qualidade (nível estratégico): Documento estratégico que indica o que a organização faz. Estabelece a Política da Qualidade e descreve o Sistema da Qualidade; Procedimentos para o sistema de qualidade (nível tático): Forma especificada de executar uma atividade, seguindo-se os passos programados para atingir o que foi estabelecido no Manual da Qualidade; Instruções de Trabalho (nível operacional): Descreve como as atividades que influenciam a qualidade dos processos devem ser executadas, especialmente onde a ausência destas informações pode influir adversamente sobre a qualidade; Registros da Qualidade: É a comprovação do que foi feito, sendo composto dos documentos que caracterizam, por evidências objetivas, as atividades realizadas ou resultados obtidos, demonstrando a qualidade que é praticada na organização. São elementos básicos para coleta de evidências de auditoria de qualidade.
  • Fase de implementação – Atividades desenvolvidas pelos colaboradores e multiplicadores/facilitadores da qualidade, com a orientação e supervisão do Comitê da Qualidade. Também podem ser desenvolvidas ações para preparação de auditores internos da qualidade.
  • Fase de certificação (quando for necessária) – Levantamentos e suporte técnico para a escolha da entidade certificadora, realização de pré-auditorias e auditoria de qualidade propriamente dita, com o objetivo de recomendação para a certificação.
  • Fase de manutenção (quando for necessária) – Com a certificação, continuam as atividades de manutenção do sistema de qualidade, por meio de ações corretivas e preventivas para sanar as eventuais não-conformidades que possam ser detectadas no sistema, para a realização de melhorias contínua.

 Elaboração do Cronograma

O cronograma é importante para verificar se o plano está seguindo o curso de ação planejado. De uma maneira geral, pode ser composto de etapas, divididas em atividades e/ou subatividades, contendo datas ou períodos para cumprimento do estabelecido e a atribuição de responsabilidades (coordenação, execução e aprovação).

Carros verdes

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou uma nova classificação dos carros brasileiros de passeio que circulam no país, fabricados em 2009, de acordo com suas emissões de CO2 e outros poluentes — substâncias que favorecem o aquecimento global e afetam a saúde humana. De forma diferente da primeira versão, que atribuiu notas numéricas aos modelos, desta vez são utilizadas estrelas — de uma a cinco — para demonstrar os níveis de emissões de gases poluentes e do efeito estufa. Quanto maior o número de estrelas, mais eficiente é o veículo. Ou seja, menor o índice de emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono.

A nova forma de classificação dos veículos foi debatida em um grupo de trabalho que reuniu, além do MMA, o Ibama, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a União da Indústria de Cana-De-Açúcar (Unica ) e a Petrobras. Segundo o Ministério, o ranking atual obteve mais consenso que o primeiro e está mais claro para o consumidor. Outra vantagem do novo sistema é que ele facilita a categorização dos veículos.

A lista reúne cerca de 400 modelos de veículos de passeio fabricados no ano de 2009 — inclusive alguns importados. 22 modelos ganharam cinco estrelas, todos eles com motores flex (movidos tanto a álcool quanto a gasolina). Os últimos colocados são modelos a gasolina e com motores mais potentes, acima de 2.0.

No critério adotado para classificar os veículos, três estrelas são relativas aos poluentes CO, NMHC e NOx, e 2 relativas ao CO2. Os carros que utilizam álcool já ganham automaticamente uma estrela, porque o CO2 liberado é absorvido no processo de cultivo da cana.

Segundo o Ministério, esta ação terá reflexos na saúde, no clima e também no bolso do consumidor, que, guiado pelo ranking, poderá optar por adquirir veículos mais eficientes, que consomem menos combustíveis e poluem menos. Para ver a lista clique no link http://www.mma.gov.br/estruturas/182/_arquivos/ranking_verde_oficial_182.xls