Mudanças climáticas no Brasil

As mudanças climáticas, outro nome dado para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver. E isso acontece de diversas maneiras, sendo que as principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável pelas emissões de GEEs).

E quais os efeitos do aquecimento global? São várias as conseqüências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

Além disso, ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades. A eficiência energética é nada mais que aproveitar melhor a energia sem desperdiçá-la. Por exemplo, quando se diz que uma lâmpada é eficiente, isso quer dizer que ela ilumina o mesmo que as outras, consumindo menos energia. Ou seja, mesma iluminação, com menos gasto de energia.

Já as energias renováveis não-convencionais não vêm de combustíveis fósseis (como petróleo e gás natural) e também não inclui a hidroeletricidade. As energias renováveis não-convencionais mais conhecidas são a solar, onde se aproveita a luz e o calor do sol para gerar energia, a biomassa, oriunda mais comumente do bagaço da cana-de-açúcar e a eólica, dos ventos.

Para medir as consequências destes problemas no Brasil, foi desenvolvido um estudo, inspirado no Relatório Stern, do Reino Unido, que fez uma abrangente análise econômica do problema das mudanças climáticas em nível global. Desenvolvido por instituições públicas brasileiras atuantes na área, o estudo tem como premissas o rigor científico, a liberdade de pensamento e a busca de consenso através do diálogo entre todos os seus autores, seus revisores e os membros do Conselho de Orientação. Devido a seu pioneirismo, os resultados devem ser vistos como primeiras aproximações sobre um tema complexo, servindo como contribuição para o debate sobre o tema.

São cinco as principais limitações do documento:

  • O uso de apenas um modelo climático global, no qual se basearam as análises setoriais e econômicas, decisão fundamentada no grau de conhecimento disponível no início do estudo com simulações de funções de distribuição de probabilidade para diversos parâmetros e na experiência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com o downscaling (redução de escala) dos modelos globais.
  • A abordagem determinística do estudo, isto é, a não consideração explícita do risco e da incerteza e a ênfase em valores médios esperados, com foco restrito sobre custos imediatos de pequenas mudanças de temperatura sobre um conjunto limitado de impactos mensuráveis.
  • O fato de os valores estimados de precipitações futuras pelos vários modelos climáticos não concordarem em sinal (aumento ou diminuição), o que limita projeções sobre o clima futuro e seus potenciais impactos econômicos.
  • A incompletude da base de dados e de informações técnicas disponíveis, desde modelos climáticos e projeções sobre o clima futuro até dados ecológicos e socioeconômicos, incluindo a valoração econômica. Nos setores mais complexos ou com conhecimento técnico restrito (como biodiversidade e zona costeira), as análises e a valoração econômica são preliminares.
  • A não incorporação de mudanças tecnológicas de longo prazo, pela falta de cenários e análises sobre as quais basear as projeções, uma decisão decorrente da incipiência dos modelos e das restrições técnicas de ligar todos os modelos, desde as projeções de variações climáticas até seus impactos socioeconômicos.

Para acessar e ler o estudo clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/mudancas-do-clima-no-brasil.pdf

Dicas de qualidade: Fluxograma

Como o próprio nome diz, o fluxograma é um diagrama que representa o fluxo (ou seqüência) das diversas etapas de um processo qualquer. Ao iniciar um projeto de melhoria, sua grande utilidade é fazer com que todos os participantes adquiriam uma visão completa do processo, ao mesmo tempo que permite que cada pessoa tenha melhor percepção de qual o seu papel no processo e de como seu trabalho influi no resultado final. Uma outra forma de utiliza-lo é fazer fluxograma de como as atividades estão sendo feitas na prática e compara-lo com fluxograma de como as atividades deveriam estar sendo feitas. Isto pode revelar a origem de alguns problemas.

Os símbolos mais usados em fluxogramas:

Terminal: é utilizado para representar o início ou o fim de um processo ou para referir-se a outro processo que não seja objeto de estudo.

 

Operação: representa qualquer ação para criar, transformar, conferir ou analisar uma operação ou procedimento. Dentro do símbolo, descreve-se o objeto da ação.

 

Decisão: indica um ponto no processo que apresenta ações condicionantes, onde há caminhos alternativos, se acontecerem determinado evento (sim ou não).

 

Conector: indica onde continua a seqüência do fluxo (quando não há espaço suficiente para a continuação do desenho).

 

Área/Cargo: indica o nome do cargo ou da área que executará determinada atividade.

 

Documento: representa qualquer documento ou formulário.

 

 Arquivo: representa o arquivamento da documentação inerente ao processo.

 

 Setas: indicam o sentido do fluxo.

 

 No fluxograma podem ser usados quaisquer símbolos ou desenhos, desde que o entendimento seja fácil para todos. Um conceito muito importante e útil, que pode ser aliado também a construção do fluxograma é o de fornecedor e cliente interno. Para ser realizada, cada atividade precisa de certas informações recursos, as quais provém de seu fornecedor interno. O resultado desta atividade é utilizado por outras atividades, departamento ou pessoas, que são os clientes internos. Assim, mesmo internamente a empresa, um processo qualquer (seja produtivo, técnico, comercial, financeiro ou administrativo) é composto de uma seqüência de atividades, onde as pessoas envolvidas são clientes da etapa anterior e fornecedores das etapas seguintes. Logo, se todos tiverem este conceito entenderem o processo como um todo, procurando planejar e executar suas atividades de modo a satisfazer seus clientes internos, o processo fluirá da melhor maneira possível. Para construir um fluxograma, no início de um projeto de melhoria, é importante que participem todos os envolvidos: as pessoas que executam cada atividade, os fornecedores e clientes do processo, o supervisor ou gerente da área, etc.

 Exemplo de um fluxograma de processo