Certificação do Programa 5 S

O Programa 5 S tem aplicabilidade em diversos tipos de empresas e órgãos públicos, inclusive em residências, pois traz benefícios a todos que convivem no local, melhora o ambiente, as condições de trabalho, saúde, higiene e traz eficiência e qualidade. De acordo com experiências de empresas que já implantaram o programa, a chave não é somente a aplicação dos conceitos, mas a mudança cultural de todas as pessoas envolvidas e a aceitação de que cada um deles é importante para melhorar o ambiente de trabalho, a saúde física e mental dos trabalhadores e o sistema da qualidade.

O conceito do 5S e as palavras surgiram no Japão, onde cada um destes conceitos começa com a letra S, por isso o método ser chamado 5 S. Apesar disto, houve adaptação dos conceitos para a língua portuguesa, assim como adaptação em outros países que desenvolveram programas semelhantes para aprimorar a qualidade.

Os cinco conceitos do Programa:

1.º S – SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO – Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário.

2.º S – SEITON – SENSO DE ARRUMAÇÃO – Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente.

3.º S – SEISO – SENSO DE LIMPEZA – Manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar.

4.º S – SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE E HIGIENE – Manter um ambiente de trabalho sempre favorável a saúde e higiene.

5.º S – SHITSUKE – SENSO DE AUTODISCIPLINA – Fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito, transformando os 5s’s num modo de vida.

Haroldo: “Uma área ou empresa certificada em 5 S demonstra um padrão de excelência na prática dos sensos”

Em 1996, o consultor e diretor da PDCA, Haroldo Ribeiro, criou a certificação 5 S e sua empresa é a responsável pela auditoria de certificação. Ele explica que o certificado é desejado normalmente nas seguintes situações:

  • A empresa pretende usar a certificação como pré-requisito para implementação ou disseminação de algum Sistema de Gestão que utilize como base o 5S.
  • A empresa pretende premiar aos seus colaboradores de acordo com metas estabelecidas vinculadas à certificação de 3S ou 5S.
  • A empresa pretende implementar sistematicamente os dois últimos S a partir da certificação dos três primeiros.
  • A empresa pretende demonstrar para seus colaboradores e parceiros a sua preocupação com a dignificação do ambiente de trabalho.
  • A empresa pretende demonstrar para seus clientes a sua preocupação com a qualidade de seus produtos e serviços prestados, além do tratamento adequado dos ativos sob sua responsabilidade.
  • A empresa pretende criar uma motivação interna através de uma competição sadia entre as equipes de trabalho ou unidades de um grupo acionário.
  • A empresa pretende demonstrar para seus acionistas a sua preocupação pela otimização dos recursos materiais e humanos disponíveis.
  • A empresa pretende demonstrar para a sociedade e órgãos fiscalizadores a sua preocupação com o meio ambiente, segurança e saúde.

“Uma área ou empresa certificada em 5 S demonstra um padrão de excelência na prática dos sensos de Utilização, Ordenação, Limpeza, Higiene e Autodisciplina, utilizando como base os critérios de avaliação da PDCA ou algum outro, desde que previamente aprovado pela PDCA”, explica Haroldo. Para tanto, são exigidos os seguintes resultados:

  • Empresa Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S e nenhuma área com padrão inferior a 80%. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S.
  • Empresa Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5  S e nenhuma área com padrão inferior a 80% na média do 5 S. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S.

“Para a certificação 3 S não há um prazo de validade, pois ele confere apenas que a empresa ou área apresentou, no momento da auditoria, um padrão de excelência dos 3 primeiros S. Isto significa que a área ou a empresa e as pessoas têm condições físicas comportamentais para atingir um alto nível de 3S”, diz o consultor. “Para a certificação 5 S há um prazo de validade por dois anos, sendo que há necessidade de manter o padrão apresentado a cada seis meses a partir de auditorias internas feitas por auditores capacitados pela PDCA. Para as auditorias internas, a área ou empresa tem oportunidade para elaborar e executar ações para corrigir os desvios que provocaram a queda do padrão atingido. Para a auditoria externa, a empresa ou área perde a certificação caso não atinja o nível mínimo. Neste caso, a próxima certificação só poderá ser buscada, no mínimo, seis meses depois de perdida a anterior”.

A PDCA trata o ambiente eletrônico nos dois últimos S. Além disso, a certificação 5 S pode ser concedida com restrição quando a área ou a empresa não inclui este ambiente eletrônico na metodologia do 5 S. O índice médio de aprovação na primeira tentativa de certificação em 5 S de empresas é de 45%.

Para mais informações sobre a certificação 5 S:

 

Haroldo Ribeiro

pdca@terra.com.br

Tel. 11-42271761

Cel. 11-82529662

www.pdca.com.br

Segurança dos alimentos

A contaminação de alimentos tem-se tornado cada vez mais frequente, causada por microrganismos patogênicos, parasitas, contaminantes ou por materiais estranhos. E isso representa um perigo para os consumidores. Assim, as empresas envolvidas na cadeia produtiva dos alimentos deverão, de forma integrada, fazer uso mais eficiente dos seus insumos, desenvolver processos e produtos mais limpos, gerenciar os recursos naturais e humanos de forma mais responsável e garantir a segurança alimentar do produto final, práticas que se tornam viáveis a partir da aplicação dos requisitos de normas e padrões nacionais e internacionais e da certificação.

As empresas de alimentos exportadoras convivem diariamente com uma série de exigências requeridas por seus clientes, que solicitam a sua conformidade em relação a um determinado modelo de certificação, dentre os quais podem ser citados: BRC, IFS, SQF 2000, HACCP, ISO 22000, GMA-SAFE, entre outros. As normas mais exigidas são:

  • BRC – Global Standard For Food Safety, propriedade do BRC -British Retail Consortium (http://www.brc.org.uk/standards/default.asp).
  • IFS – International Food Standard do International Featured Standards (www.food-care.info), que é propriedade das organizações de varejo alemã e francesa: German Retail Union (HDE) e France’s Federation of Commercial and Distribution Companies (FCD).
  • HACCP FS System, conhecido como HACCP holandês (www.foodsafetymanagement.info).
  • SQF 2000 (Safe and Quality Food) – Nível 2 e 3- coordenado pelo Food Marketing Institute (www.sqfi.com).
  • FSSC 22000 –Food Safety System Certification, da Foundation for Food Safety Certification (http://www.fssc22000.com).

A FSSC 22000 foi reconhecida recentemente como uma condição provisória, visto que está em processo de acreditação. A norma FSSC 22000 engloba os requisitos da ISO 22000:2005 – Sistema de Gestão da Segurança de Alimentos e da norma PAS 220. A norma PAS 220 – Publicly Available Specification foi publicada em 25 de outubro de 2008. Seu desenvolvimento foi coordenado pelo British Standards Institute (BSI ) e é patrocinada pela Confederação das Indústrias de Alimentos e Bebidas da União Européia (CIAA).

Conforme informações fornecidas pela gerente do Det Norske Veritas, Juliani Kitakawa, no dia 15 de dezembro, foi publicada a Especificação Técnica ISO TS 22002-1:2009. “Trata-se da transposição da PAS 220 (Especificação Pública para Programas Pré-Requisitos para Sistema de Segurança de Alimentos) dentro do sistema ISO, com algumas alterações editoriais. Este foi um importante passo para o reconhecimento e a reputação da FSSC 22000, pois podemos dizer que será parte integrante família ISO, como a ISO 22000, ISO 22002, ISO 22003”, diz ela.

O documento, cujo título em inglês é Prerequisite Programmes on Food Safety – Part 1 – Food Manufacturing foi publicado como Part 1 para o setor de fabricação de alimentos, havendo planos para a publicação de outras partes direcionadas a outros segmentos da cadeia de produção de alimentos. Ela assegura, ainda, que Stefano Crea, diretor Food&Beverage da DNV e representante da IIOC (International Independent Organization for Certification) participou da última reunião do Board of Stakeholders da FSSC 22000, realizada também no dia 15 de dezembro. “Durante a reunião foi decidido e acordado com GFSI (Global Food Safety Initiative) que a norma FSSC 22000 será acreditada com base na ISO 17021 (Certificação de Sistema de Gestão) e não contra a ISO 17065/ISO Guide 65 (Certificação de Produto/ Processo). Todos os documentos aplicáveis à FSSC 22000 estão publicados no site  www.fssc22000.com. Até o momento foram emitidos dez Certificados FSSC 22000 não acreditados”.

De acordo com o BSI, o desenvolvimento do PAS 220 contou com a colaboração de alguns dos maiores fabricantes de alimentos: Danone, Kraft, Nestlé e Unilever. O comitê deliberativo recebeu também o apoio do McDonald’s e de outras entidades. Embora o nome Publicly Available Specification induza a pensar que se trata de uma norma pública, da mesma forma que as normas do Codex Alimentarius, na verdade esta norma é comercializada pelo próprio BSI.

Ainda existe a norma do British Retail Consortium (BRC) para embalagens e materiais de embalagem, elaborada em conjunto com o Institute of Packaging (IoP) e outras entidades, que teve a sua terceira edição publicada em 2008. A norma era aplicável somente a embalagens de alimentos, mas nesta edição a norma ampliou sua aplicação para qualquer tipo de embalagem. Além de embalagens para alimentos, podem ser certificados em conjunto, ou separadamente, embalagens para produtos farmacêuticos, cosméticos e de higiene pessoal. Devido ao grau de exigência específico em cada setor, foram criadas três categorias diferentes, de acordo com o tipo de embalagem e o risco do produto final à saúde do consumidor. Com a exigência cada vez maior em relação à qualidade e segurança dos alimentos e bebidas, a embalagem tem um papel fundamental para garantir que tais requisitos cheguem até a mesa do consumidor,

A indústria de alimentos brasileira, responsável por quase 15% do faturamento do setor industrial e por empregar mais de 1 milhão de pessoas, tem conseguido seguir as tendências internacionais na área de produção, mas ainda precisa desenvolver trajetórias mais consistentes na área de inovação. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) com o objetivo de criar novos produtos de maior valor adicionado podem garantir o sucesso de empresas que se mobilizam para acompanhar a onda de consumo de alimentos saudáveis e de preparo rápido. Algumas empresas, porém, sequer possuem ainda um departamento de P&D.

As principais inovações ligadas ao mercado de alimentos estão nas áreas de insumos, biotecnologia, bens de capital e embalagens. O mercado de alimentos funcionais tem crescido a taxas anuais de aproximadamente 10% e se revela um campo fértil de pesquisa e oportunidades comerciais. Porém, de acordo com Jocelem Mastrodi Salgado, professora da Esalq/USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (Sbaf), as inovações em alimentos funcionais no Brasil são ainda incipientes se comparadas ao estágio em que se encontram hoje empresas do Japão, Estados Unidos e Europa, havendo ainda há um longo caminho a percorrer.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) montou a Comissão Tecnocientífica de Assessoramento em Alimentos Funcionais e Novos Alimentos (CTCAF). Ela faz a comprovação da segurança de uso de novos alimentos e ingredientes e avalia a eficácia das alegações de propriedades funcionais ou de saúde em alimentos. Hoje, o Brasil possui autorizados: 31 novos ingredientes, 60 novos alimentos e 16 alimentos com alegação de propriedade funcional

“Como as empresas buscam, cada vez mais, inovações tecnológicas para agregar valor aos produtos comercializados, a comissão tem um papel fundamental na garantia da segurança de consumo desses alimentos e, também, na veracidade das alegações funcionais”, afirma Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa. A CTCAF é formada por oito membros com notório saber na área de tecnologia de alimentos, que se reúnem uma vez por mês. Nos primeiro cinco anos de trabalho, a Comissão reavaliou todos os produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde aprovados desde o ano de 1999. Para facilitar a compreensão da população sobre o tema, o resultado dessa reavaliação foi a exclusão das alegações em alguns alimentos e a modificação das alegações em outros.

As alegações de propriedade funcional estão relacionadas ao papel metabólico ou fisiológico que um nutriente (como as fibras) ou não nutriente (como licopeno) têm no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo. Isso significa que estes alimentos contêm ingredientes que podem auxiliar, por exemplo, na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, na proteção das células contra os radicais livres, no funcionamento do intestino, na redução da absorção do colesterol, no equilíbrio da flora intestinal, entre outros.

O consumo desses alimentos deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Sempre que uma empresa queira fazer este tipo de alegação, a alegação deve ser submetida à avaliação da Anvisa. É importante ressaltar que as alegações não podem fazer referência ao tratamento, prevenção ou cura de doenças.

Os alimentos classificados na categoria de novos alimentos são aqueles sem tradição de consumo no país ou que contenham novos ingredientes. Podem ser enquadrados nessa categoria, ainda, alimentos contendo substâncias já consumidas e que venham a ser adicionadas ou utilizadas em níveis muito superiores aos atualmente observados nos alimentos que compõem uma dieta regular e alimentos apresentados nas formas de cápsulas, comprimidos, tabletes e outros similares.