ISO/TS 16949:2009

A cadeia automotiva brasileira é composta pelas montadoras, seus diversos fornecedores e todos os trabalhadores envolvidos, além das demais instituições sindicais, patronais e governamentais. Com a abertura econômica ocorrida no Brasil, as montadoras aqui instaladas tiveram a possibilidade de reinserir suas filiais nas estratégias formuladas pelas matrizes em âmbito global e, portanto, na competição global. Também foi possível a entrada de novos competidores, o acirramento da disputa pelo mercado interno e o fim de uma situação de estagnação e protecionismo que havia consolidado um mercado dominado e dividido entre quatro das grandes montadoras globais (Volkswagen/Alemanha, Fiat/Itália, General Motors/EUA e Ford/EUA). Esse novo cenário redefiniu as possibilidades, necessidades e pretensões da cadeia automotiva instalada.

A partir de inovações, da implantação de novas plantas produtivas e de fusões e aquisições, todo o complexo industrial até então vigente foi-se alterando. Assim, a estrutura do setor automotivo no Brasil vem sofrendo fortes mudanças em função das transformações do cenário econômico, tanto nacional como internacional: à abertura comercial e financeira do país acrescentou-se uma forte reestruturação do setor em termos mundiais, no sentido da globalização da cadeia produtiva.

Estruturas tradicionalmente verticalizadas deram lugar a processos de terceirização sem precedentes. Neste novo contexto, o que era econômico há dez ou mesmo cinco anos pode não sê-lo mais, em termos de escala de produção, localização das atividades produtivas, tecnologia e processos de gestão etc. O setor automobilístico vem sendo vetor de inovações tecnológicas para muitos outros setores da economia brasileira. Por exemplo, muitas empresas fornecedoras de autopeças apresentaram, durante algum tempo, níveis de capacitação tecnológica compatíveis com os encontrados em empresas estrangeiras que atuavam no mesmo ramo.

A questão atual é se, em um contexto de maior inserção do país na economia mundial e de forte internacionalização da cadeia automobilística, essas características podem permanecer presentes. É o momento de avaliar a possibilidade de o Brasil configurar-se como pólo de excelência automobilístico e, a partir disso, estabelecer políticas setoriais que facilitem o caminho nessa direção.

A questão da gestão na cadeia produtiva também sendo rediscutida. O aumento do número de recall – o chamamento para a troca de uma peça com defeito de fabricação – é uma prática muito em moda que afeta diretamente toda a sociedade em questão de segurança. Em 2009, ocorreram mais de 20 recalls, com cerca de 600 mil unidades de carros de passeio com algum tipo de problema. Como geralmente é um defeito de fabricação em um componente de segurança, esse número torna-se bastante expressivo.

Conforme prevê o artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), o recall é uma obrigação de todo fabricante de produtos. Na prática, todo consumidor tem o direito à informação. É bom que fique claro que todo cidadão tem de ter uma informação adequada e clara, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço. Além de tudo, deve saber sobre os riscos.

No caso de um veículo, a falha no funcionamento de um componente no sistema de freios, por exemplo, pode ocasionar sérios riscos de acidente. No início do ano passado, a Volkswagen teve de reconhecer a falha no sistema de rebatimento do banco traseiro da linha Fox/Cros Fox/SpaceFox. Na época, houve uma demora para reconhecer a falha no funcionamento da peça do rebatimento do banco traseiro. No final das contas, a fabricante incorporou um anel de borracha para acabar de vez com a possibilidade de acidente, como ocorreu com oito donos de veículos que, infelizmente, tiveram parcialmente o dedo de uma das mãos mutilados no manuseio do sistema de rebatimento do banco. Por isso, o recall é mais que uma obrigação.

No livro “Recall – 4 Milhões de Carros com Defeito de Fábrica”, o autor Rodolfo Alberto Rizzotto revela que mais da metade dos veículos convocados para recall no Brasil não compareceram para sanar defeito grave, o que coloca em risco a segurança de todos. Dentre as medidas possíveis está prevista a possibilidade de o Denatran vir a não licenciar veículos com recall pendente. Ele relaciona 4.219.163 veículos convocados desde 1991 quando entrou em vigor o Código de Defesa do Consumidor. Na relação, a primeira do gênero no país, aparecem as marcas, modelos, ano de fabricação, razão do recall, riscos que estão correndo os proprietários, número do chassi, dentre outras informações úteis. Quer comprar o livro, clique no link http://www.estradas.com.br/livro_recall/formulario.asp

Na verdade, as montadoras impõem, paulatinamente, uma concorrência quase caracterizada como um leilão reverso, substituindo a segurança do fornecimento e o compromisso de qualidade, implícitos em contratos mais duradouros, pelo oportunismo de preços aviltados e negociações inconsistentes de curto prazo. Esta prática de preços aviltantes estabelece uma espécie de corrida, na qual o carro vencedor chega ao primeiro lugar somente com o cano de escapamento funcionando.

Para gerenciar a cadeia automotiva, a ISO desenvolveu a especificação técnica ISO/TS 16949:2009. O padrão internacional é utilizado pelas organizações de produção automotiva e de peças de reposição para certificação de Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos específicos para aplicação da ISO 9001:2008. Ela foi revisada pelo International Automotive Task Force (IATF) e pelo comitê técnico ISO/TC 176 – Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade. A implementação generalizada da ISO/TS 16949 é vista como uma oportunidade para melhorar a qualidade e reduzir custos.

“A revisão da ISO/TS 16949 para toda a cadeia de suprimentos servirá para agilizar as operações e, assim, ajudar as empresas a cortar custos enquanto melhora a sua eficiência. A publicação da ISO/TS 16949 dará suporte ao setor e tranquilizará os consumidores, assegurando benefícios significantes para os fornecedores automotivos entre os desafios que a indústria vivencia”, relata o secretário geral da ISO, Rob Steele.

De acordo com a ISO, até o final de dezembro de 2008 no mínimo 39.300 certificados da ISO/TS 16949:2002 foram emitidos em 81 países. Isso representa um aumento de 12% em relação a 2007. As organizações agora terão um prazo de 120 dias (contados a partir da data da publicação da nova edição, em 15 de junho) para se adequarem aos novos requisitos da norma.

A ISO/TS 16949:2009 é a terceira edição da norma, que teve sua primeira publicação em 1999. Assim como a ISO 9001:2008, ela não contém novos requisitos e reflete as alterações da última edição da ISO 9001, com as seguintes aplicações:

  • Não há novos requisitos – A ISO/TS 16949:2009 não traz novos requisitos ou alterações. A ISO 9001:2008 contida fornece esclarecimentos aos requisitos existentes em relação à antiga versão da norma e introduz alterações destinadas a melhorar a coerência com a ISO 14001:2004.
  • Aplicação – Organismos de certificação e empresas devem compreender e aplicar os ajustes da norma ISO/TS 16949:2009. A aplicação dos esclarecimentos relacionados aos requisitos da norma ISO 9001:2008 nos textos emoldurados da ISO/TS 16949:2009 torna-se vigente após 120 dias da publicação da ISO/TS 16949:2009.
  • Certificação ISO/TS 16949:2002 – Continua em vigor para o ciclo atual de certificação. Certificações de acordo com a ISO/TS 16949:2009 são reconhecidas a partir da data efetiva de publicação da norma. A certificação de acordo com a ISO/TS 16949:2009 não é um upgrade e a validade do certificado continuará a mesma.
  • Certificados ISO/TS 16949:2009 – Certificados reconhecidos pelo IATF para a norma ISO/TS 16949:2009 podem ser emitidos mediante solicitação da organização (cliente) após a sua publicação oficial e após uma auditoria de manutenção, mas sua emissão não é exigida até a próxima auditoria de recertificação.

Para comprar a norma clique no link http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_detail.htm?csnumber=52844

Os perigos da internet em 2010

A Websense Inc. fez sua lista de previsões e tendências que ameaçam a segurança na Web para 2010. Segundo os pesquisadores, os tipos de ataque à segurança e as tendências e previsões revelam uma mistura de ameaças à segurança global por múltiplos vetores de ataques, com o objetivo de prender os computadores às redes robôs (botnets) – redes de máquinas comandadas remotamente por hakers para roubar informações confidenciais. Eles acreditam que os hackers tentarão afetar novas plataformas, como smartphones, e tirar proveito da popularidade do Windows 7, e poderão comprometer a integridade dos resultados de mecanismos de pesquisa e usar anúncios legítimos para espalhar conteúdo malicioso.

“As ameaças na Web continuam caminhando em paralelo com os padrões de utilização da Web pelos usuários da Internet que estão rapidamente migrando para a Web social, da mesma forma que os ataques”, observa Dan Hubbard, diretor de tecnologia da Websense. “Além disso, conforme os novos sistemas operacionais, plataformas como Macs e dispositivos móveis tornam-se mais populares também se transformam em alvos. Ao mesmo tempo, os hackers estão aumentando o número de ataques tradicionais em PCs, com estratégias que mudam rapidamente e com novos formatos para velhos ataques”.

As tendências de problemas:

  • Ataques da Web 2.0 irão aumentar, sofisticar e predominar – Segundo prevê o Websense Security Labs, em 2010 haverá um volume maior de spam e ataques na Web social e aos mecanismos de pesquisa em tempo real (como Topsy.com, Google e Bing.com). Em 2009, os pesquisadores observaram um aumento do uso malicioso de redes sociais e ferramentas de colaboração, como Facebook, Twitter, MySpace e Google Wave, visando propagar as ameaças entregues pelos agressores. O uso de sites da Web 2.0 por hackers e spammers foram bem-sucedidos devido ao alto nível de confiança que os usuários têm nas plataformas e em outros usuários, uma tendência que deverá continuar em 2010.
  • Gangues de botnets irão lutar por território – No ano passado, o Websense Security Labs, notou um crescimento dos grupos de botnets que seguem uns aos outros e usam estratégias similares de spam/Web, como DHL falso e notificações USPS, e outros comportamentos de imitação, continuarão ocorrendo em 2010, com mais agressividade entre os diferentes grupos de botnets, sendo capaz de detectar e desinstalar as redes robôs concorrentes.
  • Email ganhará força novamente como principal vetor para ataques fraudulentos – Em 2010, o email irá evoluir em sofisticação como vetor para espalhar ataques fraudulentos. Durante 2009, o Websense Security Labs observou um importante aumento no uso de emails para distribuir arquivos e entregar programas executáveis anexos que contaminam o computador – como cavalo de tróia, depois de terem praticamente desaparecido por muitos anos. Os agressores estão utilizando frequentemente tópicos atuais para convencer os destinatários a abrirem a mensagem, anexos e clicarem em links maliciosos. Não apenas há mais emails contendo anexos fraudulentos como também os pesquisadores observaram uma maior sofisticação e ataques combinados que são difíceis de encerrar. Durante 2010, esta tendência vai continuar e veremos mais emails contendo anexos fraudulentos para roubo de dados e URLs maliciosos.
  • Ataques dirigidos a produtos Microsoft, incluindo Windows 7 e Internet Explorer 8 – Com a rápida adoção prevista para o Windows 7, haverá mais ataques maliciosos tendo como alvo o novo sistema operacional com truques específicos para evitar alertas de Controle de Acesso de Usuário, e maior foco no Internet Explorer 8. O Controle de Acesso de Usuário no Vista foi implementado originalmente para evitar que software malicioso fizesse mudanças permanentes no sistema, como os arquivos de iniciação. Entretanto, ele permitia mensagens pop-up toda vez que uma mudança era feita no sistema, como uma mudança em um endereço IP, fuso horário, etc. Os pop-ups ocorriam com tanta frequência que os usuários ignoravam os alertas ou desligavam o recurso, deixando-os vulneráveis. Ainda que o Windows 7 tente reduzir os pop-ups permitindo quatro níveis de Controle de Acesso do Usuário, os desafios de segurança para a interface e o sistema operacional ainda existem. Durante o ciclo de correções, ocorridas em outubro de 2009, cinco atualizações eram para o Windows 7 – antes mesmo que ele fosse disponibilizado para o público em geral.
  • Não acredite nos seus resultados de pesquisa  – Um ataque SEO (Search Engine Optmization), técnica de valorização de sites em mecanismos de busca, com envenenamento, também conhecido como ataque Blackhat SEO, ocorre quando os hackers comprometem os resultados de mecanismos de pesquisa para fazer com que seus links apareçam acima dos resultados legítimos. Na busca de termos relacionados, os links infectados aparecem próximos ao topo dos resultados de pesquisa, gerando um número maior de cliques para sites maliciosos. No ano passado, os agressores utilizaram esta técnica para ludibriar resultados de pesquisa sobre o MTV VMA Awards e convites do Google Wave para recursos SMS do iPhone e vendas do Dia do Trabalho. Os ataques de envenenamento SEO são bem sucedidos porque assim que uma campanha maliciosa é reconhecida e removida dos resultados de pesquisa, os agressores simplesmente redirecionam suas botnets para um novo tema de pesquisa atual. Estas campanhas devem ganhar energia em 2010 e pode causar um abalo na confiança em resultados de pesquisas entre os consumidores, a menos que os fornecedores de pesquisas mudem a forma como documentam e apresentam links.
  • Smartphones são o novo playground dos hackers – No final de 2009, o Websense Security Labs documentou quatro ataques para iPhones, em poucas semanas, considerados os primeiros ataques importantes na plataforma iPhone. Os Smartphones, como o iPhone e o Android, cada vez mais utilizados com fins empresariais, irão enfrentar os mesmos tipos de ataques que visam a computação tradicional. Além disso, baixar segurança para aplicações em smartphones podem colocar os dados de usuários e organizações em risco.
  • Para que atacar um banner, quando você pode comprar publicidade maliciosa? – Em um incidente bastante comentado em 2009, os visitantes do site do New York Times viam um alerta do tipo pop-up avisando-os que um vírus os havia direcionado para uma oferta de software antivírus, e na verdade era um vírus perigoso. Este ataque foi apresentado por um anúncio comprado por alguém que se dizia um anunciante de âmbito nacional e foi considerado um investimento vantajoso para os criminosos. Com base nesse incidente, o Websense Security Labs prevê que mais anúncios fraudulentos serão comprados legitimamente por criminosos.
  • Em 2010 será demonstrado que os Macs não são imunes a ataques – Os hackers notaram o rápido crescimento da Apple no mercado, tanto no segmento doméstico quanto corporativo. Existe um risco adicional para os usuários de Mac porque muitos deles supõem que os computadores da Apple são imunes a ameaças de segurança e, portanto, utilizam menos medidas de segurança e correções, assim os atacantes têm um incentivo adicional para irem atrás da plataforma OS X. Durante 2009, a Apple apresentou seis grandes atualizações de segurança para Macs, mostrando o potencial para ataques. Em 2010, haverá ainda mais atualizações de segurança, na medida em que os hackers aumentarem os ataques à plataforma. Existe ainda o potencial para o primeiro código malicioso drive-by, em que basta o usuário acessar o site criado para o browser Safari da Apple.

A natureza dinâmica dos ataques da Web 2.0, o uso de email para levar os usuários a sites fraudulentos da Web, as táticas como envenenar SEO e antivírus falsos demonstram que as organizações necessitam ter uma plataforma de segurança de conteúdo unificada que proteja contra ameaças conjuntas de Web, email e dados. “A natureza mesclada das ameaças atuais determina que uma compreensão central da Web deve permear todas as medidas de segurança – e que a atenção a email, Web e dados seja integrada para proteger as informações e redes das organizações”, diz Devin Redmond, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e gerenciamento de produto da Websense. “Nossa capacidade de prever, descobrir e combater estas ameaças que evoluem é parte central de nossa estratégia de tecnologia. Nós implementamos esse conhecimento de conteúdo e ameaças em nossa solução de prevenção para Web, email e perda de dados e distribuímos essa proteção e controle aos nossos clientes e parceiros por dispositivos líderes de mercado, soluções de segurança – como serviço e combinações híbridas de ambos”.

Para ler a pesquisa completa (em inglês) clique no link http://community.websense.com/blogs/websense-features/archive/2009/11/25/Internet-Security-Predictions-for-2010-from-Websense.aspx?cmpid=prnr

Atendimento ao cliente

Quando fui pesquisar e conversar com as pessoas para escrever o e-book “Uma encrenca que se chama cliente” o que notei foi que as empresas falam muito desta figura que as sustentam, mas pouco fazem para manter os seus fregueses. O Sebrae/RJ e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fizeram uma pesquisa para determinar os quais os fatores determinantes da longevidade das micro e pequenas empresas. Foram ouvidos 260 empresários, e o estudo mostrou que o bom atendimento ao cliente, com 21,2% das indicações, e a qualidade do produto ou serviço, citada por 15,2% dos entrevistados, são as principais razões para prolongar a vida desses empreendimentos. Em terceiro lugar, empatadas com 12% das indicações, ficam as instalações ou localização adequada e a própria credibilidade da empresa, seguida do conhecimento do mercado (11%) e da gestão empresarial (8,5%).

A capacitação de sócios e empregados, que recebeu 6,4% das indicações, é considerada quase tão importante quanto a capacidade da empresa em oferecer preços competitivos (6,9%). No ranking dos fatores que determinam o tempo de vida das empresas, ações como investimentos, inovação em produtos e serviços e relacionamento com empregados também devem ser consideradas, com 3,1%, 2,1% e 1% das indicações, respectivamente. Por último, com apenas 0,8% das citações cada uma, estão as condições de venda dos produtos e serviços; a parceria com agentes da cadeia produtiva e a utilização de capital de giro.

Somente entre as pequenas indústrias (20 a 100 funcionários), a qualidade no produto ou serviço, com 20,8% das indicações dos entrevistados, supera a excelência no atendimento ao cliente, citada por 19,2% dos empresários. A credibilidade da empresa (13%) e o conhecimento do mercado (11%) ocupam a terceira e a quarta colocação no ranking dos fatores determinantes para o bom desempenho do setor.

Já nos setores de comércio e serviços, onde prevalecem as micro e pequenas empresas, o atendimento lidera a lista das maiores preocupações do empresário que se mantém no mercado por mais de 10 anos. No comércio, é citado por 18,8% dos entrevistados, índice que sobe para 24,6% entre os empresários do setor de serviços.

Fatores como localização e instalações (14,1%); qualidade do produto e serviço (13,4%); credibilidade da empresa (12,8%) e preço competitivo (10,1%) também são considerados importantes no comércio. No ranking do setor de serviços, o atendimento é seguido por qualidade do produto ou serviço (15,9%); localização e instalações (11,6%), credibilidade da empresa (10,9%) e conhecimento do mercado (10,1%). Para ler um texto sobre fidelização do cliente clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/fidelizacao-de-clientes.pdf

 

E-BOOK: UMA ENCRENCA QUE SE CHAMA CLIENTE

Depois de escrever este e-book, cheguei à conclusão que a questão sobre se o cliente sempre tem razão torna-se secundária, perde sua importância. Afinal, se não é verdade dizer que o cliente tem sempre razão, dizer que ele nunca a tem também é falso. O que as organizações necessitam é enfatizar as convergências de interesses – seus e dos clientes – buscando realizar transações e desenvolver relacionamentos onde todos fiquem satisfeitos. De uma forma mais pragmática, a razão do cliente deve ser analisada sob uma perspectiva do custo-benefício para a empresa, respeitando-se, por motivos óbvios, as questões éticas e legais.

Atualmente, com a evolução tecnológica, aceitar o imperativo do título como uma frase verdadeira é simplesmente uma falácia. Com a sociedade em constante transmudação, tudo é relativo, depende do momento da verdade e da situação vivida pelas partes. Deve-se analisar cada caso, pois ele depende de todo um conjunto de fatores particulares. Não se pode e nem se deve cumprir regras gerais ou leis universais que valham em toda e qualquer situação. Principalmente, nas situações de mercado com o advento da Web. Em resumo, a questão sobre se o cliente sempre tem razão torna-se secundária, perde sua importância. Afinal, se não é verdade dizer que o cliente tem sempre razão, dizer que ele nunca a tem também é falso.

A novidade desta publicação são os links oferecidos: uma apresentação em power point sobre a ABNT NBR ISO 10002:2005; uma apresentação em power point sobre satisfação do cliente; e uma apresentação em power point mostrando um plano para a satisfação do cliente. Além disso, há dois modelos de pesquisa: uma para a satisfação dos clientes internos e outras para os externos.

Para comprar o e-book por apenas R$ 10,00 — um preço especial apenas neste blog, clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/como-comprar-o-e-book.pdf

 

CARTILHA

O Sebrae desenvolveu uma cartilha apresentando os conceitos sobre atendimento a clientes no varejo, procurando esclarecer o leitor sobre detalhes que fazem a diferença e muitas vezes podem significar o sucesso ou o fracasso do negócio. Clique no link ler para ler e salvar o texto em pdf: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/cartilha-do-sebrae.pdf

Regulamentos internos

Um leitor me pede que eu defina quais as principais atribuições a constar em um regulamento interno para uma gerência que compreenda atividades relacionadas à qualidade e planejamento. Na verdade, para um bom funcionamento, toda empresa deveria deixar claro aos seus empregados o que é esperado dele, com especial atenção às condutas aceitas ou não durante o horário e no local de trabalho. Para possibilitar um correto entendimento acerca dessas regras de conduta toda empresa poderá estabelecer um regulamento interno. O regulamento, entretanto, deverá observar algumas regras básicas.

Todo regulamento interno deverá seguir a forma escrita, sendo uma cópia dele entregue a cada um dos empregados mediante recibo, ou seja, mediante um comprovante de seu recebimento e de sua leitura, para que no futuro nenhum empregado alegue ignorância acerca dessas regras. Apesar de não existir previsão legal estabelecendo um modelo para a elaboração de um regulamento interno da empresa, será essencial o uso do bom senso, o respeito aos costumes locais e a estrita observação da legislação trabalhista para a elaboração de um regulamento válido.

Outra questão essencial é estabelecer no regulamento que as regras ali contidas passam a fazer parte do contrato de trabalho de cada empregado, tornando sua aplicação obrigatória no desenvolvimento das atividades desses empregados. A legislação do trabalho não só limita simplesmente regular as relações entre empregados e empregadores, como também de criar normas de proteção aos empregados.  Hierarquicamente, têm-se como fontes formais da legislação do trabalho: Constituição Federal; Leis (ou decretos-leis); Normas Coletivas (sentenças ou contratos coletivos); e Contratos Individuais.

O Regulamento Interno na empresa integra-se ao contrato individual. Assim cita o art. 444 da CLT: “As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes.”

Portanto, sem dúvida alguma, o regulamento interno da empresa tem força legal para aplicação no campo de deveres e direitos, tanto dos empregados como dos empregadores. Porém, as cláusulas nunca poderão ir contra, no que já está estabelecido na Constituição Federal, Leis, Normas Coletivas, etc., referindo-se às condições menos vantajosas aos empregados.

Dessa forma, a empresa poderá conceder mais do que a legislação previu e nunca menos. A ação contrária vai de encontro com o estabelecido nos artigos 9º e 468, da CLT, tornando-se nula a respectiva cláusula:

“Art. 9º – Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação.”

“Art. 468 – Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições por mútuo consentimento, e, ainda assim, desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia.”

Enfim, o regulamento interno da empresa consiste em um conjunto sistemático de regras sobre condições gerais de trabalho, prevendo diversas situações a que os interessados se submeterão na solução dos casos futuros. Assim, acredito que qualquer gerência, seja de qualidade, produção ou qualquer outra, deve cumprir o regulamento geral da empresa. Não acho necessária a especificação de regulamentos para determinados departamentos da empresa. Se não, será necessário fazer para cada setor um regulamento, o que torna isso muito complicado na prática. Abaixo um modelo.

MODELO DE REGULAMENTO INTERNO

EMPREGADOR : ……………………………

CNPJ: ……………………………………………

ENDEREÇO: ………………………………….

 ADMISSÃO

  • A admissão do empregado está condicionada á seleção técnica; avaliação médica; e apresentação de documentação exigida no prazo legal ou fixado pelo empregador.
  • Quando da admissão o empregado fica obrigado a assinar o Contrato de Experiência, podendo ser prorrogado, observando-se o prazo máximo de 90 dias previsto em lei.
  • A admissão de cônjuge ou parente deve ser informada ao empregador, no prazo de 48 quarenta e oito) horas após seu conhecimento, por parte do empregado.

 DIREITOS E DEVERES DO EMPREGADO

  • Além das disposições contratuais e demais normas deste regulamento, o empregado tem o dever de: cumprir com atenção, competência e zelo, os deveres e obrigações advindas do vínculo contratual; obedecer e tratar com respeito e dignidade os superiores hierárquicos; cumprir com eficiência as ordens dadas por superiores diretos e chefes imediatos; manter disciplina, ordem e limpeza no local de trabalho; cuidar dos materiais utilizados no trabalho (equipamentos, máquinas, móveis, utensílios, ferramentas, etc.), comunicando á chefia qualquer anormalidade notada; usar equipamentos de segurança, conforme fornecido pelo empregador (óculos, capacetes, botas, etc.) e atender ás normas de segurança do empregador; utilizar o cartão de identificação (crachá) dentro dos estabelecimentos do empregador, bem como exibir volumes, pacotes e sacolas quando portados; indenizar os prejuízos causados ao empregador por dolo ou culpa, negligência, imprudência ou imperícia, em razão de danos e avarias de materiais, sob sua guarda e uso, ou erros efetuados no desempenho de suas funções; tratar com dignidade e respeitar a integridade física e moral das pessoas com quem mantiver contato por motivo de emprego.

 CARTÃO PONTO

  • O empregado deve observar o horário determinado para entrada e saída do trabalho.
  • Assinalar o cartão ponto, no início e término da jornada, bem como nos intervalos para refeição e repouso.
  • A anotação do ponto deve ser feita pelo próprio empregado, sendo expressamente proibida a mesma por outra pessoa.
  • Eventuais erros na marcação do ponto devem ser comunicados diretamente ao Departamento de Recursos Humanos.

 AUSÊNCIA E ATRASOS

  • Em caso de ausências, atrasos ou saídas antecipadas, comunicar o motivo ao seu superior imediato, apresentando o Atestado Médico, se o motivo for doença.
  • São tolerados os atrasos ao início da jornada de 5 minutos diários.
  • As faltas injustificadas e atrasos, acima do estabelecido acima, serão descontadas dos salários do empregado.
  • O empregado que não cumprir integralmente a jornada semanal, sem motivo justificado, não fará jus ao descanso semanal remunerado.

 LICENÇAS

  • O empregado faz jus á licença por motivo de:

a) até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social, viva sob sua dependência econômica;

b) até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento;

c) por 5 (cinco) dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana;

d) por um dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada.

  • Os documentos de casamento, nascimento ou falecimento deverão ser entregues ao Departamento de Recursos Humanos no prazo máximo de 5 dias. A comunicação deve ser feita no próprio dia do evento, salvo o do casamento, que deve ser feito com 30 dias de antecedência.

 FÉRIAS

  • As férias serão gozadas em um só período, após o empregado ter adquirido o direito, de acordo com a programação do empregador.
  • O empregado poderá solicitar ao empregador, por escrito, a pretensão de transformar 1/3 das férias em abono pecuniário, no prazo de 15 dias após ter completado o período de aquisição das férias.

 TRANSFERÊNCIAS

  • O empregado que exerça cargo de confiança pode ser transferido para qualquer local no Brasil, onde haja estabelecimento do empregador (filial, sucursal, escritório, etc.).
  • As despesas com a transferência do empregado correrão por conta do empregador, quando este determinar a transferência.
  • As despesas com a transferência, quando esta for solicitada pelo empregado, correrão por conta deste.

 PAGAMENTO

  • O pagamento do salário será efetuado no 5º dia útil do mês seguinte ao do trabalhado.
  • Todo dia 20 do mês haverá um adiantamento no valor de 40 % do salário nominal.
  • Quando o dia previsto para o pagamento ou adiantamento recair em sábado, domingo, feriado e dia em que não haja expediente bancário, este será feito no dia anterior.
  • O salário será pago em conta corrente, aberta no Banco indicado pela empresa para esta finalidade.
  • Eventuais diferenças existentes no pagamento deverão ser comunicados ao Departamento de Recursos Humanos.

 BENEFÍCIOS

  • O empregador fornece os seguintes benefícios:

a) assistência médica conveniada;

b) fornecimento de refeições;

c) … discriminar os outros benefícios concedidos pelo empregador

 PROIBIÇÕES

  • Ao empregado é proibido:

Permanecer ou ingressar em setores estranhos a seus serviços;

Efetuar negociações, jogos ou atividades alheias a seus serviços;

Promover ou aderir a discussões, discursos políticos, religiosos, etc. ou perturbações na jornada de trabalho;

Prestar serviços a outras empresas que concorram com quaisquer atividades do empregador;

Fumar nos recintos de trabalho;

Divulgar segredos do empregador;

Receber visitas de pessoas estranhas, alheias ao serviço, sem prévia autorização;

 PENALIDADES

  • Aos empregados que transgredirem as normas do presente regulamento e as previstas na legislação trabalhista serão aplicadas as seguintes penalidades: advertência verbal; advertência por escrito; suspensão; e demissão por justa causa.
  • O departamento de Recursos Humanos é que aplicará as penalidades, segundo a gravidade da transgressão, não precisando necessariamente seguir a ordem em que estão discriminadas, após receber relatório por escrito da respectiva chefia.

 DISPOSIÇÕES GERAIS

  • O empregado deverá ler o presente regulamento, mantendo uma cópia consigo, para consulta periódica.
  • O presente regulamento faz parte integrante do contrato de trabalho, e será substituído por outro, sempre que houver alteração na legislação.

 RECIBO DO REGULAMENTO

 Recebi em ……./……/…….. o exemplar do Regulamento Interno.

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Nome e assinatura do empregado

Certificação do Programa 5 S

O Programa 5 S tem aplicabilidade em diversos tipos de empresas e órgãos públicos, inclusive em residências, pois traz benefícios a todos que convivem no local, melhora o ambiente, as condições de trabalho, saúde, higiene e traz eficiência e qualidade. De acordo com experiências de empresas que já implantaram o programa, a chave não é somente a aplicação dos conceitos, mas a mudança cultural de todas as pessoas envolvidas e a aceitação de que cada um deles é importante para melhorar o ambiente de trabalho, a saúde física e mental dos trabalhadores e o sistema da qualidade.

O conceito do 5S e as palavras surgiram no Japão, onde cada um destes conceitos começa com a letra S, por isso o método ser chamado 5 S. Apesar disto, houve adaptação dos conceitos para a língua portuguesa, assim como adaptação em outros países que desenvolveram programas semelhantes para aprimorar a qualidade.

Os cinco conceitos do Programa:

1.º S – SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO – Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário.

2.º S – SEITON – SENSO DE ARRUMAÇÃO – Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente.

3.º S – SEISO – SENSO DE LIMPEZA – Manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar.

4.º S – SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE E HIGIENE – Manter um ambiente de trabalho sempre favorável a saúde e higiene.

5.º S – SHITSUKE – SENSO DE AUTODISCIPLINA – Fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito, transformando os 5s’s num modo de vida.

Haroldo: “Uma área ou empresa certificada em 5 S demonstra um padrão de excelência na prática dos sensos”

Em 1996, o consultor e diretor da PDCA, Haroldo Ribeiro, criou a certificação 5 S e sua empresa é a responsável pela auditoria de certificação. Ele explica que o certificado é desejado normalmente nas seguintes situações:

  • A empresa pretende usar a certificação como pré-requisito para implementação ou disseminação de algum Sistema de Gestão que utilize como base o 5S.
  • A empresa pretende premiar aos seus colaboradores de acordo com metas estabelecidas vinculadas à certificação de 3S ou 5S.
  • A empresa pretende implementar sistematicamente os dois últimos S a partir da certificação dos três primeiros.
  • A empresa pretende demonstrar para seus colaboradores e parceiros a sua preocupação com a dignificação do ambiente de trabalho.
  • A empresa pretende demonstrar para seus clientes a sua preocupação com a qualidade de seus produtos e serviços prestados, além do tratamento adequado dos ativos sob sua responsabilidade.
  • A empresa pretende criar uma motivação interna através de uma competição sadia entre as equipes de trabalho ou unidades de um grupo acionário.
  • A empresa pretende demonstrar para seus acionistas a sua preocupação pela otimização dos recursos materiais e humanos disponíveis.
  • A empresa pretende demonstrar para a sociedade e órgãos fiscalizadores a sua preocupação com o meio ambiente, segurança e saúde.

“Uma área ou empresa certificada em 5 S demonstra um padrão de excelência na prática dos sensos de Utilização, Ordenação, Limpeza, Higiene e Autodisciplina, utilizando como base os critérios de avaliação da PDCA ou algum outro, desde que previamente aprovado pela PDCA”, explica Haroldo. Para tanto, são exigidos os seguintes resultados:

  • Empresa Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S e nenhuma área com padrão inferior a 80%. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S.
  • Empresa Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5  S e nenhuma área com padrão inferior a 80% na média do 5 S. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S.

“Para a certificação 3 S não há um prazo de validade, pois ele confere apenas que a empresa ou área apresentou, no momento da auditoria, um padrão de excelência dos 3 primeiros S. Isto significa que a área ou a empresa e as pessoas têm condições físicas comportamentais para atingir um alto nível de 3S”, diz o consultor. “Para a certificação 5 S há um prazo de validade por dois anos, sendo que há necessidade de manter o padrão apresentado a cada seis meses a partir de auditorias internas feitas por auditores capacitados pela PDCA. Para as auditorias internas, a área ou empresa tem oportunidade para elaborar e executar ações para corrigir os desvios que provocaram a queda do padrão atingido. Para a auditoria externa, a empresa ou área perde a certificação caso não atinja o nível mínimo. Neste caso, a próxima certificação só poderá ser buscada, no mínimo, seis meses depois de perdida a anterior”.

A PDCA trata o ambiente eletrônico nos dois últimos S. Além disso, a certificação 5 S pode ser concedida com restrição quando a área ou a empresa não inclui este ambiente eletrônico na metodologia do 5 S. O índice médio de aprovação na primeira tentativa de certificação em 5 S de empresas é de 45%.

Para mais informações sobre a certificação 5 S:

 

Haroldo Ribeiro

pdca@terra.com.br

Tel. 11-42271761

Cel. 11-82529662

www.pdca.com.br

Segurança dos alimentos

A contaminação de alimentos tem-se tornado cada vez mais frequente, causada por microrganismos patogênicos, parasitas, contaminantes ou por materiais estranhos. E isso representa um perigo para os consumidores. Assim, as empresas envolvidas na cadeia produtiva dos alimentos deverão, de forma integrada, fazer uso mais eficiente dos seus insumos, desenvolver processos e produtos mais limpos, gerenciar os recursos naturais e humanos de forma mais responsável e garantir a segurança alimentar do produto final, práticas que se tornam viáveis a partir da aplicação dos requisitos de normas e padrões nacionais e internacionais e da certificação.

As empresas de alimentos exportadoras convivem diariamente com uma série de exigências requeridas por seus clientes, que solicitam a sua conformidade em relação a um determinado modelo de certificação, dentre os quais podem ser citados: BRC, IFS, SQF 2000, HACCP, ISO 22000, GMA-SAFE, entre outros. As normas mais exigidas são:

  • BRC – Global Standard For Food Safety, propriedade do BRC -British Retail Consortium (http://www.brc.org.uk/standards/default.asp).
  • IFS – International Food Standard do International Featured Standards (www.food-care.info), que é propriedade das organizações de varejo alemã e francesa: German Retail Union (HDE) e France’s Federation of Commercial and Distribution Companies (FCD).
  • HACCP FS System, conhecido como HACCP holandês (www.foodsafetymanagement.info).
  • SQF 2000 (Safe and Quality Food) – Nível 2 e 3- coordenado pelo Food Marketing Institute (www.sqfi.com).
  • FSSC 22000 –Food Safety System Certification, da Foundation for Food Safety Certification (http://www.fssc22000.com).

A FSSC 22000 foi reconhecida recentemente como uma condição provisória, visto que está em processo de acreditação. A norma FSSC 22000 engloba os requisitos da ISO 22000:2005 – Sistema de Gestão da Segurança de Alimentos e da norma PAS 220. A norma PAS 220 – Publicly Available Specification foi publicada em 25 de outubro de 2008. Seu desenvolvimento foi coordenado pelo British Standards Institute (BSI ) e é patrocinada pela Confederação das Indústrias de Alimentos e Bebidas da União Européia (CIAA).

Conforme informações fornecidas pela gerente do Det Norske Veritas, Juliani Kitakawa, no dia 15 de dezembro, foi publicada a Especificação Técnica ISO TS 22002-1:2009. “Trata-se da transposição da PAS 220 (Especificação Pública para Programas Pré-Requisitos para Sistema de Segurança de Alimentos) dentro do sistema ISO, com algumas alterações editoriais. Este foi um importante passo para o reconhecimento e a reputação da FSSC 22000, pois podemos dizer que será parte integrante família ISO, como a ISO 22000, ISO 22002, ISO 22003”, diz ela.

O documento, cujo título em inglês é Prerequisite Programmes on Food Safety – Part 1 – Food Manufacturing foi publicado como Part 1 para o setor de fabricação de alimentos, havendo planos para a publicação de outras partes direcionadas a outros segmentos da cadeia de produção de alimentos. Ela assegura, ainda, que Stefano Crea, diretor Food&Beverage da DNV e representante da IIOC (International Independent Organization for Certification) participou da última reunião do Board of Stakeholders da FSSC 22000, realizada também no dia 15 de dezembro. “Durante a reunião foi decidido e acordado com GFSI (Global Food Safety Initiative) que a norma FSSC 22000 será acreditada com base na ISO 17021 (Certificação de Sistema de Gestão) e não contra a ISO 17065/ISO Guide 65 (Certificação de Produto/ Processo). Todos os documentos aplicáveis à FSSC 22000 estão publicados no site  www.fssc22000.com. Até o momento foram emitidos dez Certificados FSSC 22000 não acreditados”.

De acordo com o BSI, o desenvolvimento do PAS 220 contou com a colaboração de alguns dos maiores fabricantes de alimentos: Danone, Kraft, Nestlé e Unilever. O comitê deliberativo recebeu também o apoio do McDonald’s e de outras entidades. Embora o nome Publicly Available Specification induza a pensar que se trata de uma norma pública, da mesma forma que as normas do Codex Alimentarius, na verdade esta norma é comercializada pelo próprio BSI.

Ainda existe a norma do British Retail Consortium (BRC) para embalagens e materiais de embalagem, elaborada em conjunto com o Institute of Packaging (IoP) e outras entidades, que teve a sua terceira edição publicada em 2008. A norma era aplicável somente a embalagens de alimentos, mas nesta edição a norma ampliou sua aplicação para qualquer tipo de embalagem. Além de embalagens para alimentos, podem ser certificados em conjunto, ou separadamente, embalagens para produtos farmacêuticos, cosméticos e de higiene pessoal. Devido ao grau de exigência específico em cada setor, foram criadas três categorias diferentes, de acordo com o tipo de embalagem e o risco do produto final à saúde do consumidor. Com a exigência cada vez maior em relação à qualidade e segurança dos alimentos e bebidas, a embalagem tem um papel fundamental para garantir que tais requisitos cheguem até a mesa do consumidor,

A indústria de alimentos brasileira, responsável por quase 15% do faturamento do setor industrial e por empregar mais de 1 milhão de pessoas, tem conseguido seguir as tendências internacionais na área de produção, mas ainda precisa desenvolver trajetórias mais consistentes na área de inovação. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) com o objetivo de criar novos produtos de maior valor adicionado podem garantir o sucesso de empresas que se mobilizam para acompanhar a onda de consumo de alimentos saudáveis e de preparo rápido. Algumas empresas, porém, sequer possuem ainda um departamento de P&D.

As principais inovações ligadas ao mercado de alimentos estão nas áreas de insumos, biotecnologia, bens de capital e embalagens. O mercado de alimentos funcionais tem crescido a taxas anuais de aproximadamente 10% e se revela um campo fértil de pesquisa e oportunidades comerciais. Porém, de acordo com Jocelem Mastrodi Salgado, professora da Esalq/USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (Sbaf), as inovações em alimentos funcionais no Brasil são ainda incipientes se comparadas ao estágio em que se encontram hoje empresas do Japão, Estados Unidos e Europa, havendo ainda há um longo caminho a percorrer.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) montou a Comissão Tecnocientífica de Assessoramento em Alimentos Funcionais e Novos Alimentos (CTCAF). Ela faz a comprovação da segurança de uso de novos alimentos e ingredientes e avalia a eficácia das alegações de propriedades funcionais ou de saúde em alimentos. Hoje, o Brasil possui autorizados: 31 novos ingredientes, 60 novos alimentos e 16 alimentos com alegação de propriedade funcional

“Como as empresas buscam, cada vez mais, inovações tecnológicas para agregar valor aos produtos comercializados, a comissão tem um papel fundamental na garantia da segurança de consumo desses alimentos e, também, na veracidade das alegações funcionais”, afirma Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa. A CTCAF é formada por oito membros com notório saber na área de tecnologia de alimentos, que se reúnem uma vez por mês. Nos primeiro cinco anos de trabalho, a Comissão reavaliou todos os produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde aprovados desde o ano de 1999. Para facilitar a compreensão da população sobre o tema, o resultado dessa reavaliação foi a exclusão das alegações em alguns alimentos e a modificação das alegações em outros.

As alegações de propriedade funcional estão relacionadas ao papel metabólico ou fisiológico que um nutriente (como as fibras) ou não nutriente (como licopeno) têm no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções do organismo. Isso significa que estes alimentos contêm ingredientes que podem auxiliar, por exemplo, na manutenção de níveis saudáveis de triglicerídeos, na proteção das células contra os radicais livres, no funcionamento do intestino, na redução da absorção do colesterol, no equilíbrio da flora intestinal, entre outros.

O consumo desses alimentos deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Sempre que uma empresa queira fazer este tipo de alegação, a alegação deve ser submetida à avaliação da Anvisa. É importante ressaltar que as alegações não podem fazer referência ao tratamento, prevenção ou cura de doenças.

Os alimentos classificados na categoria de novos alimentos são aqueles sem tradição de consumo no país ou que contenham novos ingredientes. Podem ser enquadrados nessa categoria, ainda, alimentos contendo substâncias já consumidas e que venham a ser adicionadas ou utilizadas em níveis muito superiores aos atualmente observados nos alimentos que compõem uma dieta regular e alimentos apresentados nas formas de cápsulas, comprimidos, tabletes e outros similares.

Qualidade de vida: o seu carro e as enchentes em São Paulo

O pai da jornalista que trabalha comigo perdeu o carro na enchente. Na verdade, a chegada do verão deixa as cidades em alerta para os perigos causados pelos temporais característicos da estação. Muitos motoristas já enfrentaram situações de alagamentos nas vias que resultaram em danos aos veículos, e até mesmo risco à vida. Por isso, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) tem algumas recomendações para o motorista preservar o veículo em áreas alagadas.

  • Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.
  • É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 rpm, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.
  • No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 rpm.
  • Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “winter” ou “snow”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.
  • Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.
  • É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.
  • Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.
  • Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial (is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.
  • Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.

A instituição desenvolveu um estudo sobre veículos e danos resultantes de enchentes com a finalidade de oferecer um indicativo técnico para toda a cadeia automotiva, e também para o consumidor final. Trata-se do Índice de danos de enchente — ranking que indica e compara a eficiência de cada veículo em manter seu funcionamento quando envolvido em alagamento, garantindo sua mobilidade.

A metodologia desenvolvida pelo centro de pesquisa classifica os possíveis danos em função das características mecânicas e eletroeletrônicas dos veículos. A classificação é apresentada em um intervalo de 0,5 a 5 estrelas, podendo intercalar notas com 0,5 estrela (2 estrelas e meia, por exemplo). Quanto maior a nota, menor os riscos de danos de enchente.

No site do Cesvi Brasil é possível consultar um comparativo de modelos de veículos com as informações de todos os índices desenvolvidos pelas pesquisas do centro – Índice de Segurança; Índice de Visibilidade; Índice de Danos de Enchente; e CAR Group (compara veículos de uma mesma categoria quanto à facilidade e o custo de seu reparo). Para consultar, acesse: http://www.cesvibrasil.com.br/indices/comparativo.aspx