Indica Dores Empresariais

São ferramentas úteis na medição de resultados relativos às empresas e até a vida pessoal. Indicador é um índice de monitoramento de algo que pode ser mensurável. Indicadores permitem manter, mudar ou abortar o rumo de nossas ações, de processos empresarias, de atividades, etc. São ferramentas de gestão ligadas ao monitoramento e auxiliam no desenvolvimento de qualquer tipo de empresa. Alto desempenho atrai o sucesso, baixo desempenho leva para a direção oposta.

 De maneira geral, tudo que for crítico para uma empresa deve ser monitorado, medido, não apenas custos, ganhos financeiros ou desperdícios. É possível medir e monitorar até mesmo coisas abstratas como, por exemplo, a satisfação. Você pode medir o grau de satisfação de seus clientes, basta criar indicadores precisos, que lhe permitam acompanhar se os seus clientes estão satisfeitos com o seu produto ou serviço, se a cada dia eles ficam mais ou menos satisfeitos, ou até mesmo se tudo que você faz para agradar parece, aos olhos deles, indiferente!

Em casa mede-se o consumo de luz, ou seja, mês a mês, faz-se o monitoramento dos gastos para equilibrar quando for necessário. Se não fizer isso, o bolso vai ficar sem fundos, a conta bancária idem. Se foi possível reduzir o gasto, houve um bom desempenho nas ações. Se não conseguir, precisa-se mudar a estratégia de contenção, verificar por qual razão a conta está alta, podendo ser descoberto se há um problema sério na fiação da casa colocando vidas em risco. Então é assim também nas organizações. Monitorar uma conta de luz não é nada mais do que gestar o interruptor de luz! Quanto mais ele fica ligado, mais dinheiro sai da nossa conta bancária. Então, o melhor nesse caso, é voltar ao romantismo dos velhos tempos e, de vez em quando, curtir um belo jantar à luz de velas, em vez de fazê-lo à luz daquele lustre que está no teto da sala com duzentas lâmpadas de 60 W.

Indicadores acompanham o movimento da vida organizacional. Se o número de clientes que reclamou das entregas subiu, houve algum problema que precisa ser resolvido imediatamente, ou a empresa vai sentir os reflexos logo adiante, com a redução de vendas. Indicadores também servem para mostrar se as estratégias implementadas funcionaram ou não, se há necessidade de mudanças de rumo, de planejamento. Indicadores apóiam decisões.

Para que os indicadores funcionem e ofereçam resultados positivos, é necessário que as informações que os alimentam sejam claras e precisas. Uma informação errada pode repercutir estrondosamente na direção de um processo ou em uma decisão crítica. Indicadores são números, são dados concretos, mas podem mostrar-se falsos – se a informação que alimentou os resultados também foi falsa, errada ou irreal.

Os indicadores de desempenho são elementos chave num programa de gestão da qualidade, cuja função é evidenciar a necessidade de ações de melhoria e verificar se as ações implementadas estão produzindo os efeitos desejados, bem como as suas tendências. Indicadores de desempenho são números, resultados de dois ou mais fatores e que nos mostram, de forma inequívoca, como andam as coisas na empresa. Como exemplo, um indicador da eficácia de vendas, pode ser a resultante do número de propostas pelos pedidos realmente fechados. Ou a relação entre o numero de funcionários da loja pela vendas mensais. E que tal comparar o resultado de diferentes lojas comparando a metragem quadrada delas pelas vendas, ou ainda, em uma indústria, a relação de compras do mês sobre o faturamento.

 E-BOOK

 

Escrevi um e-book em que procurei mostrar que pode parecer que todos usam estes indicadores, mas no mundo empresarial a maioria das empresas trabalha só por fluxo de caixa: se tem verba compra estoque, e aí por diante, sem se dar conta de que é necessário analisar informações de forma sistêmica, para saber como e onde existem possibilidades de melhorar os resultados. Se trabalhar só de olho no fluxo, o empresário estará agindo a partir de fatos ocorridos, sem tomar nenhuma ação de correção de rumo, ou seja, ficará a vida toda agindo reativamente, sem ter o comando da situação. O outro lado da moeda mostra um gestor analisando gráficos de resultados históricos, podendo observar para onde caminha a empresa e com todas as condições de atuar nos pontos nevrálgicos.

Na maioria das organizações o aspecto que mais Indica Dor é o relacionado ao desempenho financeiro. Esta prática independe do tamanho, origem, finalidade ou qualquer outra particularidade da mesma. De extrema importância para os negócios, o monitoramento dos aspectos financeiros tem como objetivo garantir a operação em curto prazo e ajudar na definição de ações que precisam ser tomadas de médio a longo prazo.

Porém, o acompanhamento exclusivo dos indicadores financeiros não é suficiente para mensurar as atividades que geram valor para organização. Estas atividades estão relacionadas aos ativos intangíveis, tais como o potencial e a moral do grupo, satisfação dos clientes, capacidade de inovar, posição no mercado e outras.

Uma ferramenta utilizada para apoiar a estruturação dos indicadores de desempenho é o Balanced Scorecard (BSC), criada nos anos 90 por Robert Kaplan e David Norton, que busca traduzir a estratégia em indicadores que devem ser utilizados por todos que fazem parte da companhia e proporcionam a criação de valor por meio de seus ativos tangíveis e intangíveis. Ele ajuda na definição dos objetivos estratégicos, trazendo para a discussão o monitoramento de indicadores como a qualidade dos produtos, imagem da organização, melhoria de processos, capacidade de cada membro da equipe para o aprendizado, desempenho do pessoal, relacionamento com seus fornecedores, etc.

Quando se monitora o desempenho financeiro, pode-se ver o passado, pois o que estes mostram é o resultado do período anterior, dando uma perspectiva incompleta do desempenho do negócio. Para o BSC, os indicadores financeiros continuam sendo importantes, porém não suficientes, pois estes devem servir para avaliar a gestão e gerar ações para que os objetivos sejam alcançados. O estudo e a conseqüente implementação do BSC na organização trazem consigo uma mudança cultural e estrutural, tanto na forma como se vê a organização, quanto como se desenvolve e executa a estratégia.

 SUMÁRIO – E-BOOK INDICADORES EMPRESARIAIS

• INDICADORES OU OS PROBLEMAS E OS ERROS EM UMA EMPRESA
– LINK PARA UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE OS INDICADORES DE DESEMPENHO

• FACILITANDO A OPERAÇÃO E À TOMADA DE DECISÕES
– LINK PARA UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE INDICADORES DA QUALIDADE

• METAS DE DESEMPENHO

• INDICADORES DE DESEMPENHO

– EXEMPLOS DE INDICADORES

• BALANCED SCORECARD (BSC)

– LINK PARA UMA APRESENTAÇÃO EM POWER POINT SOBRE O BSC

 Alguns tipos de indicadores:

• Indicadores operacionais: demonstram a relação entre quantidade de trabalho a ser realizada em relação ao tempo;

• Indicadores de custos: mensuram os gastos na realização da atividade produtiva;

• Indicadores financeiros: São normalmente utilizados na avaliação de empresas e podem apresentam alguns grupos de trabalho, como por exemplo, estrutura de capital, que buscam demonstrar como a empresa está estruturada, conforme a relação ao capital próprio (Patrimônio Líquido) e o capital de terceiros (Passivo); Liquidez, indicadores de liquidez têm por objetivo demonstrar a capacidade de pagamento da empresa a longo e curto prazo;Rentabilidade, demonstram a rentabilidade da empresa, medindo o retorno alcançado.

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LER/DORT

As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são um conjunto de doenças causadas por esforço repetitivo. A LER envolve tenossinovite, tendinite, bursite e outras doenças. Podem ser causadas por esforço repetitivo devido à má postura, stress ou trabalho excessivo. Também certos esportes se praticados intensivamente podem causar LER.

As lesões por esforços repetitivos (LER) ou as lesões por traumas cumulativos (LTC) são um grupo de doenças causadas pelo uso excessivo de determinada articulação, principalmente envolvendo as mãos, os punhos, cotovelos, ombros e joelhos. Essas doenças têm merecido destaque ultimamente devido ao aumento de casos que estão aparecendo, principalmente nas pessoas que trabalham com computadores e vem apresentando sintomas de dor e inflamação nas mãos. Por serem doenças que envolvem certas profissões, elas são consideradas doença do trabalho e muitas vezes levam o paciente à perda de dias de serviço, bem como afetam o andamento das empresas. Por essa razão, as empresas estão cada vez mais se preocupando em orientar os funcionários, para que esses possam se prevenir das lesões.

A causa direta parece ser o uso excessivo de determinadas articulações do corpo, em geral relacionado a certas profissões. Como exemplo, podem ser citados os digitadores, os operadores de caixas registradoras, os profissionais da área de computação, os trabalhadores de linhas de montagem, costureiras, etc.. Essas pessoas passam horas fazendo o mesmo movimento com as mãos ou braços, provocando uma inflamação das estruturas ósseas, ou nos músculos, nos tendões ou mesmo comprimindo nervos e a circulação. Existem várias doenças que podem ser enquadradas nesse grupo LER, cada uma delas com uma característica diferente, mas que irão levar no final aos sintomas de dor, fraqueza e fadiga das articulações, impedindo a pessoa de trabalhar normalmente.

Alguns dos principais tipos de lesões por esforços repetitivos são:

  • Síndrome do túnel do carpo – Essa doença é uma forma bastante comum de LER, provocada pela compressão do nervo mediano, que vem do braço e passa pelo punho, numa região chamada túnel do carpo. Esse nervo é o responsável pela movimentação do dedo polegar, além de promover a sensação nos dedos polegar, indicador e médio na parte da palma das mãos. Devido ao uso excessivo dos dedos e punhos, começa a haver uma inflamação e inchaço das estruturas que passam pelo túnel do carpo, resultando na compressão do nervo mediano. Como resultado, esse nervo passa a ficar mais “fraco”, provocando a sensação de formigamento e amortecimento dos dedos das mãos, principalmente dos dedos polegar, indicador e médio. Às vezes, pode dar até a sensação de “choque” sentida nos dedos e indo em direção ao braço. Em geral, os sintomas pioram com o decorrer do dia, principalmente após um dia de trabalho. Alguns pacientes acordam no meio da noite com as mãos amortecidas. Essa doença é comum em mulheres de 30 a 50 anos, e acomete 3 vezes mais o sexo feminino do que o masculino. Normalmente, os sintomas estão presentes nas duas mãos, mas são notados primeiramente na mão dominante. Para se fazer o diagnóstico da doença é preciso colher os dados de dor nas mãos, a perda de sensibilidade nos dedos, ou formigamento ou mesmo adormecimento dos mesmos. Também é comum o paciente se queixar que não consegue segurar bem as coisas, principalmente fazer o movimento de pinçar. A relação com a profissão tem importância fundamental no diagnóstico. Ao exame físico, um exame de grande importância é a manobra de Phalen, em que se pede para o paciente colocar as mãos em flexão, ou seja, com os dedos voltados para baixo, e unir dorso contra dorso das mãos, durante um minuto. Os cotovelos devem ficar num ângulo de 90 graus e na mesma altura dos punhos. A presença de dor ou sintomas de formigamento ou adormecimento aponta fortemente para o diagnóstico de Síndrome do túnel do carpo. Outro teste é o chamado teste de Tinnel que consiste da compressão do nervo mediano no trajeto dele pelo túnel do carpo. A presença de dor indica a presença da síndrome do túnel do carpo. Caso seja necessário, poderá ser feito um teste para medir a condução do nervo mediano, para ver se está normal ou não. Os exames de raio-X das mãos são importantes para afastar as outras causas de dor nas mãos, como artrites, tumores ou fraturas ósseas. O tratamento se baseia no uso de antiinflamatórios, como o ibuprofeno, para aliviar a dor bem como a inflamação das estruturas envolvidas. Também o uso de munhequeiras ajuda a manter a articulação dos punhos fixa, aliviando assim a dor. O repouso é uma das melhores formas de tratamento e muitas vezes o paciente deve ficar alguns dias sem trabalhar as articulações para haver a diminuição completa da inflamação. Também pode ser administrada a vitamina B6 para melhorar as condições do nervo. Em casos mais severos, poderão ser utilizados corticóides injetados diretamente nas articulações afetadas. Nos casos em que há grande comprometimento do nervo mediano está indicada a cirurgia para a descompressão do mesmo. Essa cirurgia leva a uma melhora dos sintomas em 95% dos casos. A medida mais importante é evitar usar as articulações durante muito tempo. Dê umas paradas no serviço para relaxar a musculatura das mãos e dedos. Outro fator importante é a posição em que você está trabalhando. Para aqueles que usam computadores ou máquinas de escrever, é muito importante a posição em que você está sentado. Os pés devem ficar paralelos ao chão, as pernas devem ficar flexionadas no joelho, sendo que a coxa forme um ângulo de 90 graus com as costas. A cadeira deve ser bem confortável e as costas devem estar apoiadas no encosto. Os braços devem ficar na mesma altura do teclado, sendo que as mãos ficam também no mesmo nível, não forçando assim os punhos. Coloque a tela do computador de modo que você fique a uma distância de 40 a 60 centímetros dela e sua visão direta forme um ângulo de 15 a 30 graus.
  • Tendinites dos extensores dos dedos – Tendões são estruturas que se parecem com cordões extremamente fortes, responsáveis pela fixação dos músculos nos ossos. Toda vez que o músculo se contrai, os tendões se esticam, dando-se assim o movimento desejado. O termo tendinite significa uma inflamação dessas estruturas, em geral causada por excessivo uso daquela articulação envolvida. A tendinite pode ocorrer em qualquer articulação, mas é mais comum nos punhos, nos joelhos, ombros e cotovelos. Devido à inflamação, a pessoa irá apresentar dor quando movimentar as articulações em questão. No caso das mãos, existe um grupo de músculos que estendem os dedos e as mãos, e os respectivos tendões passam pela parte dorsal das mãos. Da mesma forma que para a síndrome do túnel do carpo, o uso excessivo e repetitivo de certa articulação irá provocar o inchaço das estruturas presentes nas costas das mãos, provocando dor ao movimento dos dedos e punhos. O diagnóstico pode ser feito através da queixa do paciente que revela dor na parte dorsal da mão, principalmente após o uso excessivo daquelas articulações. O paciente pode se queixar de fraqueza nas mãos bem como sensação de queimação em vez de dor. O tratamento indicado é o uso de antiinflamatórios e repouso da articulação envolvida. Para a prevenção, é preciso tomar cuidado com a posição em que se está sentado, observar a posição dos braços e mãos, principalmente para aqueles que trabalham com computadores e máquinas de escrever. Os punhos devem sempre ficar numa posição confortável, evitando que eles fiquem desalinhados com os braços e o teclado. Da mesma forma, pare o seu trabalho de tempos em tempos para relaxar a musculatura e os tendões.
  • Tenossinovite dos flexores dos dedos – Os tendões flexores dos dedos estão presentes na parte da palma das mãos. Esses tendões estão recobertos por uma bainha chamada sinovial, que faz com que a contração do músculo fique mais macia. Quando ocorre a inflamação dessa bainha sinovial, usa-se o termo tenossinovite, no caso dos tendões que fazem a flexão dos dedos. Devido à inflamação da bainha, quando houver contração do músculo para movimentar os dedos, aparecerá o sintoma de dor local, e o movimento das mãos não será bem realizado. No diagnóstico, o paciente irá se queixar dor e inflamação na parte interna da mão, principalmente quando fizer o movimento de flexão dos dedos (quando a pessoa fecha as mãos, por exemplo). Para o tratamento, são usados antiinflamatórios para aliviar a dor e inflamação, bem como é indicado o repouso das articulações envolvidas.
  • Tenossinovite estenosante (dedo em gatilho) – Essa doença envolve os tendões flexores dos dedos das mãos, que passam por túneis dentro dos dedos. Se houver a formação de um nódulo sobre o tendão ou ocorrer um inchaço na bainha que o cobre, ele então se tornará mais largo, ficando comprimido nos túneis por onde ele passa. Conforme a pessoa mexe os dedos, ela irá sentir um estalo ou escutar um barulho na articulação envolvida, principalmente no meio dos dedos. O diagnóstico pode ser feito através dos sintomas apresentados, bem como a referência de que a pessoa trabalha em serviços que requerem o uso da palma das mãos e o movimento de fechar os dedos, como carimbar e grampear, em movimentos repetitivos e por longos períodos. O tratamento mais indicado para este problema é o uso de antiinflamatórios e repouso das articulações. Para a prevenção, deve-se evitar o uso repetitivo das articulações, se possível usar um grampeador elétrico ou que ele seja acolchoado para evitar que a palma das mãos se force. A mesma coisa é válida para os carimbos. Também podem ser usadas luvas com gel para que amorteçam a batida contra a palma das mãos.
  • Epicondilite lateral – Essa doença é conhecida como tennis elbow (cotovelo de tênis) e é causada pela inflamação das pequenas protuberâncias dos ossos dos cotovelos, os chamados epicôndilos. Neste caso, os ossos envolvidos são os epicôndilos laterais, ou seja, da parte de fora do braço. Apesar do nome, poucos tenistas apresentam essa doença, sendo mais comum em pessoas que trabalham levantando peso, donas de casa, pessoas que fazem trabalhos manuais e que trabalham em escritórios. Alguns músculos que promovem a retificação do punho e dos dedos são presos pelos tendões no epicôndilo lateral do cotovelo. Quando houver um uso excessivo dessas estruturas, começará a se desenvolver uma inflamação das mesmas, iniciando os sintomas de dor. No diagnóstico, o paciente pode se queixar de dor aguda quando roda o antebraço. Em geral, a pessoa vai notando que a dor vai aumentando gradativamente conforme o uso das articulações, como ao abrir latas, ou ao abrir as fechaduras das portas ou mesmo quando vai parafusar alguma coisa. O tratamento é feito com o repouso da articulação em questão e com o uso de antiinflamatórios. São úteis também os exercícios de alongamento do antebraço e músculos das mãos. Poderá ser usado um suporte para o antebraço, para reduzir a pressão na área afetada. Em casos mais graves, podem ser injetados corticóides no local afetado. Caso não haja melhora, poderá ser indicada cirurgia para alívio dos sintomas.
  • Doença de Quervain – Essa doença decorre da inflamação dos tendões que passam pelo punho no lado do polegar. Se houver um uso excessivo dessa articulação, poderá ocorrer a inflamação desses tendões, dificultando o movimento do polegar e do punho, principalmente quando for pegar algum objeto ou rodar o punho. Em geral as pessoas que trabalham em escritório arquivando documentos, ou datilografando ou escrevendo a mão, em que há uso constante do polegar em direção ao dedo mínimo são as mais propensas a apresentar essa doença. Para o diagnóstico, o paciente irá revelar dor na região do polegar e punho, principalmente se estiver relacionada com profissões acima relacionadas. A manobra de Filkestein é em geral positiva, em que se segura a mão do paciente na parte das costas e leva-se o polegar em direção ao dedo mínimo e faz-se a flexão do punho. O paciente irá apresentar dor na região do punho que poderá se irradiar para o braço. O tratamento para a doença de Quervain consiste no uso de antiinflamatórios e repouso da articulação envolvida. Para a prevenção, procure relaxar as mãos durante o trabalho. Alterne o uso do polegar direito com o esquerdo quando for digitar a barra de espaço do computador ou máquina de escrever. Sempre sentar confortavelmente, com os punhos sempre no mesmo nível das teclas. Procure usar canetas e lápis que sejam bem confortáveis nas mãos, para não forçar o polegar. Se você trabalha com uma atividade que faça movimentos de pinçamento, use luvas de borracha e alterne as mãos.

Enfim, as LER/DORT representam um dos grupos de doenças ocupacionais mais polêmicos no Brasil e em outros países. Têm sido, nos últimos anos, dentre as doenças ocupacionais registradas, as mais prevalentes, segundo estatísticas referentes à população trabalhadora segurada.

Por definição, abrangem quadros clínicos do sistema músculo-esquelético adquiridas pelo trabalhador submetido a determinadas condições de trabalho. Caracterizam-se pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, tais como dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores. Entidades neuro-ortopédicas definidas como tenossinovites, sinovites, compressões de nervos periféricos podem ser identificadas ou não. É comum a ocorrência de mais de uma dessas entidades neuro-ortopédicas e a concomitância com quadros mais inespecíficos como a síndrome miofascial. Frequentemente são causa de incapacidade laboral temporária ou permanente. São resultado da superutilização das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético e da falta de tempo de recuperação.

As LER/DORT são termos utilizados como sinônimos de lesões por traumas cumulativos, distúrbios cervicobraquiais ocupacionais, síndrome ocupacional do overuse. Cada denominação tem relação com a história do processo de reconhecimento da doença como ocupacional nos diferentes países. A tendência mundial no meio científico é utilizar cada vez mais a denominação Work Related Musculoskeletal Disorders (WRMD), cuja tradução no Brasil foi Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), segundo Norma Técnica para Avaliação da Incapacidade Laborativa em Doenças Ocupacionais.

MANUAL DE LER/DORT

Clique no link para acessar um manual sobre o assunto, desenvolvido por uma equipe da Universidade Federal do Paraná (UFPR): https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2009/12/manual-de-ler_dort.pdf