Matriz de relações e Diagrama de atividades

Mais duas ferramentas da qualidade que explicitam relações de causa-e-efeito, organizam e sistematizam as informações, revelam as oportunidades ou os problemas latentes, processam dados verbais, estimulam a criatividade e a geração de novas idéias, permitindo a análise multidimensional e acompanhando a implementação das atividades.

Matriz de relações

Estimula o pensamento multidimensional através da investigação sistemática das relações entre dois ou mais conjuntos de dados verbais. Além de indicar a presença, também mostra a intensidade das relações entre os fatores analisados. O ponto mais importante na utilização de uma matriz é decidir como combinar os conjuntos de fenômenos e fatores correspondentes.

Existem vários tipos de Matriz de Relações, as quais devem ser escolhidas de acordo com o número de conjuntos de fatores que se deseja analisar, entre elas, podemos destacar:

Tipo L – é uma matriz básica e de ampla aplicação que permite relacionar dois conjuntos de fatores. Pode ser utilizada para associar metas e os meios para alcançá-las, assim como traçar conclusão sobre as relações existentes entre as conseqüências e suas causa;

Tipo T – é uma superposição de duas Matrizes de Relação tipo L. É um bom método para de análise para atividades de redução de defeito;

Tipo Y – é uma combinação de três matrizes tipo L. Ela mostra a relação entre os fatores A, B e C;

Tipo X – é a combinação de quatro matrizes tipo L. Entretanto, seu uso é mais restrito.

Exemplo: abaixo segue uma matriz que interrelaciona características da qualidade com qualidade exigida pelos consumidores. Onde a soma de colunas e linhas serve para identificar a importância relativa dos elementos.

Diagrama de atividades

O método do diagrama de setas estabelece o plano diário mais adequado para um projeto e acompanha eficientemente seu progresso. As setas representam as atividades do projeto e junção delas evidencia seqüenciamento das atividades e suas relações de interdependência. O Diagrama de Atividades tem seu uso indicado para: Projetos complexos onde um grande de numero de atividades devem ser coordenadas simultaneamente; Projetos com baixa tolerância para erros e atrasos; Projetos onde os responsáveis possuem grande experiência; Os tempos de execução de cada atividade são estimados com boa precisão.

Para o uso de um Diagrama de Atividades é interessante esclarecer, antes,alguns conceitos e regras para sua preparação:

Tarefas antecessoras e sucessoras: se a atividade B só pode ser feita após o término da atividade A, então a atividade A é antecessora de B, e a atividade B é sucessora de A. Portanto, no diagrama, existe uma seta ligando A e B;

Tarefas paralelas: se A e B podem ser executadas simultaneamente então elas são tarefas paralelas e no diagrama não existe ligação direta entre elas;

Data mais cedo de um evento (DCE): representa o tempo necessário para que as atividades antecessoras de um evento sejam finalizadas.se não existir atividades antecessoras, a DCE será a data do inicio do projeto;

Data mais tarde de um evento (DTE): Representa a data mais tarde que um evento possa ser feito sem atrasar o projeto. A DTE e a DCE são iguais para a ultima atividade de um plano, e as DTEs das outras atividades são resultantes da subtração do tempo de duração da atividade da mais próxima DTE das atividades sucessoras.

Folga de um evento: é a diferença entre a DTE e a DCE de uma atividade.

As seguintes medidas são necessárias para a construção do diagrama:

Listar as atividades – o nível de detalhamento das atividades está intrinsecamente de acordo com os critérios do projeto.

Preparar as cartelas – depois de listadas as tarefas, as cartelas devem ser preparadas com um traço horizontal no centro da cartela e o nome das atividades devem ser colocadas na parte superior. A parte inferior da cartela deve ser reservada para anotar a duração da atividade, posteriormente.

Identificar os caminhos seqüenciais de atividades – deverá ser feito um seqüenciamento de atividades de acordo as relações de precedência/subseqüência das atividades.

Arranjar as cartelas – dispor as cartelas começando com o caminho com maior número de atividades em ordem de precedência.

Esboçar as setas e os eventos – uma seta não deve se juntar nem se ramificar com outras setas, mas somente em um nó.

Anotar as durações das atividades – tendo como base experiências anteriores, anota-se o tempo médio de duração de cada atividade.

Desenhar a rede de eventos e atividades – rever a rede formada, redesenhando-a na forma definitiva.

Numerar os eventos – de acordo com a sua ordem de precedência, deve-se colocar os eventos em ordem crescente atribuindo 00 ao evento inicial.

Calcular as Datas dos Eventos – após calculadas as DCEs e as DTEs de todas as atividades, anota-las nos retângulos (Tc na parte superior e Ttna parte inferior).

Determinar o caminho crítico e revisar o D/At – determina-se o caminho critico que é o caminho com a maior duração e que determina menor prazo possível para a conclusão do projeto.

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