Ações corretivas e preventivas

De acordo com a NBR ISO 9000:2005, uma não conformidade é o não atendimento a um requisito. Dessa forma, a norma determina que existam dois tratamentos para uma não conformidade, já que ela é na verdade o reconhecimento de que o controle foi perdido ou de que não foi eficaz. Assim, faz-se uma ação corretiva quando é evidenciado uma necessidade de correção, ou seja se trata a não-conformidade para que a mesma não ocorra novamente, portanto tente ser o mais crítico possivel , para que seja eliminada a causa rais do problema. Já a necessidade de se tomar uma ação preventiva vem do fato de se prevenir para que o mesmo não ocorra, ou, seja antecipe o ato antes do fato.

Conforme determina a norma ISO 9001, a organização deve definir ações para eliminar as causas de não-conformidades potenciais, de forma a evitar sua ocorrência. As ações preventivas devem ser apropiadas aos defeitos dos problemas potenciais. A nomra também diz que a organização deve executar ações corretivas para eliminar as causas de não conformidades, de forma a evitar sua repetição. As ações corretivas devem ser apropriadas aos efeitos das não conformidades encontradas. E o fato de se enxergar um não conformidade, ou necessidade de ações, avalie seus processos e procedimentos de forma a realizar uma analise critica e focalizar suas ações.

Especificamente, leia o que diz a norma:

8.5 Melhorias

8.5.1 Melhoria contínua

A organização deve continuamente melhorar a eficácia do sistema de gestão da qualidade por meio do uso da política da qualidade, objetivos da qualidade, resultados de auditorias, análise de dados, ações corretivas e preventivas e análise crítica pela direção.

8.5.2 Ação corretiva

A organização deve executar ações para eliminar as causas de não-conformidades, de forma a evitar sua repetição. As ações corretivas devem ser apropriadas aos efeitos das não-conformidades encontradas. Um procedimento documentado deve ser estabelecido definindo os requisitos para

a) análise crítica de não-conformidades (incluindo reclamações de clientes),

b) determinação das causas de não-conformidades,

c) avaliação da necessidade de ações para assegurar que aquelas não conformidades não ocorram novamente,

d) determinação e implementação de ações necessárias,

e) registro dos resultados de ações executadas (ver 4.2.4), e

f) análise crítica da eficácia da de ação corretiva executada.

8.5.3 Ação preventiva

A organização deve definir ações para eliminar as causas de não-conformidades potenciais, de forma a evitar sua ocorrência. As ações preventivas devem ser apropriadas aos efeitos dos problemas potenciais. Um procedimento documentado deve ser estabelecido definindo os requisitos para

a) a determinação de não-conformidades potenciais e de suas causas,

b) a avaliação da necessidade de ações para evitar a ocorrência de não-conformidades,

c) a determinação e implementação de ações necessárias,

d) registros de resultados de ações executadas (ver 4.2.4), e

e) a análise crítica da eficácia da ação preventiva executada.

E existem não conformidades nas ações corretivas e preventivas, quando:

8.5.2 Ação corretiva

• Ações de correção consideradas como ações corretivas.

• Desencadeamento de ações corretivas sem identificação da causa raiz das não conformidades ou problemas.

• Não realização da análise crítica da eficácia da ação corretiva tomada.

• Reincidência de não conformidades pelas mesmas causas que anteriormente motivaram a ação corretiva, considerada como eficaz.

8.5.3 Ação preventiva

• Não serem desencadeadas ações preventivas, existindo evidências de que estas são necessárias ou que poderiam ter sido tomadas antecipadamente para evitar não conformidades, entretanto ocorridas.

• A generalidade das ações classificadas como preventivas corresponder, na realidade, a ações corretivas.

• Não há evidência de coleta e tratamento de informação com a finalidade de desencadear ações preventivas.

Abaixo um modelo de solicitação de ação corretiva e preventiva:

LOGO DA EMPRESA

SOLICITAÇÃO DE AÇÃO CORRETIVA/PREVENTIVA

De:

Para:

Número:

Data      : ____/____/____

Descrição da Não Conformidade

 
 
 
 
Identificação de Causas/Avaliação de Risco
Real Potencial  Descrição Avaliação de Risco   Reavaliação do Risco
Alto Baixo Alto Baixo
               
               
               
               
               
               
               
Causa potencial com risco alto – agir preventivamente
Plano Ação Responsável Prazo
     
     
     
     
     
Assinatura: Data:____/____/____
Verificação da Implementação
 
 
 
Assinatura: Data:____/____/____

Verificação da Eficácia

 
 
 
Assinatura: Data:____/____/____

Como aproveitar a água de chuva

Em 2009 e 2010 (até agora) ninguém pode reclamar da quantidade de chuva. Dessa forma, em qualquer edificação, seja uma casa, comércio, prédios, fábricas ou um empreendimento, a água da chuva que cai sobre os telhados ou pisos é encaminhada para a sarjeta na calçada ou para a rede de águas pluviais, sendo desperdiçada pela rede pública. Assim, o aproveitamento da água de chuva, além de resultar em economia de água potável, contribui também para mitigar problemas relacionados com a escassez de recursos hídricos.

O armazenamento da água de chuva em cisternas pode ser visto também como uma forma de contribuir para a redução de enchentes nos grandes centros urbanos. A água pode ter diversas aplicações domésticas, desde que respeitados os usos e cuidados em seu manejo.

Uma pergunta pode ser feita: e como  funciona? A água de chuva, coletada pelas calhas no telhado do prédio, é armazenada em uma cisterna no térreo ou subsolo. Pode-se instalar um equipamento para filtrar esta água, se for necessário. Instala-se um sistema de recalque (bomba d’água + encanamento), para enviar a água para as torneiras do térreo e subsolo.

Além disso, devem ser tomados alguns cuidados. O telhado concentra grandes impurezas, principalmente quando há um longo período de escassez de chuva. Como opção, pode-se instalar um sistema de filtragem mecânica no reservatório; e o reservatório também pode ser um risco para a saúde dos moradores e funcionários, caso não adote uma manutenção periódica de limpeza e conservação. A construção de um reservatório para a captação da água da chuva necessita de um sistema de recalque, deve ter um projeto de engenharia para que não desperte riscos de saúde e acidentes.

Conforme a norma ABNT 15527:2007, a água de chuva só deve ser usada em ambientes urbanos para fins não-potáveis, ou seja, não deve ser usada para beber, banho, lavagem e cozimento de alimentos, por exemplo). Entre seus principais usos estão:

  • Em áreas urbanas: banheiro (descarga de vasos sanitários); regas de hortas e jardins; lavagem de pisos, quintais e automóveis.
  • Em áreas rurais: além dos mesmos fins do ambiente urbano, destina-se a irrigação de plantações, lavagem de criatórios de animais e bebedouro.
  • Em áreas industriais: além dos usos semelhantes a edificações em ambiente urbano, recomenda-se para resfriamento de caldeira e extrusoras, lavagem de peças, dentre outras aplicações.

Entre os benefícios do uso da água da chuva:

  • Permite aproveitar um recurso disponível, não utilizado e sem custo, que contribui para economizar na conta da água, além de servir como reserva em épocas de seca ou de falta d’água.
  • Contribui para reduzir a necessidade de água para fins não-potáveis dentro da edificação.
  • Contribui para reduzir enchentes nas grandes cidades, que têm o solo impermeabilizado pelo asfalto.
  • Educa ambientalmente quem tem contato com o sistema.

 

Livros indicados

O livro Aproveitamento De Agua De Chuva Para Areas Urbanas, escrito pelo professor Plínio Tomaz, pode servir de ponto de referência e auxílio no desenvolvimento de projetos de sistema de aproveitamento de água de chuva. Pela influência que tem ao tratar do assunto e riqueza de dados apresentados, é notável o grande conhecimento do autor sobre o assunto. Para comprar http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8587678264&sid=9332391671221487445458611

Um outro livro  é um guia prático ilustrado sobre diversas maneiras muito criativas de se coletar e aproveitar a água da chuva. O original, escrito em 1995 pelo Group Raindrops, Japão, foi publicado com a forte intenção de restabelecer a circulação da água local, fazendo das cidades lugares onde as pessoas pudessem viver em harmonia com a chuva, ou seja, sem enchentes ou falta de água. Estas páginas estão repletas de idéias inspiradoras que pretendem sensibilizar o maior número de pessoas a respeito da coleta e uso da água potável. Com certeza, você nunca mais será o mesmo depois de ler este livro; a chuva passará a ser sua amiga e você fará de tudo para economizar a água potável, atribuindo-lhe o seu devido valor que, aliás, é inestimável!. Para comprar http://www.acquasave.com.br/index_acqua.php3?pg=livro

Também existe uma publicação gratuita denominada “Uso Racional de Água e Energia: Conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água”, quinto volume da série do Programa de Pesquisa em Saneamento Básico (PROSAB). Produzido pelos pesquisadores do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído (CETAC) do IPT, em rede com seis outras instituições de pesquisa, o livro tem sua versão eletrônica disponibilizada em http://www.finep.gov.br/prosab/livros/prosab5_tema%205.pdf

Normas relacionadas

ABNT NBR 15527:2007 sobre aproveitamento de água de chuva em áreas urbanas para fins não potáveis

ABNT NBR 5626:1998 sobre instalação predial de água fria

ABNT NBR 10844:1989 sobre instalações prediais de águas pluviais

ABNT NBR 12213:1992 sobre captação da água de superfície para abastecimento público

ABNT NBR 12214:1992 sobre projeto de sistema de bombeamento de água

ABNT NBR 12217:1994 sobre reservatórios de distribuição de água para abastecimento público

 

Como filtrar água em casa?

Qual a origem da água que você toma em casa? Da torneira ou mineral, vendida em galões? Quanto aos cuidados, qual a melhor forma de eliminar impurezas da água tratada? Filtrar ou ferver? A qualidade do produto reflete diretamente na saúde do consumidor. Por isso, é importante ficar atento e saber sobre a origem e a melhor forma de cuidar dessa substância essencial à vida.

O biólogo e diretor técnico da Bioagri Pedro Zagatto, explica que nem todas as águas são iguais: a oriunda de mina ou considerada mineral, por exemplo, que é engarrafa para venda, não passa por qualquer tipo de tratamento e possui menor diversidade de  minerais do que aquela proveniente de rios e represas, que é captada e distribuída à população após tratamento. “A água mineral tem origem em uma fonte única, então pode apresentar baixa quantidade de elementos naturais, como cálcio e magnésio. Por isso, só pode ser comercializada se possuir sais minerais em quantidades mínimas estabelecidas por lei”, afirma.

Já a água de rio, possui, em sua maioria, composição homogênea, com alta diversidade de elementos naturais e essenciais, já que é enriquecida naturalmente pelos sais minerais retirados das rochas e sedimentos, ao longo do tempo, explica. Até chegar ao consumidor, a água passa por um longo processo de tratamento, que deve atender os padrões estabelecidos pela legislação. Entretanto, a rede de distribuição por onde passa a água tratada pode sofrer quebra e infiltração. Por isso, é importante que a água seja filtrada em casa.

E como tratar esta água em casa? Ferver pode eliminar microorganismos, mas altera o sabor da água. Então, Zagatto recomenda o tradicional filtro de barro, feito de argila, que filtra as partículas, e de carvão, que retém substâncias orgânicas. Assim, é possível consumir um produto com mais qualidade e rico em sais minerais.

Indústria aeroespacial

AS 9100, AS 9110, ou AS 9120? Quais destas normas são aplicáveis em uma organização aeroespacial? De acordo com o International Aerospace Quality Group (IAQG), os três sistemas padrões de gerenciamento da qualidade devem ser aplicados conforme as instruções abaixo.

AS 9100 – Sistemas de Gerenciamento da Qualidade – Aeroespaço – Requisitos AS 9100:2009, Revisão C – Indicada para organizações que realizam o design, desenvolvem e/ou produzem aviões e produtos de defesa; assim como por organizações que fornecem suporte pós-entrega, incluindo a provisão de mantimentos, materiais para os seus próprios produtos e dispensa/economia de peças.

AS 9101:2006, Revisão C – É o Sistema de Acesso ao Gerenciamento da Qualidade padrão. Ela define o assunto e a apresentação do Relatório de Acesso AS 9100t.

AS 9110:2003 – É feita para ser utilizado por organizações que têm como negócio principal prover a manutenção, reparar, rebocar serviços para produtos do setor da aviação. É modelado para organizações como a National Airworthiness Authority (NAA) em certificação para estações de reparo, mas também é aplicável em organizações não certificadas, incluindo as que fornecem manutenção, reparo e serviços de reboque para produtos da aviação no ramo militar. O padrão deve ser utilizado por organizações com manutenção, reparo, e operações de reboque que atuam autonomamente, ou que são substancialmente diferentes das suas operações de manufatura.

AS 9111:2005 – É o Sistema de Gerenciamento da Qualidade padrão para a manutenção das organizações.

AS 9120 – Sistema de Gerenciamento da Qualidade – Aeroespaço – Requerimentos para Distribuidores de Estoque.

AS 9120:2002 – Deve ser utilizada por organizações que procuram peças, materiais e vendem estes produtos para clientes da aviação e das indústrias de defesa. Isto inclui organizações que procuram produtos e os dividem em quantidades menores. Este padrão não é feito para organizações que retrabalham ou reparam produtos. Organizações que atuam um trabalho que afeta, ou poderia afetar as características ou a conformidade do produto, devem usar a AS 9100 ou outro padrão geral de sistema de gerenciamento da qualidade.

AS 9121:2007, Revisão A – É o padrão de Acesso ao Sistema de Gerenciamento da Qualidade para distribuidores de estoque.

A AS 9100 usa a ISO 9001:2008 como base, com requisitos adicionais para o setor aeroespaçial. O primeiro rascunho da revisão da AS 9100 foi feito em 8 de novembro de 2007, baseado no rascunho da ISO 9001, feito em 20 de setembro de 2007. A publicação da revisão da AS 9100 ocorreu em janeiro de 2009, após o lançamento da ISO 9001:2008. O AS 9110 (organizações de manutenção) e AS 9120 (distribuidores de estoque) são padrões que estão realizando um processo similar de revisão.

A checagem da AS 9101 será revisada como uma ferramenta de processo orientado, e também para aplicação das AS 9100, AS 9110 e AS 9120. Será introduzida na auditoria de processos assim que as organizações realizarem a transição dos padrões AS 9100, AS 9110 e AS 9120 antigos para os revisados.

A indústria aeroespacial caracteriza-se por exigir elevados investimentos; utilizar intensivamente mão-de-obra altamente qualificada; integrar atividades multidisciplinares; ser geradora de tecnologias de ponta com rápida evolução; ser de difícil automação devido à pequena escala de produção; propiciar a transferência de inovações a outras indústrias; ter produtos que, além de complexos, são de alta densidade tecnológica e longo ciclo de desenvolvimento e produção. Sua tecnologia é considerada estratégica pelos países que a detém, sendo fortemente apoiada por políticas governamentais de incentivos e mecanismos protecionistas.

No Brasil, a indústria aeroespacial, entendida como a integração das indústrias aeronáutica, espacial e de defesa, desenvolve e produz aviões comerciais e militares, aviões leves e de médio porte, helicópteros, planadores, foguetes de sondagem e de lançamento de satélites, equipamentos e sistemas de defesa, mísseis, radares, sistemas de controle de tráfego aéreo e proteção ao vôo, sistemas de solo para satélites, equipamentos aviônicos de bordo e espaciais, além de reparos e manutenção em aviões e motores aeronáuticos.

O Comitê Brasileiro de Aeronáutica e Espaço, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), elaborou, em 2004, uma norma tecnicamente equivalente à AS 9100, registrada como NBR 15100:2004, que foi ratificada pela IAQG. Dessa forma, foram estabelecidas as condições mais favoráveis para inserção da produção aeroespacial na cadeia internacional, bem como a participação das empresas nacionais no crescimento deste mercado, derivado do incremento nas trocas internacionais.

O modelo do sistema de gestão da qualidade associado à NBR 15100 é iniciado pela identificação da necessidade do cliente e pela avaliação da capacidade de atendimento dessas necessidades, considerando as referências de conformação de produto e/ou serviço. Em seguida, essas necessidades são traduzidas em requisitos técnicos que garantem a eficácia do produto, observadas as restrições regulamentares. Então, a configuração estabelecida é documentada, assim como os recursos utilizados para o processo de produção, operação e manutenção do produto, segundo um padrão estabelecido pela norma. A produção é acompanhada por dispositivos de monitoramento, para analisar os níveis de conformidade com os requisitos do produto, e para identificar oportunidades para ações preventivas e melhorias.

Entre as características da NBR 15100 destacam-se a necessidade da melhoria continuada do sistema de gestão da qualidade, por meio do uso da política da qualidade, objetivos da qualidade, resultados de auditorias, análise de dados, ações corretivas e preventivas e análise crítica do sistema de gestão. Nesse sentido, a direção da organização deve fornecer evidência do seu comprometimento com o desenvolvimento e com a implementação do sistema de gestão da qualidade e melhoria contínua, mediante: a comunicação à organização da importância em atender aos requisitos do cliente, como também aos requisitos regulamentares e estatutários, e a garantia da disponibilidade de recursos. As empresas certificadas por este padrão estão no link http://www.ifi.cta.br/certificacao-sistemas_organizacoes-nbr15100.php