Acidentes de trabalho: o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) pode evitar?

Neste site já se falou sobre acidentes de trabalho em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/27/acidentes-do-trabalho/ e sob todos os aspectos em que possam ser analisados, os acidentes e doenças decorrentes do trabalho apresentam fatores extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado e para a sociedade. Anualmente, as altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízos humanos,sociais e econômicos que custam muito para o país, considerando apenas os dados do trabalho formal.

Confira uma publicação digital sobre algumas dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho em

http://sstmpe.fundacentro.gov.br/Anexo/Cartilha_SESI%20SEBRAE_2005%20Dicas_SST.pdf

Contudo, alguns especialistas dizem que, na maioria das vezes, os acidentes de trabalho são evitáveis com a prática de medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual, os quais devem ser fornecidos pelas empresas. Infelizmente, observamos que grande parte dos trabalhadores não faz uso desses equipamentos, especialmente no ramo da construção civil, no qual são registrados grande número de acidentes. O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6 (NR-6) http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr6.htm, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e para atender a situações de emergência.

Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares;

Proteção respiratória: máscaras e filtro;

Proteção visual e facial: óculos e viseiras;

Proteção da cabeça: capacetes;

Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes;

Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas;

Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.

Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabe ao empregador as seguintes obrigações: adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; exigir seu uso; fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e comunicar o Ministério do trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada.

O empregado também terá que observar as seguintes obrigações: utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação; comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal.

Quer assistir a uma apresentação sobre o assunto: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/02/apresentacao-epi.ppt

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O que é o Processo de Distribuição Responsável (Prodir)

A sociedade como um todo já releva como muito importante os aspectos de segurança, saúde, qualidade e meio ambiente quando se fala na distribuição de produtos químicos e petroquímicos. Por isso, os associados da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) estão desde 2001 a implementar e manter em suas empresas o Processo de Distribuição Responsável (Prodir).

Esse programa baseia-se no Responsible Distribuition Process (RDP) da associação norte-americana National Association of Chemical Distributors (NACD). Ao ser acreditada no Prodir, as empresas passam a atuar em uma nova linha de planejamento. Isso representa que, para crescer e permanecer no mercado químico e petroquímico em cenários futuros, as organizações dependem fundamentalmente da incorporação das regras da responsabilidade social e sustentabilidade na organização. Assim, torna-se uma garantia de qualidade para o produtor, confiança para o cliente e segurança para a comunidade. Desse modo, faz com que as questões de saúde, segurança e meio ambiente sejam prioritárias para todas as atividades, produtos, processos, instalações e comunidade.

Importante dizer que a Associquim é membro titular do Steering Committee do International Council of Chemical Trade Associations (ICCTA) sendo representada pelo seu presidente nas reuniões realizadas tanto no ICCTA como na NACD e FECC, Os assuntos mais discutidos são: as indústrias químicas devem envidar todos os esforços no sentido de que seus distribuidores tenham a certificação do RDP; e a realização de auditorias independentes nas empresas que implantaram o RDP, a exemplo do que vem sendo realizado no Canadá, nos Estados Unidos e no Brasil com a certificação Prodir.

Os 12 códigos (e as respectivas práticas gerenciais) do Prodir incluem: gerenciamento de risco, atendimento a legislações e normas, seleção de transportadores, manuseio e armazenagem, procedimentos de trabalho e treinamento, gerenciamento de resíduos, atendimento a emergências e preparação da comunidade, integração com a comunidade, gerenciamento do produto, auditorias internas, ações corretivas e preventivas e controle de documentos. Todas essas práticas devem ser submetidas a, pelo menos, uma auditoria interna; ao serem detectadas não conformidades, ações corretivas e preventivas devem ser tomadas pela organização e verificada a efetividade dessas ações; também deve um controle de documentos e dados de todos os processos. Depois disso, a empresa poderá solicitar a realização de auditoria externa ou de terceira parte para ser Certificada.

Aas principais vantagens de uma empresa ser certificada são: ter o reconhecimento de uma entidade independente sobre o atendimento aos códigos e práticas do Prodir, e estar equiparada às distribuidoras internacionais, além da possibilidade de usufruir dos seguintes benefícios:

  • Redução do número de auditorias pelos seus fornecedores com conseqüente redução de custos;
  • Menor risco de não atendimento de legislações;
  • Redução do desperdício;
  • Aumento da produtividade/eficiência;
  • Maior lucratividade;
  • Maior segurança operacional;
  • Diminuição do risco de acidentes e contaminações ao meio ambiente;
  • Melhoria na imagem da empresa junto à sociedade e ao mercado;
  • Integração entre os funcionários da empresa, junto a terceiros, clientes e a comunidade;
  • Maior motivação dos funcionários;
  • Maior satisfação dos clientes;
  • Maior nível de organização interna;
  • Maior controle da administração.

 Além disso, as empresas certificadas ficam comprometidas com: melhoria contínua das condições de saúde, segurança, meio ambiente e de responsabilidade social; boas práticas comerciais e éticas dos fabricantes, de seus clientes e de seus parceiros; respeitar a comunidade e as diretrizes emanadas do poder público que regulam a atividade. Quer saber quais as empresas acreditadas: http://www.associquim.org.br/publicador/adminconteudo/arquivos/certificadas_prodir.asp

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