As mulheres no mercado de trabalho

Vem crescendo exponencialmente o número de mulheres em postos diretivos nas empresas. Curiosamente, essa ascensão se dá em vários países, de maneira semelhante, como se houvesse um silencioso e pacífico levante de senhoras e senhoritas no sentido da inclusão qualificada no mundo do trabalho. As mulheres sofrem mais do que os homens com o estresse de uma carreira, pois as pressões do trabalho fora de casa se duplicaram. As mulheres dedicam-se tanto ao trabalho quanto o homem e, quando voltam para casa, instintivamente dedicam-se com a mesma intensidade ao trabalho doméstico.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%). As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).

Enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.

Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma redução de aproximadamente 36 minutos na diferença entre a média de horas trabalhadas por homens e mulheres, em 2009 as mulheres continuaram trabalhando, em média, menos que os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi ocasionada pela redução na média de horas trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009, trabalharam em média 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens.

O rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%. A população feminina desocupada (1,057 milhão de mulheres, em 2009) está muito concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de idade. Em 2003, as mulheres nesta faixa etária correspondiam a 49,3% da população feminina desocupada. Em 2009, elas já eram mais da metade: 54,2%. Quer ler mais dados desse estudo clique no link http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/defaultestudos.shtm

Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo revelando que a persistente responsabilização das mulheres pelos trabalhos domésticos não remunerados é apontada como fator preponderante na desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Apesar de ocuparem cada vez mais postos no mercado de trabalho, 86% das mulheres ainda são responsáveis pelos trabalhos em casa, enquanto os homens são 45%, segundo dados de 2008 do IBGE. Elas dedicam em média quase 24 horas por semana aos afazeres domésticos. E os homens, apenas 9,7 horas.

O estudo trata, ainda, das consequências dessa naturalidade em atribuir às mulheres os afazeres domésticos. Os efeitos vão desde a menor disponibilidade da mulher às jornadas de trabalho que exijam mais tempo, à ação dos estereótipos e a ocupação de 42% das mulheres em posições precárias, em comparação com 26% dos homens.

Também o documento diz que se de um lado há muitas trabalhadoras precarizadas, no outro extremo há um crescente grupo de profissionais liberais mais escolarizadas e bem remuneradas que podem se lançar no mercado de trabalho porque delegam as responsabilidades familiares a outras mulheres, as empregadas domésticas. Isso cria um encadeamento perverso de mulheres ligadas às atribuições que deveriam ser de todos, independentemente de ser homem ou mulher. As mudanças nos arranjos familiares, com quase 35% de mulheres chefes de família, o tempo médio de estudo das mulheres de 7,6 anos — que já é superior ao dos homens (7,2 anos) —, e o percentual crescente de mulheres que entram no mercado de trabalho são algumas das principais mudanças registradas entre 1998 e 2008 no Brasil. Leia o documento completo em http://agencia.ipea.gov.br/images/stories/PDFs/100308_comu40mulheres.pdf

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Quase pronta para ser publicada a NBR ISO 9004

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Se o leitor quiser já pode votar pela aprovação do norma NBR ISO 9004 no site da ABNT: http://www.abntonline.com.br/consultanacional/default.aspx

Eu reprovei, porque na edição em inglês (https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/11/12/publicada-a-nova-versao-da-iso-90042009/) há um conteúdo ou índice que na tradução brasileira não aparece. Denominada Gestão do Sucesso Sustentável – Uma abordagem da Gestão de Qualidade, irá fornecer orientações para as organizações obterem o sucesso sustentável em um ambiente exigente, em constante mudança e incerto. Ele é o resultado da capacidade da organização em alcançar seus objetivos em longo prazo com análise equilibrada das necessidades e expectativas das partes interessadas.

Segundo a norma, para alcançar sucesso sustentado, convém que a alta direção adote uma abordagem de gestão da qualidade. Convém que o sistema de gestão da qualidade da organização se baseie nos princípios descritos no Anexo B. Estes princípios descrevem conceitos que são a base de um sistema eficaz de gestão da qualidade. Convém que, para alcançar sucesso sustentado, a alta direção aplique estes princípios para a organização do sistema de gestão da qualidade.

Convém que a organização desenvolva o seu sistema de gestão da qualidade para assegurar: a utilização eficiente de recursos, a tomada de decisões baseada em evidência factual, e o foco na satisfação do cliente, bem como sobre as necessidades e expectativas de outras partes interessadas pertinentes. Importante afirmar que a norma foi desenvolvida de forma a manter a coerência com a ABNT NBR ISO 9001 e ser compatível com outras normas de sistema de gestão. Estas normas se complementam mutuamente, mas também podem ser utilizadas de forma independente.

O Anexo A fornece uma ferramenta para que as organizações auto-avaliem os seus próprios pontos fortes e fracos, para determinar o seu nível de maturidade e para identificar oportunidades de melhoria e inovação. O Anexo B fornece uma descrição dos princípios de gestão da qualidade que são os fundamentos das normas de gestão da qualidade preparadas pelo ISO/TC 176 (ABNT/CB-25). O Anexo C apresenta uma correspondência, seção por seção, entre a ABNT NBR ISO 9001:2008 e a nova 9004 (veja tabela abaixo).

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