O recall do Stilo, da Fiat

Em junho de 2008, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) instaurou um processo administrativo, que foi analisado em conjunto com o Grupo de Estudos Permanentes de Acidentes de Consumo (Gepac). Durante a investigação, foram realizadas audiências com consumidores, mapeados acidentes, aprofundadas as análises, houve a procura de especialistas e buscou-se peças de veículos acidentados. Foram ouvidas, além dos proprietários dos veículos, as superintendências regionais da Polícia Rodoviária Federal, institutos de criminalística e delegacias de polícia. Foram realizadas aproximadamente duas diligências por semana.

Foi constituída uma comissão de especialistas, composta por representantes do Ministério Público Estadual de São Paulo, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Parecer técnico do grupo concluiu que havia indícios de defeito, mas o laudo não foi conclusivo. Tendo em vista a competência do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para controlar e fiscalizar o padrão de segurança dos veículos expostos ao consumo, o GEPAC encaminhou o processo ao órgão de trânsito, para a realização de análises técnicas. Após conclusão das análises, o Denatran encaminhou ao GEPAC parecer técnico pela existência de defeito e recomendou que a Fiat efetue o recall em todos os modelos do veículo Fiat Stilo fabricados após abril de 2004, substituindo os cubos das rodas traseiras por cubos fabricados em aço forjado.

A partir da conclusão do processo administrativo instaurado pelo DPDC, o GEPAC fará uma avaliação sobre as implicações penais. Consumidores cujos veículos possuem o referido defeito devem procurar imediatamente a empresa e, caso se sintam lesados, devem entrar em contato com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor para garantir a prevenção ou reparação de eventuais danos.

Com base nessa análise, e em cumprimento a dever legal, o GEPAC vem a público comunicar aos consumidores os riscos a que estão expostos em razão da possibilidade de soltura da roda dos veículos Fiat Stilo fabricados a partir de 2004. Não foram observados acidentes envolvendo veículos com freios ABS.

Representantes da Fiat participaram de audiências com os órgãos que compõem o GEPAC e acompanharam todas as análises técnicas realizadas. A montadora se manifestou no processo 13 vezes, juntou laudos técnicos e centenas de páginas de documentos, nas quais afirmou categoricamente e reiteradas vezes que não havia defeito e, por essa razão, não haveria necessidade de realização de recall. A montadora também alegou que o desprendimento das rodas era consequência dos acidentes e não sua causa.

A montadora Fiat foi multada pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça em R$ 3 milhões, multa máxima prevista no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que a montadora negou a existência de defeito e não realizou recall, colocando em risco a saúde e segurança dos consumidores.

A Fundação Procon-SP também instaurou processo administrativo contra a empresa por ter introduzido no mercado produto, que sabia ou deveria saber, com alto grau de periculosidade. A multa a ser aplicada pode variar de R$ 200 a R$ 3 milhões

Segundo o DPDC, alguns dos direitos básicos dos consumidores, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, são o direito à informação e o direito à segurança. Assim, quando um produto ou serviço for considerado defeituoso, de acordo com a lei de consumo brasileira, uma vez que o fornecedor verifique essa condição após sua colocação no mercado, este deverá imediatamente apresentar todas as informações cabíveis acerca dos problemas identificados.

Ao procedimento pelo qual o fornecedor informa o público sobre os defeitos detectados nos produtos ou serviços que colocara no mercado dá-se o nome de recall (chamamento). Os objetivos essenciais desse tipo de procedimento são o de proteger e preservar a vida, saúde, integridade e segurança do consumidor, bem como de evitar ou minimizar quaisquer espécies de prejuízos, quer de ordem material, quer de ordem moral. O recall deve ser gratuito e, para que alcance seus propósitos, deve alcançar todo o universo de consumidores expostos aos riscos decorrentes dos defeitos detectados nos produtos ou serviços objeto do chamamento. Os consumidores por sua vez, no caso de reparos, devem exigir e guardar o comprovante do serviço efetuado. No Brasil, o instituto do recall está previsto no Código de Defesa do Consumidor, que o define em seu artigo 10, § 1º.

É muito importante que o consumidor efetivamente atenda a esses chamamentos. O que se tem por objetivo, afinal, é a garantia de sua própria segurança, evitando-se a concretização de potenciais acidentes de consumo e, nesse sentido, a realização dos reparos ou substituições dos produtos defeituosos, pelos fornecedores, mostra-se uma prática necessária.

Como se vê, dada a importância do recall para a segurança dos consumidores, cabe aos fornecedores empreenderem todos os esforços possíveis para que sejam prevenidos e sanados os defeitos verificados nos produtos ou serviços colocados no mercado de consumo. Após as divulgações, nos veículos de comunicação, os fornecedores devem realizar levantamentos periódicos (diário, semanal, quinzenal etc.) para que seja verificada a eficácia das medidas adotadas. Não havendo retorno dos consumidores ao chamamento do fornecedor em número adequado e compatível com o objetivo proposto, cabe ao fornecedor adotar novo recall, além de buscar outras formas que possam efetivamente alcançar os consumidores.

O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) entende que, por força da gravidade dos riscos insertos em tais casos, os fornecedores deveriam envidar todos os esforços que estivessem ao seu alcance, no sentido de dar à divulgação de tais procedimentos a maior abrangência possível. Além disso, o SNDC também discorda da imposição, pelos fornecedores, de qualquer prazo limite para a realização dos serviços necessários à plena regularização das condições dos produtos ou serviços objeto de recall. Enquanto houver no mercado produtos que apresentem os problemas que levaram ao chamamento, o fornecedor será responsável por sua pronta reparação, sem qualquer ônus para os consumidores, ainda que a campanha de chamamento estipule um prazo para seu encerramento.

Uma vez efetuada a reparação, o consumidor deverá exigir e guardar o comprovante de que a mesma foi efetuada. Os proprietários atuais dos bens objeto de recall, ainda que não os tenham adquirido diretamente de seus fornecedores originais – compradores de veículos usados, por exemplo – gozam dos mesmos direitos.

Caso o consumidor já tenha experimentado algum dano decorrente do uso de algum produto ou serviço defeituoso, anteriormente ao chamamento do fornecedor, deverá buscar as vias judiciais para pleitear o devido ressarcimento. Em havendo qualquer dificuldade do consumidor para conseguir atendimento junto ao fornecedor, pode-se buscar os Procons estaduais ou municipais, para registro de reclamação.

Segundo a montadora, o recall vai atingir cerca de 60 mil unidades no país. No entanto, ainda não há data marcada para o início da convocação dos proprietários.

Quer ler o parecer do Denatran, clique no link: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/03/parecer_denatran_stilo.pdf

 

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A educação ambiental no contexto do programa de gestão das empresas

A educação ambiental é uma importante ferramenta na gestão de uma empresa. Contudo, na prática, o que se vê é ela ser praticada fora de seus limites. Geralmente nas escolas, através da reciclagem ou sensibilização de professores para a questão ambiental. São ações realizadas, muitas vezes, fruto da pressão pelo poder público na figura dos órgãos de controle ambiental e são desprovidas de um planejamento estratégico onde todos os agentes envolvidos possam, com precisão, estabelecer objetivos e metas mensuráveis bem como indicadores que permitam aferir a eficácia deste tipo de programa.

Um Sistema de Gestão Ambiental bem sucedido exigirá mudanças nas atitudes, nos padrões de comportamento e na maneira de pensar por parte de todos os empregados . Para se obter este compromisso com a gestão ambiental é necessário que: os empregados tomem consciência das questões ambientais que a empresa está enfrentando e de que forma suas ações poderão influenciar o desempenho ambiental da empresa; os gerentes estejam conscientes da importância de um bom controle e de uma boa gestão ambiental; os gerentes e os empregados com responsabilidades ambientais tenham um conhecimento técnico detalhado para assegurar o atendimento às normas e exigências comerciais e legais.

Normalmente, educar é definido como a partilha do conhecimento com o propósito que o recebedor ou educando aplique este conhecimento na vida real como forma de progressão da humanidade, de modo a melhorar a sociedade através do desenvolvimento do ser humano. A educação ambiental é o campo da educação que trabalha a disseminação do conhecimento sobre o meio ambiente. Instituída pela Lei 9.795 de 1999 a educação ambiental é tratada como componente essencial e permanente da educação nacional. Este ramo da educação procura despertar nas pessoas a consciência que o ser humano é parte do meio ambiente. Trata-se de um processo participativo e constante para vincular um pensamento crítico sobre a problemática ambiental, englobando a sociedade através da sensibilização para problemas ambientais.

O artigo 1° da Lei 9.795 apresenta a educação ambiental como um “processo em que busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais”. O objetivo da educação ambiental é desenvolver a reflexão nas pessoas sobre as atitudes do ser humano sobre a questão ambiental: repensando conceitos, revendo comportamentos, revisando a responsabilidade que cada um tem frente aos problemas que a natureza vem enfrentando de modo que cada pessoa trabalhe a conservação do meio ambiente através de suas ações.

As empresas devem saber que envolver o empregado num ambiente consciente ambientalmente, é o mesmo que provocar o surgimento de consumidores reflexivos sobre o que realmente é importante em seus hábitos e consequentemente nos seus modos de consumo, cuja escolha de compra passa a ser por empresas que fazem a sua parte para diminuir os impactos ecológicos. Formar as pessoas em educação ambiental é uma pretensão para a busca de resolução dos problemas que a natureza afronta. E o educador tem a função de envolver as pessoas nas questões ambientais devendo, para isso, começar a fazer com que elas pensem nas suas vidas, no seu comportamento e nas relações com a natureza.

Enfim, a reflexão é o ponto de partida para um novo tratamento com o meio ambiente em que vivemos Hoje, se consome mais do que a natureza pode oferecer. Há produção de novas espécies de lixo que o meio ambiente não consegue tratar e se desperdiça mais água do que necessariamente dever-se-ia gastar. Reduzir a poluição através do uso racional de matéria prima, água e energia representam opções ambientais de bom senso.

No entanto, não basta pensar em reciclagem, ou mudar radicalmente as ações das pessoas, mas sim recuperar atitudes antigas com nova roupagem e acima de tudo, com a importância necessária merecida. Uma ferramenta que pode ser usada é o endomarketing o uso de ações de marketing voltadas aos empregados, como forma de integrá-los aos anseios da empresa, utilizando para isto a comunicação interna, incentivos subjetivos, autonomia de aplicação de criatividade, responsabilidade compartilhada e, sobretudo, adesão através do comprometimento do profissional.

Algumas ações pequenas como separar o lixo ao jogá-lo fora, diminuir o desperdício de papel no escritório, apagar a luz ao sair de uma sala, ou ainda fechar a torneira completamente ao ir no banheiro, são comportamentos que devem ser cultivados e que necessariamente serão fortalecidos pelo uso de uma comunicação interna bem desenvolvida. Neste quesito o endomarketing preocupa-se em garantir clareza e conformidade das informações divulgadas, além disto a integração da empresa para uma comoção geral dos empregados.

O endomarketing facilitará o processo de conscientização a partir da aplicação de ações como: avaliação e identificação de problemas ambientais em todas as áreas da empresa; o engajamento das lideranças pelo exemplo necessário às campanhas de movimento ambientalista; consciência dos valores ambientais no cerne da cultura organizacional e não como um modismo passageiro; a promoção da participação dos funcionários através da contribuição de ideias que a empresa possa aplicar no contexto de meio ambiente; tornar a educação ambiental campo a ser abordado desde as ambientações direcionadas aos novos empregados.

O endomarketing enfatiza a importância da visão que os empregados tem da empresa e do caráter de dever que a mesma possui sobre a responsabilidade de disseminar uma atuação mais humanitária, social, ambiental e, sobretudo realista, é o ponto de partida para poder identificar o quão os empregados estão abertos a novos conceitos e até a forma de como lançá-los para que a finalidade seja alcançada: a adesão dos empregados às campanhas ambientais.
Assim, um Programa de Educação Ambiental tem que ser um conjunto de atividades sistematizadas e com a participação ativa dos diversos setores da empresa e que auxiliem na elaboração de indicadores ambientais e operacionais que demonstrem não só os benefícios de um da educação ambiental como também do próprio Sistema de Gestão Ambiental. Somente desta maneira pode-se ter a educação ambiental realmente como uma ferramenta fundamental do Sistema de Gestão Ambiental e não como um programa isolado de causa nobre, mas distanciado da realidade operacional e ambiental da empresa e sempre passível de ser o primeiro item a ser cortado em revisões de orçamento.

Quer ler mais sobre gestão ambiental nesse site:

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/02/02/o-que-voce-precisa-saber-mais-sobre-a-certificacao-iso-14001/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/29/para-onde-vai-o-lixo-no-brasil/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/08/a-norma-bs-89002006/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/05/publicly-available-specification-99-pas-992006/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/12/11/gestao-ambiental-baseada-na-nbr-iso-14001/

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Conforto térmico em ambientes de trabalho

Recebo um e-mail de um leitor que deseja saber se existem parâmetros sobre o conforto térmico em ambientes de trabalho. O calor produzido no corpo é determinado pelo nível de atividade da pessoa, sendo também variável com a idade e o sexo. Este calor é trocado com o ambiente exterior por condução, convecção, radiação e evaporação. A condução não assume geralmente grande relevância, contudo a convecção depende da temperatura e velocidade do ar exterior. A radiação depende da temperatura média radiante e a evaporação depende da umidade do ar e da sua velocidade.

Os parâmetros mais importantes do conforto térmico: os individuais, como a atividade e o vestuário; os ambientais, como a temperatura, umidade e velocidade do ar; e a temperatura média radiante. Existe uma norma internacional, a ISO 7730:2005 – Ergonomics of the thermal environment — Analytical determination and interpretation of thermal comfort using calculation of the PMV and PPD indices and local thermal comfort criteria considerando que um espaço apresenta condições de conforto térmico quando não mais do que 10% dos seus ocupantes se sintam desconfortáveis. A quantificação da percentagem de desconforto pode ser feita através de estudos com as pessoas, que permitem estabelecer uma relação entre o resultado do balanço energético do corpo e a tendência de insatisfação, designada por Predicted Percentage of Dissatisfied (PPD).

A metodologia de cálculo consiste nos seguintes pontos:

  • Parâmetros: quantificam-se os parâmetros individuais e ambientais das pessoas e do ambiente.
  • Equação de Conforto: substituem-se estes valores na equação de conforto térmico para determinação do termo associado à acumulação energética no corpo (S).
  • PMV: com base no valor da acumulação energética no corpo e no metabolismo determina-se o valor do Predicted Mean Vote (PMV) através de uma correlação. O PMV não é mais do que uma escala quantitativa da sensação de calor e de frio.
  • Insatisfação: a percentagem de pessoas insatisfeitas termicamente, PPD, é determinada com base no valor de PMV através de uma correlação.

No caso do Brasil, que é um país com dimensões continentais, seu território possui uma grande variabilidade térmica. Dos pampas gaúchos, com seus climas amenos, ao sertão nordestino, com sua aridez intrínseca, o clima admite variações imensas. Especificamente no Nordeste, o clima apresenta altas temperaturas que ultrapassam valores de 35 °C. A radiação solar também não é diminuta, com patamares oscilando na ordem de 8 kWh/m². Mas existem algumas considerações a respeito da metodologia de coleta de dados realizada pelos pesquisadores que propuseram este sistema de predição de conforto térmico, que necessitam ser observadas: o percentual de influência da umidade no conforto térmico pode ser estatisticamente diferente no Nordeste do Brasil do que nos estudos realizados nos Estados Unidos e na Dinamarca; a utilização de voluntários não treinados para as declarações de votos podem apresentar diferenças significativas em relação aos estudos efetuados inicialmente, visto que nas experiências internacionais, existia o pagamento de uma compensação financeira aos participantes dos experimentos; a coleta de dados com um universo que possua uma maior amplitude etária pode representar mais significativamente a predição do conforto térmico; a coleta de dados em diferentes épocas do ano, com uma variação na carga térmica natural do ambiente e modificação elevada na umidade relativa do ar pode apresentar modificações no perfil dos votos declarados.

Na arquitetura, dentre outros fatores pode-se recorrer:

  • A paredes mais robustas aproveitando-se a inércia térmica dos materiais de construção; áreas envidraçadas somente onde possibilitem a utilização da luz natural, sendo necessário acabar com a ideia de belos prédios totalmente envidraçados, porém mesmo assim necessitando de luz artificial e conseqüentemente sistemas de ar condicionado maiores.
  • Onde possível, dimensionar ambientes com profundidade máxima de 3,5 metros, para a qual a iluminação natural ainda é satisfatória. A partir dessa profundidade, torna-se necessária iluminação artificial.
  • Utilizar lâmpadas que produzam maior iluminação por kW consumido.
  • Utilizar protetores externos nas fachadas mais expostas à radiação solar. Protetores internos são benéficos no aspecto de impedir a radiação direta sobre o usuário, porém boa parte do calor permanece no ambiente.
  • Sempre que possível, privilegiar a ventilação natural.

Nos projetos de ar condicionado observar as normas pertinentes e adotar soluções tecnológicas que minimizam o consumo de energia:

  • Sistema de ar condicionado central com utilização de caixas de volume variável de acordo com a variação da carga térmica e não as de volume constante.
  • Controles que incorporem variadores de freqüência atuando sobre motores de bombas e ventiladores. Desse modo, o consumo será proporcional à carga térmica, que é variável ao longo do dia e dos meses.
  • Análise da relação tonelada de refrigeração/consumo de energia elétrica na escolha dos equipamentos, principalmente compressores das centrais de água gelada.
  • Atentar ao fator de potência da instalação, corrigindo com bancos de capacitores, se necessário.
  • Utilizar tecnologias de termo-acumulação e cogeração, onde aplicável.
  • Projetar sistemas que garantam condições de temperatura, velocidade do ar e umidade relativa que satisfaçam o conforto térmico e não permitam proliferação de fungos, mofos, vírus e bactérias.

Para comprar a norma ISO 7730:2005: http://www.iso.org/iso/catalogue_detail.htm?csnumber=39155

 

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