Cargos e salários

Normalmente, os objetivos principais da implantação de um programa de cargos e salários devem ser: o estabelecimento de uma remuneração adequada no que diz respeito à média regional das empresas que desenvolvem o mesmo ramo de atividades; a eliminação da subjetividade com que se trata a remuneração dos colaboradores; e o estabelecimento dos avanços salariais que permitam diferenciar os colaboradores que ocupam os mesmos cargos em função de seus méritos. A utilização de métodos quantitativos permitirá demonstrar as atitudes abstratas da administração por meio de valores concretos, bem como resultará na construção de uma estrutura que evite comportamentos contraditórios, definindo um padrão de conduta.

Segundo alguns especialistas, mais importante que a implantação do plano de cargos e salários, no entanto, é o apoio que a administração deve dispensar ao trabalho, durante seu desenvolvimento, e à manutenção, promovendo as atualizações necessárias e implantando um plano de avaliação de pessoal. Assim, é importante conhecer alguns conceitos gerais que envolvem a implantação de cargos e salários numa empresa:

● Tarefa: é a unidade do trabalho que requer certa habilidade mental ou física para determinado fim.

● Função: é um conjunto de tarefas e responsabilidades atribuídas a um cargo.

● Cargo que é uma composição de funções ou atividades equivalentes em relação às tarefas a serem desempenhadas, o qual é definido estrategicamente na busca da eficiência da organização. A diferença entre cargo e função é que o cargo é a posição que uma pessoa ocupa dentro de uma estrutura organizacional determinado estrategicamente e função é o conjunto de tarefas e responsabilidades que correspondem a esse cargo.

● Salário: é o pagamento em dinheiro como contraprestação ao trabalho, podendo ser fixo ou variável.

Uma administração de cargos e salários saudável produz, entre outras, as seguintes vantagens: uma estrutura de cargos enxuta; menores custos de pessoal; melhor retorno de cada real despendido com salários. Mas como desenvolver ou rever uma Avaliação e Classificação dos cargos?

Essa é a fase que responde por 95% ou mais do sucesso do Sistema de Gestão de Cargos e Salários. A avaliação de cargos é uma técnica de medição da importância relativa de cada cargo. O resultado dessa medição será utilizado para definir o salário ou a faixa salarial para cada cargo da empresa. Durante o processo de avaliação de cargos, os diretores e gerentes têm uma oportunidade de discutir e rever as responsabilidades de cada cargo. É muito comum o diretor comercial ter uma idéia diferente sobre o que o gerente financeiro faz ou deveria fazer. Ou o diretor financeiro ficar surpreso com as reais responsabilidades do gerente de vendas.

Os gerentes que participam desse processo saem com a convicção de que uma pessoa com salário de R$ 1.000,00, que tenha as qualificações para o cargo, é mais vantagem para a empresa do que duas pessoas com salário de R$ 700,00, que muito provavelmente não terão as qualificações para o cargo e terão um desempenho abaixo do esperado. Obviamente ninguém vai contratar dois funcionários de R$ 700,00 em vez de um de R$ 1.000,00. Normalmente é contratado um funcionário de R$ 700,00, quando deveria ser contratado um de R$ 1.000,00. Certo tempo depois, quando o funcionário de R$ 700,00 não estiver dando conta do recado, será contratado outro funcionário de R$ 700,00 para completar o quadro. Essa é a seqüência de decisões que levam ao inchamento da folha de pagamento.

No processo de avaliação de cargos devem ser analisadas as oportunidades para melhorar o desenho dos cargos e uniformizar o entendimento de todos os diretores, gerentes e supervisores em relação à estrutura de cargos de cada área da empresa. Outro benefício importante desse processo é que todos têm uma visão clara da natureza das tarefas de cada cargo. Essa percepção será valiosa na hora de definir o perfil do cargo para propósitos como recrutamento e seleção, promoção, treinamento, etc.

A avaliação de cargos é um processo de mensuração dos cargos que, em última instância, dirá a você quanto vale cada cargo da empresa. O fundamento central da avaliação de cargos é a competência aplicada com sucesso no exercício da função. Portanto, a avaliação de cargos considera, além da competência necessária, a sua efetiva utilização e os resultados apresentados pela sua aplicação. A mensuração da competência necessária para um bom desempenho no cargo inclui não apenas o conhecimento técnico, mas também as dimensões gerenciais, habilidades humanas e posturas comportamentais exigidas pelo cargo.

As responsabilidades e as complexidades das atribuições de cada cargo são também consideradas na mensuração dos cargos e determinam o grau de competência necessário para que alguém possa apresentar um bom desempenho no cargo. A filosofia de gestão da empresa é também fator essencial na mensuração dos cargos. O valor de cada cargo é representado por uma faixa salarial adequada para cada cargo.

Faixa salarial adequada significa que se está considerando os padrões de remuneração do seu mercado específico, dispondo ainda de uma ampla flexibilidade para tomar decisões sobre o salário de cada pessoa da sua empresa. Você terá informações que permitirão definir o salário de cada funcionário (colaborador ou associado) dentro de uma faixa segura, com ampla flexibilidade para reconhecer os conhecimentos, habilidades, competência e desempenho de cada pessoa.

O objetivo da avaliação de cargos é permitir que você possa conhecer qual o salário que o mercado paga para um determinado cargo, considerando o nível de competência exigido para um bom desempenho no cargo na sua empresa. As classes de cargos resultantes do processo de avaliação de cargos formam um conjunto harmonioso representativo da evolução da sua estrutura organizacional. Uma estrutura organizacional clara permite às pessoas ter uma visão de suas possibilidades de carreira dentro da organização.

As faixas salariais definidas para as classes de cargos servem como um “guia” para movimentar os salários das pessoas. Os limites representados pela estrutura de cargos, bem como pelas faixas salariais, permitem que você administre a evolução profissional e o salário de cada pessoa da empresa com muita flexibilidade.

Por paradoxal que pareça, os termos limite, estrutura, classe e faixa não são inibidores de boas decisões. Ao contrário, são guias para decisões apropriadas em cada contexto. O próprio ambiente dos negócios não é repleto de restrições e contingências de toda ordem, exigindo flexibilidade e criatividade da empresa? 

Tabela Salarial

Pode ser baseada:

  • Nos padrões de remuneração da região onde a empresa está localizada.
  • Nos atuais padrões de remuneração da empresa.

Uma pesquisa salarial pode ser feita com algumas empresas de porte ou perfil semelhantes aos da sua empresa, na região onde está localizada a sua empresa. Não há necessidade de ser do mesmo ramo de atuação. Um grupo selecionado de entre cinco e dez empresas é suficiente.

A pesquisa pode ser feita com uma amostragem de cargos que sejam representativos de toda a sua estrutura de cargos e dará a você uma sólida referência para estabelecer suas faixas salariais com um grau de competitividade adequado para sua empresa. Para orientar as decisões das pessoas que têm a atribuição de definir ou alterar salários dentro da empresa, é recomendável a definição de algumas regras básicas sobre o funcionamento do Plano de Cargos e Salários. As Normas e Procedimentos do Plano de Cargos e Salários devem ser objetivos e definir claramente os critérios e passos para:

– salários de admissão;

– alterações de salários;

– promoções;

– transferências;

– reajustes de mercado;

– outros tópicos relacionados.

Exemplo de tabela

Tipo de Cargo Classe Amplitude Pontos F a i x a   S a l a r i a l
Início Ponto
Médio
Fim A B C D E F G
Gerente de Vendas 19 872 931 993 8.193, 8.767, 9.381, 10.037, 10.740, 11.492, 12.296,
Gerente de Produção 18 764 816 871 6.926, 7.411, 7.930, 8.485, 9.079, 9.714, 10.394,
Gerente de Manutenção 17 671 716 763 5.824, 6.231, 6.668, 7.134, 7.634, 8.168, 8.740,
Coordenador da Qualidade 16 588 628 670 4.854, 5.193, 5.557, 5.946, 6.362, 6.808, 7.284,
Supervisor Financeiro 15 516 551 587 4.005, 4.285, 4.585, 4.906, 5.250, 5.617, 6.011,
Supervisor de Produção 14 453 483 515 3.255, 3.483, 3.727, 3.988, 4.267, 4.566, 4.886,
Supervisor de Manutenção 13 397 424 452 2.581, 2.762, 2.955, 3.162, 3.384, 3.620, 3.874,
Analista de RH Pleno 12 348 372 396 2.172, 2.324, 2.487, 2.661, 2.847, 3.047, 3.260,
Analista de Sistemas Júnior 11 305 326 347 1.810, 1.937, 2.072, 2.218, 2.373, 2.539, 2.717,
Encarregado de Produção 10 268 286 304 1.495, 1.600, 1.712, 1.832, 1.960, 2.097, 2.244,
Mecânico Manut. Industrial III 9 235 251 267 1.200, 1.284, 1.374, 1.470, 1.573, 1.683, 1.801,
Mecânico Manut. Industrial II 8 206 220 234 1.030, 1.102, 1.179, 1.262, 1.350, 1.445, 1.546,
Mecânico Manut. Industrial I 7 181 193 205 882, 944, 1.010, 1.080, 1.156, 1.237, 1.324,
Operador Maq. de Produção III 6 159 169 180 750, 803, 859, 919, 983, 1.052, 1.126,
Operador Maq. de Produção II 5 139 149 158 640, 685, 733, 785, 840, 898, 961,
Operador Maq. de Produção I 4 122 130 138 536, 574, 614, 657, 703, 752, 805,
Auxiliar de Produção II 3 107 114 121 448, 480, 513, 549, 588, 629, 673,
Auxiliar de Produção I 2 94 100 106 372, 398, 426, 455, 487, 521, 558,
Auxiliar de Serviços Gerais 1 83 88 93 306, 327, 350, 375, 401, 429, 459,

 

Importante afirmar que a transparência nas comunicações é um fator que facilita a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento e manutenção da  motivação entre os funcionários. E, finalmente, dizer que na conclusão do processo de desenvolvimento do Sistema de Gestão de Cargos e Salários a empresa terá: uma estrutura de cargos bem definida, permitindo melhorar seu organograma e a funcionalidade de todas as áreas da empresa; uma faixa salarial para cada cargo, permitindo administrar o salário de cada funcionário conforme o seu desenvolvimento técnico e desempenho no cargo; e regras claras sobre o funcionamento do Plano de Cargos e Salários, facilitando a aceitação, por parte dos funcionários, das políticas da empresa nessa área.

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Metrologia Legal: protegendo o consumidor contra abusos

A Metrologia Legal é parte da metrologia relacionada às atividades resultantes de exigências obrigatórias, referentes às medições, unidades de medida, instrumentos e métodos de medição, que são desenvolvidas por organismos competentes. Tem como objetivo principal proteger o consumidor tratando das unidades de medida, métodos e instrumentos de medição, de acordo com as exigências técnicas e legais obrigatórias. Com a supervisão do governo, o controle metrológico estabelece adequada transparência e confiança com base em ensaios imparciais. A exatidão dos instrumentos de medição garante a credibilidade nos campos econômico, saúde, segurança e meio ambiente. No Brasil as atividades da Metrologia Legal são uma atribuição do Inmetro, que também colabora para a uniformidade da sua aplicação no mundo, pela sua ativa participação no Mercosul e na Organização Internacional de Metrologia Legal (OIM).

Abaixo segue um texto do consultor organizacional Alípio Silva Pereira sobre o assunto. Quer contatar o autor: qualipio@hotmail.com

A Organização Internacional de Metrologia Legal – OIML descreve o termo “Metrologia Legal” como: parte da metrologia que trata das unidades de medida, métodos de medição e instrumentos de medição em relação às exigências técnicas e legais obrigatórias, as quais têm o objetivo de assegurar uma garantia pública do ponto de vista da segurança e da exatidão das medições.

A Metrologia Legal permeia todos os níveis e setores de uma nação desenvolvida. Durante a sua vida as pessoas terão contato com um grande número de instrumentos de medição sujeitos a regulamentação metrológica. As ações governamentais no campo da metrologia legal objetivam, por um lado, a disseminação e manutenção de medidas e unidades harmonizadas, e de outro, a supervisão e exame de instrumentos e métodos de medição.

O principal objetivo estabelecido legalmente no campo econômico é proteger o consumidor enquanto comprador de produtos e serviços medidos, e o vendedor, enquanto fornecedor destes. A exatidão dos instrumentos de medição, especialmente em atividades comerciais, dificilmente pode ser conferida pela segunda parte envolvida, e que não possui meios técnicos para fazê-lo.
Em geral os instrumentos de medição estão na posse de um dos parceiros comerciais o qual tem acesso a eles, mesmo na ausência da outra parte. É tarefa de o controle metrológico estabelecer adequada transparência e confiança entre as partes, com base em ensaios imparciais.

Atualmente, não só atividades no campo comercial são submetidas à supervisão governamental em países desenvolvidos, mas também, instrumentos de medição usados em atividades oficiais, no campo médico, na fabricação de medicamentos, bem como nos campos de proteção ocupacional, ambiental e da radiação são submetidos, obrigatoriamente, ao controle metrológico. A exatidão das medições assume especial importância no campo médico face aos vários efeitos negativos que resultados de menor confiabilidade podem provocar à saúde humana.

A credibilidade da medição é, portanto, especialmente necessária onde quer que exista conflito de interesse, ou onde quer que medições incorretas levem a riscos indesejáveis aos indivíduos ou à sociedade. A Metrologia Legal originou-se da necessidade de assegurar um comércio justo e uma de suas mais importantes contribuições para a sociedade é o seu papel de aumentar a eficiência no comércio mantendo a confiança nas medições e reduzindo os custos das transações.

A Metrologia Legal atende tais necessidades principalmente através de regulamentos, os quais são implementados para assegurar um nível adequado de credibilidade nos resultados de medição. Em todas as suas aplicações, a metrologia legal cobre unidades de medida, instrumentos de medição e outras matérias tais como os produtos pré-medidos.

Com respeito aos instrumentos de medição, a Metrologia Legal especifica exigências de desempenho, procedimentos de verificação, meios para assegurar a correta utilização das unidades de medida legalmente definidas e prescrições obrigatórias para uso.

A metrologia legal no Brasil precede a Lei 5966 de 12 de dezembro de 1973 que criou Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), do qual o Inmetro é o órgão executivo central. Já nos anos 30 fora promulgada a primeira legislação nos moldes de uma “Lei de Metrologia”, mas a implantação de um controle metrológico, a nível nacional, só se iniciou a partir dos anos 60, com a criação do Instituto Nacional de Pesos e Medidas – INPM, cujas atividades foram incorporadas pelo Inmetro e atribuídas à Diretoria de Metrologia Legal.

Cabe assim ao Inmetro, através da Diretoria de Metrologia Legal, observando a competência que lhe é atribuída pelas leis 5966/73, 9933/99, 10829/03 e pela Resolução 11, de 12 de outubro de 1988, do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), organizar e executar as atividades de metrologia legal no Brasil. No Brasil, estão sujeitos à regulamentação e ao controle metrológico – ação própria de um organismo de metrologia legal – os instrumentos de medição e medidas materializadas utilizados nas atividades econômicas (comerciais) e nas medições que interessem à incolumidade das pessoas nas áreas da saúde, da segurança e do meio ambiente, e os produtos pré-medidos.

Como em todas as sociedades organizadas, o desenvolvimento tecnológico, econômico e social tem, também no Brasil, determinado a efetiva implantação do controle metrológico dos instrumentos de medição. Cobrindo inicialmente apenas as medições em transações comerciais, as atividades de metrologia legal vêm sendo estendidas, gradualmente, às demais áreas previstas na legislação.

Novos instrumentos de medição devem ter seu modelo aprovado pelo Inmetro, que examina, ensaia e verifica se o mesmo está adequado para a sua finalidade. Após a fabricação, cada instrumento deve ser submetido à verificação inicial para assegurar sua exatidão antes de seu uso.

Quando está em utilização, o seu detentor é o responsável pela manutenção de sua exatidão e uso correto, sendo o mesmo controlado por verificações periódicas e inspeções. A Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade, presente em cada estado, através de órgãos delegados pelo Inmetro, efetua o controle de equipamentos e instrumentos para assegurar que os consumidores estão recebendo medidas corretas. O Inmetro também trabalha para assegurar que a metrologia legal seja uniformemente aplicada através do mundo, realizando um papel ativo em cooperação com o Mercosul e a (OIML).

O Controle dos Instrumentos de Medição ou Medidas Materializadas, realizado através de ações relativas à:

– apreciação técnica de modelo;
– verificação;
– inspeção;

A Supervisão Metrológica, que é constituída pelos procedimentos realizados na fabricação, na utilização, na manutenção e no conserto de um instrumento de medição ou medida materializada para assegurar que estão sendo atendidas as exigências regulamentares; esses procedimentos se estendem, também, ao controle da exatidão das indicações colocadas nas mercadorias pré-medidas.

A Perícia Metrológica, que é constituída por um conjunto de operações que tem por fim examinar e certificar as condições em que se encontram um instrumento de medição ou medida materializada e determinar suas qualidades metrológicas de acordo com as exigências regulamentares específicas (por exemplo: emissão de um laudo para fins judiciais). Para exercer este controle o governo expede leis e regulamentos.

Os regulamentos estabelecem as unidades de medida autorizadas, as exigências técnicas e metrológicas, as exigências de marcação, as exigências de utilização e o controle metrológico, a que devem satisfazer os fabricantes, importadores e detentores dos instrumentos de medição a que se referem.

A elaboração da regulamentação se baseia geralmente nas Recomendações da OIML, à qual o Brasil está filiado como país membro, e na colaboração dos fabricantes dos instrumentos de medição envolvidos, representados por suas entidades de classe, e entidades representativas dos consumidores, pela participação nos Grupos de Trabalho de Regulamentação Metrológica. Estes Grupos têm o objetivo de tornar este processo de elaboração de Regulamentos Técnicos Metrológicos mais participativo, representativo e transparente, sendo compostas por representantes do Inmetro, dos órgãos metrológicos estaduais (Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade), de representantes de entidades de classe, de órgãos governamentais envolvidos na área de atuação do Grupo e outros que o próprio Grupo julgar necessário. Atuam também na avaliação dos projetos de Recomendação Internacional da OIML, que são encaminhados ao Inmetro para obtenção do posicionamento do Brasil, bem como na análise dos projetos de Resolução Mercosul.

Na atualidade nossa regulamentação técnica abrange medições no campo das principais grandezas, notadamente no que diz respeito aos instrumentos utilizados na determinação de massa, volume, comprimento, temperatura e energia. A regulamentação técnica de produtos pré-medidos visa à padronização das quantidades em que são comercializados os produtos medidos sem a presença do consumidor, bem como as tolerâncias admitidas na sua comercialização. Suplementarmente estabelece ainda regras para correta indicação e posicionamento das indicações quantitativas nas embalagens em geral, referindo-se também a inserção de vales brindes ou anexação externa de brindes às embalagens.

As ações descritas, são os mecanismos de que dispomos para uma efetiva proteção ao consumidor, e garantia da justa concorrência no mercado nacional, podendo ser assim resumidas:

a) Ações preventivas de proteção ao consumidor:
– a edição dos regulamentos técnicos e das normas de procedimentos deles decorrente, tendo por escopo requisitos da qualidade metrológica dos instrumentos, medidas, meios e métodos de medição;
– a apreciação técnica dos modelos de medidas e instrumentos de medição, compreendida do exame técnico de sua performance, da proteção intrínseca que possuam para dificultar fraudes nas medições e do plano de selagem que iniba ou dificulte a adulteração de componentes ou mesmo do seu adequado funcionamento;
– a verificação inicial e periódica destes instrumentos e medidas; a inicial antes de sua colocação em uso e a periódica a intervalos, geralmente de um ano;
– a padronização das quantidades em que são acondicionados os produtos pré-medidos, evitando a concorrência desleal e a vantagem enganosa prometida, mesmo que veladamente ao consumidor;
– o estabelecimento de procedimentos nas operações com instrumentos de medição e medidas materializadas.
– O estabelecimento das unidades legais de medida e seu correto emprego.

b) Ações fiscalizadoras para proteção ao consumidor:
– a inspeção metrológica para verificação do correto funcionamento e adequado uso dos instrumentos e medidas;
– a perícia metrológica em produtos pré-medidos para verificação da correspondência entre a quantidade nominal e a quantidade efetiva;
– a aplicação de penalidade de multa, apreensão e interdição de instrumentos e produtos que se encontrem em desacordo com a legislação metrológica;

– a revogação de aprovação e/ou suspensão da verificação inicial de um modelo que venha a permitir, quanto em utilização, facilidade a fraudes contra o consumidor.

Fonte pesquisada: www.inmetro.gov.br

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