A liderança nos tempos modernos

A era moderna tem exigido cada dia mais o entendimento do ser humano na gestão de pessoas, a motivação, o cuidado com os sentimentos, a prevenção do assédio moral. Enfim, quando o assunto é Gestão de Pessoas, a maioria dos líderes debate-se com um grande dilema: o espírito de liderança. Afinal, o que é liderança? O que se espera dos novos líderes do mercado? O faziam os líderes mais antigos? O líder deve ser compreensivo? Arrogante? Autoritário? Poderoso? Como deve se portar um líder moderno?

No fundo, no mundo corporativo atual, é possível visualizar dois tipos de líder: o tradicional e o moderno, este último mais completo e, hoje em dia, muito cobiçado por organizações. As diferenças entre ambos são enormes, segundo Fernando Montero da Costa, Diretor de Operações da Human Brasil, empresa especializada na seleção e recrutamento de talentos, formação, desenvolvimento e consultoria estratégica de pessoas nas organizações.

“O foco deles, por exemplo, é muito distinto. Enquanto o tradicional tem como meta mais os objetivos econômico-financeiros da companhia, o moderno mira o desenvolvimento de seus talentos profissionais”, afirma o consultorl, que vem tendo uma alta demanda em treinamentos ligados à liderança.

Veja outros atributos importantes que diferem os dois tipos de líderes:

Líder tradicional

– Motiva por meio de salário variável;

 – Mede o desempenho de seus funcionários por meio de indicadores objetivos;

– Quem avalia os subordinados é o superior;

– Assume um papel de juiz de seu subordinado.

Líder moderno

– Motiva as pessoas que trabalham com ele pelo estímulo ao desenvolvimento profissional;

– Mede o desempenho de seus funcionários por indicadores mais comportamentais do que objetivos;

– Quem avalia os subordinados é um conjunto de avaliadores que normalmente inclui não apenas as chefias, como também os colegas/pares e os subordinados, tirando um pouco do subjetivismo das avaliações de desempenho tradicionais;

– Assume o papel de treinador (“coach”) de seu time.

De acordo com Montero, além dessas diferenças citadas, o líder moderno assume a cada dia um papel mais decisivo no que tange ao desenvolvimento e à aplicação das principais competências exigidas para as funções de seus subordinados. “Esse tipo de profissional toma decisões assertivas, gerencia conflitos e relações difíceis e desenvolve novas lideranças, entre outras qualidades que fazem a diferença”.

O líder moderno tem, ainda, outras características mais ligadas ao aspecto comportamental do que propriamente ao de gestão. “Ele tem empatia, capacidade de escuta, controle emocional, dinamismo, auto-estima elevada, flexibilidade, resistência a críticas e frustração, cultura e rapidez mental, incluindo capacidade de discernimento e de síntese”, finaliza.

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Resíduos sólidos

Com a aprovação do Projeto de Lei 203/91, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, serão impostas obrigações aos empresários, aos governos e aos cidadãos no gerenciamento dos resíduos. prioriza a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes terão de investir para colocar no mercado artigos recicláveis e que gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos. O mesmo se aplica às embalagens.

Deverão ser implementadas medidas para receber embalagens e produtos após o uso pelo consumidor de: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes. O processo de recolhimento desses materiais, sua desmontagem (se for o caso), reciclagem e destinação ambientalmente correta é conhecido como logística reversa. Para realizar essa logística, os empresários poderão recorrer à compra de produtos ou embalagens usados, atuar em parceria com cooperativas de catadores e criar postos de coleta.

Se a empresa de limpeza urbana, por meio de acordo com algum setor produtivo, realizar essa logística reversa, o poder público deverá ser remunerado, segundo acordo entre as partes. Outros materiais recicláveis descartados ao final da sua vida útil deverão ser reaproveitados sob a responsabilidade do serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Para fazer isso, o poder público deverá estabelecer a coleta seletiva, implantar sistema de compostagem (transformação de resíduos sólidos orgânicos em adubo) e dar destino final ambientalmente adequado aos resíduos da limpeza urbana (varredura das ruas). As empresas de limpeza urbana deverão dar prioridade ao trabalho de cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda, segundo normas de um regulamento futuro.

Os municípios que implantarem a coleta com a participação de associações e cooperativas de catadores terão prioridade no acesso a recursos da União em linhas de crédito, no âmbito do plano nacional de resíduos. Serão proibidas práticas como o lançamento de resíduos em praias, no mar ou rios e lagos; o lançamento a céu aberto sem tratamento, exceto no caso da mineração; e a queima a céu aberto ou em equipamentos não licenciados.

O texto proíbe também a importação de resíduos perigosos ou que causem danos ao meio ambiente e à saúde pública. A regra sobre a disposição final adequada dos rejeitos deverá ser implementada em até quatro anos após a publicação da lei, mas os planos estaduais e municipais poderão estipular prazos diferentes, com o objetivo de adequá-los às condições e necessidades locais.

Diversos segmentos da economia estarão sujeitos à elaboração de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, segundo prevê o projeto aprovado. Entre eles, os setores de saneamento básico; de resíduos industriais, de serviços de saúde e de mineração; empresas de construção civil; e responsáveis por portos, aeroportos e terminais rodoviários.

O plano deverá conter um diagnóstico dos resíduos gerados ou administrados, a definição dos procedimentos sob responsabilidade do gerador dos resíduos; metas para diminuir a geração desses materiais e medidas corretivas de danos ambientais. Esse plano será considerado parte integrante do processo de licenciamento ambiental de empreendimentos. A contratação de prestadores de serviços de coleta, armazenamento, transporte ou tratamento dos resíduos não isentará aqueles que os geraram da responsabilidade por danos provocados pelo seu gerenciamento inadequado.

Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), o texto aprovado na Câmara traz os seguintes avanços: afirma o conceito de ciclo de vida do produto, onde se considera todas as etapas da cadeia de produção, desde o seu desenho e a escolha das matérias-primas até as formas de reciclagem e disposição final; determina que as embalagens devem ser fabricadas com materiais que propiciem a reutilização ou a reciclagem e sejam restritas em volume e peso; estabelece a responsabilidade compartilhada pós-consumo entre fabricantes, comerciantes importadores e consumidores; determina a obrigação aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de estabelecerem sistema de retorno pós-consumo independente do serviço de limpeza pública para embalagens, agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes, produtos eletroeletrônicos e seus componentes; incentiva a criação e desenvolvimento de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. A partir da vigência da lei, os consumidores terão a obrigação, sempre que houver coleta seletiva em seu município, de acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados e disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução.

Quer ler o projeto na íntegra, clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/03/pl-203-91.doc

 

Normas relacionadas

NBR8849 – de 04/1985 – Apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos.

NBR13896 de 06/1997 – Aterros de resíduos não perigosos – Critérios para projeto, implantação e operação – Procedimento.

NBR10006 – de 05/2004 – Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos.

NBR10007 – de 05/2004 – Amostragem de resíduos sólidos.

NBR12235 de 04/1992 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.

NBR11174 – de 07/1990 – Armazenamento de resíduos classes II – Não inertes e III – inertes.

NBR10004 – de 05/2004 – Resíduos sólidos – Classificação.

NBR10005 – de 05/2004 – Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos.

NBR8418 – de 12/1983 – Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos.

NBR8419 – de 04/1992 – Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos.

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