Baseando os projetos Seis Sigma em evidências

O Seis Sigma é uma iniciativa empresarial comprovada em busca da perfeição que cria melhorias na lucratividade, produtividade e qualidade. Segundo o consultor organizacional Alípio Silva Pereira (qualipio@hotmail.com), ele é um meio altamente estruturado, aplicado projeto após projeto, de gerar resultados financeiros, e produz significativo valor em dinheiro, graças a uma série de intermináveis projetos de desenvolvimento. “Decisões baseadas em evidências caracterizam recordes seguidos dessa metodologia. Os elementos essenciais do desenvolvimento dos projetos Seis Sigma são as análises vetoriais aplicadas a matrizes de dados. Centenas de milhões de dólares têm sido repassados diretamente aos resultados financeiros de empresas em todo o mundo utilizando deste modelo de aperfeiçoamento e seu conjunto de ferramentas. Muito embora as grandes corporações multinacionais tenham atraído a maior atenção da mídia, podemos ver que uma companhia que fabrica peças plásticas sob moldagem á vácuo com apenas 26 funcionários obter resultados proporcionalmente idênticos, diz ele.

O conhecimento e a técnica do Seis Sigma evoluíram desde que o conceito da qualidade perfeita Seis Sigma foi inicialmente criado por um engenheiro de nome Bill Smith, da Motorola. O responsável na época pelo setor financeiro dessa empresa, Robert Galvin, foi o primeiro Champion em Seis Sigma. Ele conduziu entusiasticamente todo programa e pessoalmente removeu os obstáculos burocráticos aos aperfeiçoamentos dos desenvolvimentos. “O Seis Sigma tornou-se uma mercadoria de ensino e treinamento durante o final da década de 1990, e ganhou impulso à medida que amadurecia, assegura o consultor. “A marca de identificação Seis Sigma, de três sílabas e fácil memorização, está agregando valor à análise vetorial e à evidência objetiva. Seis Sigma ainda expressa substância. A satisfação do cliente, a informação da qualidade, a velocidade e as estruturas organizacionais leves são valores culturais do Seis Sigma. Tudo que apresenta valor é medido, analisado e recompensado. As medições do Seis Sigma são registradas em matrizes de dados. Visto que as aplicações de matrizes de dados são essenciais à análise vetorial, toda empresa que realmente segue essa técnica tem seus próprios padrões corporativos de software”.

Para Alipio, todo executivo detentor do título de Champion em Seis Sigma, que pretende ser promovido, e todo gerente em uma empresa que adota essa técnica, tem um software de matriz de dados carregado em seus computadores pessoais. Embora diversos produtos sejam disponíveis, dois em especial dominam o mercado: Minitab e JMP. “Uma análise Seis Sigma é uma análise vetorial aplicada a uma matriz de dados. O Seis Sigma recebe este nome a partir dos resultados da análise vetorial. Este processo analítico é, às vezes, denominado de Análise da Variância, ou ANOVA. Visto que o acrônimo e suas equações são normalmente apresentados de maneira a garantir entediar até acadêmicos plenos de motivação, chamá-los de Ferramentas Seis Sigma (Six Sigma Tools) tem promovido resultados maravilhosos. Executivos corporativos a adotam muito embora somente alguns saibam qual o significado real das palavras e do acrônimo. Isso constitui uma realização notável no livro de recordes de marketing de qualquer pessoa”.

Uma ANOVA decompõe dados primários em seis vetores (ver figura abaixo1). Dois são produtos de uma inteligência gerencial inestimável: sinais de ganho; e erro. Historicamente, os sinais de ganho têm sido tratados de desvio de tratamento, o que atrai engenheiros e estatísticos. O mercado de massa do Seis Sigma exige melhores nomes comerciais. O poder da computação transforma o que constituía uma série de cálculos algébricos de matrizes praticamente impossíveis de resolver um único comando de computador, Run Model.

 

Uma análise completa é composta de seis vetores. O vetor do Sinal de Ganho quantifica o componente mais importante

“Qualquer um que gostasse de analisar corretamente dados de medições pode agora executá-lo em questão de segundos. Quando uma empresa combina o poder da computação com os princípios do aprendizado acelerado de adultos e os projetos de desenvolvimento de mão na massa, os avanços geram, de modo rotineiro, enormes saltos na rentabilidade”, conclui.

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Acidentes de trânsito: uma praga na sociedade brasileira

O governo instituiu o Programa de Redução de Acidentes no Trânsito (PARE) com o objetivo de combater os altos índices de acidentes de trânsito. Sua base é o resgate da postura de cidadania no trânsito, utilizando-se de alternativas que mudem o comportamento dos indivíduos, resultando em uma convivência harmônica, preventiva e defensiva no cotidiano das ruas e estradas. Para isso, mantém inter-relação com os demais Ministérios, e busca estabelecer alianças e cooperação em diversas regiões, observando as características e peculiaridades locais. São parceiros ideais, além das autoridades constituídas, as instituições de ensino e educação, os meios de comunicação, os clubes de serviços, as associações de classe e de moradores, as organizações não-governamentais e outras que possam, em conjunto, tornarem-se pólos irradiadores do conceito de trânsito seguro, em função da preservação da vida.

Foi feito um estudo realizado por meio de avaliação do banco de dados do DNIT (ano 2000) que possibilitou um conhecimento mais profundo e fidedigno das causas de acidentes nas rodovias federais, especificamente na rodovia BR 116, que apresenta um elevado índice de acidentes num trecho de 270 km. Essa análise detalhada e comparada proporcionou ao PARE a otimização e eficácia de suas ações, visando à redução de acidentes e queda no índice de fatalidade nas rodovias federais. Dentre os resultados do estudo, constantes tanto do relatório podem ser destacados: a identificação dos três tipos de acidentes de trânsito que levam ao óbito (atropelamento, colisão frontal, saída de pista e abalroamento em sentidos opostos); da totalidade de acidentes 34% envolvem vítimas fatais e feridos; 50% dos acidentes com morte são resultados de atropelamento e saída de pista; a cada cinco vítimas fatais uma é pedestre; a maior concentração de vítimas fatais e feridas, para homens e mulheres, ocorre na faixa etária de 28 a 37 anos, sendo que cerca de 78% das vítimas fatais e 67% das vítimas feridas são do sexo masculino; cerca de 35% dos veículos envolvidos em acidentes com mortes eram de carga, destes mais da metade tinham mais de 9 anos de utilização; um em cada três veículos envolvidos em acidentes era de carga.

Dicas de segurança

Freadas – Nunca freie sobre poças d’água. Se isso for inevitável, alivie o pedal rapidamente para que as rodas não travem. Muito cuidado ao frear tendo caminhões na sua traseira. Pesados, eles percorrem uma área muito maior que um veículo comum até parar completamente.

Viagens longas – Descanse bastante antes de iniciar sua viagem. Se possível, viaje acompanhado por alguém que também possa revezar com você a direção. Não beba nem tome qualquer medicação que possa interferir nos seus sentidos. Não dirija por muitas horas. Faça paradas regulares, mesmo que não esteja cansado. Faça uma revisão cuidadosa nos principais itens de segurança do veículo como freios, pneus, parte elétrica e direção.

Acidentes – Deparando-se com um acidente, antes de tentar prestar qualquer socorro, respeite a sua própria segurança. Evite ser, também, mais uma vítima. Se já houver outras pessoas prestando socorro no local, siga adiante e tente avisar a autoridade mais próxima (Polícia Rodoviária, concessionário da rodovia, etc.). Se você não é médico ou paramédico, evite mexer nas vítimas e nem permita que leigos removam as pessoas acidentadas. Aguarde o socorro apropriado e evite o agravamento das lesões por manipulação inadequada. Sua principal função será evitar o pânico, confortar os feridos, pedir o socorro e sinalizar o local com triângulo, galhos ou lanternas.

Ultrapassagens – Nunca ultrapasse pela pista da direita. Antes da ultrapassagem, certifique-se de que você tem uma visão total da estrada, olhando também os retrovisores. Anuncie por meio dos sinais convencionais (luzes e setas) sua intenção de fazer a ultrapassagem. Nunca ultrapasse em trevos, lombadas, curvas e passagens de nível ou onde a faixa que divide as pistas seja contínua.

Dirigindo na chuva – Redobre a atenção para as condições da estrada nessas ocasiões, é possível a ocorrência de deslizamentos e quedas de barreiras. Reduza a velocidade a um limite seguro. Mantenha ligado os limpadores de pára-brisa. Não fume para evitar o embaçamento do vidro. Evite freadas fortes. Se o carro aquaplanar (deslizar sobre uma lâmina de água) não freie nem pise na embreagem. Solte o acelerador e deixe o atrito com água reduzir a velocidade até você sentir as rodas adquirirem contato com o piso.

Viajando com crianças – Crianças com menos de dez anos de idade devem sempre ser transportadas no banco de trás, atadas aos cintos de segurança ou acomodadas nas cadeirinhas apropriadas. Bebês, mesmo os recém-nascidos, não devem viajar no colo de suas mães. Em caso de colisão, o risco da criança servir como amortecedor no impacto com o painel ou o banco da frente é muito grande. As crianças de colo, até um ano de idade, devem ficar nas cadeirinhas fixadas de costas para o sentido do carro. Depois dessa idade, a cadeirinha pode ficar na posição normal. Quando a cadeirinha não mais oferecer proteção à nuca da criança, em função de seu crescimento, é o momento de colocá-lo diretamente no próprio banco do veículo, presa pelo cinto de segurança. Caso a posição do cinto possa causar enforcamento em criança, acomode-a em cima de uma almofada.

Cinto de segurança – A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança é para todos os ocupantes dos veículos, independente da via que esteja sendo utilizada. Mantenha os cintos sempre em bom estado e nunca os prenda enrolado ou dobrado, para não reduzir sua eficiência. Uso de cinto de segurança no banco de trás também é obrigatório.

 Acidentes no Brasil

RESUMO Quantidade
TOTAL DE ACIDENTES SEM VÍTIMAS 66.497
TOTAL DE ACIDENTES SÓ COM ILESOS E FERIDOS 30.484
TOTAL DE ACIDENTES SÓ COM ILESOS E FATAIS 11.310
TOTAL DE ACIDENTES COM ILESOS, FERIDOS E FATAIS 14.787
TOTAL DE ACIDENTES SÓ COM FERIDOS 17.873
TOTAL DE ACIDENTES SÓ COM FATAIS 1.487
TOTAL DE ACIDENTES SÓ COM FERIDOS E FATAIS 6.260
TOTAL DE ACIDENTES 104.863
TOTAL DE ILESOS 364.248
TOTAL DE VÍTIMAS FERIDAS 60.326
TOTAL DE VÍTIMAS FATAIS 5.780
TOTAL DE VEÍCULOS ENVOLVIDOS 175.882
TOTAL DE OCUPANTES ENVOLVIDOS EM ACIDENTES 484.696
TOTAL DE VÍTIMAS SOCORRIDAS PELA PRF 10.037

Enfim, segundo a Fundação Seade, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte não natural da população residente em São Paulo. Os óbitos por estes acidentes aumentaram continuamente a partir de 1988, atingindo seu ápice entre 1996 e 1997, quando vitimavam, em média, 25 pessoas por dia em todo o Estado e a taxa de mortalidade por esta causa era de 25,7 óbitos por 100 mil habitantes. Nos últimos 20 anos, os acidentes de transporte foram responsáveis pela morte de 149.911 pessoas, o equivalente à população de um município do porte de São Caetano do Sul.

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