A importância das instalações elétricas seguras

Já falei sobre esse assunto no site (https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/12/14/a-seguranca-em-instalacoes-eletricas/), contudo é sempre importante chamar atenção para um correto projeto e adequada execução de instalações elétricas baseadas nas normas que definem os requisitos mínimos de segurança e qualidade. De acordo com o consultor Hilton Moreno, não há dúvidas de que segurança é fundamental, assim como é clara a evolução do grau de conhecimento da norma NBR 5410 desde sua primeira publicação, em 1980. “O uso de sistemas de aterramento ou fio terra; tomadas com contato de aterramento; dispositivos diferenciais residuais (DR); dispositivos protetores de surtos (DPS); cabos elétricos retardantes de chama, com baixa emissão de fumaça, gases tóxicos e corrosivos; e eletrodutos normalizados são alguns exemplos de novas tecnologias que atendem às necessidades de segurança e consumo de energia elétrica e, cada vez mais, estão presentes nos projetos de instalação. Porém, há muito a ser feito, pois os profissionais precisam conhecer melhor e aplicar a norma, os consumidores devem exigir seu cumprimento e o uso de produtos certificados, e os órgãos governamentais devem fiscalizar sua aplicação, uma vez que os efeitos causados por falhas de segurança podem ser fatais”, diz Moreno.

Em São Paulo, o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo tem certeza de que  as instalações elétricas estão entre as principais causas de incêndios. Ainda não há, entretanto, uma verificação formal, por parte do poder público, se normas de instalações elétricas, regidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estão efetivamente sendo cumpridas em prédios e residências. Até o segundo semestre, porém, a situação vai mudar, pois deverá estar pronta a revisão da instrução técnica do Corpo de Bombeiros, que atualmente recebe laudos de inspeção apenas da existência de equipamentos de combate ao fogo, como extintores, mangueiras, hidrantes e portas corta-fogo. Com a instrução técnica revisada, passará a receber também, por parte de profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), o laudo técnico das instalações elétricas de baixa tensão em novas edificações.

Sem esse laudo em mãos, sobre o qual se responsabilizam tanto o profissional registrado no CREA quanto o proprietário do imóvel, o Corpo de Bombeiros não poderá liberar o Auto de Vistoria (AVCB), um dos documentos necessários para a liberação de ocupação da obra. Nas explicações de Moreno, hoje as construtoras só são obrigadas a fazer a inspeção em equipamentos de combate ao fogo e pela primeira vez haverá uma autoridade pública fiscalizando o cumprimento de normas de eletricidade que podem evitar incêndios. O pacote de mudanças terá cerca de 40 exigências.

Para Moreno, não é apenas a desinformação que coloca em risco a segurança nas instalações elétricas. Os custos de projetos e aplicação são um aspecto bastante significativo nesta questão. “Entregar uma obra sem tomadas 2P+T (2 Pólos + Terra), sem fio terra ou DR parece não comprometer a segurança, afinal, o chuveiro, a geladeira e o computador funcionam mesmo sem estes itens. Entretanto, a idéia de que segurança compensa os custos não são evidentes. A realidade da segurança das instalações elétricas das construções no país é extremamente preocupante e necessita uma mudança de patamar para melhor, mesmo que isto implique num aumento de custo final da obra”, afirma

Desconectar os aparelhos eletroeletrônicos das tomadas pode trazer uma vantagem a mais: a economia de energia elétrica. Mesmo com a casa fechada, é comum geladeira, freezer, rádio-relógio, relógios de microondas ficarem consumindo energia, além de uma lâmpada como medida de prevenção a assaltos. Somam-se a estes itens os demais eletroeletrônicos que têm luzes de stand-by (a luz vermelha que indica que o produto está ligado à energia), que também consomem energia. Assim, a estimativa de consumo mensal seria de: consumo da geladeira: 300 watts x 4 horas por dia x 30 dias = 36.000 Wh = 36 kWh; consumo de 5 luzes de stand-by: 1 watt x 5 luzes x 24 horas por dia x 30 dias = 3.600 Wh = 3,6 kWh; consumo de um rádio-relógio: 10 watts x 24 horas por dia x 30 dias = 7.200 Wh = 7,2 kWh; e consumo de uma lâmpada de 40W: 40 watts x 24 horas por dia x 30 dias = 28.800 Wh = 28,8 kWh.

Ou seja, o consumo total estimado seria de 75,6 kWh, o que gera um gasto (estimado, incluindo impostos) de R$ 28,35. No entanto, se apenas a geladeira ficar ligada durante o mês de férias, o gasto pode chegar a R$13,50. E se a geladeira estiver na intensidade mínima, o gasto pode ainda cair de 20% a 30%. Deixar uma lâmpada acesa como medida de segurança também consome energia desnecessariamente. O indicado nesta situação é instalar um temporizador, que pode ser programado para acender e apagar a lâmpada em uma determinada hora, racionalizando o uso da energia elétrica.

Normas úteis

NBR7863 – de 04/1983 – Aparelhos de conexão (junção e/ou derivação) para instalações elétricas

NBR7871 – de 04/1983 – Terminais por pressão sem parafusos (borne)

NBR14136 – de 11/2002 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A/250 V em corrente alternada

NBR5410 – de 09/2004 – Instalações elétricas de baixa tensão

NBR14936 – de 12/2006 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo – Adaptadores – Requisitos específicos

NBRIEC61242 – de 10/2004 – Acessórios elétricos – Extensões enroláveis para uso doméstico e análogo

NBRIEC60947-7-1 – de 11/2004 – Dispositivos de manobra e controle de baixa tensão – Parte 7: Dispositivos auxiliares.

NBRNM60884-1 – de 01/2010 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo – Parte 1: Requisitos gerais (IEC 60884-1:1994

NBRIEC61084-2-2 – de 07/2006 – Sistemas de canaletas e condutos perfilados para instalações elétricas – Parte 2-2: Requisitos

NBRIEC61084-1 – de 11/2006 – Sistemas de canaletas e condutos perfilados para instalações elétricas – Parte 1: Requisitos

NBRIEC61084-2-1 – de 11/2006 – Sistemas de canaletas e condutos perfilados para instalações elétricas – Parte 2: Requisitos

NBRIEC61084-2-4 – de 11/2006 – Sistemas de canaletas e condutos perfilados para instalações elétricas – Parte 2: Requisitos

NBR15465 – de 08/2008 – Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão – Requisitos

Quer ler uma apresentação do Hilton Moreno:

http://www.ceb.com.br/CebNovo/Ceb/arquivos/Pdf/apresentacao_normalizacao_instalacoes.pdf

Para fazer o download do livro “A Segurança contra Incêndio no Brasil”, disponibilizado pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo:

http://www.ccb.polmil.sp.gov.br/livro_seg/Aseguranca_contra_incendio_no_Brasil.pdf

Livros de Qualidade

ISO 9001:2008 – Uma ferramenta de Gestão Empresarial
Autor: Oceano Zacharias
De uma forma didática, este livro possibilita a compreensão de um assunto que de outra maneira seria extremamente técnico. É um livro que trata amplamente esta Norma e sua profunda importância sobre as novas mudanças que traz à Gestão da Qualidade – num texto completo e de leitura acessível a um público eclético, fruto de centenas de experiências vividas no meio empresarial.

 

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Os Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs)

Segundo a United State Environmental Protection Agency (Epa), os Persistent Organic Pollutants (POPs) são compostos orgânicos que resistem à degradação química, fotolítica e biológica, de origem essencialmente antropogênica, nomeadamente associada à fabricação e utilização de compostos químicos. Outros compostos, como as dioxinas e furanos, são formados, involuntariamente, a partir de processos de combustão.

Dessa forma, são compostos que possuem baixa solubilidade na água, mas alta solubilidade nos lipídios, o que tem como principal consequência a sua acumulação nos tecidos adiposos. Essa característica, aliada à sua persistência (intervalo de tempo que um composto é capaz de permanecer no ambiente antes de ser degradado noutros compostos mais simples), potencializa a sua periculosidade ao nível da cadeia alimentar e, consequentemente, os riscos de exposição dos consumidores de topo, como é o caso do homem. A sua semivolatilidade favorece o seu aparecimento em fase gasosa e a sua adsorção em partículas atmosféricas, o que facilita o transporte aéreo por longas distâncias.

Os seres humanos podem ser expostos aos POPs através da alimentação, de acidentes e através da poluição ambiental. A exposição ocupacional ou acidental a alguns POPs revela-se muito preocupante para a saúde humana. Algumas atividades de alto risco englobam a agricultura e a manipulação de resíduos perigosos. Por outro lado, as deficientes condições de trabalho, a falta de formação e a utilização de equipamento inadequado são aspectos que fazem com que o risco de exposição dos trabalhadores da indústria química seja elevado.

OS DOZE SUJOS (THE DIRTY DOZEN)

Aldrina – é um pesticida utilizado no controlo de insetos rastejantes, como térmitas, bichos da madeira e gafanhotos. Tem vindo a ser amplamente utilizado na proteção de colheitas de milho e batatas, assim como na proteção de estruturas de madeira contra a destruição provocada por térmitas. É rapidamente metabolizada, tanto pelas plantas, como pelos animais. Devido à sua persistência e hidrofobicidade, bioconcentra-se principalmente através dos respectivos produtos de conversão. Os lacticínios e as carnes são as principais portas de entrada destes compostos nos seres humanos. Alguns sinais e sintomas de intoxicação provocada por aldrina incluem dores de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, espasmos e convulsões.

Clordano – é um inseticida de contato, utilizado em colheitas agrícolas e no combate às térmitas. Como é rapidamente absorvido através da pele, e provou-se em laboratório que causa lesões no fígado em animais, julgando-se ainda poder causar cancro, o seu uso tem vindo a ser banido em muitos países. Entre os efeitos sobre a saúde, contam-se ainda desordens comportamentais nas crianças, quando a exposição ocorre antes do nascimento ou nos primeiros anos de vida, danos no sistema endócrino, nervoso e digestivo. A exposição humana pode ocorrer pelo consumo de peixe contaminado, em casas que o utilizaram para combate às térmitas, e através do sangue e do leite da mãe, no caso dos bebês. No ambiente poderá ser encontrado em partículas na coluna de água, sedimentos, solos e atmosfera, podendo ser transportado pela chuva, neve e poeiras.

DDT – inseticida usado para a redução, a nível mundial, da malária e de outras doenças transmitidas por mosquitos. Este composto e os seus metabolitos têm vindo a ser detectados nos alimentos, em várias regiões do globo, sendo esta a forma mais corrente de exposição para a população em geral. O DDT já foi também detectado no leite materno, que constitui, igualmente, uma via capaz de provocar graves efeitos nas crianças. Outros efeitos incluem disfunções do sistema imunitário, nervoso e reprodutivo, lesões no fígado, sendo ainda considerado um potencial agente carcinogênico.

Dieldrina – utilizado na agricultura, como forma de controlo de pragas de insetos, nomeadamente, nas culturas de algodão, milho e citrinos. Os lacticínios, o peixe e a carne constituem vias de entrada deste composto na cadeia alimentar do homem, bem como o leite materno. Os seus efeitos incluem o aumento das taxas de cancro de fígado, a debilitação do sistema imunitário e reprodutor, podendo, ainda, aumentar a mortalidade infantil e causar malformações dos fetos.

Endrina – inseticida utilizado fundamentalmente em colheitas agrícolas de algodão e grãos. A alimentação é a maior fonte de exposição a este composto, que aumenta as taxas de cancro de fígado.

Heptacloro – inseticida de contato, usado primeiramente no combate a insetos e térmitas e também no controle de insetos do algodão, gafanhotos e no combate à malária. A alimentação é principal via de exposição a este composto. Apesar de não existir informação sobre intoxicações no homem, o heptacloro é responsável por sintomas nos animais, que englobam tremores, convulsões e lesões no fígado.

Mirex – inseticida com pouca atividade de contato, utilizado no combate a insetos rastejantes. Possui um tempo médio de vida superior a dez anos, sendo apontado como causador provável de câncer em humanos. Outros efeitos incluem lesões no aparelho digestivo, nos olhos, tiróide, sistema nervoso e reprodutor. O consumo de carne e peixe é a maior fonte de exposição a este composto, referindo-se ainda a inalação e o leite materno como outras formas de entrada no organismo humano.

Toxafeno – inseticida utilizado nas colheitas de algodão, cereais e vegetais. A forma principal de exposição para a população é a alimentação. No entanto, a transmissão através do sangue e do leite materno pode provocar graves efeitos nas crianças. Pode ainda causar câncer, danos nos sistema imunitário e nervoso e nos pulmões.

Bifenilos policlorados (PCBs) – são as misturas complexas de bifenilos, com diversos graus de cloração. Existem mais de 200 isômeros que entram em misturas comerciais. Suas propriedades químicas facilitam uma grande aplicação: fluidos dielétricos, líquidos isolantes, condensadores, transmissores de calor, lubrificantes, plastificantes de tintas, vernizes, colas, lacas, ceras, lâmpadas fluorescentes, papel químico e de imprensa, adjuvantes de pesticidas, entre outros. De toda esta produção, 20% são destruídas por incineração, 10% evaporam-se e 55% são abandonadas sobre a forma de lixo. Por este motivo, os PCB’s encontram-se de forma quase sistemática nas águas continentais e oceânicas e, por conseguinte, nos gêneros alimentícios: carne, leite, manteiga, ovos, peixe e derivados destes.

Hexaclorobenzeno (HCB) – fungicida que foi introduzido na década de 40, para tratamento de sementes. É também um subproduto do fabrico de diversos químicos. Os efeitos do HCB fazem-se sentir ao nível de lesões na pele, ossos, células sanguíneas, rins, sistema imunitário, nervoso e endócrino, deficiente desenvolvimento dos fetos, cancro e mesmo morte. A exposição ao HCB pode ocorrer durante a gravidez, através do sangue materno, através do leite durante o aleitamento, pelo consumo de carne contaminada e por inalação.

Dioxinas e furanos – são involuntariamente originados como subprodutos, essencialmente em processo de combustão de resíduos. Correspondem a dois grandes grupos de substâncias, com propriedades e estruturas químicas similares, que podem ter um a oito átomos de cloro. Os efeitos provocados pela exposição humana a estes compostos incluem o cloroacne, alterações do foro psicológico, depressões, hepatites e outros problemas de fígado, e anormal produção de determinadas enzimas. As dioxinas são capazes de provocar cancro e disfunções ao nível imunológico e reprodutivo.

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