Análise de causa raiz ou root cause analysis

Se um processo é muito complexo ou tem um grande número de fatores que o influencia, há sempre uma maior oportunidade de que o mesmo apresente falhas. Nestas situações, para que seja possível resolver os problemas de forma definitiva, torna-se essencial identificar as causas que mais contribuem para os referidos problemas. Estas causas são conhecidas como causas raiz, ou seja, a origem das não conformidades, falhas ou problemas. O método utilizado para identificação das causas raiz é chamado de análise de causa raiz e pode ser descrito como um processo para identificar os fatores responsáveis por um ou mais eventos adversos em qualquer processo.

Na maioria dos casos, quando os problemas aparecem, a forma habitual para solucioná-los é do tipo atuar na não conformidade localizada e uma ação corretiva (ou uma série de ações) é tomada. Essas ações podem melhorar o desempenho do processo a curto prazo. Mas é questão de tempo para que as falhas voltem a aparecer, e geralmente geram prejuízos ainda maiores do que antes da ação.

Isto acontece porque se tenta buscar a todo custo uma maneira para resolvê-lo, sem antes entender o problema, como ele ocorre, com que freqüência ou quais seus efeitos e, principalmente sem fazer uma análise mais crítica para relacionar o problema com sua verdadeira causa. Agindo desta forma, as falhas em processos continuarão ocorrendo e há a necessidade de constantemente solucionar os problemas localizados.

Isso pode ser evitado se houver o foco  atacar a verdadeira causa do problema, evitando que as falhas voltem a ocorrer. É o que se chama de cortar o mal pela raiz. Uma vez que as causas raiz são identificadas, uma ação adequada é tomada e passa-se a monitorar as causas das falhas, atuando no processo antes que os desvios venham a ocorrer. Agindo desta forma, deixamos de conviver com o referido problema, pois a causa foi tratada e passamos a trabalhar de forma preventiva. Para uma eficaz análise de causa raiz deve-se: identificar o problema; identificar as causas potenciais do problema; dentre as causas potenciais, identificar as causas raiz; definir e implementar ações focadas nas causas raiz; e monitorar o processo para avaliar eficácia da ação implementada.

Basicamente, quando se está realizando uma análise de causa raiz, deve-se descobrir o que aconteceu ou está acontecendo, descobrir porque aconteceu e criar barreiras para que os problemas não voltem a ocorrer. A coleta de dados adequados, que comprovem um relacionamento entre a causa e o problema (causa e efeito) sempre deve ser utilizada para dar suporte à tomada de decisão, e não apenas o feeling dos envolvidos pelo processo, conforme ilustrado na figura abaixo.

Para a realização de uma análise de causa raiz, várias técnicas ou ferramentas podem ser utilizadas:

  • Diagrama de Causa e Efeito;
  • 5 porquês;
  • Brainstorming;
  • FMEA e FTA (Faut Tree Analysis);
  • Testes de hipóteses;
  • Análise de regressão;
  • Planejamento de experimentos.

 PROGRAMA DE BUSCA

Nesse site há a descrição de várias dessas metodologias. Na página principal há um programa de busca. Digite a palavra-chave ao lado da palavra PROCURAR. Clique em procurar e os textos estará disponíveis para a sua consulta.

Na análise de causa raiz, se gasta um tempo extra na investigação das causas de não conformidades. Porém, ao se atuar na causa raiz do problema, ganha-se tempo e dinheiro a longo prazo, uma vez que se monitora as causas dos problemas encontrados no processo e são realizadas as ações preventivas. Uma suposição importante das principais técnicas estatísticas mais utilizadas, como teste de hipóteses, análise de capacidade e gráfico de controle para valores individuais é a normalidade. Ela significa que os dados são oriundos de uma população que segue uma distribuição de probabilidade normal.

As Ferramentas da Qualidade

FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Neste CD-ROM interativo, pode-se conhecer como devem ser aplicadas as ferramentas básicas da qualidade a fim de solucionar problemas dentro da organização.

Apesar da existência da normalidade ser mais usual, há várias situações em que os dados não seguem uma distribuição normal, e temos que utilizar outras técnicas para analisá-los. Existem alguns casos típicos de dados de processo que não apresentam distribuição normal: tempo de ciclo, lead time, processos com especificação unilateral, tempo de espera, vida útil de equipamentos, tempo entre falhas e chamadas por hora.

Quando se analisa um processo que não apresenta distribuição normal, existem diferentes formas de tratar os dados, dependendo do objetivo da análise:

  • Considerar os dados como tendo distribuição normal – quando a normalidade dos dados não influencia ou não é relevante na análise. Algumas técnicas estatísticas são mais insensíveis a não normalidade;
  • Subagrupar utilizando médias – técnica utilizada em gráficos de controle por médias;
  • Identificar a distribuição que melhor se ajuste – técnica utilizada quando se deseja realizar cálculos de probabilidades ou projeções para o processo;
  • Transformar os dados originais – técnica utilizada quando não se consegue identificar uma distribuição que se ajuste aos dados, podendo ser usada para gráficos de controle, testes de hipóteses e análise de capacidade;
  • Realizar testes não paramétricos – testes de hipóteses que independem da não normalidade, que utilizam, por exemplo, a mediana em vez da média para testar suposições relacionadas à tendência central dos processos.

Antes de qualquer análise do processo, é aconselhável sempre testar a normalidade dos dados, para que não se obtenham a conclusões equivocadas. Em caso de dados não-normais, é importante entender a causa da não-normalidade, que pode ser devida a: outliers ou dados discrepantes; assimetria ou o processo ter comportamento não normal por natureza; discriminação do sistema de medição; mistura de dados de processos diferentes.

No link abaixo há um capítulo do livro de Dean Gano (em espanhol) El Análsis De Apollo Sobre La Raíz De La Causa- Uma Nueva Manera De Pensar: http://www.apollorca.com/_public/site/files/SpanishARCAchap1.pdf

 

Igualmente, no link abaixo há uma metodologia sistemática de Análise Apollo da Causa Raiz (ACR) para identificar as relações da causa e efeito de um problema e agir nesta causa para prevenir a recorrência deste problema. O entendimento do relacionamento da causa e efeito de um problema é a essência do processo Apollo de ACR: http://www.apollorca.com.br/artigos/summary_of_apollo_rca1_rev.pdf

 

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Consumo consciente

Uma leitora quer algumas dicas para instituir em sua vida o consumo consciente. A idéia básica desse tipo de consumo é transformar esse ato em uma prática permanente de cidadania, pois o seu objetivo, quando consciente, extrapola o atendimento de necessidades individuais, levando em conta os seus reflexos na sociedade, economia e meio ambiente.

E as consequência podem ser positivas ou negativas. Por exemplo, ao comprar produtos de uma empresa que utiliza trabalho escravo, o consumidor financia essa prática. Por outro lado, se comprar alimentos orgânicos ou de comércio justo, contribuirá com setor da economia que não utiliza substâncias tóxicas em sua produção e que não agride o meio ambiente.

Se existe a possibilidade de escassez de recursos naturais, não se pode ser atribuir isso somente às empresas, pois foram os consumidores que financiaram a sua exploração. Por isso, é fundamental estar bem informado sobre os produtos e serviços que serão adquiridos ou contratados. O poder de transformação social está nas mãos dos consumidores, e cabe a eles escolher como fornecedoras empresas éticas, que respeitam os direitos humanos e os limites naturais do planeta.

Os 12 princípios do consumo consciente do Instituto Akatu

1. Planeje suas compras. Compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo no meio ambiente e na sociedade.

3. Consuma só o necessário. Reflita sobre suas reais necessidades e tente viver com menos.

4. Reutilize produtos. Não compre outra vez o que você pode consertar e transformar.

5. Separe seu lixo. Reciclar ajuda a economizar recursos naturais e a gerar empregos.

6. Use crédito com responsabilidade. Pense bem se você poderá pagar as prestações.

7. Informe-se e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas.

8. Não compre produtos piratas. Assim você contribui para gerar empregos e combater o crime organizado.

9. Contribua para a melhoria dos produtos e serviços. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas.

10. Divulgue o consumo consciente. Levante essa bandeira para amigos e familiares,

11. Cobre dos políticos. Exija ações que viabilizem a prática do consumo consciente.

12. Reflita sobre seus valores. Avalie os princípios que guiam suas escolhas e hábitos de consumo.

O consumo consciente não se preocupa apenas com o momento que antecede a compra, de escolha de produtos e serviços, já que o consumidor tem responsabilidade de utilizar muito bem os produtos que comprou. Se há escassez de recursos naturais no planeta, os desperdícios e excessos tornam-se desprezíveis. O consumo consciente propõe que os consumidores mudem seus hábitos e consumam somente o essencial. Pensando disso, criou-se a chamada teoria dos 3 R’s, com o objetivo de minimizar o desperdício e aproveitar ao máximo os produtos que compramos.

Teoria dos 3 R’s

  • Reduzir: implica em reduzir nosso patamar de consumo, deixar de consumir tudo o que o que não é realmente necessário. Se, por exemplo, uma tecla do seu telefone celular se quebrar, por que não consertá-la, em vez de comprar um aparelho novo? Ou se o modelo não é o mais recente, mas o aparelho ainda funciona, por que trocá-lo?
  • Reutilizar: implica em utilizar um mesmo produto de várias maneiras, ao invés de descartá-lo. O exemplo mais comum é utilizar frascos de vidro de requeijão como copos em casa, ou imprimir documentos pessoais no verso de folhas de papel utilizado no escritório.
  • Reciclar: a reciclagem é uma prática essencial para a redução do volume de materiais inutilizados, que irão se acumular em lixões ou aterros sanitários.

 

No link http://www.brasil.gov.br/consumo-consciente/flash_index há uma cartilha sobre o consumo consciente que pode ser impressa.

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