As marcas mais valiosas do mercado

Já falei nesse site sobre o poder das marcas dos produtos em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-poder-das-marcas-de-produtos/. Antigamente, nas oficinas da época medieval, o artífice colocava o seu sinal nos produtos como ouro, prata e tecidos, que era um símbolo particular que se tornou a marca registrada do fabricante. Atualmente, a marca de uma empresa ou produto é a síntese de seus valores, mais do que um cartão de visitas, a marca é um elemento intemporal já que remete com mesmo poder ao passado, presente e futuro da empresa.

A marca representa a empresa visualmente, transmitindo, por meio das cores e do design, algo sobre a personalidade e os benefícios do produto. Dessa forma, para acreditar em uma marca e percebê-la como familiar, é preciso estar exposto a ela muitas vezes, experimentá-la, ver seu logotipo tanto e a tal ponto que marca e produto se confundam. Para tanto é fundamental a padronização desta exposição, facilitando a leitura da marca pelo consumidor, com consistência e uniformidade, em todos os seus momentos de aplicação.

Desenvolvido para as empresas do grupo WPP pela Millward Brown Optimor, o ranking BrandZ Top 100 Most Valuable Global Brands está na sua quinta edição, sendo o único estudo que combina medidas de brand equity baseadas nas entrevistas com mais de um milhão de consumidores no mundo todo, sobre milhares de marcas avaliadas sob a ótica do consumidor e do business to business. É realizado sob uma análise rigorosa da performance financeira e de negócios de cada empresa (usando dados da Bloomberg e Datamonitor) para separar o valor que a marca desempenha para gerar receita e capitalização de mercado. A percepção do consumidor com relação à marca é chave na determinação do valor da marca porque marcas são resultado de uma combinação de performance do negócio, qualidade do produto, clareza de posicionamento e liderança.

O ranking leva em consideração as variações e diferenças regionais, uma vez que mesmo entre as marcas verdadeiramente globais, a mensuração da contribuição da marca pode variar substancialmente entre paises. O ranking BrandZ identifica o valor financeiro das 100 marcas mais valiosas do mundo. O estudo é a única avaliação que leva em consideração a opinião dos consumidores com relação às marcas e demonstra seus resultados associados ao valor financeiro das marcas.

O valor representado pelas 100 marcas chega a mais de US$ 2 trilhões, com um crescimento de quatro pontos percentuais, mesmo com um cenário econômico atípico e desafiante. O Google continua sendo a número um do ranking, com um valor de US$ 114,2 bilhões. A IBM saltou da quarta para a segunda posição, com US$ 86,3 bilhões, e a Apple se classifica como a terceira do ranking, com US$ 83,1 bilhões.

Este é o primeiro ano onde todos os membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) estão representados no estudo. Diferente de anos anteriores, desta vez há duas marcas brasileiras no ranking: a Petrobras, em 73º lugar, e o Bradesco, em 98º. Além disso, pela primeira vez uma marca indiana entra no ranking, a ICICI, na 45ª posição.

“No passado, muitas empresas numa situação de economia instável, tomavam a decisão mais rápida e imediata de cortar seu investimento em marketing”, diz Valkiria Garré, diretora executiva da Millward Brown Brasil. “Uma nova tendência surge na onda da recessão, pois muitas empresas se conscientizaram da importância de manter ou até de aumentar os seus investimentos para apoiar a construção da lealdade e a conexão dos consumidores com as marcas”, completa a executiva.

Segundo o texto da pesquisa, há várias outras tendências:

  • Tecnologia está com tudo — Marcas de tecnologia demonstram que a nossa vida diária não existe sem a participação da tecnologia. Google lidera como a marca global mais valiosa e vale US$ 114 bilhões. IBM é a segunda e vale US$ 86 bilhões, registrando crescimento de 30%. Em terceiro lugar, a Apple teve um crescimento de 32% e vale US$ 83 bilhões. Microsoft é a quarta colocada (US$ 76 bilhões).
  • Mídia Social valorizando marcas — Facebook, o mais popular site de relacionamento social, entrou para o ranking do setor de tecnologia pela primeira vez, com um valor de US$ 5,5 bilhões. Neste ano, o uso de mídia social foi uma tendência adotada com sucesso pelas marcas. Um exemplo é o caso do HSBC que criou uma comunidade virtual para comunicação entre os expatriados para gerar relacionamento entre as várias partes do globo e seus clientes.
  • Todos os BRIC no ranking — Este é o primeiro ano que Brasil, Rússia, Índia e China estão todos representados e, reforçando a importância dos mercados emergentes, pela primeira vez há uma marca mexicana no ranking, a Telcel.
  • Gerando dinheiro com as marcas — Considerando-se as 100 maiores marcas do BrandZ como um portfólio e comparando com as 500 maiores do S&P, nos últimos cinco anos temos que os US$ 1.000 investidos no portfólio do BrandZ de 2006 até agora valem US$ 1.185 comparado com os US$ 885 investidos no S&P 500, provando que as marcas fortes se destacam no mercado de ações.
  • Marcas fortes retomam crescimento mais rápido — Marcas como Samsung, que teve 80% de crescimento (o maior registrado), e Starbucks, com um crescimento de 17%, são evidências claras de que os negócios com marcas fortes são capazes de se recuperar das adversidades de uma forma mais rápida.

Para Eileen Campbell, chief executive officer (CEO) global da Millward Brown, este ranking mostrou a grande importância de construir marcas fortes nas empresas de maior sucesso no mundo. CEOs e chief financial officer (CFOs) do mundo todo devem perguntar como suas marcas e a equipe de marketing podem alavancar as marcas tanto para proteger como para fazer crescer seus negócios.

Para acessar a pesquisa completa em inglês, incluindo detalhes por região e por categorias, clique no link http://www.millwardbrown.com/Libraries/Optimor_BrandZ_Files/2010_BrandZ_Top100_Report.sflb.ashx

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Uma resposta

  1. […] Nesse ano o ranking analisou marcas de empresas brasileiras, de acordo com os critérios que compõem a metodologia: ser originária do Brasil, ter capital aberto, publicar informação financeira que identifica a receita individual da marca, ter um papel na decisão de compra e ser amplamente reconhecida nos seus principais mercados. Essa avaliação foi realizada com a utilização de informações financeiras publicadas em 2010, referente ao ano fiscal de 2009, e com o conhecimento acumulado dos mais de 5 mil projetos de avaliação de marcas realizadas no mundo. O método avalia as marcas, assim como os analistas financeiros avaliam qualquer outro ativo: com base na previsão de receita que os ativos serão capazes de gerar ao longo do tempo. Se o leitor quiser comparar, este site já publicou um texto sobre as marcas mais valiosas do mundo em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/05/04/as-marcas-mais-valiosas-do-mercado/ […]

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