A fenilalanina em alimentos

Já editei textos sobre ingredientes químicos em alimentos e em embalagens (https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/25/os-corantes-em-medicamentos-e-alimentos/, https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-bisfenol-bpa-e-a-saude-humana/) e agora gostaria de escrever sobre a fenilalanina que é um aminoácido, um composto natural que está presente em todas as proteínas, tanto vegetais como animais. O corpo humano necessita da fenilalanina, pois é uma parte integral de todas as proteínas do nosso corpo. Os humanos não conseguem sintetizar a fenilalanina, logo é um componente essencial da dieta diária, pois sem ela o corpo não consegue funcionar.

Contudo, existe um grupo de pessoas que sofrem da uma doença hereditária rara, a PKU fenilketonuria. A estas pessoas faltam-lhes uma enzima que é necessária para digerir a fenilalanina, a fenilalanina que resta não é digerida mas convertida em compostos tóxicos, designados por fenilketonas, que são excretados pela urina. Os doentes com PKU que ingerem a fenilalanina sofrem de diferentes sintomas de toxicidade, incluindo atrasos mentais especialmente em crianças, e distúrbios intelectuais nos adultos.

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Muitos produtos denominados light e sem açúcar contêm aspartame como um adoçante. O apartame é basicamente uma proteína pequena, que contem ate 40% de fenilalanina. Os produtos com aspartame, representam um risco para os doentes com PKU. Todos os produtos com aspartame têm que ser rotulados com uma frase declarando que o produto contem uma fonte de fenilalanina. Geralmente como os doentes de PKU conhecem quais sao os produtos que contêm esta proteína, logo o rotulo não é necessário para estes produtos. Só os produtos como, a pastilha elástica, que normalmente não contêm qualquer proteína, mas que contem o aspartame, devem ser rotulados.

Por isso mesmo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de editar a Resolução RDC 19/2010 sobre informações sobre a quantidade de fenilalanina, proteína e umidade presentes nos alimentos. A medida é valida para alimentos que possuem teores de proteína entre 0,10% e 5,00% como: molhos de tomate, creme de leite, arroz, balas, bombons, entre outros. “Essas informações serão essenciais para os nutricionistas elaborarem, com segurança, a dieta dos quase 1,5 mil brasileiros fenilcetonúricos”, afirma Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa.

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A fenilcetonúria é um erro inato no metabolismo humano que resulta da dificuldade do organismo em converter a substância fenilanina em tirosina (um dos componentes essenciais das proteínas dos seres vivos). Essa deficiência aumenta a quantidade de fenilalanina no sangue e tecidos e gera problemas, como: atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, hiperatividade, convulsões, comportamento agressivo ou tipo autista e retardo no crescimento.

O tratamento dessa doença se dá por meio de uma dieta com alimentos de baixo teor em fenilalanina. Por outro lado, por se tratar de uma substância essencial aos seres humanos, essa dieta deve conter quantidade suficiente de fenilalanina, de forma a evitar uma síndrome por carência da substância.

Em geral, frutas, hortaliças e outros alimentos com baixo teor de proteína são mantidos na dieta dos pacientes e oferecidos quantitativamente de acordo com a tolerância individual. “Com a elaboração de uma tabela sobre o conteúdo de fenilalanina em alimentos, essas pessoas poderão ter acesso controlado a uma série de alimentos que antes não faziam parte do seu dia a dia”, explica a diretora da Anvisa.

A norma da Anvisa classifica os alimentos em cinco categorias prioritárias. As empresas terão prazos específicos (entre agosto de 2010 e julho de 2012) para apresentar os laudos sobre o teor dessas substâncias para a Agência e disponibilizar essas informações para a população. “Essas categorias foram estabelecidas de acordo com as necessidades nutricionais prioritárias dos fenilcetonúricos, com base em informações apresentadas por profissionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde”, complementa Maria Cecília. Esse programa acompanha os fenilcetonúricos desde a coleta da amostra (teste do pezinho nos recém nascidos), tratamento e acompanhamento dos pacientes por equipe multidisciplinar.

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2 Respostas

  1. queria saber se tem alguma fonte de proteina que um fenil poderia comer ?

    • Segundo alguns especialistas, na dieta para fenilcetonúria é preciso estar atento às quantidades de fenilalanina que se pode comer todos os dias, pois varia de acordo com a idade e o peso:
      •Recém-nascido aos 6 meses: 20 a 70 mg/kg corporal por dia;
      •Entre 7 meses e 1 ano: 15 a 50 mg/kg corporal por dia;
      •De 1 a 4 anos de idade: 15 a 40 mg/kg corporal por dia;
      •De 4 a 7 anos de idade: 15 a 35 mg/kg corporal por dia;
      •De 7 a 15 anos de idade: 15 a 30 mg/kg corporal por dia e
      •De 15 em diante: 10 a 30 mg/kg corporal por dia.
      O paciente com fenilcetonúria poderá ingerir fenilalanina, mas sempre tendo o cuidado de não ultrapassar suas necessidades diárias. Desta forma, não se compromete o desenvolvimento motor e cognitivo.

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