Delegar é preciso e necessário, mas sem entraves!

Delegar é o processo de transmitir certas tarefas e obrigações de uma pessoa para outra; em geral, de um superior para um colaborador. Aquele que recebe o poder delegado tem autoridade suficiente para concluir o trabalho, mas aquele que delega fica com a total responsabilidade pelo seu êxito ou fracasso. Segundo Sonia Jordão, autora de livros, especialista em liderança, palestrante e consultora organizacional, quando se delega alguma tarefa, deve-se acompanhar os que receberam a delegação, pedindo que prestem conta em cada etapa do processo e não só ao final do trabalho. “A delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança. Quando realmente delega autoridade a uma pessoa, você demonstra sua confiança nela. Para obter flexibilidade e agilidade, os líderes precisam delegar poder e atribuições inerentes a cada tarefa, de tal forma que não fiquem diretamente envolvidos nas mesmas, mas continuem com a responsabilidade final do processo”, diz.

Jordão acredita que à medida que se delega, incentiva-se o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades de seus colaboradores, os quais se tornam capacitados a resolver problemas na ausência dos líderes e têm a oportunidade de testar mais idéias e implementar soluções criativas, bem como de adquirir maior autoconfiança e desenvolver habilidades gerenciais. “Líderes devem saber delegar. A delegação de poder de maneira criteriosa aumenta o poder de quem o delega. Ao conceder aos colaboradores mais autoridade e ferramentas para executarem o serviço, o líder amplia sua influência e o colaborador adquire maior incentivo para trabalhar. Quanto mais delega atribuições, mais o líder penetra na essência de sua função: que não é fazer e sim mobilizar para que os outros façam”.

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No fundo, o ato de delegar no mundo corporativo é quando um líder ou gestor designa a um subordinado a realização de determinada tarefa ou atividade, concedendo-lhe autoridade e liberdade para execução. Teoricamente, trata-se de um processo que deveria fazer parte do dia-a-dia de qualquer empresa. Entretanto, na prática, o que se observa são os superiores colocando entraves.

“Muitos líderes possuem uma lista de razões para bloquear o processo. Entretanto, esses motivos podem ser contestados facilmente”, explica Montero da Costa. “Alguns dizem que costumam demorar menos quando eles próprios fazem, mas precisam ter consciência, por exemplo, que a médio prazo ampliarão a sobrecarga de trabalho. Versões como meus subordinados diretos não estão suficientemente preparados e, delegando, poderei mostrar aos demais que não sou tão imprescindível como pensavam também não fazem sentido. O profissional que ocupa cargo de chefia precisa entender que, mais cedo ou mais tarde, terá que preparar seus subordinados. E, em vez de pensar que poderá ser mandado embora se deixar de realizar tal função, deve acreditar que, com a delegação, terá tempo para assumir novas responsabilidades e até ter mais chances de ser promovido”.

Para Jordão, deve-se ter em mente que delegar ajuda tanto a quem delega quanto a quem recebe a tarefa, pois permite que esses se desenvolvam. Ao delegar uma tarefa o líder não fará diretamente o serviço, mas precisará supervisionar e orientar aqueles que o fazem. Com esse procedimento você não terá tanto medo de que os outros não sejam capazes de executar a tarefa e estará dando treinamento para que possa supervisionar e orientar cada vez menos. “Às vezes os líderes acham que as pessoas nunca estão preparadas para assumir uma tarefa. Se não delegarem, realmente nunca estarão. Imagine um líder que tenha um salário de $10 a hora. Se ele precisa de cinco horas para executar uma tarefa, ele gastará $50. Já se um colaborador, cujo salário é $3 a hora, precisar de dez horas, mesmo sendo o dobro do tempo necessário o custo para a organização será menor. Além do mais, provavelmente na próxima vez que se precisar executar a tarefa, o colaborador precisará de menos tempo, e o custo será menor ainda. O pior de tudo é que em função das razões descritas os líderes às vezes se cercam de pessoas de capacidade inferior a sua. Não tenha medo de ter em sua equipe pessoas melhores do que você, mas procure tê-las como aliadas. Se você se cercar de pessoas incompetentes por medo, nunca conseguirá atingir suas metas. Outro motivo é que com bons resultados será mais fácil você se mudar para uma organização melhor ou maior”.

A consultora afirma que delegar com sucesso é uma habilidade e uma qualidade que você como líder deve adquirir. Agora, delegar é um processo para quem aceita correr riscos; e o delegador precisa ter paciência e incentivo. “Evite fazer como muitas pessoas que mesmo achando que delegar é um procedimento sensato temem as conseqüências a ponto de evitar fazê-lo. Procure deixar claro àqueles que assumem as tarefas que eles também devem delegar tudo o que puderem a outros colaboradores. Agindo assim você estará criando na organização onde trabalha uma nova cultura. Uma definição de delegar: é o processo de transmitir certas tarefas e obrigações de uma pessoa para outra; em geral, de um superior para um colaborador. Aquele que recebe o poder delegado tem autoridade suficiente para concluir o trabalho, mas aquele que delega fica com a total responsabilidade pelo seu êxito ou fracasso. Quando delegar alguma tarefa, acompanhe os que receberam a delegação, peça que prestem conta em cada etapa do processo e não só ao final do trabalho. A delegação é, fundamentalmente, um sistema de confiança. Quando realmente delega autoridade a uma pessoa, você demonstra sua confiança nela. Para obter flexibilidade e agilidade, os líderes precisam delegar poder e atribuições inerentes a cada tarefa, de tal forma que não fiquem diretamente envolvidos nas mesmas, mas continuem com a responsabilidade final do processo. À medida que você delega você incentiva o desenvolvimento do conhecimento e das habilidades de seus colaboradores, os quais se tornam capacitados a resolver problemas na ausência dos líderes e têm a oportunidade de testar mais idéias e implementar soluções criativas, bem como de adquirir maior autoconfiança e desenvolver habilidades gerenciais”, assegura.

Conforme ressalta Fernando Montero, dentre as principais vantagens com a prática da delegação, destacam-se: facilita o trabalho e proporciona mais tempo; minimiza a tensão; proporciona um conhecimento precioso sobre as competências dos liderados; gera maior comprometimento e melhora a satisfação; gera autoestima; e desenvolve as competências dos funcionários. “Entretanto, não basta apenas delegar. É preciso saber fazê-lo para que se obtenha o máximo de eficácia neste processo. E a única maneira é exercitando essa prática no dia-a-dia. Mesmo com a delegação variando de líder para líder e não existindo uma regra universal, algumas dicas para o sucesso: decida primeiro quais atividades a delegar; eleja a(s) pessoa(s) adequada(s) para delegar; estabeleça objetivos; defina os limites de autoridade (empowerment) e responsabilidade; estabeleça mecanismos de controle e evolução; e deixe atuar. Enfim, o papel do feedback é muito importante durante e após o processo. O líder deve, por exemplo, manter registros dos comportamentos observados e avaliar resultados, consecuções e comportamentos, jamais as intenções e a personalidade”.

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Os prós e os contras dos eliminadores de ar

Os eliminadores de ar são equipamentos instalados antes do hidrômetro para impedir que o ar tenha seu fluxo contabilizado como consumo de água. Utilizam uma tecnologia de bóias flutuadoras que liberam a passagem da água, impossibilitando o registro de ar, caso ocorra na rede. De acordo com os fabricantes, os eliminadores de ar: reduzem até 30% nos valores pagos na conta de água;  não interferem no funcionamento normal dos hidrômetros;  aumentam a vida útil do hidrômetro e tubulações; não têm peças sujeitas ao desgaste e reposição; bloqueiam a entrada de contaminações externas.

Contudo, segundo seus acusadores, a eficiência dos equipamentos que prometem eliminar o ar, teoricamente presente na tubulação das redes de abastecimento público, continua sem comprovação técnica. Aliás, parece estar longe o desfecho dessa história, tendo em vista que o órgão responsável pela certificação de equipamentos de medição de água, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) informou que a regulamentação desse tipo de equipamento não é de sua competência e que caberia à Agência Nacional de Águas (ANA) uma manifestação formal sobre o tema.

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Mesmo sem a comprovação dos resultados – são equipamentos ineficientes, de acordo com resultados de diversos estudos realizados pelas maiores operadores dos serviços de saneamento do país – é crescente o número de fabricantes que propagandeiam seus equipamentos, cuja função seria a de evitar que, ao invés de água, os medidores marcassem a passagem de ar pelo hidrômetro; o que aumentaria o valor da conta de água dos consumidores brasileiros.

Responsáveis pelo fornecimento de água para 76% da população urbana do país, um bem que está diretamente ligado à saúde das famílias brasileiras, a preocupação dessas empresas aumenta, pois os estudos comprovaram, inclusive, que a instalação desse tipo de aparelho pode causar a contaminação da água, tornada potável de acordo com rigorosos padrões determinados pelo Ministério da Saúde. Diante desses fatos e visando subsidiar seus procedimentos operacionais, a Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) procurou o Inmetro e obteve a seguinte resposta oficial (na íntegra), do diretor substituto da Diretoria da Qualidade do Inmetro, Paulo Coscarelli: “Em 15 de outubro de 2009, o Inmetro organizou o Painel Setorial sobre Eliminadores de Ar em Redes Hidráulicas, que teve presença de representantes dos segmentos de defesa do consumidor, dos fabricantes dos equipamentos e de companhias de abastecimento, municipais e estaduais. O tema da regulamentação desse tipo de equipamento não é da competência do Inmetro e, portanto, não há nenhum estudo no qual possamos nos fundamentar para emitir um posicionamento. Após o painel, o ato de regulamentar essa questão seria remetido à Agência Nacional de Águas (ANA) pelos representantes das companhias estaduais de abastecimento de água. Quanto à avaliação do desempenho dos equipamentos – ou seja, se eles realmente fazem o que seus fabricantes declaram – o Inmetro encaminhou documento à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o fórum nacional de normalização, solicitando a abertura de Comissão de Estudos para elaboração de uma norma técnica a fim de definir tais parâmetros e de uma metodologia de ensaio que padronizasse a forma de avaliar o desempenho do equipamento.”

Em seguida a Aesbe procurou a ANA, que informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que a checagem da eficiência dos equipamentos eliminadores de ar nas redes de abastecimento de água é uma atribuição que não pertence à Agência. A nota oficial da Agência foi mais além, e apresentou o seguinte argumento: “A Agência, entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), tem com o setor de saneamento uma relação regulatória, que se refere à concessão de outorgas de direito de uso da água bruta de domínio da União (aquela que não se restringe a uma unidade da Federação) para abastecimento”.

 Saiba mais, segundo a Aesbe

Existe ar na rede de água?

A distribuição de água para os usuários é feita através de tubulações, com os sistemas operando de forma contínua e com pressões elevadas. Nessas condições, o volume de água preenche toda a tubulação, com reduzido espaço para a existência de ar nessas redes de abastecimento. Entretanto, eventual ar em tubulações de água pode ocorrer nas seguintes situações: por ocasião dos serviços de manutenção ou reparo das redes, quando o abastecimento é feito de forma intermitente e ainda em forma de ar dissolvido na água. Nos três casos, esse ar tem um valor insignificante e, para a sua retirada, são instalados equipamentos nos pontos altos das tubulações públicas, as chamadas ventosas, que retiram todo o eventual ar existente e protegem as tubulações. As ventosas impedem que o eventual ar chegue até as ligações de água dos usuários.

O que prometem esses aparelhos?

Os equipamentos ditos eliminadores de ar continuam sendo amplamente ofertados no mercado com a promessa de retirar o ar das tubulações de água e reduzir o valor da conta do consumidor. Como já foi mostrado, esses aparelhos prometem retirar ar que não existe na tubulação.

Esses aparelhos são eficazes?

Não existe nenhum tipo de dispositivo eliminador de ar aprovado ou autorizado pelo Inmetro. A instalação desses aparelhos junto aos hidrômetros, além de colocar em risco a saúde do usuário e de toda a população da região, não tem eficiência garantida, representando um custo adicional desnecessário ao cliente, com total descumprimento da legalidade metrológica e podem afetar a medição da água, prejudicando os usuários.

E a promessa de os fabricantes em reduzir a conta de água em até 30%?

A propaganda desses equipamentos normalmente informa que há redução de até 30% nas contas de água, pela retirada do ar nas ligações de água. Entretanto, nenhum fabricante garante essa redução e diversos operadores dos serviços de saneamento já acionaram os órgãos de proteção ao consumidor contra essa propaganda considerada enganosa.

Os fabricantes desses equipamentos apresentam laudo de testes realizados e que comprovem a sua eficiência?

Os laudos apresentados pelos fabricantes atestam a qualidade da matéria-prima utilizada (bronze, aço e plástico). Em momento algum é apresentado um laudo que atesta e/ou garante a performance do equipamento, ou seja, a redução de ar apregoada na propaganda.

O que diz a lei?

A legislação que trata dessa matéria é a Portaria nº. 246, de 07/02/1994, editada pelo Inmetro, órgão responsável pelos aparelhos medidores de volumes no País. O Regulamento Técnico Metrológico, em seu item 9.4, estabelece que “qualquer dispositivo adicional, projetado para ser instalado junto ao hidrômetro, deverá ser aprovado pelo Inmetro, com vistas à verificação de interferência no funcionamento do medidor”. Tendo em vista que esses eliminadores não tiveram aprovação ou certificação de funcionamento do Inmetro, a sua instalação é irregular, apesar da propaganda dos produtos insinuar, de forma indevida, que possuem tal chancela.

O que fazer para diminuir o valor da conta de água no fim do mês?

A melhor maneira de reduzir o valor das contas é por meio do uso racional da água, evitando desperdícios, verificando vazamentos e principalmente, economizando o produto. É responsabilidade dos operadores de serviços de saneamento alertar a todos sobre essa falsa solução e se colocar disponíveis para esclarecer as dúvidas dos usuários com relação às suas contas de água. É dever de o usuário usar a água com parcimônia e sem desperdícios.

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