Duas normas em destaque: ISO/TS 29001 e ISO 50001

Tendo como base a ISO 9001:2008, a norma ISO/TS 29001:2008 possui itens suplementares específicos para o setor de petróleo, gás natural e petroquímico. Desse modo, ser certificado nessa especificação técnica está relacionado à capacidade de a empresa projetar, produzir e inspecionar, sistematicamente, determinados produtos segundo requisitos específicos.

Em linhas gerais, a ISO/TS 29001 é uma especificação técnica da ISO que fornece os requisitos de Sistema de Gestão da Qualidade para fornecedores de produto e prestadores de serviço para a indústria de petróleo, petroquímica e gás natural. Ela é baseada na ISO 9001 e inclui requisitos adicionais específicos do setor. A especificação técnica foi elaborada pelo ISO/TC 67 e possui requisitos similares a norma API Q1 – Especificação para Programas da Qualidade para a Indústria de Gás Natural, Petróleo e Petroquímica. A primeira edição ocorreu em 2003, quando o comitê ABNT/CB 50 publicou a versão brasileira. Atualmente a ISO/TS 29001 está na sua segunda edição publicada em 2007 e a ABNT publicou em 2008 sua versão brasileira.

Dessa forma, nos processos de gestão da qualidade, o setor de petróleo e gás deverá adotar essa norma, que é uma especificação técnica que estabelece os requisitos de sistema de gestão da qualidade suplementares aos descritos na norma ISO 9001:2000. Isso deverá ser imposto aos sistemas de gestão da qualidade dos fornecedores de produtos e prestadores de serviços requisitos adicionais aos já existentes na ISO 9001:2000. Eles são de dimensões extremamente variáveis e distribuídos pelo mundo todo, com culturas diversas. As instalações industriais deste setor manuseiam fluidos extremamente perigosos com uma ampla variedade de processos com diferentes volumes, temperaturas e pressões.

Na verdade, as falhas nessas instalações podem trazer conseqüências catastróficas como perdas humanas, perdas materiais, perdas de produção e grandes danos ambientais. Portanto, tais falhas são inaceitáveis.

Devido a isto, as companhias de petróleo e gás natural requerem alta exigência no que se refere à segurança pessoal, proteção do ambiente e continuidade operacional. A generalidade da norma ISO 9001, referência para sistema de gestão da qualidade para qualquer organização, independente do seu tamanho, atividade e localização, nem sempre satisfaz totalmente às exigências de alguns setores específicos.

Assim, a especificação técnica ISO TS 29001:2003 é destinada a toda organização fornecedora de produtos ou prestadora de serviços para toda a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural, ou seja: pesquisa; exploração, perfuração e produção de petróleo em terra e no mar; armazenamento e transporte; refinação e distribuição. Ela exige que o sistema de gestão da qualidade da organização possua ,além de todos os requisitos existentes na norma ISO 9001, mais de 40 outros requisitos suplementares aos da ISO 9001. Alguns desses requisitos suplementares podem ser considerados não específicos para o setor, mas são necessários para que os requisitos da própria ISO 9001:2000 fiquem mais claros e auditáveis. A necessidade de tornar todos os requisitos claros e auditáveis é proveniente das demandas particulares do setor de petróleo e gás natural. Isto é adicional aos requisitos da ISO 9001:2000, os quais devem, em qualquer situação. serem cumpridos integralmente. Para comprar a norma clique no link http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=6606

Já a ISO 50001 está em desenvolvimento pela ISO, encontrando-se em formato de Draft Internacional Standard (DIS), em votação secreta nos próximos meses. O objetivo da norma será permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar de forma contínua o desempenho energético. A norma deverá conduzir a reduções nos custos, nas emissões de gases do efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia.

A intenção da norma será estabelecer um padrão único para sistema de gestão de energia, facilitando as empresas que atuam em mais de um país. Além disso, irá ajudar no desenvolvimento da documentação de boas práticas do uso de energia

No fundo, uma parte considerável da eficiência energética obtida na indústria pode ser realizada através de mudanças em como a energia é gerenciada. A forma como se gerencia a energia, às vezes, traz resultados muito melhores que a própria mudança tecnológica. No entanto, posteriormente, decidiu-se extrapolar o universo industrial, fazendo com que a norma possa ser aplicada em todas as empresas independente do tamanho ou da atividade.

Assim, qualquer empresa que tenha consumo de energia poderá utilizar essa norma. No futuro, as empresas que a utilizarem podem ser certificadas. A norma ainda trará maior disponibilidade de suprimento de energia, já que as empresas realizarão procedimentos que economizam o insumo; melhora a competitividade das organizações; e ainda traz um impacto positivo nas mudanças climáticas.

O ideal seria que as empresas pudessem mapear o seu perfil energético para entender onde e como a energia está sendo usada, depois identificar as oportunidades de melhorias, incluindo o uso de fontes alternativas ou renováveis. Em seguida, devem estabelecer seus indicadores de desempenho, seus objetivos e metas com os planos de ação associados para alcançá-las.

Se quiser comprar o DIS, clique em http://www.iso.org/iso/iso_catalogue/catalogue_tc/catalogue_detail.htm?csnumber=51297

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Gás Liquefeito de Petróleo (GLP): não se pode esquecer da segurança

Com mais de 99 milhões de botijões em circulação em todo o país, sendo que a cada dia são entregues mais de um milhão e quinhentos mil botijões aos consumidores brasileiros, o consumidor brasileiro não pode esquecer de que 99% dos acidentes com gás de cozinha (GLP) são causados por instalação mal feita e manutenção inadequada do botijão. Importante dizer que a verificação do equipamento pode ser feita pelo próprio entregador credenciado, que recebe treinamento para instalar corretamente e avaliar a válvula e a mangueira. Também é necessário observar a validade da mangueira e do regulador, que devem ter o selo do Inmetro. A mangueira e o regulador têm validade de cinco anos, pois o gás provoca ressecamento dos equipamentos, o que exige a troca periódica.

O armazenamento do botijão de cozinha também requer cuidados especiais. É necessário que seja guardado num ponto ventilado para que, em caso de vazamento, o gás não fique concentrado no local e não ofereça risco de explosão ou asfixia.

Dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liqüefeito de Petróleo (Sindigás) mostram que de 360 milhões de vasilhames vendidos no país por ano, os incidentes com vazamento chegam perto de 7 mil. Para que o vazamento não cause problemas, o botijão deve estar em local com boa ventilação. Na hora da instalação não é aconselhável usar ferramentas. O regulador do botijão deve ser apertado apenas com a força das mãos. Para verificar vazamentos, a melhor maneira continua sendo usar espuma de sabão na válvula e observar o surgimento de bolhas. Em caso de dúvida, o entregador legalizado pode fazer a instalação.

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hayrton@uol.com.br

Tel.: (11) 9105-5304

Para sua segurança:

  • Adquira o produto somente com empresas credenciadas.
  • Recuse botijões avariados ou enferrujados.
  • Somente aceite botijões que tenham o lacre da marca engarrafadora.
  • Mantenha o botijão em local ventilado: não o coloque em locais fechados, como em gabinetes de pia.
  • Não deixe o botijão na posição horizontal.
  • Não use ferramentas para ajustar a borboleta do regulador.
  • Risque o fósforo ou acendedor elétrico antes de abrir o queimador para acender o fogão ou o forno.
  • Feche o registro do gás quando sair de casa.
  • Para verificar se há vazamento de gás depois de trocar o botijão, passe uma esponja com água e sabão sobre a conexão do cone-borboleta com a válvula. Se houver vazamento, aparecerão bolhas de ar na espuma de sabão.
  • Pode ocorrer vazamento de gás se o cone-borboleta não estiver bem ajustado à válvula. Nesse caso, desenrosque o cone-borboleta e repita a operação de instalação. Mantenha o registro e o cone-borboleta em posição vertical à válvula. Na impossibilidade de remover o botijão para um local arejado, abra portas e janelas, não fume e não acenda nenhum tipo de chama.
  • Se o vazamento continuar, não tente eliminá-lo de maneira improvisada com cera, sabão ou qualquer outro produto. O botijão pode estar com defeito. Desatarraxe o cone-borboleta, coloque o botijão em lugar arejado e ligue imediatamente para a empresa que lhe vendeu o gás – o nome deve estar gravado no lacre e no recipiente. Ela é obrigada a substituí-lo. Se não souber qual é a empresa, chame os bombeiros.
  • Se houver um grande vazamento em um ambiente não ventilado, o gás, por ser mais pesado que o ar, se acumulará a partir do piso. Assim, qualquer chama, ou faísca provocará uma explosão no ambiente e conseqüentemente o incêndio.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) tem aprovada a Portaria n.º 189, de 08 de junho de 2007, que regulamenta a Avaliação da Conformidade para as Mangueiras de PVC Plastificada para Instalação Doméstica de Gás Liqüefeito de Petróleo (http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC001148.pdf). Também estão relacionados alguns outros documentos: norma ABNT NBR 8613:1999 – Mangueira de PVC plastificado para instalações domésticas de gás liqüefeito de petróleo (GLP); NBR ISO 9001 Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos; Portaria Inmetro n° 073/2006 Regulamento para o Uso das Marcas, dos Símbolos de Acreditação e dos Selos de Identificação do Inmetro; NBR ISO/IEC 17000: 2005 Avaliação de conformidade – Vocabulário e princípios gerais; e Lei 8.078, de 11/09/1990, dispondo sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

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