As ferramentas para as equipes do Seis Sigma

The Six Sigma Memory JoggerTM II

Uma publicação com muitas das ferramentas de qualidade comumente utilizadas em melhoria, planejamento e solução de problemas de processos, mas não continha informações específicas referentes a como e quando essas ferramentas poderiam ser usadas no suporte do Six Sigma. Para comprar clique no link http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=3985

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O ensino e o treinamento de aptidões na área de conhecimento devem permear as organizações que querem implementar ou já tenham iniciado o Seis Sigma. Os executivos líderes de Seis Sigma devem alocar tempo e recursos de pessoal significativos para seus projetos. Além de seus próprios investimentos na atuação, eles designam as pessoas mais capazes de uma empresa para se dedicarem em tempo integral à liderança de projetos Seis Sigma de desenvolvimento. O trabalho do executivo é remover as barreiras burocráticas aos avanços, de modo que os gerentes que tenham aptidões para implementar mudanças produtivas possam ter êxito.

É necessário selecionar as pessoas adequadas para o treinamento definindo claramente as expectativas de como este treinamento deve ser aplicado no local de trabalho assegurando que seja fornecido o suporte necessário para obter bons resultados. Deve-se estabelecer o monitoramento do desempenho individual após o treinamento e fornecer incentivos para que os treinados apliquem suas novas habilidades e seu conhecimento.

Os papéis da equipe Seis Sigma têm alguns de seus nomes iguais aos das artes marciais, pois seus idealizadores acham que ambos têm certas habilidades em comum: champion, master black belts, black belts e green belts

O Champion é o gerente sênior que supervisiona um projeto de melhoria. As equipes precisam de liberdade para tomar suas próprias decisões, mas também carecem de orientação dos líderes da empresa para direcionarem seus esforços. Ele deve definir as pessoas que irão disseminar os conhecimentos sobre o Seis Sigma por toda a empresa e liderar os executivos-chave da organização. Deve compreender as teorias, os princípios e as práticas do Seis Sigma, pois cabe a ele organizar e guiar o começo, o desdobramento e a implementação em toda a organização.

Quanto aos master black belts representam o nível mais alto de domínio técnico e organizacional. Estes profissionais necessitam ter o conhecimento dos black belts e entender a teoria no quais os métodos estatísticos se baseiam. Deve ser um expert em qualidade dedicado integralmente ao Seis Sigma. Ele é o mentor de um grupo de black belts e atua diretamente na formulação da estratégia de implementação, no treinamento dos participantes, na seleção, direcionamento e revisão de projetos. Este profissional equivale a um consultor interno sobre assuntos correlatos ao Seis Sigma, pois recebe uma preparação mais aprofundada sobre as técnicas e ferramentas para resolução de problemas.

Os black belts são profissionais treinados para utilizar ferramentas e técnicas para prevenção e resolução de problemas. Cabem, a esses profissionais, certas atividades gerenciais, mesmo desempenhando um papel mais operacional e fazendo com que a melhoria aconteça. Ele deve liderar vários projetos ao mesmo tempo, liderar times de trabalho, orientar os green belts, identificar as oportunidades de melhoria e auxiliar no treinamento dos demais envolvidos com a implementação dos projetos sob sua responsabilidade.

Os green belts são os profissionais parcialmente envolvidos com as atividades relacionadas com o Seis sigma. Em geral, são pessoas de nível operacional ou de média gerência que recebem treinamento simplificado sobre as ferramentas e técnicas para prevenção e resolução de problemas. Suas tarefas principais podem ser resumidas em auxiliar os black belts na coleta de dados e no desenvolvimento de experimentos e liderar pequenos projetos de melhoria em suas áreas de atuação. 

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Brasil poderia ganhar 8 bilhões de reais/ano com a reciclagem

Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que o país perde R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar todo resíduo reciclável que é encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras. O estudo, intitulado “Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos para Gestão de Resíduos Sólidos” traz a estimativa dos benefícios econômicos e ambientais da reciclagem e propõe instrumentos como pagamento por produtividade e acréscimos compensatórios graduados, a fim de aumentar a renda dos catadores, e crédito cooperativo para aumentar a organização e formalização das cooperativas.

Segundo especifica o documento, para se calcular, em visão agregada, os benefícios atuais e potenciais gerados pelas atividades recicladoras para a sociedade, é necessário analisar as quantidades de materiais potencialmente recicláveis que são consumidos pela sociedade, assim como a atual destinação dos resíduos após o consumo. Nesse item, apresenta-se um exercício de compatibilizar diversas bases de dados para se chegar a uma estimativa, por material, dos seguintes dados:

• coleta regular de resíduos sólidos urbanos e de coleta seletiva;

• destinação atual dos resíduos sólidos urbanos − lixões, aterros, reciclagem etc.;

• consumo aparente de materiais recicláveis por material;

• potencial de reciclagem de resíduos sólidos urbanos por material.

Por um lado, é necessário salientar que, uma vez que a análise é feita a partir de diversas bases de dados diferentes, a precisão destes pode ser comprometida em alguns casos. Por outro lado, uma vez que esse exercício é inovador, pode-se considerar que é um avanço em relação às análises existentes. Mais do que números precisos, no estudo, interessou-se chegar a ordens de grandeza que ajudem na formulação de aspectos gerais para subsidiar decisões em políticas públicas.

As estimativas de coleta e destinação de resíduos sólidos urbanos foram baseadas nos dados do SNIS (Brasil, 2009a) e nos dados fornecidos pela Abrelpe (2006, 2007, 2008) em seus informes anuais sobre resíduos sólidos no Brasil. Devido ao diferente agrupamento de municípios nos relatórios utilizados, foi necessário criar nova divisão de tamanhos de municípios para possibilitar que dados de ambas as publicações fossem comparados. Na tabela abaixo se apresenta tanto a quantidades de Resíduos Sólidos Urbanos (RSUs) coletadas per capita quanto o total coletado por tipo de município.

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No estudo, optou-se por se utilizar a média nacional de peso de materiais recicláveis per capita para todas as faixas de municípios para estimar o total de materiais recicláveis coletados seletivamente por meio da organização das prefeituras. Esse cálculo indica uma coleta seletiva de 0,02 kg/habitante/dia, ou 1,2 milhão de toneladas de RSUs coletados seletivamente por ano para o conjunto de municípios brasileiros. Se isso for comparado com a coleta regular de RSU apresentada anteriormente (49 milhões toneladas/ano), pode-se notar que a coleta seletiva no país ainda é muito incipiente, representando apenas 2,4% da coleta regular. A tabela abaixo resume esses resultados.

Para os cálculos da destinação dos RSUs, foram utilizados dados do SNIS (BRASIL, 2009a) e da Abrelpe (2007). Os percentuais de destinação dos RSUs a cada tipo destinação possível (aterro sanitário, aterro controlado e lixões), por tipo de município são apresentados na tabela abaixo. Para os cálculos dos totais de RSUs destinados a cada uma dessas modalidades, multiplicaram-se os totais coletados acima, apresentados pela distribuição percentual apresentada abaixo. Nota-se que a grande parte dos RSUs ainda tem destinação ambientalmente inadequada (aterros controlados e lixões) e que a participação dessa modalidade de destinação aumenta conforme diminui o tamanho dos municípios.

Um passo para se estimar o total de materiais potencialmente recicláveis foi estimar quanto de material potencialmente reciclável foi coletado e não recebeu a devida destinação – o reuso ou a reciclagem. Do ponto de vista da reciclagem, mesmo a destinação a aterros sanitários é considerada inadequada, uma vez que, caso materiais recicláveis sejam enviados para esse destino sem passar por triagem, estes serão enterrados com resíduos orgânicos, impossibilitando sua reciclagem. Assim, estima-se aqui quanto de cada um dos materiais analisados coletados nos sistemas tradicionais de coleta é destinado indevidamente para aterros e lixões por ano. Para efetuar esse cálculo, partiu-se de diversos estudos sobre a gravimetria dos resíduos coletados pelos sistemas de coleta. Esses estudos se baseiam tipicamente na análise e pesagem de amostras do material que chega aos aterros e lixões.

Uma vez que todos os estudos disponíveis são amostrais e que cada um deles apresenta resultados, metodologias e escopos distintos, optou-se por utilizar média não ponderada de todos os estudos encontrados. É importante lembrar que se assumiu neste trabalho que a gravimetria dos resíduos das três classes de município é similar. Os percentuais de cada tipo de material encontrado foram, então, multiplicados pelo total de RSUs coletado (BRASIL, 2009a) para se obter os totais, em peso de cada um dos materiais. A tabela abaixo apresenta estimativas dos percentuais, e os totais, em toneladas por ano, de material reciclável que é destinado a aterros e lixões no Brasil, além do consumo aparente por material. A última coluna mostra o percentual do consumo aparente anual que seria encontrado em aterros e lixões em forma de resíduo.

Os dados mostram que 37% do consumo aparente de materiais potencialmente recicláveis reaparecem misturados aos RSUs, sendo o restante incorporado a materiais de ciclo de vida mais longos, reciclados ou dispostos irregularmente. Entretanto, deve-se considerar que, do ponto de vista da reciclagem, esses 37% não têm destinação adequada, uma vez que são enterrados com outros materiais não recicláveis, como matéria orgânica. Esse número, entretanto, difere de material para material. Para o alumínio, apenas 18% do consumo aparente é encaminhado para aterros e lixões. Isso está em linha com o fato de que mais de 60% da produção ser direcionada a setores como construção, transportes e outros cujos ciclos de vida são mais longos do que um ano e cujo despejo não se dá em aterros normais. No caso das latinhas, essas também não chegam em grande quantidade aos aterros, pois na maioria das vezes são coletadas antes que isso aconteça. O caso do aço é similar em termos de destinação para setores de longo ciclo de obsolescência, sendo que apenas 5% do consumo são despejados em aterros e lixões. Plástico e papelão apresentam padrões similares (89% e 86%, respectivamente) e grande parte de seu consumo aparente apareceria rapidamente na coleta e destinação final. Os vidros apresentam padrão intermediário (38%), pois parte considerável de sua produção (48%) é de vidros planos e técnicos, que têm ciclos mais longos, e do restante, parte considerável tem múltiplos reusos, muitas vezes informais (Abrelpe, 2008).

O fato das estimativas apontarem que apenas 37% do consumo aparente são enviados a aterros e lixões não quer dizer que o os restantes 63% sejam encaminhados para reciclagem. Nesses 63%, uma parte foi enviada diretamente para reciclagem – por catadores independentes, coleta seletiva etc. –, e outra parte, provavelmente a maior, ainda não foi descartada.

A tabela abaixo traz alguns dados que podem ajudar a explicar o destino desse volume. Os dados de sucata reciclada foram obtidos na Abrelpe (2008) e representam o total de sucata que foi processado pelas indústrias recicladoras.

Sendo assim, ele representa o máximo possível de material reciclado a partir de sucata secundária. Entretanto, esses dados incluem não apenas a reciclagem a partir de sucatas secundária, mas também a reciclagem chamada préconsumo, que consiste no aproveitamento de resíduos da própria indústria. Entretanto, os dados disponíveis não permitiram estimar a participação desse tipo de reciclagem.

Os dados de coleta seletiva foram obtidos por meio de estimativas a partir dos dados do SNIS (BRASIL, 2009a) e da Abrelpe (2008) e devem ser usados com muita parcimônia. Eles são extrapolações, apresentadas somente com o intuito de trazer ordens de grandeza para discussão. Admitindo-se sua validade, esses dados representariam o mínimo que é coletado e vendido para as indústrias recicladoras. Assim, sabendo o piso e o teto da sucata secundária efetivamente reciclada, temos uma ordem de grandeza dos números reais.

Assim, pôde-se estimar os benefícios ambientais e econômicos gerados pela reciclagem dos resíduos sólidos urbanos. Estes benefícios foram definidos como a diferença entre os custos econômicos e ambientais da produção primária e os da reciclagem. Dessa forma, estimaram-se os benefícios por tonelada para cada um dos cinco tipos de materiais estudados. Em seguida, na seção 3 procurou-se calcular quanto de cada um desses materiais estaria disponível nos aterros e lixões do país. A partir desses dados, conforme apresentado na tabela abaixo, pôde-se então estimar os benefícios totais que poderiam ser potencialmente gerados pela reciclagem.

Enfim, o valor de mais R$ 8 bilhões representa a estimativa dos benefícios potencias da reciclagem para a sociedade brasileira. Em outras palavras, se todo o resíduo reciclável, que atualmente é disposto em aterros e lixões, fosse encaminhado para reciclagem, gerar-se-iam benefícios dessa ordem para a sociedade.

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