Para que serve um cronograma?

O cronograma é a disposição gráfica do tempo que será gasto na realização de um trabalho ou projeto, de acordo com as atividades a serem cumpridas. Serve para auxiliar no gerenciamento e controle deste trabalho, permitindo de forma rápida a visualização de seu andamento. Como exemplo, abaixo segue a descrição da realização de uma monografia e seu cronograma.

Em linhas gerais, o cronograma refere-se à discriminação das etapas do trabalho com seus respectivos prazos. O aluno deverá enumerar as etapas principais, necessárias à construção do trabalho, e distribuí-las ao longo do tempo disponível, levando, necessariamente em conta, os momentos não disponíveis. Mais do que uma formalidade, o cronograma ajuda o aluno a disciplinar-se quanto ao tempo e os prazos, de maneira a priorizar a atividade prevista no cronograma, o que poderá resultar num ganho de escala em termos reais. O cronograma é importante e deve servir de guia ao longo da realização do projeto bem como durante a realização do trabalho final, mas não é colocado na monografia por já ter caráter de passado.

Fases da Pesquisa(Atividades) MESES
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Pesquisa bibliográfica e documental X X X X            
Elaboração das perguntas da entrevista e construção do questionário     X X X          
Realização das entrevistas e aplicação dos questionários       X X X        
Tratamento dos dados, sistematização e análise das informações           X X      
Crítica por meio de sua apresentação a várias pessoas             X X    
Redação final da monografia               X X X

 

Fases da Pesquisa(Atividades) 2010 2011
Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul
Escolha do tema e formulação do problema X X
Levantamento bibliográfico X X X X X        
Formação do marco teórico de referência   X X X  
Elaboração do projeto X X X
Elaboração de instrumentos de coleta de dados X X
Coleta de dados e trabalho de campo X X
Análise de dados X X
Redação final da monografia X X X X X
                       

 

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Doenças no trabalho

As doenças mais comuns são: LER (Lesão por Esforço Repetitivo), também conhecida por LTC. (Lesão por Trauma Cumulativo) e por DORT. (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho); tendinite, (inflamação de tendão que por meio do excesso de repetições de um mesmo movimento) e tenossinovite (surge do atrito excessivo do tendão que liga o músculo ao osso). A difusão da informática teve uma grande contribuição para o surgimento dessas doenças ocupacionais. As categorias profissionais que mais apresentam as doenças acima mencionadas são e: digitadores, secretárias, bancários, operadores de linha de montagem e operadores de call center e telemarketing. Há, ainda, os casos de bronquite, geradas por substâncias químicas, doenças do sistema respiratório e da pele, como silicose, asbestose, dermatite de contato, câncer de pele ocupacional. Os agentes agressores podem ser físicos; químicos ou biológicos.

A incidência de doenças profissionais, medida a partir da concessão de benefícios previdenciários, manteve-se praticamente inalterada entre 1970 e 1985: em torno de dois casos para cada 10 mil trabalhadores. No período de 1985 a 1992, esse índice alcançou a faixa de quatro casos por 10 mil. A partir de 1993, observa-se um crescimento com padrão epidêmico, registrando-se um coeficiente de incidência próximo a 14 casos por 10 mil. Esse aumento acentuado deve-se, principalmente, ao grupo de doenças denominadas LER ou DORT, responsáveis por cerca de 80 a 90% dos casos de doenças profissionais registrados, nos últimos anos, no MPAS. Considera-se que esse aumento absoluto e relativo da notificação das doenças profissionais ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), por meio da CAT, é um dos frutos das ações desenvolvidas nos projetos e programas de saúde do trabalhador, implantados na rede de serviços de saúde, a partir da década de 80.

Não se conhece o custo real, para o país, da ocorrência de acidentes e das doenças relacionados ao trabalho. Estimativa recente avaliou em R$ 12,5 bilhões anuais o custo para as empresas e em mais de R$ 20 bilhões anuais para os contribuintes. Esse exercício, embora incompleto, permite uma avaliação preliminar do impacto dos agravos relacionados ao trabalho para o conjunto da sociedade.

Existe uma Lista de Doenças relacionadas ao Trabalho, a ser adotada como referência dos agravos originados no processo de trabalho no Sistema Único de Saúde, para uso clínico e epidemiológico: http://portal2.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/lista_doencas_relacionadas_trabalho.pdf

Quer ler uma cartilha “Dicas de prevenção de acidentes e doenças no trabalho”: http://sstmpe.fundacentro.gov.br/Anexo/Cartilha_SESI%20SEBRAE_2005%20Dicas_SST.pdf

Enfim, a relação entre o trabalho e a saúde é complexa, destacando três situações principais.

  • Quando as condições de trabalho ultrapassam os limites toleráveis do organismo, a probabilidade de provocar uma doença no trabalhador é significativa. Neste caso, têm-se uma Doença Profissional que, no sentido restrito, se define como uma doença devido a fatores (físicos, químicos e biológicos) bem determinados do meio de trabalho. Por exemplo, a exposição a um nível elevado de ruído gera uma perda auditiva nos trabalhadores expostos.
  • O meio profissional pode também ter um papel importante, porém, associado a outros fatores de risco do ambiente fora do trabalho ou do modo de vida do trabalhador, gerando as doenças do trabalho. Diversos estudos mostram a ocorrência de perturbações digestiva, do sono, do humor com os trabalhadores em turnos alternados. Os horários deslocados e a dificuldade das tarefas efetuadas à noite, no momento de menor resistência do organismo, podem influenciar o desenvolvimento destas patologias. Outros fatores, não profissionais, ligados, por exemplo, ao patrimônio genético, ao estado de saúde ou aos hábitos de vida (alcoolismo, tabagismo), têm também um papel importante na aparição e no progresso destas doenças.
  • Quando o trabalho é bem adaptado ao homem, Não só às suas atitudes e seus limites, mas também aos seus desejos e seus objetivos, ele pode ser um trunfo à saúde do trabalhador. Neste sentido, o trabalho nem sempre significa algo patogênico. Ele é, muitas vezes, um poder estruturante em direção a saúde mental. Ao dar ao trabalhador a oportunidade de se realizar em seu trabalho, estar-se-á contribuindo para a sua satisfação e bem estar.

Em resumo, com relação às doenças profissionais existe uma relação direta de causa e efeito entre o fator de risco no trabalho e a doença. Ao contrário, nos casos ligados à profissão, o fator de risco no trabalho é somente um fator entre outros.

Algumas recomendações

Aspectos Físicos Aspectos Organizacionais
– Enclausuramento e automação dos processos e máquinas;- Exaustão;- Ventilação do ambiente de trabalho;

– Alterações de processos;

– Utilização dos equipamentos de proteção individuais e coletivos;

– Móveis adequados às características físicas dos trabalhadores;

– Limpeza regular dos aparelhos de ar-condicionado

– Quando da concepção da instalação, aproveitar da melhor forma possível a ventilação natural.

– rotatividade das tarefas;- pausas;- redução da carga horário;

– evitar premiações por produtividade que traga prejuízo à saúde do trabalhador;

– maior participação dos trabalhadores nas decisões;

– flexibilidade dos horários;

– técnicas de relaxamento.

– conhecimento do perigo;

– manter sob controle os exames médicos dos trabalhadores que desenvolvem atividades com grande perigo;

Alguns especialistas acreditam que o conteúdo dos processos de aprendizagem não é adequado à realidade do seu trabalho e assim deve-se buscar adequar as pessoas às tarefas que seriam formalizadas em procedimentos rígidos e a produtividade buscada seria resultado do seu cumprimento. Tudo isso baseado em regras predefinidas pela hierarquia, sem que se considere a realidade vivida pelas pessoas que atuam nessas empresas, uma vez que essas seriam também uma parte mecânica facilmente substituível no sistema.

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