Calculando os custos baseado em atividades

Depois que surgiu a contabilidade de custos, apareceu o sistema de custeio, que nada mais é do que o método de apropriação de custos e que, baseado na classificação e comportamento dos custos e despesas, é basicamente dois: custeio por absorção ou tradicional e custeio direto ou variável. Assim, o Activity Based Costing (ABC) é uma metodologia de custear produtos, serviços, processos, que tem como abordagem primordial os processo de trabalho e o custo dos recursos que consomem. Já a Activity Based Management (ABM) é uma ferramenta de gestão empresarial que visa à tomada de decisão apoiado no custeio ABC, para mix de produtos, racionalização de processos, avaliação de rentabilidade de canais de vendas, elaboração do orçamento empresarial/matricial.

LANÇAMENTO – BREVE

Aprendendo qualidade de uma forma sistêmica

Autor: Oceano Zacharias

Número de páginas: 242

O sistema de custeio ABC é uma ferramenta que permite melhor visualização dos custos através da análise das atividades executadas dentro da empresa e suas respectivas relações com os objetos de custos. Nele, os custos tornam-se visíveis passando a ser alvos de programas de redução e de aperfeiçoamento de processos, auxiliando, assim, as organizações a tornarem-se mais lucrativas e eficientes.

Com seu poder de assinalar as causas que levam ao surgimento dos custos, o ABC permite aos gerentes uma atuação mais seletiva e eficaz sobre o comportamento dos custos da organização. E, pelas suas próprias características, tem como fortes candidatas a sua implantação as organizações que utilizam grande quantidade de custos indiretos no seu processo produtivo e que tenham significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes.

O custeio baseado em atividades é uma técnica para se calcularem custos de objetos que podem ser produtos, linhas de produtos, serviços, clientes, segmentos de clientes, canais de distribuição ou qualquer outra coisa do interesse da gerência. Os custos no ABC são calculados de forma que os custos indiretos atribuídos a um objeto reflitam os serviços indiretos realmente executados para esse objeto ou por ele consumidos.

Os objetivos principais do sistema de custeio ABC são o de obter informações mais acuradas dos custos dos produtos e/ou serviços prestados e o de identificar os custos relativos das atividades e as razões de essas atividades serem empreendidas. A idéia do ABC é simples e parte do princípio de que os recursos são consumidos pelas atividades e estas, por sua vez, são consumidas pelos objetos de custos.

Os direcionadores de recursos ou de primeiro estágio são os fatores que determinam a ocorrência de uma atividade. Como as atividades exigem recursos para serem realizadas, deduz-se que o direcionador é a verdadeira causa dos custos. Ele identifica a maneira como as atividades consomem recursos e servem para custeá-las, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades.

Categoria de Custo Direcionadores de Recursos
De ocupação (impostos prediais, aluguel, arrendamento) Área (m²)
Setor de pessoal Número de empregados
Segurança e limpeza Área (metros quadrados)
Manutenção preventiva No de máquinas no programa, Nº de quebras, Registros nos cartões de tempo
Reparo de máquinas Registros nos cartões de tempo, Designações de trabalhadores
Ferramentaria No de ferramentas
Utilidades Medições
Armazenagem No de recebimentos e remessas
Engenharia Industrial Ordem de trabalho, Mudanças de rota, levantamentos
Engenharia da qualidade Defeitos, Especificações de processo, Planos de testes

Direcionadores de recursos

 Já os direcionadores de atividade ou de segundo estágio identificam a maneira como os produtos/serviços consomem atividades e serve para custear os objetos de custos, ou seja, indica a relação entre a atividade e os objetos de custos.

Atividades Direcionadores de atividades
Comprar materiais Número de pedidos
Controlar produção Número de lotes
Efetuar pagamentos Número de faturas ou cheques emitidos
Emitir faturas Número de faturas
Movimentar materiais Número de requisições
Preparar máquinas Tempo de setup ou números de setup
Fazer acabamento Tempo de acabamento
Montar produto Tempo de montagem
Despachar produtos Apontamento de tempo
Visitar clientes Tempo de visita

Direcionadores de atividades

Os objetos de custos podem ser tanto produtos, como serviços, lotes de produtos, linhas de produtos ou serviços, peças, clientes, tipos de clientes ou outros objetos que se queira custear de acordo com interesse da administração. No sistema de custeio ABC a atribuição dos custos indiretos e de apoio são feitos em dois estágios. No primeiro estágio, denominado de “custeio das atividades”, os custos são direcionados às atividades. No segundo estágio, denominado de custeio dos objetos, os custos das atividades são atribuídos aos produtos, serviços e clientes.

Identificado o custo dos objetos torna-se necessária a apresentação e interpretação dos resultados obtidos. Enquanto o ABC é o processo técnico para o levantamento das atividades, o rastreamento dos custos para as atividades e a condução dessas para os objetos de custos; o ABM é o processo que utiliza as informações geradas pelo ABC para gerenciar a empresa ou um negócio. Empregando a análise de valor ele procura identificar as oportunidades de melhoria das atividades que agregam valor e a redução ou eliminação das que não agregam valor.

O uso do ABC para melhorar o negócio é conhecido como ABM. Eles foram feitos um para o outro, enquanto o ABC fornece a informação, o ABM usa essa informação para as várias análises que objetivam o melhoramento contínuo da produção. O ABC é definido como uma metodologia que mede o custo e o desempenho das atividades, recursos e objetos de custos. Ele responde à seguinte pergunta: “Quanto custam as coisas?” O ABM, por sua vez, é definido como uma disciplina que se concentra na gestão de atividades como o caminho para a melhoria do valor recebido pelo cliente e dos lucros alcançados com o fornecimento desse valor. Ele emprega uma visão de processo e se preocupa com os fatores que fazem com que os custos existam.

O sistema de custeio ABC permitiu que os custos indiretos e de apoio fossem direcionados primeiro a atividades e processos e depois aos objetos de custos, proporcionando um quadro mais nítido dos aspectos econômicos da empresa. Esse quadro levou naturalmente ao ABM que é um conjunto de medidas interligadas que só podem ser tomadas com base nas informações geradas pelo ABC. O ABM permite que a empresa atinja seus objetivos com menos recursos, ou seja, obtenha os mesmos resultados com um custo total menor. O ABM atinge seus objetivos por meio de duas aplicações complementares: o operacional e o estratégico.

Em síntese, o custeio baseado em atividade permite que a empresa defina seus custos em termos de atividades e processo (porque, onde e como os custos estão sendo incorridos). De posse desses dados, identifica as oportunidades para melhoria do processo, utilizando-se, principalmente, da técnica de análise de valores. Com isso, tem-se um controle mais racional dos custos e um relacionamento mais apurado de quase todos os recursos da organização com produtos específicos que estão sendo fabricados e com clientes que estão sendo atendidos.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Anúncios

A internet no trabalho

Existem limites para o uso da internet no trabalho? No mundo atual, em que os profissionais precisam estar muito conectados e bem informados, saber como utilizar a rede mundial sem abusos é uma tarefa das mais complicadas. Nem sempre as empresas se preocupam em estabelecer uma política transparente do que pode e do que não pode ser feito na rede. E nem sempre os funcionários têm elementos para saber qual o limite no seu dia a dia.

Em empresas de telemarketing, não é permitido usar a web durante o expediente. Em bancos, só tem acesso quem precisa da rede para exercer sua função. E, mesmo assim, com bloqueios. Em agências de publicidade, quase tudo é liberado, até sites pessoais, mas, se o usuário perder produtividade, está frito. Em empresas de comunicação, usar a internet é uma questão de sobrevivência, mas há limites para acessar sites pornográficos, fazer downloads ou enviar correntes por e-mail. Muitas empresas simplesmente bloqueiam o acesso a sites e programas. Ao tentar acessar o Orkut ou o MSN, por exemplo, o funcionário recebe uma mensagem de erro. Tradução: o empregador não quer que o funcionário acesse esse tipo de conteúdo, que não teria a ver com o trabalho.

TREINAMENTOS QUALITY CONSULTORIA

Clique sobre o curso desejado e veja detalhes

22/06/2010 – GERENCIAMENTO DE FÁBRICA

24/06/2010 – INTERPRETAÇÃO DA NORMA ABNT NBR ISO 9001:2008

01/07/2010 – AUDITOR INTERNO DA QUALIDADE ISO 9001:2008 – CONF. NBR ISO 19011:2002 DIRETRIZES

13/07/2010 – SATISFAÇÃO DO CLIENTE – TRATAMENTO DE RECLAMAÇÕES – NBR ISO 10002:2005

19/07/2010 – PROGRAMA 5S – ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA E DISCIPLINA

29/07/2010 – CAPACITAÇÃO DE RDs (REPRESENTANTE DA DIREÇÃO) PARA NBR ISO 9001:2008

30/07/2010 – LEAN MANUFACTURING

MAIS INFORMAÇÕES:
 Telefone / Fax

quality@quality.eng.br

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest sugere que as empresas precisam estabelecer parâmetros coerentes para esse problema. “O estudo apontou que aproximadamente 87% dos brasileiros usam a internet no trabalho para fins pessoais”, afirma Daniela do Lago, professora da Fundação Getúlio Vargas e especialista em comportamento corporativo. “O acesso às redes sociais e o downloads de programas e conteúdos inapropriados são uma prática cada vez mais freqüente nas empresas brasileiras. Isso sem contar o uso dos messengers e a propagação de e-mails desnecessários”.

Proibir aos funcionários do uso destas ferramentas seria bastante inadequado, mas algum controle e o estabelecimento de regras devem existir, até mesmo como forma de a empresa se proteger. Afinal, nunca se sabe quando alguém decidirá, por exemplo, repassar uma mensagem com conteúdo inadequado do computador da empresa, ou ainda decidir gastar a maior parte de seu tempo em bate-papos ao invés de cumprir compromissos de trabalho.

Daniela informa que, segundo a lei, é do empregador a responsabilidade dos atos cometidos no ambiente corporativo. Desse modo, caso sejam observados downloads piratas, bem como outros tipos de contravenções penais, o responsável legal pelo incidente será o empresário. “Além disso, o vazamento de informações confidenciais por meio de e-mails e MSN é cada vez mais comum, e acaba por afetar a competitividade das empresas”, salienta a especialista. “Historicamente, a proibição nunca foi um mecanismo efetivo para coibir algum comportamento”, afirma Daniela. Com a internet não seria diferente.

Por mais que se consiga bloquear determinados endereços e programas, sempre haverá uma porta nos fundos que permita um acesso clandestino.  Mais efetivo, portanto, seria criar uma política que valorizasse o uso consciente da rede mundial de computadores. “A idéia é simples: você dá liberdade de uso ao funcionário, afinal, não é pecado responder um e-mail pessoal uma vez ou outra. Entretanto, deve-se deixar bem claro que a internet é uma ferramenta de trabalho, que deve ser usada para fins corporativos”.

Um mecanismo que pode auxiliar na coibição do uso indevido da internet é o monitoramento da rede. Muitas empresas já contam com um departamento de Segurança da Informação, que acompanha todas as atividades que os funcionários executam na internet. “A ferramenta é muito efetiva a partir do momento que traz ao funcionário a idéia de observação. Desse modo, mesmo ciente de sua liberdade de uso, ele sabe que o uso incorreto da internet poderá lhe acarretar alguma conseqüência”, salienta a especialista.

Apesar de a empresa possuir o direito de tomar conhecimento das atividades que acontecem em seu nome (e os terminais de internet de seu espaço físico detém essa premissa), existe questões delicadas envolvidas nesse assunto. Pelo monitoramento esbarrar no direito constitucional de privacidade e sigilo de correspondência, é imperativo que se informe aos funcionários a existência de ferramentas de monitoramento, estabelecendo-se também claros limites de uso, baseados em direitos e deveres. “Desse modo, será acordado quais os usos permitidos da internet, sendo que o funcionário poderá estar inclusive sujeito a penas pelo descumprimento das diretrizes”, afirma Daniela.

Descoberto o mau uso da internet dentro da empresa, cabe ao gestor o bom senso de proceder de maneira a evitar que a má conduta se repita – e para tal não basta punir o responsável. Justamente por isso, segundo Daniela do Lago, recomenda-se, em um primeiro momento, um contato objetivo e pontual com o funcionário para discutir a ocorrência. “Nessa conversa, deve-se deixar bem claro quais os limites de uso da internet”, afirma a especialista.

Caso haja reincidência, o procedimento deve ser outro. “Por exemplo: o funcionário foi advertido por utilizar o MSN ao longo do expediente. Caso a ocorrência se repita uma demissão – ainda que sem justa causa – pode ser a alternativa mais eficaz”, pontua Daniela.

Com relação à propagação ou acesso a conteúdos pornográficos a questão é um pouco mais delicada. “A pornografia é expressamente proibida em praticamente todas as empresas. Dependendo das provas, esse tipo de comportamento pode ocasionar uma demissão por justa causa”. Isso sem contar que, caso o conteúdo esteja relacionado à pedofilia, as conseqüências penais serão ainda mais pesadas, chegando até a prisão.

 Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.