É necessário manter um ambiente corporativo saudável!

Desde a alta direção até a mulher que serve café, a cultura organizacional vai se formando ao longo da vida da empresa e influenciando todos os indicadores corporativos. Hoje, muitas companhias fazem questão de disseminar de forma maciça os valores que norteiam o negócio e, consequentemente, o comportamento dos funcionários e o próprio clima organizacional.

TREINAMENTOS QUALITY CONSULTORIA

Clique sobre o curso desejado e veja detalhes

22/06/2010 – GERENCIAMENTO DE FÁBRICA

24/06/2010 – INTERPRETAÇÃO DA NORMA ABNT NBR ISO 9001:2008

01/07/2010 – AUDITOR INTERNO DA QUALIDADE ISO 9001:2008 – CONF. NBR ISO 19011:2002 DIRETRIZES

13/07/2010 – SATISFAÇÃO DO CLIENTE – TRATAMENTO DE RECLAMAÇÕES – NBR ISO 10002:2005

19/07/2010 – PROGRAMA 5S – ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA E DISCIPLINA

29/07/2010 – CAPACITAÇÃO DE RDs (REPRESENTANTE DA DIREÇÃO) PARA NBR ISO 9001:2008

30/07/2010 – LEAN MANUFACTURING

http://www.quality.eng.br/

Bons relacionamentos, ambiente agradável e comunicação clara e transparente entre equipes favorecem o entendimento do trabalho a ser feito e o papel de cada um, elevando a confiança entre os profissionais envolvidos e gerando o tão sonhado comprometimento que os gestores e empresas almejam para a busca incessante de resultados. Tais valores (entendimento, confiança e comprometimento) podem representar o diferencial necessário na hora de ganhar ou reter clientes, seja qual for o segmento que a organização atue. Entretanto, buscar estes valores e qualidades não é atributo dos mais fáceis quando retirados do papel e implantados no dia a dia dos colaboradores.

Para o sócio-diretor e fundador da Muttare, Tatsumi Roberto Ebina – redacao2@atozcomunicacao.com.br, “a soma das diferenças deve contribuir para o êxito de uma equipe de trabalho. É preciso confiar no profissional que atua ao lado. Sendo assim, o mesmo também confiará em você. Isso irá gerar um retorno significante na soma dos fatores”. Portanto, o problema principal não é caracterizado pela comunicação e sim pela falta de confiança nas relações. Para muitos empresários e executivos, a pergunta que fica é: Por que falta confiança?

Ebina destaca que “em muitas empresas, o que inibe o profissional é o medo de errar. Esta sensação prejudica as organizações. Quem consegue fornecer respostas corretas e de forma rápida, ainda mais no cenário acirrado que vivemos, diferenciando-se de seus concorrentes? E mais, pensem por que será que as pessoas têm medo de errar? Ainda bem que bons exemplos existem. Grandes empresas, referências em seus segmentos, como Google e Dell, fornecem aos seus colaboradores poder de decisões e autonomia de trabalho, motivando-os ainda mais na busca de resultados expressivos às empresas”.

O consultor salienta que nestas empresas o modelo de gestão adotado permite ao funcionário tal liberdade. Mas, por outro lado, exige da mesma forma do profissional o desempenho esperado. “A gestão descentralizada, acima de tudo, valoriza a principal ferramenta de trabalho dentro das organizações: o colaborador. Sendo assim, assegura que as dificuldades de todos sejam supridas, e torne-os mais comprometidos com o trabalho. Com profissionais mais motivados e melhor preparados, as empresas terão em seus projetos, sejam quais forem, menores problemas de comunicação nas equipes e melhores resultados. Isso tornará em verdadeiros investimentos, e não gastos desnecessários, o valor despejado para a realização dos projetos”.

Ele diz, ainda, que uma recente pesquisa realizada pela sexta edição do Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvida pelo Project Management Institute Brasil (PMI), revela que em 76% das empresas participantes do estudo o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos. Além disso, em 46% destes projetos o investimento variou entre R$ 1 e R$ 10 milhões. Ou seja, a falta de comunicação entre equipes pode se tornar – e muito – custosa aos cofres das empresas.

Já para a ex-atleta, educadora, palestrante e coach pessoal de vida, Andreia Moreno – www.andreiamoreno.com.br, segundo o dicionário Houaiss, saudável é tudo que traz benefícios à saúde, seja ela, física, mental ou emocional. “Em linhas gerais, especialistas de diversas áreas do conhecimento concordam que para se alcançar este ideal de saúde é preciso combinar diversos fatores, como alimentação equilibrada, atividade física freqüente, prevenção de doenças, inteligência emocional, espiritualidade, equilíbrio entre vida pessoal, profissional e financeira, ou seja, não apenas basta melhorar a condição fisiobiológica, é preciso desenvolver, melhorar, aperfeiçoar, equilibrar a psicológica comportamental também”, explica.

Por outro lado, na opinião de Andréia, “sabe-se que o dia a dia dentro das corporações é nutrido de muitas adversidades, como exemplo, falta de tempo, acúmulo de serviços, excesso de informação, pressão por resultados, dificuldades na comunicação entre as áreas, negociações muitas vezes complicadas na qual um erro pode causar manchas na reputação… e tudo isso acaba contribuindo cada vez mais com o estresse, essa epidemia, que tomou conta do ambiente corporativo provocado por essa forte rotina de trabalho que passou a fazer parte das preocupações das pessoas em geral”.

 Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Marcas brasileiras: as mais valiosas

Antigamente, no Brasil, a marca de uma empresa era sinônimo de logomarca, porém esse conceito evoluiu e passou a ser considerada um ativo, e por isso vem sendo tratada como tal. Segundo a empresa Interbrand no Brasil, ela tem recebido uma alta demanda de empresas que querem adequar a estratégia e a identidade das suas marcas ao cenário global. É fato consumado a necessidade de esticar o olhar além-fronteiras, mesmo mantendo as operações no Brasil.

Para o diretor Alejandro Pinedo – claudia.rezende@scripto.com.br, “é uma questão de tempo para algumas empresas brasileiras entrarem no ranking das marcas mais valiosas do mundo (Best Global Brands). O que vale é convergir imagem e cifras. Há marcas fortes, consistentes mas seus números ainda não são expressivos; e em outros casos, as empresas são muito fortes, vendem muito, mas não têm marca”.

LANÇAMENTO – BREVE

Aprendendo qualidade de uma forma sistêmica

Autor: Oceano Zacharias

Número de páginas: 242

Por esses motivos a Interbrand decidiu realizar um estudo com o objetivo de provocar uma reflexão e levantar o debate sobre o potencial das marcas fora do Brasil. É uma avaliação dos caminhos e desafios das marcas brasileiras no cenário mundial, fruto da experiência da Interbrand em criar estratégias de projeção internacional para marcas que perceberam que esse é um caminho sem volta: ser uma marca com atitude global.

O estudo responde as seguintes perguntas:

 Como o Brasil deixa de ser um país que exporta commodities para ser um país que exporta marcas?

 Quais são os setores e mercados mais promissores para as marcas brasileiras?

 Quem já construiu reputação global? As marcas corporativas e as marcas “pessoa física”.

 Quais são os desafios que devem ser enfrentados pelas empresas que preparam suas marcas para internacionalização?

 Como as marcas brasileiras ajudam a mudar a imagem [estereotipada] da marca Brasil?

Também traz os seguintes caminhos e desafios:

 Até o início dos anos 80 não exportávamos marcas, só commodities.

 As empresas brasileiras ainda estão aprendendo a esticar o olhar além fronteiras, mas já têm atitude global.

 Temos grades empresas, grandes negócios, mas não temos grandes marcas construídas no âmbito internacional.

 Consistência é palavra de ordem: as marcas brasileiras sempre foram muito orientadas pela comunicação, mudando de discurso frequentemente. Pecavam pela falta de estratégia e agiam mais taticamente.

 A visão de negócios nem sempre é válida para os outros países. A marca, por conseqüência, nem sempre é elástica o suficiente para comportar diversas propostas de valor.

 É preciso conhecer e respeitar as regras do jogo e a cultura local. Alguns símbolos têm o mesmo significado globalmente, outros, nem tanto, e podem transmitir mensagens ofensivas ou ineficientes.

 Em processos de fusões ou aquisições as marcas precisam definir para cada mercado o que manter, o que eliminar, o que combinar e o que acrescentar de novo.

 Commodities podem e devem ser marcas.

 O endosso “Brasil” deve ser usado com parcimônia. É preciso evitar o discurso ufanista.

 Não há necessidade de possuir uma operação fora para ser global.

A Interbrand destaca ainda o que fazem as marcas com atitude global:

 Tratam suas marcas como ativos de valor.

 Têm um claro entendimento sobre como funcionam suas marcas.

 Têm uma gestão eficiente do ciclo de marcas (estratégia, identidade, engajamento, experiência, tracking).

 Têm uma estratégia consistente, de longo prazo.

 Têm envolvimento forte de seus empregados.

 Inovam, criam demanda.

 Não seguem benchmarks. Elas são o benchmark.

 Têm um alto poder de resiliência e adaptação a diferentes mercados, consumidores e momentos econômicos.

 Não competem apenas com a sua categoria.Pensam sempre além, de acordo com as motivações do consumidor.

As mais valiosas

Nesse ano o ranking analisou marcas de empresas brasileiras, de acordo com os critérios que compõem a metodologia: ser originária do Brasil, ter capital aberto, publicar informação financeira que identifica a receita individual da marca, ter um papel na decisão de compra e ser amplamente reconhecida nos seus principais mercados. Essa avaliação foi realizada com a utilização de informações financeiras publicadas em 2010, referente ao ano fiscal de 2009, e com o conhecimento acumulado dos mais de 5 mil projetos de avaliação de marcas realizadas no mundo. O método avalia as marcas, assim como os analistas financeiros avaliam qualquer outro ativo: com base na previsão de receita que os ativos serão capazes de gerar ao longo do tempo. Se o leitor quiser comparar, este site já publicou um texto sobre as marcas mais valiosas do mundo em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/05/04/as-marcas-mais-valiosas-do-mercado/

No ranking de 2010, o Itaú apresenta o maior valor de marca, R$ 20.651 milhões, com grande vantagem sobre o segundo colocado, o Bradesco com R$ 12.381 milhões. Em terceiro lugar, vem a Petrobras, que tem sua marca avaliada em R$ 10.805 milhões. O Banco do Brasil, com valor de R$ 10.497 milhões, está na quarta colocação e vem reafirmar a força das marcas do setor financeiro, que ocupam vários postos no topo do ranking brasileiro.

Este destaque para os bancos se deve à solidez, bom desempenho financeiro e confiança conquistada pelas marcas junto ao consumidor brasileiro. Há também o reconhecimento e a percepção positiva gerada no cenário internacional, o que atrai investimentos estrangeiros para a nossa economia. Ainda entre as cinco maiores marcas está a Skol em quinto lugar, com valor de R$ 6.593 milhões.

Embora no Brasil a crise tenha sido, de maneira geral, mais branda do que na maioria dos mercados internacionais maduros, ela afetou alguns setores da nossa economia de forma bastante pronunciada– em especial aqueles que dependiam mais intrinsecamente da saúde financeira, do apetite e do crescimento da economia externa. Esse foi o caso da Vale, Gerdau e Usiminas, que apareciam no último ranking realizado pela Interbrand para as marcas mais valiosas da América Latina.

De acordo com Pinedo, “independente do estágio de maturação e da visibilidade com relação ao panorama global, muitas das marcas brasileiras apresentam valores significativos. As cinco primeiras colocadas deste ranking poderiam figurar entre as cem marcas mais valiosas do mundo, listadas anualmente em nosso Best Global Brands. Falta-lhes apenas maior visibilidade, reconhecimento e presença internacional para serem verdadeiramente globais. Tudo isso é, certamente, apenas uma questão de tempo”.

A metodologia da avaliação de marcas da Interbrand foi desenvolvida pela empresa junto com a London Business School em 1988, e desde então a Interbrand tem trabalhado em projetos de avaliação de mais de 5 mil marcas. O método Interbrand é uma referencia no mercado internacional e tem sido usado pelo US Internal Revenue Service, autoridades em impostos de vários países, pela Comissão de Monopólio e Fusões da Grã-Bretanha, pelo Comitê Anti-truste europeu, tribunais de diversos países como EUA, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Hong Kong, além de ser usado por consultorias e empresas de auditoria.

Ranking das marcas brasileiras mais valiosas – 2010
(valores em milhões de reais):
1. Itaú R$ 20.651
2. Bradesco R$ 12.381
3. Petrobras R$ 10.805
4. Banco do Brasil R$ 10.497
5. Skol R$ 6.593
6. Natura R$ 4.652
7. Brahma R$ 3.607
8. Antarctica R$ 1.753
9. Vivo R$ 1.468
10. Renner R$ 780
11. Embratel R$ 730
12. Banrisul R$ 645
13. Lojas Americanas R$ 601
14. Cyrela R$ 545
15. Oi R$ 472
16. Braskem R$ 449
17. TAM R$ 347
18. NET R$ 294
19. Marisa R$ 196
20. Hering R$ 144
21. Gafisa R$ 129
22. Havaianas R$ 113
23. Gol R$ 108
24. Positivo R$ 103
25. Lopes R$ 87

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.