Aprendendo qualidade de uma forma sistêmica

A palavra qualidade gera muito confusão devido ao seu subjetivismo e ao uso genérico em que ela é empregada para significar coisas distintas. Para muitos, está associada a atributos intrínsecos de um bem, como desempenho e durabilidade. Nessa perspectiva, um produto mais durável teria mais qualidade que um produto ou serviço equivalente, mas com uma vida útil menor. Para outros, qualidade está associada à satisfação dos clientes quanto à adequação ao uso. Ou seja, a qualidade é o grau com que o produto ou serviço atende satisfatoriamente às necessidades do consumidor, durante o seu uso.

Assim, ter visão sistêmica da qualidade implica em procurar conhecer, tão detalhadamente quando possível, a influência das variáveis que afetam significativamente os resultados dos sistemas de gestão a curto e a longo prazo. Hoje, sabe-se que 80% dos resultados podem ser creditados a 10% das variáveis, sendo esse fato um alerta para se aplicar a atenção, primariamente, nas variáveis mais importantes para compreender todo o sistema e controlá-lo num primeiro momento. Aperfeiçoar o controle exige aprofundamento posterior no conhecimento das muitas variáveis restantes que, entretanto, só afetam pequena parte dos resultados. Nisso, porém, poderá estar a vantagem competitiva em relação ao concorrente.

Os conceitos disponíveis nessa publicação iniciam-se pelo Programa 5S, PDCA, avançam para o MASP e suas Ferramentas da Qualidade, incluindo uma introdução ao CEP e, de uma forma sistêmica, chega-se às normas que ganham especial destaque, com um capítulo para cada uma delas, desde a ISO 9001 à ISO 14001, OHSAS 18001, TS 16949, etc., e como estas normas são completadas nos aspectos da gestão e capacitação das pessoas pela ISO 10015, e na importância dos aspectos econômicos da qualidade tratados pela ISO 10014. O capítulo de Responsabilidade Social abrange a SA 8000, a NBR 16001 e a ISO 26000.

Dois outros capítulos oferecem as dicas e as informações para os Representantes da Direção e de como as Auditorias Internas devem ser planejadas e conduzidas. Especial atenção é oferecida no capítulo da novíssima ISO 9004 (Gestão do Sucesso Sustentável), uma norma que trata dos aspectos que envolvem as empresas que querem se tornar e se manter perenemente sustentáveis. O capítulo sobre gestão de riscos antecede, e assim completa o da NBR 15999 que trata da gestão da continuidade dos negócios. A segurança da informação para empresas de TI está no capítulo que trata com clareza das importantes normas ISO 20000 e ISO 27000.

Finalmente, o capítulo sobre Sistema Integrado de Gestão apresenta aos profissionais e iniciantes da área quando e como duas ou mais normas podem ou não ser integradas num único manual, enquanto que os últimos três capítulos integram-se para o tratamento da qualidade em Logística, na Chefia de Fábrica e na Manutenção. Este livro tem a finalidade de apresentar uma visão ampla e abrangente das técnicas, ferramentas, metodologias e normas, disseminando assim a cultura da qualidade numa linguagem muito acessível, porém criteriosa, sem a mínima pretensão de exaurir os assuntos que aborda.

Aprendendo qualidade de uma forma sistêmica

Autor: Oceano Zacharias

Número de páginas: 248

Preço do livro: R$ 30,00

Sabe o que é o REACH?

Uma leitora quer saber o que é a sigla REACH. R – Registration; E – Evaluation; A – Authorization of; (R) – Restriction; CH – Chemicals é a legislação européia que tem por objetivo assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana e do meio ambiente e garantir a livre circulação de substâncias químicas no mercado interno europeu, reforçando simultaneamente a competitividade e a inovação. O REACH reverte o ônus da prova. Agora é a indústria, e não mais o governo, que passa a ser responsável pela segurança das substâncias químicas colocadas no mercado. A European Chemicals Agency (ECHA), com sede em Helsinki, Finlândia, é responsável pela implementação do REACH (http://echa.europa.eu/).

O Regulamento nº 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho foi aprovado em 18 de dezembro de 2006 e entrou em vigor em 1º de junho de 2007. Esse regulamento supõe uma reforma total do marco regulatório sobre substâncias e misturas químicas dentro da União Européia. Seu objetivo principal é garantir uma elevação do nível de proteção da saúde humana e do ambiente. Para isso, introduz a obrigação de realizar um registro de todas as substâncias químicas comercializadas dentro do território da União Européia. A partir da sua entrada em vigor, não se poderá comercializar nenhuma substância que não for registrada.

O REACH atribui à indústria a responsabilidade de controlar os riscos associados às substâncias químicas ou misturas. É baseado no princípio de que cabe aos fabricantes, importadores e aos usuários intermediários garantir que fabricam, comercializam ou utilizam somente substâncias que não afetam negativamente a saúde humana ou o meio ambiente. Este regulamento aumentará a informação existente sobre substâncias químicas seus riscos associados e possibilitará que esta informação seja transmitida aos usuários e aos consumidores.

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008

Dr. Nigel H. Croft

Tradução: B. V. Dagnino – Chartered Quality Professional e Fellow CQI e Fellow ASQ

Revisão técnica: Luiz Carlos do Nascimento – Delegado Brasileiro junto ao ISO/TC176/SC2

108 páginas

 Preço de lançamento do livro: R$ 25,00

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023  ou ligue (11) 5188-1511 – zinaura.costa@epse.com.br

O sitema de registro está dividido em fases, com base em dois critérios: quantidade colocada no mercado (produzida ou importada); e risco à saúde e ao meio ambiente. A conjugação dos dois critérios será determinante para os prazos de registro de substâncias. Existem faixas de volume com diferentes obrigações para registro: substâncias colocadas no mercado em quantidades ≥ a 1.000 toneladas/ano e substâncias de alta preocupação (SVHC) presentes em um artigo em quantidade superior a 0,1% e que sejam comercializadas em quantidade superior a 1 tonelada por registrante por ano. Todas precisam ser notificadas.

Quem precisa registrar produtos no REACH? São os produtores de substâncias químicas na União Européia; importadores de substâncias químicas localizados na União Européia; produtores europeus de preparações químicas (se as substâncias contidas não tiverem sido registradas por seus fornecedores); importadores de preparações químicas; produtores europeus ou importadores de artigos se alguma substância presente neste artigo for intencionalmente liberada ao meio ambiente (se as substâncias contidas não tiverem sido registradas por seus fornecedores para este uso).

Os produtores localizados fora da União Européia não têm qualquer responsabilidade para com o REACH. Apenas seus representantes exclusivos localizados na UE é que farão os registros e serão responsáveis pelas substâncias contidas nos produtos importados pela UE. Um “only representative” deve possuir conhecimento suficiente na manipulação das substâncias, bem como as informações relacionadas às substâncias necessárias para satisfazer todas as obrigações de registrante (importador). Igualmente os usuários a jusante, os denominados downstream users, deverão reportar ao produtor ou importador, os usos da substância para que o produtor ou importador possa fazer a identificação de perigo.

São isentos de registro de acordo com o artigo 2º: substâncias radioativas; substâncias isoladas ou não, em artigos submetidos ao controle aduaneiro; intermediários não isolados; transporte de substâncias perigosas e substâncias perigosas em preparações perigosas quando transportadas; substâncias que ocorrem na natureza e que não foram quimicamente modificadas; gases nobres, petróleo bruto, polpa de celulose, etc. Também estão isentos de registro: resíduos, produtos medicinais, aditivos para alimentos, aditivos para nutrição animal, cosméticos, polímeros (mas os monômeros com que são fabricados devem ser registrados.

Quais as substâncias que deverão ser registradas? Os metais terão de ser registrados, porém os minerais e minérios são isentos de registro, a não ser quando modificados quimicamente. As ligas metálicas, de acordo com o REACH, são preparações especiais, cujas propriedades nem sempre são semelhantes às dos componentes. Como preparações, as ligas metálicas não estão sujeitas ao registro, mas os metais com as quais são feitas, estão sujeitos ao registro, se fabricados ou importados acima de 1 tonelada/ano.

Importante conhecer algumas definições:

  • Substâncias químicas: elemento químico e seus compostos no estado natural ou obtido por qualquer processo de manufatura.
  • Preparações: uma mistura ou solução composta de duas ou mais substâncias.
  • Artigos: objeto que durante a produção recebe uma forma especial, superfície ou desenho que determinam sua função, em maior grau do que a substância química nele presente, em condições definidas pelo Guia de Artigos.

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