Crescimento profissional

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008

Dr. Nigel H. Croft

Tradução: B. V. Dagnino – Chartered Quality Professional e Fellow CQI e Fellow ASQ

Revisão técnica: Luiz Carlos do Nascimento – Delegado Brasileiro junto ao ISO/TC176/SC2

108 páginas

 Preço de lançamento do livro: R$ 25,00

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023

Informações: (11) 5188-1511 – zinaura.costa@epse.com.br

Atualmente, já existem algumas ferramentas que podem auxiliar as empresas a perceberem aquele profissional que é o grande destaque nas equipes e aqueles que poderiam ser mais bem aproveitados. Elas podem fornecer as informações relevantes, oportunas, fáceis de interpretar e confidenciais. São informações coletadas em pesquisas com o chefe, colegas, subordinados diretos e com a própria pessoa.

O retorno dessas pessoas pode ser comprado com a auto-avaliação, revelando rapidamente lacunas entre a autopercepção e a perspectiva alheia. Essas informações são classificadas da maior para a de menor pontuação, fornecendo uma visão geral dos pontos fortes e das áreas que necessitam melhoria, facilmente localizáveis. É uma espécie de raio X dos obstáculos que devem ser superados internamente, fornecendo as informações necessárias para as melhorias coletivas e contínuas.

Assim, por meio desses remanejamentos internos, a organização terá um funcionário que percebe que a empresa se importa com ele, oferecendo as melhores oportunidades de acordo com seu perfil e se beneficiará da competência de um funcionário atuando em seu cargo correto, o que gera para a empresa mais oportunidades de se destacar no mercado. Outra aposta para o crescimento profissional baseado em competências é saber manter um relacionamento franco com o superior, apontando necessidades e sugestões de melhoras. Os profissionais devem perguntar ao chefe o que ele gostaria que continuassem fazendo, assim como indagar o que faz de bom que supera sua expectativa. Essas consultas não geram constrangimento e dão uma visão de fora para o profissional. Mais do que isso, é uma demonstração de que as pessoas estão preocupadas com seu próprio crescimento e querem ajuda para crescer ainda mais.

Para o sócio-diretor responsável da BDO, Marcelo Gonçalves, estar em uma organização que oferece plano de carreira e permite o crescimento de seus colaboradores é importante. Mas isso não basta, pois o desenvolvimento individual depende, sobretudo, da capacidade de tomar decisões. E não se trata apenas de saber planejar os grandes passos. É nas pequenas decisões do dia-a-dia que está contida a semente do sucesso ou do fracasso. Em outras palavras, não existe sorte – o bem e o mal, o êxito e a queda, são determinados pelas nossas ações.

“Por exemplo: acordar um pouco mais cedo para ler os jornais é uma atitude que fará o profissional bem informado sobressair em relação aos demais. De maneira semelhante, a forma como organizamos a nossa agenda, a atitude que temos em relação a parceiros e colegas, nosso grau de dedicação ao trabalho, nossa disposição para fazer cursos e treinamentos, entre outras escolhas e decisões, são determinantes para a construção da carreira. Também na vida pessoal, todos os dias nós tomamos decisões importantes: será que estamos dando a atenção que as pessoas queridas merecem? Quando os problemas surgem, nós lidamos com eles de forma tranquila e sábia, ou fazemos muita tempestade em copo d’água? E a nossa comunicação, como é que anda? Analisar nossas atitudes em cada um desses pontos é fundamental para dar o rumo certo às nossas vidas”.

Para o diretor, cabe ressaltar que, embora haja todo um discurso corporativo acerca das vantagens de separar a vida pessoal da vida profissional, a prática é bem diferente. “O fato é que a sinergia é inevitável. O sucesso nos torna mais felizes: ele melhora o nosso humor e isso é positivo para a nossa convivência com amigos, familiares e parceiro amoroso. Ao mesmo tempo, se tudo está bem no campo pessoal, a criatividade flui melhor nos estudos e no trabalho, aumentando as nossas chances de alcançar resultados promissores. A fórmula para equacionar a vida profissional e pessoal de forma saudável é dividir o tempo entre todas as atividades. Isso inclui o convívio com os amigos e parentes, os cuidados com a saúde, o curso de especialização que pode dar um up à carreira, a dedicação a um novo projeto. Para tanto, dispor de uma agenda bem organizada é fundamental. Quando falamos em crescimento pessoal e profissional, não podemos classificar as pessoas por faixa etária, nem determinar o momento certo para a consolidação do êxito. Afinal, cada um tem seu tempo. O importante é correr atrás… Infelizmente, porém, tem gente que passa a vida chorando pelo emprego que perdeu, pela promoção que não aconteceu, pelo casamento que acabou, pela pessoa que partiu e por tudo aquilo que não foi construído. Quem vive se lamentando pelo passado não tem força para construir um caminho de sucesso pessoal e profissional”.

Finalmente, ele revela que é importante deixar claro que não existe empresa Ideal ou pessoa perfeita para possibilitar o nosso desenvolvimento – afinal, pede-se demissão ou terminam-se relacionamentos não porque, de repente, a empresa ou o parceiro se tornaram insatisfatórios, mas porque os estágios de crescimento das partes se tornaram distantes, desiguais. “Quando os desligamentos acontecem, é preciso ter coragem para romper os vínculos: da mesma forma que a dificuldade extrema para se desligar do passado impede homens e mulheres de reconstruírem suas vidas, o apego a um emprego ou a uma experiência profissional do passado é empecilho grave ao progresso. Ter sucesso significa olhar para frente, caminhar para o futuro, superar desafios e saber que nunca é cedo nem tarde demais para buscar aprimoramento”, conclui.

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Uma resposta

  1. Excelente matéria. Realmente tudo depende da decisão de cada um, porém muitos culpam a empresa pelo seu fracasso. As pessoas precisam se conscientizar de que é responsabilidade de a empresa praticar o humanismo e não o assistencialismo, este último é papel do governo.

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