Pode-se evitar a silicose?

A silicose é a formação permanente de tecido cicatricial nos pulmões causada pela inalação de pó de sílica ou quartzo. É uma doença profissional muito antiga e se desenvolve em pessoas que inalaram pó de sílica durante muitos anos. O pó de sílica é o elemento principal que constitui a areia, sendo por isso frequente a exposição entre os mineiros do metal, os cortadores de arenito e de granito, os operários das fundições e os oleiros.

Os sintomas aparecem, geralmente, após 20 ou 30 anos de exposição ao pó. No entanto, nos trabalhos em que se utilizam jactos de areia, na construção de túneis e no fabrico de sabões abrasivos que requerem quantidades elevadas de pó de sílica, os sintomas podem surgir em menos de dez anos. O risco de se adquirir silicose depende principalmente de três fatores: da concentração de poeira respirável nos ambientes de trabalho, da porcentagem de sílica livre e cristalina na poeira e da duração da exposição dos trabalhadores.

As poeiras respiráveis são freqüentemente invisíveis a olho nu e são tão leves que podem permanecer no ar por período longo de tempo. Essas poeiras podem também atravessar grandes distâncias, em suspensão no ar, e afetar trabalhadores que aparentemente não correm risco. A poeira de sílica é desprendida quando se executa operações, tais como: cortar, serrar, polir, moer, esmagar, ou qualquer outra forma de subdivisão de materiais que contenham sílica livre e cristalina, como areia, concreto, certos minérios e rochas, jateamento de areia e transferência ou manejo de certos materiais em forma de pó.

Segundo a Fundacentro, no Brasil, as atividades que apresentam maior risco de se adquirir a silicose encontram-se na indústria extrativa, fundição de ferro, aço ou outros metais onde se utilizam moldes de areia, fabricação de produtos cerâmicos, produção e uso de tijolos refratários, perfuração de rochas na construção de túneis, moagem de quartzo, marmoraria com granito, fabricação de materiais abrasivos e do vidro e a escavação de poços.

A Fundacentro sugere como bases da prevenção, algumas medidas técnicas com vistas à segurança e a saúde do trabalhador que incluem: a substituição da sílica ou sua eliminação, substituição do processo, processo de umidificação, isolamento, enclausuramento, monitoramento ambiental, limpeza, manutenção geral e sistema de ventilação local exaustora. Igualmente, a fundação editou um Manual sobre a sílica para a informação dos trabalhadores está, principalmente, em apresentar as bases da prevenção da silicose, com as medidas técnicas, administrativas e pessoais necessárias. Destacam-se a informação sobre a proibição do jateamento com areia e sobre a utilização da umidificação como medidas de controle. Quer ler o manual, clique no link http://www.fundacentro.gov.br/ARQUIVOS/PUBLICACAO/l/S%EDlica_portal.pdf

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