Os conceitos de uma boa gestão financeira

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13/07/2010 – SATISFAÇÃO DO CLIENTE – TRATAMENTO DE RECLAMAÇÕES – NBR ISO 10002:2005

19/07/2010 – PROGRAMA 5S – ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA E DISCIPLINA

29/07/2010 – CAPACITAÇÃO DE RDs (REPRESENTANTE DA DIREÇÃO) PARA NBR ISO 9001:2008

30/07/2010 – LEAN MANUFACTURING

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Para uma correta gestão financeira, cabem as análises, decisões e atuações relacionadas com os meios financeiros necessários à atividade da empresa. Desta forma, a função financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controlo de recursos financeiros. Em  outras palavras, a função financeira integra: a determinação das necessidades de recursos financeiros (planejamento das necessidades, o inventário dos recursos disponíveis, a previsão dos recursos libertos e o cálculo das necessidades de financiamento externo); a obtenção de financiamento da forma mais vantajosa (tendo em conta os custos, prazos e outras condições contratuais, as condições fiscais, a estrutura financeira da empresa); a aplicação criteriosa dos recursos financeiros, incluindo os excedentes de tesouraria (por forma a obter uma estrutura financeira equilibrada e adequados níveis de eficiência e de rentabilidade); a análise econômica e financeira (incluindo a recolha de informações e o seu estudo por forma a obter respostas seguras sobre a situação financeira da empresa); e a análise da viabilidade econômica e financeira dos investimentos.

Para elaborar o adequado planejamento tributário, o gestor financeiro precisa conhecer bem a legislação tributária referente aos impostos, taxas, contribuições que incidem sobre as atividades operacionais da sua empresa, como por exemplo, base de cálculo, lucro real ou presumido, prazo de recolhimento, isenções, incentivos, benefícios fiscais, etc. As principais funções da gestão financeira incluem:

  • Análise e planejamento financeiro: analisar os resultados financeiros e planejar ações necessárias para obter melhorias.
  • Captação e aplicação de recursos financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis.
  • Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos.
  • Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa.
  • Contas a Receber: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo.
  • Contas a Pagar: controlar as contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos, despesas operacionais, e outras.
  • Contabilidade: registrar as operações realizadas pela empresa e emitir os relatórios contábeis.

Segundo o Sebrae, os principais instrumentos de controle utilizados na gestão empresarial, são:

Fluxo de Caixa: O objetivo do fluxo de caixa é apurar o saldo disponível para se tomar a decisão de captar os recursos necessários, ou aplicar os recursos disponíveis. O saldo de caixa não indica, necessariamente, que a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais. No fluxo de caixa deverão ser registrados todos os recebimentos (vendas à vista, recebimento de duplicatas e outros recebimentos) e todos os pagamentos (compras à vista, pagamentos de duplicatas, pagamento de despesas, outros pagamentos) previstos para o dia.

Modelo do fluxo de caixa

Itens Dia 1 Dia 2 Dia N Total
1. Saldo Inicial 1.000,00 -3.100,00 1.300,00  
2. Recebimentos        
2.1. Vendas        
2.1.1. Vendas à Vista 800,00 500,00 600,00 1.900,00
2.1.2. Duplicatas a Receber 2.000,00 1.500,00 5.200,00 8.700,00
Total das Vendas 2.800,00 2.000,00 5.800,00 10.600,00
2.2. Empréstimos 0,00 7.000,00 0,00 7.000,00
2.3. Outros Recebimentos 500,00 400,00 300,00 1.200,00
Total de Recebimentos 3.300,00 9.400,00 6.100,00 18.800,00
3. Pagamentos        
3.1. Compras        
3.1.1. Compras à vista 400,00 600,00 700,00 1.700,00
3.1.2. Duplicatas a Pagar 1.500,00 1.800,00 2.200,00 5.500,00
Total das Compras 1.900,00 2.400,00 2.900,00 7.200,00
3.2. Despesas variáveis        
3.2.1. Impostos 600,00 0,00 400,00 1.000,00
3.2.2. Comissões 300,00 200,00 0,00 500,00
Total de Despesas Variáveis 900,00 200,00 400,00 1.500,00
3.3. Despesas fixas        
3.3.1. Aluguel 2.000,00 0,00 0,00 2.000,00
3.3.2. Água / Luz / Telefone 300,00 0,00 300,00 600,00
3.3.3. Salários / Encargos 1.200,00 0,00 800,00 2.000,00
3.3.4. Pró-labores 800,00 900,00 0,00 1.700,00
3.3.5. Despesas financeiras 200,00 300,00 400,00 900,00
3.3.6. Outras Despesas 100,00 200,00 300,00 600,00
Total de Despesas Fixas 4.600,00 1.400,00 1.800,00 7.800,00
3.4. Outros Pagamentos 0,00 1.000,00 800,00 1.800,00
Total de Pagamentos 7.400,00 5.000,00 5.900,00 18.300,00
4. Saldo Final -3.100,00 1.300,00 1.500,00  

Demonstrativo de resultados – O objetivo é mostrar o resultado financeiro (lucro ou prejuízo) das vendas realizadas no período. No demonstrativo de resultados deverá constar o valor total das vendas realizadas no período, independentemente do seu recebimento, o custo das mercadorias vendidas, independentemente de seu pagamento, e as despesas decorrentes de suas atividades operacionais. O registro dos recebimentos das vendas e dos pagamentos dos custos e das despesas é feito no Fluxo de Caixa.

Modelo de Demonstrativo de Resultados:

  Mês 1   Mês 2  
Itens Valor % Valor %
1. Vendas 30.000,00 100% 40.000,00 100%
2. Custo das Mercadorias Vendidas 15.000,00 50% 24.000,00 60%
3. Despesas Variáveis        
3.1. Impostos 3.000,00 10% 4.000,00 10%
3.2. Comissões 1.500,00 5% 2.000,00 5%
4. Margem de Contribuição (1-2-3) 10.500,00 35% 10.000,00 25%
5. Despesas Fixas 7.500,00 25% 8.000,00 20%
6. Lucro Líquido (4-5) 3.000,00 10% 2.000,00 5%

Contabilidade de custos e alocações para a boa gestão financeira de produtos/clientes

Fábio Cornibert

Entender a real margem que cada produto ou que cada cliente deixa de lucro para a companhia é um dos principais desafios dos empresários. Para que este processo seja bem implementado, é importante o empresário entender em primeiro lugar qual é a margem variável (antes das alocações dos gastos fixos) que cada produto ou cliente deixa para a companhia. O conceito de margem variável é definido como o lucro que cada produto/cliente deixa para absorver os gastos fixos. Para aplicar este conceito, é importante a definição do custo variável, que pode ser entendido como todo aquele custo que, se eliminado o produto ou o cliente, poderá ser eliminado também.

Para implementar esses conceitos, inicialmente deverá ser criado um time para se discutir um sistema, um plano de contas e uma metodologia capaz de identificar e alocar diretamente cada despesa direta a cada produto e/ou cliente. Neste time deverão ter os responsáveis pela área de Marketing, Vendas, Finanças, Informática e Contabilidade.

Primeiramente, o time deve discutir e acordar quais as despesas que serão apropriadas diretamente a cada produto/cliente. Nesse tipo de despesas, recomendamos que sejam apropriados para cada produto ou cliente os seguintes itens: os impostos incidentes sobre as vendas, os descontos comerciais e de canal, os acordos comerciais, descontos logísticos, as devoluções e os descontos financeiros. Na área de custos dos produtos/serviços vendidos, recomendamos que sejam alocados a cada produto as matérias primas, materiais de embalagem , custo direto da mão de obra e seus custos relacionados, tais como: encargos  sociais, alimentação, transporte, assistência médica, etc. . Após feita essa identificação de custos por produto, calcular o custo de cada produto na Nota Fiscal e alocar a cada cliente.

Na área das despesas operacionais, todo o investimento de trade Marketing deverá ser devidamente identificado por produto/cliente. Os investimentos de propaganda também deverão ser alocados aos produtos, porém não devem ser alocados aos clientes, pois não estão ligados diretamente a eles. Outra área de atenção é o frete. Nesta área, o sistema deverá calcular e alocar o frete de cada nota a cada produto, bem como alocar o frete de cada NF ao respectivo cliente.

Em 2º lugar e um pouco mais complexo, porém também importante, é alocar da maneira mais justa possível as despesas fixas da companhia. A contabilidade deverá identificar todas as despesas fixas da companhia por área. Após, o time deverá discutir o critério de alocação de cada despesa. A seguir algumas sugestões de como alocá-los utilizando o conceito de Activity Based Costing – ABC.

Despesas de CMV

 Despesas Indiretas de Produção: Alocar por volume de produção ou valor de produção de cada produto.

 Despesas de Suprimentos: Alocar por número de compras efetuadas anualmente de cada Matéria Prima e Material de Embalagem que é aplicado em cada produto.

 Despesas do Depto de Custos: Alocar pelo número de lotes de produção de cada produto. Após, alocar este custo a cada produto na Nota Fiscal e alocar a cada cliente.

Despesas do Depto de Marketing.

 Alocar com base no % de vendas o custo de cada gerente de Produto/Analista de Trade Marketing aos produtos que cada um administra. Após alocar a cada cliente.

 Os investimentos de propaganda deverão ser alocados aos clientes com base do % de vendas. Mais aprimorado, o custo de propaganda deverá ser alocado somente aos clientes onde a propaganda foi efetuada.

Despesas de Vendas

 Alocar com base no faturamento de cada cliente o custo do vendedor/gerente de vendas designado a atendê-los. Após, alocar a cada produto.

Despesas de Logística

 Alocar o custo do depto de logística com base na quantidade de unidades de cada produto. Após, alocar a cada cliente.

Despesas administrativas e financeiras

 Como é muito difícil determinar a melhor forma de alocar estes custos, o mais apropriado é alocá-los sobre as vendas de produtos e clientes.

Demais despesas

 Alocar pela % de vendas.

Imposto de Renda/Contribuição Social

 Alocar com base no lucro de cada produto cliente. Se o produto/cliente der prejuízo, o imposto de renda e a contribuição social serão credores, ou seja, diminuirão o prejuízo.

Os itens acima são somente sugestões. Cabe ao time discutir em detalhes e definir o melhor critério de alocar as despesas aos produtos / clientes.

Fábio Cornibert é sócio da CFN Consultoria – mbecker@brsa.com.br

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Regulamentação metrológica

Uma leitora me pede explicações sobre o que é regulamentação metrológica. Na verdade, o Brasil, desde que promulgou a Lei imperial n.º 1157, assinada por Dom Pedro II, que adotou o sistema métrico em todo o território nacional, passou a regulamentar a metrologia. Depois disso, com a Lei n.º 4048 de 1961 criou o Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) que, mesmo com uma estrutura imperfeita, abriu-se caminho para a expansão da metrologia legal no país.

Com efeito, a partir daí passou a existir um instituto independente, com característica federal e com atribuição de coordenar uma rede nacional de metrologia, possuía todos os pré-requisitos para se consolidar e expandir, à semelhança de outros organismos similares no exterior. A Lei n.º 5966, de 11 de dezembro de 1973 criou o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), em substituição ao INPM. Ele passou, assim, a coordenar todas as ações nacionais no campo da metrologia, da normalização e da certificação da qualidade de produtos e serviços industriais, estas duas últimas até então praticamente centralizadas na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), entidade privada, sem fins lucrativos, que elabora as normas técnicas nacionais.

Importante observar que nos anos 60 havia a preponderância da comercialização de produtos quantificados à vista do comprador. Em grande parte do país, o consumo básico da população se dava por meio da pesagem na presença do consumidor. Esse procedimento, efetivamente disseminado na comercialização, valorizava o papel dos instrumentos utilizados nessas transações, tais como as balanças e os pesos comerciais. Assim, a atuação do INPM voltava-se, primordialmente, para as aferições de balanças e pesos comerciais, bombas medidoras de combustíveis líquidos e taxímetros, retratando, assim, a citada realidade sócio-econômica e industrial que caracterizava o país naqueles anos. A ampliação do comercio por supermercados, a partir dos anos 70, trouxe marcantes modificações na comercialização dos produtos.

Disseminados nas grandes capitais e posteriormente nos municípios interioranos, os supermercados passaram a comercializar em sua grande maioria as chamadas mercadorias pré-medidas (embaladas sem a presença do consumidor), em geral acondicionadas em embalagens onde a quantidade é expressa e na qual se baseia a transação comercial. Esse movimento representou a contrapartida comercial da tendência, observada nas indústrias, de acondicionar produtos anteriormente medidos na presença do consumidor. Essa tendência decorreu da extrapolação, para o Brasil, de direcionamento empreendido em países desenvolvidos, no sentido de minimizar a quantificação na presença do comprador. Esse redirecionamento calcava-se no fato de a nova modalidade de comercialização ser mais prática, higiênica e confiável, constituindo-se em excelente atrativo para o consumidor, permitindo maciças campanhas publicitárias sobre embalagens cuidadosamente projetadas, sem falar na otimização e racionalização de estoques, armazenamento e transporte.

As mercadorias pré-medidas representam hoje significante parcela do valor dos bens de consumo comercializados na economia brasileira. Dessa forma, a metrologia legal passou a permear todos os níveis e setores da atividade humana, demandando definições legais, técnicas e administrativas, sobre unidades de medida, métodos de medição, instrumentos de medir, medidas materializadas, mercadorias pré-medidas e materiais de referência. Sempre que houver interesse e relevância pública para que seja dada garantia oficial quanto à exatidão metrológica e à segurança das operações, criam-se pressupostos para a atuação da metrologia legal, com ações preventivas tais como: aprovação de modelos, verificação inicial e periódica de medidas materializadas e instrumentos de medir, ou ações repressivas como a fiscalização e vigilância pública.

Por tudo isso, o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) editou a Resolução nº 11, de 12 de outubro de 1988 que aprovou a Regulamentação Metrológica. Em sua apresentação, o documento especifica: “O desenvolvimento e a consolidação da cultura metrológica vêm-se constituindo em uma estratégia permanente das organizações, uma vez que resultam em ganhos de produtividade, qualidade dos produtos e serviços, redução de custos e eliminação de desperdícios. A construção de um senso de cultura metrológica não é tarefa simples, requer ações duradouras de longo prazo e depende não apenas de treinamentos especializados, mas de uma ampla difusão dos valores da qualidade em toda a sociedade”.

A regulamentação abrange:

Capítulo I

Das Unidades de Medida 0

Capítulo II

Dos Órgãos Atuantes na Metrologia

Capítulo III

Dos Instrumentos de Medir, Medidas Materializadas e Modo de Utilizá-las

Capítulo IV

Do Aspecto Metrológico das Transações

Capítulo V

Das Mercadorias Pré-Medidas sem a Presença do Comprador Acondicionadas ou Não

Capítulo VI

Das Normas Procedimentais para a Realização da Fiscalização

Capítulo VII

Das Penalidades

Capítulo VIII

Das Disposições Gerais

Para ler a resolução na íntegra, clique no link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/06/regulamentacao_metrologica.pdf

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