End of Life Vehicles (ELV) e Control of Major Accident Hazard Regulations 1999 (COMAH)

O livro definitivo sobre a ISO 9001:2008

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008

Dr. Nigel H. Croft

Tradução: B. V. Dagnino – Chartered Quality Professional e Fellow CQI e Fellow ASQ

Revisão técnica: Luiz Carlos do Nascimento – Delegado Brasileiro junto ao ISO/TC176/SC2

108 páginas

 Preço de lançamento do livro: R$ 25,00

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023

Informações: (11) 5188-1511 – zinaura.costa@epse.com.br

Devido ao elevado índice de metais e polímeros em sua estrutura, os veículos têm em média 75% de seu peso composto por materiais que são recicláveis. Do resíduo total remanescente contendo uma variedade de substâncias, incluindo algumas perigosas, pouco é reciclado, reutilizado ou recuperado. Esse resíduo é denominado Automobile Shredding Residue (ASR) e tem diferente destino em cada país. A fim de evitar problemas ambientais com Veículos em Fim de Vida (VFVs), alguns países criaram estruturas a fim de fixar um sistema de gestão adequado à legislação existente e normas voluntárias.

No caso da Europa, foi criada a End of Life Vehicles- ELV (2000/53/EC) que é uma regulamentação aprovada em setembro de 2000 para veículos de passeio comercializados na União Européia, e tem como objetivo: minimizar o impacto ambiental produzido pelos veículos no final de vida através da coleta, re-uso e reciclagem dos seus componentes. A Diretiva End of Life Vehicle obriga os fabricantes a integrar uma quantidade crescente de materiais recicláveis e renováveis em novos veículos. Tem como aplicação todos os veículos de passeio e peças comercializados nos países da União Européia, sendo que a certificação por parte do fabricante é obrigatória.

Paralelamente a implementação da Diretiva 2000/53, os países membros da CE criaram leis e fomentaram o desenvolvimento de acordos voluntários com as montadoras e outros operadores econômicos de VFV para atenderem as necessidades econômicas do novo sistema que estava surgindo. Como conseqüência desses fatos, observou-se que a implementação da Diretiva 2000/53 e os acordos voluntários realizados com a iniciativa privada a cargo de cada país geraram uma série de inovações tecnológicas e operacionais no tratamento dos VFVs a partir de 2004. Revelou-se uma estratégia ecoeficiente de controle a partir do conhecimento preciso da destinação final de cada peça ou componente automotivo identificado e de suma importância para auxiliar no monitoramento o ciclo de vida do produto implantado pelas montadoras.

Um exemplo disso foi a indústria de processos para tratamento de superfícies que, para atender às normas vigentes e aprimorar a técnica no sentido de ampliar os resultados de resistência a corrosão obtidos com os sistemas de eletrodeposição e passivação, desenvolveu novos processos de cromitização Isenta de cromo hexavalente com camada de alta espessura; processos de zinco níquel e zinco ferro de nova geração, onde o controle de composição da liga é mais preciso e garante maior homogeneidade e estabilidade dos resultados em avaliação de resistência a corrosão; e passivadores pretos isentos de cromo trivalente para zinco e zinco-ligas. Enfim, as variantes desses processos, que buscam atender a exigências específicas de empresas da indústria de autopeças, também podem ser encontradas, como por exemplo, nas camadas de passivação trivalente com acabamento tendendo ao amarelo, entre outros exemplos.

Outra diretiva é a Control of Major Accident Hazard Regulations 1999 (COMAH) que Implementa a Diretiva Européia EC 96/82/EC, conhecida como Diretiva Seveso II. Ela diz que as substâncias utilizadas no inventário das indústrias (estoques, tanques de processo, estações de tratamento de efluentes), são classificadas em categorias (não tóxicas, tóxicas e muito tóxicas), e dependendo das quantidades presentes dentro das instalações da indústria, ações específicas são determinadas.

Segundo esta diretiva, os países membros da Comunidade Européia se comprometem em implementar programas preventivos junto ás unidades industriais que manipulam substâncias químicas perigosas, de modo a prevenir a ocorrência de acidentes com maiores conseqüências de exposição ao ser humano e ao meio ambiente, como a história tem registrado. As ações necessárias a serem tomadas pelas empresas em função de sua classificação dentro da Diretiva, conforme seu inventário podem ser verificadas: nos Estados membros que devem definir políticas de prevenção de maiores acidentes e limitar suas conseqüências; controlando o estabelecimento de novas plantas industriais; monitorando modificações de estabelecimentos já existentes; controlando as políticas de uso da terra para instalações industriais quando da proximidade de áreas residenciais, áreas de laser e áreas de utilização pública.

Por fim, classifica as indústrias em dois tipos: Lower Tier – manuseia ou estoca menos que 5 toneladas de produtos considerados tóxicos; e Top Tier – manuseia ou estoca mais que 20 toneladas de produtos considerados tóxicos. Dentre as várias substâncias classificadas como tóxicas ou muito tóxicas pelo texto da Diretiva, o trióxido de cromo hexavalente ou ácido crômico, é o que atinge diretamente ao setor de tratamento de superfícies. Ele foi classificado como muito tóxico e por consequência as instalações deverão rever seus inventários (soluções, efluentes e matéria prima) de substâncias classificadas como “muito tóxicas, e se adequar à Regulamentação.

O ácido crômico é composto básico para a montagem de banhos de cromo duro, com aplicações técnicas, bem como os processos de cromo decorativo, muito utilizado na indústria de tratamento de superfícies voltadas para o setor de autopeças. O desenvolvimento e utilização de processos de cromação a base de compostos de cromo trivalente será uma necessidade emergente para o atendimento das normas e diretivas que foram já aprovadas ou ainda estão em processo de aprovação. Já existem processos de cromação a base de soluções isentas de cromo hexavalente entre os de tratamento de superfícies.

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