Cuidado: os beliches vendidos no mercado estão fora das especificações

 

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Formação de Auditores Internos de Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social)

Este curso apresenta os detalhes sobre os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social, relacionando-os com os requisitos específicos dos Sistemas de Gestão implantados (Normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008). Tem o objetivo de capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado.

De 12/08/2010 a 30/09/2010

R$ 175,78 mensais (*)

(10 parcelas)

(*) Valor por participante

Para se inscrever: http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=1&c=686

Conceituado como um conjunto de duas ou mais camas montadas umas sobre as outras, o beliche, para otimizar espaços, é utilizado pela população em alojamentos, albergues, quartos com dimensões reduzidas, etc., existindo hoje no mercado uma infinidade de modelos e preços. No Brasil, apesar de iniciadas discussões em uma comissão de estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a elaboração de uma norma técnica para o produto e, da divulgação, via consulta pública, de um projeto de norma no ano de 2005, a norma técnica ainda não existe, dificultando uma harmonização quanto aos requisitos técnicos que devem ser atendidos pelos fabricantes, de modo a propiciar a segurança dos seus usuários.

Nos Estados Unidos já foram registradas 1.284 ocorrências, que vão desde a queda do usuário do beliche gerando fraturas, passando por anoxia (ausência de oxigênio), contusões e cortes. Assim sendo, o Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro) resolveu analisar alguns beliches comercializados no país, para verificar se são seguros para o consumidor. As marcas testadas foram: Bila Cama Beliche 88, Fritz, Kampalar, Orleans, Palillo, Rubin, Torneado e Unierre. Os testes foram realizados de acordo com uma norma européia, porque o Brasil ainda não possui uma norma para beliches.

O primeiro teste verificou os seguintes itens: se o material estava livre de insetos, como cupins; se a madeira era resistente; se a construção era segura e de fácil montagem pelo consumidor; e se havia extremidades abertas. Todas foram reprovadas. Outro teste verificou a segurança, firmeza, o espaço entre as barras laterais e a fixação da cama superior na inferior. Também nesse item, todas as marcas foram reprovadas, assim como no que dizia respeito às informações ao consumidor. O último teste foi o da resistência dos estrados.

Segundo o Inmetro, nos ensaios relativos aos requisitos de segurança, as principais não conformidades relacionaram-se aos materiais, à construção e às barras de segurança dos beliches. Partes vivas, rebarbas, protuberâncias, ausência de barras de segurança, espaçamentos superiores às dimensões definidas pela norma, ausência de marcações e furos foram alguns dos problemas encontrados. Essas não conformidades podem acarretar ao consumidor danos físicos, como, por exemplo, cortes, lesões, falta de oxigênio quando da queda, ou ainda ter suas pernas ou braços presos entre os estrados do beliche. A ausência de barras de segurança nas camas superiores pode causar lesões aos usuários que podem cair da cama superior, sendo, inclusive, uma das principais causas dos acidentes de consumo. A ausência de informações de advertência pode acarretar um acidente de consumo, pois como o consumidor fica sem uma fonte de informação correta, utiliza o produto da forma que lhe convier, que muitas vezes pode ser a errada, causando acidentes ou mesmo desgaste, reduzindo a vida útil do produto.

Os ensaios de marcação evidenciaram que o consumidor, ao comprar um beliche, não possui informações sobre os fabricantes e/ou fornecedores e a espessura máxima do colchão. Ou seja, caso ocorra algum problema com o produto fica o consumidor sem ter a quem reclamar, já que as informações relativas ao fabricante ou fornecedor não se encontram no produto ou em folheto/manual. Além disso, é importante destacar a relevância da informação sobre a espessura máxima do colchão. Quando o fabricante deixa de mencioná-la ao consumidor, permite que este utilize colchão de qualquer espessura no beliche adquirido. Um colchão com a espessura maior do que a permitida pode proporcionar o seu escorregamento e, conseqüentemente, a queda do consumidor. Nos ensaios de estabilidade, resistência e durabilidade os principais problemas relacionaram-se à instabilidade dos beliches, a pouca resistência ou deformação dos estrados, bem como sobre a soltura da cama superior da cama inferior, demonstrando que as amostras dos beliches analisados são instáveis e totalmente inseguras ao uso.

Em conclusão, o Inmetro, de acordo com os resultados encontrados, informa que a tendência das marcas de beliches comercializadas no mercado nacional é a de não atendimento à legislação, já que nenhuma das oito marcas analisadas apresentou conformidade em relação à norma técnica. Nas amostras analisadas, foram detectados problemas em todas as classes de ensaios: requisitos de segurança, instruções de uso, marcação e estabilidade, resistência e durabilidade.

Os resultados encontrados indicam que a utilização dos beliches pelos usuários é insegura, podendo causar acidentes de consumo. A situação se agrava ainda mais se os usuários forem crianças. Leia o relatório completo em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/beliches.pdf

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A importância da lubrificação para a produtividade

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Lubrificar é colocar uma película de um fluido adequado entre superfícies dotadas de movimento relativo, de modo que esse se realize sem aquecimento excessivo e sem desgastes. Os lubrificantes podem ser gasosos, líquidos, semi-sólidos e sólidos. Os mais práticos e de utilização mais comum são óleos e graxas, contudo são usadas outras substâncias como a grafita, a mica e as películas produzidas na superfície pelo lubrificante. Os óleos podem ser utilizados tais como são feitos, se a viscosidade for adequada, ou mesclados com óleos de diferentes viscosidades para se obter uma mais intermediária. Existem também os compostos ou providos de substâncias especiais que conferem novas características.
Dessa forma, tanto as máquinas como os lubrificantes sofreram alterações tecnológicas para atender as necessidades extremas em processos industriais. Hoje existem várias empresas no mercado que fabricam vários tipos de lubrificantes, de origem mineral, sintético e especiais. Além de ter uma grande utilização, o lubrificante tem formas de aplicações corretas. Para isso existem equipamentos para lubrificação, disponíveis no Brasil desde 1950, que são de uso fundamental e também minimizam o risco da contaminação dos lubrificantes. Com a preocupação mundial ao meio ambiente, foram feitas vários estudos e pesquisas para os lubrificantes pudessem ser usados sem agredir a natureza.
Para isso, pode ser feita uma refinação do lubrificante usado ou usar o óleo vegetal e biodegradável, que é uma opção aos usuários para que evitem mais agressões ao meio ambiente. Atualmente a lubrificação é fator decisivo no poder de competitividade, sendo uma fonte de ganhos, proporcionando melhorias na performance dos equipamentos e principalmente na redução nos custos de manutenção.
A escolha correta de lubrificantes deve levar em consideração suas principais propriedades: poder adesivo (aderência), viscosidade (coesão), ausência de ácidos, pureza química, resistência ao envelhecimento, pontos de inflamação e de congelamento aparente e pureza mecânica. Assim, para que possa ser arrastado e comprimido no espaço intermediário entre as peças, o lubrificante deve aderir às superfícies deslizantes. Um lubrificante de pouca aderência não consegue entrar no espaço interpeças devido à resistência que as peças oferecem à sua entrada. Sem aderência, o lubrificante se solta e ocorre atrito entre as peças.
A viscosidade do lubrificante é necessária para evitar o rompimento da camada aderida às superfícies deslizantes; senão, seria impossível a formação de uma película contínua e resistente de lubrificante. O nível de atrito fluido depende da viscosidade, ou seja, da resistência da camada lubrificante. A viscosidade é, portanto, uma forma de resistência ao atrito em um deslizamento fluido. O lubrificante não deve ser excessivamente viscoso, para evitar perdas por atrito; nem muito pouco viscoso, porque a resistência mecânica seria muito pouca. No caso de grandes cargas, por exemplo, em vez de atrito fluido, ocorre atrito misto. De qualquer forma, a viscosidade de um lubrificante não é constante; depende estritamente da temperatura. A uma temperatura elevada, deve corresponder um lubrificante com menos viscosidade. Assim, é muito importante conhecer a temperatura de trabalho para a seleção adequada do lubrificante.
Para o gerente da Hilub Preditiva, Celso Antônio de Castro, alguns dados estatísticos divulgados por fabricantes de rolamentos confirmam que a lubrificação tem um peso significativo na disponibilidade de máquina e suas atividades, chegando a 50% dos motivos de quebra dentro da manutenção. “No entanto”, acredita ele, “existem verdades do segmento que precisam ser desmistificadas. Várias empresas ainda acreditam que, para reduzir as quebras ou falhas na manutenção industrial, por motivos voltados à lubrificação, decisões isoladas podem ser suficientes. Ter um plano de lubrificação adequado, contar com mão de obra qualificada, ou utilizar um software específico para aplicação, são iniciativas que, se utilizadas separadamente, não alcançam o resultado desejado. Por outro lado, ainda temos o processo de aplicação de lubrificantes que sempre vai interferir diretamente nesses pontos. Os gerentes da manutenção industrial não podem mais acreditar no ou um ou outro. Ou que isso já é o suficiente. Se, no passado, não havia a necessidade de mão de obra qualificada, diversidade de lubrificantes e indicadores para comprovar a importância da lubrificação, hoje o setor conta com especialistas bem preparados, inúmeros tipos de lubrificantes diferentes, e análises que confirmam a relevância da lubrificação, ainda que, nem sempre, as organizações encontrem as ferramentas corretas para a gestão integrada de serviços neste seguimento”.

Em sua opinião, para o futuro, serão necessários trabalhos para redução de custos e aumento de produtividade. “Bem como ferramentas que possibilitem a gestão integrada com as técnicas preditivas, utilizando coletores de dados com código de barras, que identificarão os pontos a serem lubrificados e permitirão a eliminação de papel no processo, passando a trabalhar com informações online. Para se ter uma idéia do salto qualitativo e econômico que pode ser dado, uma ordem de serviço, quando encaminhada ao chão de fábrica para ser executada, leva de cinco a dez dias até seu encerramento. Mas se a velha forma de atuação for substituída pelo novo conceito, o tempo entre a solicitação do serviço e o cumprimento da tarefa pode diminuir para menos de 24 horas, com a redução de até 2,8 toneladas de papel ao ano, além de otimização da mão de obra, que então atuará de forma preventiva pela disponibilidade de dados em tempo real. O mercado está se tornando cada vez mais acirrado, a tecnologia avança e a informação circula mais rapidamente. Para que as empresas não deixem o bonde passar, basta seus comandantes perderem certos pré-conceitos que, muitas vezes, prejudicam a realização dos serviços na lubrificação”, conclui.

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