A nanotecnologia, a saúde dos trabalhadores e o meio ambiente

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Já publiquei um texto nesse site sobre a nanotecnologia: https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/02/11/a-nanotecnologia-no-brasil/ Além disso, para ter uma ideia da diminuta dimensão de 1 nanômetro (nm), ou 1 bilionésima parte de 1 metro, ou 1 milionésima parte de 1 milímetro, pense que a espessura (diâmetro) de um fio de cabelo é de cerca de 80.000 a 100.000 nm; as bactérias têm tamanho de alguns mil nm; um glóbulo vermelho do sangue tem cerca de 5.000 a 7.000 nm; os vírus têm diâmetros que variam entre algumas dezenas de nm até 200 nm; uma molécula de DNA (que carrega o código genético) tem cerca de 2 nm de largura; e dez átomos de hidrogênio, um ao lado do outro, têm tamanho de 1 nm.

Assim, já há uma preocupação com os impactos que a nanotecnologia pode gerar sobre a saúde humana e o meio ambiente. Em 2007, em vários países, principalmente nos mais ricos, já havia 1.300 empresas, de 76, fazendo pesquisas para aplicação em eletrônica, engenharia, máquinas, vestuário, defesa, veículos, agricultura, alimentação, medicina, odontologia e cosméticos, entre outros. Não há dúvida de que toda essa tecnologia traz muitos benefícios. Afinal, já há instrumentos médicos e farmacêuticos como bandagens capazes de impedir a respiração das células dos micróbios ou biomembranas que induzem a formação de novos vasos sanguíneos e tecidos na superfície onde é aplicada. Ou mesmo de aparelhos de tevê que podem ser dobrados e colocados no bolso, celulares que conjugam telefone, e-mail, câmera

O problema é que não há estudos sobre os impactos dessas nanopartículas à saúde e ao meio ambiente. Faltam ainda instrumentos e modelos para avaliar tanto a exposição como o impacto ao longo de seu ciclo de vida. Ninguém sabe nada. Nem médicos, nem cientistas. “De tudo que se gasta em pesquisas de novos nanoprodutos, em todo o mundo, nem 10% é destinado à pesquisa de impacto”, afirma a química Arline Arcuri, pesquisadora da Fundacentro.

“Precisamos gerar conhecimento sobre esse que é considerado o fato mais importante desde a Revolução Industrial, mas que, ao mesmo tempo, pode ser uma ameaça”, diz Arline. Segundo ela, o ideal é que todas as pessoas expostas sejam identificadas, submetidas a um exame minucioso e acompanhadas periodicamente. Assim será possível conhecer um pouco do impacto à saúde.

Em agosto, pela primeira vez, foram publicados resultados de uma pesquisa com humanos expostos a nanopartículas. O estudo, feito na China, relatou que sete moças chinesas sofreram danos pulmonares permanentes e duas delas morreram após trabalharem por meses sem proteção numa fábrica de tintas que usa a tecnologia. No entanto, vários estudos já constataram danos pulmonares em ratos de laboratórios expostos às nanopartículas.

O relatório Expert Forecast on Emerging Chemical Risks (http://osha.europa.eu/en/publications/reports/TE3008390ENC_chemical_risks), elaborado por 49 peritos de toda a Europa, coloca as nanopartículas no topo da lista de substâncias para as quais os trabalhadores necessitam de proteção. A nanotecnologia é utilizada, por exemplo, em produtos cosméticos e de TI e deverá crescer rapidamente num mercado europeu global que movimenta milhares de milhões de euros. Embora seja necessário investigar com maior profundidade o grau dos danos provocados pelas nanopartículas na saúde humana, existem informações suficientes disponíveis para criar práticas internas com vista a reduzir a exposição nos locais de trabalho.

Em muitas profissões, a exposição da pele dos trabalhadores a produtos químicos conduz a um aumento do número de pessoas afetadas por doenças alérgicas. Estima-se que os produtos químicos são responsáveis por até 90% das doenças da pele, ocupando o segundo lugar (13,6%) entre as doenças profissionais, a seguir às lesões músculo-esqueléticas. Apesar disso, não existe um método científico aprovado para avaliar o efeito dessas substâncias na pele ou para determinar níveis de exposição dérmica seguros.

O relatório destaca igualmente substâncias passíveis de provocar cancro, por exemplo, os gases de escape dos motores a gasóleo. No que respeita às substâncias tóxicas, que trazem riscos para a saúde reprodutora, o nível de sensibilização é ainda muito escasso e estigmatizado como um problema de saúde das mulheres. Estas substâncias muito raramente são tidas em conta para efeitos de avaliação de risco e prevenção nos locais de trabalho.

As profissões que suscitam novas preocupações, em que o risco de contacto com substâncias perigosas é elevado, incluem, entre outras, a gestão de resíduos e atividades de construção e manutenção, como os serviços de limpeza ou de prestação de cuidados ao domicílio. As exposições combinadas a vários produtos químicos são a regra e não a exceção, e existe uma tendência para subestimar a verdadeira dimensão de cada um dos riscos quando analisados separadamente.

A nanotecnologia possibilita a fabricação de produtos com características diferenciadas ao manipular a estrutura molecular, alterando a geometria ou arquitetura da composição das moléculas dos materiais. A partir desta modificação geométrica, os elementos adquirem características físico-químicas diferentes das tradicionais, ou seja, diferentes daquelas conhecidas no tamanho em que aparecem na natureza. É possível tomar como exemplo o caso do diamante e da grafite. Os dois são feitos de carbono (C): a arrumação distinta das moléculas de carbono dá as características de um e de outro. Na nanotecnologia é possível transformar materiais: nanotubos de carbono são rígidos, chegando a ser 100 vezes mais resistentes que o aço e, ao mesmo tempo, seis vezes mais leve, sendo condutores ou supercondutores elétricos.

Já existem vários produtos no mercado que utilizam nanotecnologia, sem o conhecimento da sociedade, uma vez que os produtos não são rotulados e não há regulamentação específica. Entre esses produtos encontram-se tecidos resistentes a manchas e que não amassam; raquetes e bolas de tênis com maior durabilidade; capeamento de vidros e aplicações antierosão a metais; filtros de proteção solar; materiais para proteção contra raios ultravioleta; tratamento tópico de herpes e fungos; produtos para limpar materiais tóxicos; produtos cosméticos; aditivos de alimentos; sistemas de filtros para ar e água, geladeiras e máquinas de lavar roupa com ação antibactericida.

No Brasil, algumas estimativas indicam a existência de cerca de mais de 50 empresas envolvidas com projetos e desenvolvimento de produtos em nanotecnologia, interagindo com o setor acadêmico. O mercado mundial de produtos e processos nanotecnológicos movimentará, nos próximos dez anos, cerca de um trilhão de dólares e os maiores investimentos concentram-se em países como Estados Unidos, Japão e União Européia, além de Coréia do Sul e Taiwan. As características inéditas da nanotecnologia levantam algumas hipóteses sobre as possibilidades e os riscos trazidos por essa nova tecnologia. Os materiais são alterados em uma escala que não é visível ao ser humano, nem mesmo com o auxílio de um microscópio convencional. Simplesmente, para visualizar o tipo de mudança efetuada na matéria em escala nano, é necessário um grande investimento em equipamentos científicos.

Mudanças nas propriedades dos materiais em escala nano causam alterações também em sua microlocomoção (ou seja, seu movimento através da matéria), bem como sua potencialidade para invadir barreiras, como a pele humana e membranas (como poderá ocorrer em membranas do cérebro e pulmão, por exemplo). Ao serem desenvolvidas novas propriedades da matéria, evoca-se a necessidade de estabelecer mecanismos de controle dos processos desencadeados em escala nano. Essas características colocam em evidência os desafios de monitoramento, apropriação, propriedade e controle social dessa tecnologia.

É possível prever que os dispositivos invisíveis ao olho humano, móveis e autorreplicadores representarão desafios inéditos para a sociedade. A questão é o que deve ser controlado e quais instituições devem exercer os controles? O cidadão comum não será mais capaz de observar todas as atividades relevantes ao seu redor, enquanto as autoridades serão pressionadas a prover assistência e orientação contra a invasão da privacidade por parte dos produtores ou proprietários da tecnologia. Os riscos inerentes à introdução de novas tecnologias exigem um diálogo constante com a sociedade civil. Novas descobertas se transformam em produtos e chegam ao mercado consumidor, mas também geram resíduos que são despejados no meio ambiente. Em recente Simpósio Internacional, realizado em São Paulo, na Fundacentro, foi gerado um manifesto sobre o assunto. Para ler, clique no link http://www.fundacentro.gov.br/dominios/ctn/anexos/Simposio_nano_internacional_Manifesto.pdf

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A reciclagem do aço

 
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Este curso apresenta os detalhes sobre os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social, relacionando-os com os requisitos específicos dos Sistemas de Gestão implantados (Normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008). Tem o objetivo de capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado.

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O aço é 100% reciclável, se for coletado e destinado corretamente a uma usina siderúrgica ou de fundição pode ser utilizado como matéria prima sem perder suas propriedades. Um fator interessante é que, caso não sejam encaminhadas à reciclagem, as embalagens de aço se degradam com muita rapidez na natureza, num período entre cinco a dez anos, dependendo das condições climáticas e geográficas do ambiente, sem causar quaisquer danos ao solo.

Na Europa, a lata de aço é a líder em reciclagem, sendo que o país campeão é Luxemburgo, com o índice de 93%. Nos EUA, o uso do aço é controlado por poucas indústrias, principalmente a automotiva, de eletrodomésticos, e pelo setor de construção. Entre os vários produtos que utilizam aço, a maior concentração de reciclagem é a do automóvel. Hoje, quase todos os automóveis descartados são reciclados e raramente são vistos automóveis abandonados como sucatas enferrujadas em ferros velhos.

A taxa de reciclagem dos eletrodomésticos está estimada em 77%. No setor de construção, a reciclagem de vigas e chapas de aço chega a 95%. Uma vez que mais de 60% do aço mundial é originado de sucatas, vale ressaltar que é mais fácil para os países desenvolvidos, com economias industriais e populações estáveis obterem a maior parte do aço através da reciclagem de sucata do que para os países em desenvolvimento. Isso porque o estoque de aço embutido na economia é essencialmente fixo, ou seja, o número de eletrodomésticos, a frota de veículos e o estoque de construções crescem muito pouco, ou quase nada. Nos países em estágios iniciais de industrialização, nos quais há um constante aperfeiçoamento da infraestrutura, as indústrias, as construções e os transportes deixam pouco aço para reciclar.

Segundo a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço – http://www.abeaco.org.br/abeaco.html), a reciclagem do aço é tão antiga quanto à própria história da utilização do metal. O aço é o material mais reciclado no mundo. No Brasil, assim como no resto do mundo, o mercado de sucata de aço é bastante sólido, pois as indústrias siderúrgicas precisam da sucata para fazer um novo aço, ou seja, cada usina siderúrgica é uma planta de reciclagem. O principal mercado associado à reciclagem de aço é formado pelas aciarias, que derretem a sucata nos altos fornos e transformam-na em novas chapas de aço. O interessante é que o aço para reciclagem não precisa ser totalmente livre de contaminantes, já que o próprio processo é capaz de eliminá-los.

Em 2008, foram produzidos 33,8 milhões de toneladas de aço bruto no país, dentro deste montante, 575 mil toneladas foram de folhas de aço para embalagens. Cerca de 10,2 milhões de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produção de novo aço, valor correspondente a 30,1% do aço produzido no Brasil.

O aço é o material mais reciclado do mundo, sendo que em 2008 foram recicladas cerca de 385 milhões de toneladas no planeta. O incremento da coleta seletiva desse material estimula o aumento da demanda de empregos e equipamentos de separação, como os eletroímãs. 46,5% do total das latas de aço consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas, incluindo 82% reciclados de latas de aço para bebidas (latas de duas peças). Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva e educação ambiental.

Depois de separadas do lixo, por processo manual, ou através de separadores eletromagnéticos, as latas de aço passam por processo de limpeza em peneiras para a retirada de terra e de outros contaminantes. Em seguida, são prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhões até as indústrias recicladoras. Ao chegar à usina de fundição a sucata vai para fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos, em média, a 1.550 graus centígrados. Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado de líquido fumegante, o material é moldado em tarugos e placas metálicas, que serão cortados na forma de chapas de aço. A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por vários setores industriais – das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar perdas mecânicas, como dureza e resistência, ou prejudicar a qualidade.

(CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO)

O CICLO DA RECICLAGEM

Quanto às embalagens, dentre as opções de material para embalagens, o aço sai na frente com suas inúmeras vantagens. A primeira vantagem, que só a lata de aço tem, é a extrema facilidade de separação entre materiais orgânicos e não orgânicos pela atração magnética, facilitando a seleção de resíduos. Além disso, a lata de aço é 100% reciclável, pois pode retornar infinitas vezes ao processo de fabricação sem que perca as características mecânicas do material. A lata de aço de hoje pode virar o carro de amanhã, depois a geladeira, depois uma nova lata e assim por diante.

A cada ano, são recicladas no mundo 385 milhões de toneladas de latas de aço, ou seja, a cada dia mais de 1 milhão de toneladas são reciclados. A economia de energia também impressiona: a cada 75 embalagens de aço recicladas, se salva uma árvore que, sem isso, estaria sendo transformada em carvão vegetal. A cada 100 embalagens de aço recicladas, poupa-se o equivalente a uma lâmpada de 60 W acesa por uma hora.

A sustentabilidade da lata de aço ainda pode ser comprovada em seu processo de fabricação: o aço reciclado é ingrediente necessário e fundamental para a fabricação do novo aço. O processo também vem sofrendo cada vez maior redução dos níveis de emissão de CO2, nas últimas três décadas a emissão foi reduzida em mais de 50%. Além disso, reduziu-se também o nível de consumo de energia primária no processo produtivo do aço em cerca de 40%.

 Como se obtém aço da sucata?

Para extrair o ferro do minério, é preciso aquecê-lo fortemente, junto com carvão e calcário. O ferro derretido sai com carbono dissolvido. E é chamado de ferro gusa. É muito duro e, além de quebrar com facilidade, tem muita impureza. Por isso não é tão usado. Para diminuir a quantidade de carbono do ferro gusa, queima-se o carbono com oxigênio. O volume de oxigênio é controlado para sobrar no ferro exatamente a quantidade de carbono que se quer. As propriedades do aço dependem muito da quantidade de carbono dissolvido no ferro.

Agora se pode saber como a sucata de ferro é transformada outra vez em aço. O metal escuro, quase preto, que a maioria das pessoas chama de ferro, na verdade é aço. As moedas, a chave de fenda, a tesoura, o cabo e as varetas do guarda chuva, o arame, as molas, os pregos, os parafusos são todos feitos de aço. Quando o ferro se liga ao oxigênio, as partículas de ferro se ligam às partículas de oxigênio para dar óxido de ferro.

A mesma coisa acontece com o óxido de cromo. As partículas de cromo que se ligam às partículas de oxigênio e dão óxido de cromo. Quando se queima o carbono, as partículas de carbono se ligam às partículas de oxigênio para dar o gás carbônico. O aço, que é vendido para o depósito de sucatas, geralmente está todo enferrujado. Não é o aço inoxidável. Portanto, a quantidade de cromo e de níquel nesse aço não é alta.

A sucata é colocada num forno e derretida. Quando o aço derrete, a ferrugem derrete junto. As substâncias que estavam no aço, principalmente carbono, cromo e níquel, ficam dissolvidas no ferro líquido. Algumas substâncias, que não fundem e que também não se dissolvem no ferro líquido, ficam boiando em cima do líquido. Essas impurezas são separadas.

Para fabricar o aço que tenha propriedades satisfatórias, há a necessidade de se saber quais são os metais que estão dissolvidos no ferro. Uma amostra do material derretido é levada para o laboratório para fazer a análise, que mostra exatamente os metais e as quantidades deles que estão dentro do líquido. A análise dá a composição da mistura, isto é, a porcentagem de cada substância na mistura. Uma vez conhecida a composição do ferro líquido, pode-se acertá-la até se chegar a uma composição satisfatória, colocando-se os metais que estão faltando.

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Curso: Gestão da Qualidade por Processos
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Jogo da Responsabilidade Ambiental e Jogo da ISO 14001
Dois jogos divertidos, para treinar e conscientizar seus funcionários

Uma metodologia para a realização da melhor medição

Minha mulher chegou da feira reclamando que foi comprar um 1 kg de farinha de mandioca e, como achou que foi enganada, fez a medição em outra balança, voltou, reclamou e foi atendida pelo feirante. Segundo o Ipem-SP, mesmo na medição mais corriqueira, deve-se adotar, de maneira consciente ou inconsciente, um método de medição e um procedimento de medição, pois métodos e procedimentos de medição são adotados em razão da grandeza a ser medida, da exatidão requerida e de outros condicionantes que envolvem uma série de variáveis.

Quando se quer determinar o volume de 200 ml de óleo comestível, não se necessita de grande exatidão para fazer uma receita culinária, então o método escolhido pode ser, simplesmente, verter o óleo em uma medida de volume graduada (uma proveta, por exemplo). Porém, se o resultado exigir maior exatidão (um ensaio em laboratório), será necessário utilizar outro método que leve em consideração outras variáveis, como a temperatura do óleo, sua massa, sua massa específica e por ai vai, uma vez que o volume do óleo varia em razão da temperatura que este apresenta no momento da medição.

Após medir uma grandeza, deve-se enunciar o resultado da medição. Parece coisa simples, mas não é. Em primeiro lugar, ao realizar uma medição, é impossível determinar um valor verdadeiro para a grandeza medida. Ao se medir a massa de um corpo em uma balança eletrônica e a indicação numérica que apareceu no visor foi 251 g, na verdade, um possível valor verdadeiro da massa daquele corpo estaria próximo da indicação obtida, embora esse seja, por definição, indeterminável. Os parâmetros dessa aproximação são dados pela incerteza da medição.

Se essa medição destina-se a fins domésticos, não é necessário qualquer rigor ao expressar o seu resultado. Entretanto, quando se trata de medições para fins científicos ou tecnológicos, será preciso deixar claro se o resultado apresentado refere-se àquela indicação, ou ao resultado corrigido, ou ainda à média de várias medições. Deve conter ainda informações sobre a incerteza de medição, ser expresso utilizando-se o nome e a simbologia da grandeza de forma correta e levar em consideração os algarismos significativos que compõem o valor numérico.

No caso das balanças, existem disponíveis no mercado diversos tipos de balança (instrumento de pesagem não automática) para atender as mais diferentes necessidades: mecânicas, eletrônicas, antropométricas, de precisão, etc. Cada uma delas é fabricada para capacidades de pesagem adequadas ao seu uso. Ao adquirir uma balança escolha aquela que seja adequada ao produto se pretende comercializar. A balança utilizada na venda de alimento a peso para consumo imediato, a menor divisão deve levar em conta o peso do recipiente utilizado para a colocação e pesagem do alimento: recipiente igual ou inferior a 200 g, menor divisão igual ou inferior a 2 g; e recipiente superior a 200 g, menor divisão igual ou inferior a 5 g.

Observe na placa de identificação afixada no instrumento, o valor da menor quantidade de produto que a balança está habilitada a pesar. Observe se o instrumento encontra-se lacrado, o que impede o acesso aos dispositivos de regulagem da balança. O lacre pode ser um selo com a identificação do Inmetro ou selo (de plástico ou de chumbo) com a identificação da firma de manutenção credenciada pelo Ipem-SP.

Caso a compra da balança seja feita de terceiro, observar se há ausência da lacração. Em caso afirmativo, antes de usá-la, solicite a manutenção para efetuar a devida lacração. Na compra de mercadoria pesada na hora, observe a indicação de nível da balança. O desnivelamento provoca erros de pesagem.

 Dicas para o consumidor

  • Objetos colocados sobre o prato de pesagem (papelão molhado, moedas, etc.) ou a existência de ganchos e barbantes pendurados, ímãs, etc., que possam provocar erros contra o consumidor.
  • Antes da pesagem observe que a indicação se inicie do zero.
  • Acompanhe sempre a pesagem e veja quanto a balança está indicando.
  • Verifique se o preço por quilograma está sendo digitado corretamente.
  • A embalagem não pode ser incluída no peso do produto, por exemplo, prato de refeição por quilo, bandejas e talheres descartáveis e outros.
  • Não aceite produtos pesados em balança para uso doméstico.
  • Observe a existência do lacre na balança. Ele impede o acesso aos locais de regulagem.
  • Instrumento com lacração rompida ou sem nenhum lacre pode apresentar uma medição incorreta.

 Legislação relacionada com as balanças

Portaria Inmetro 236/94 e Portaria MTIC 63/44 – Sobre a fabricação, instalação e utilização de instrumentos de pesagem a funcionamento não automático: classes I, II, III e IIII.

Portaria Inmetro 33/98 – Dá nova redação a alguns artigos da Portaria Inmetro nº 236/94.

Portaria Inmetro 97/00 – Sobre a comercialização de alimentos a peso para consumo imediato.

Portaria Inmetro / MDIC 261/02 – Estabelece as disposições relativas aos instrumentos de pesagem não automáticos.

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O que é genchi genbutsu

 
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De: 12/08/2010 a 30/09/2010.

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(*) Valor por participante.

Disponível 24 horas por dia

 

Para se inscrever http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/Cursos/Cronograma.aspx?pp=1&c=686

Mais uma dúvida de uma leitora. Essa palavra japonesa é um dos princípios do Toyota Production System (TPS) e significa “ir à fonte buscar os fatos, tomar as decisões corretas, construir o consenso e atingir os objetivos”. O objetivo do TPS está na eliminação de todos os desperdícios relacionados ao muri, mura e muda (excessos, desequilíbrios, desperdícios) das operações. Ele é um sistema que usa o ciclo do PDCA para envolver à todos na resolução dos problemas e na melhoria dos quesitos de qualidade, custo, entrega, segurança e moral dos funcionários. A estrutura em forma de uma casa foi usada pelo TPS porque o telhado, os pilares e a base representam uma estrutura familiar que também representa a estabilidade.

TPS 7

A Casa da Toyota mostra como construir um sistema de produção Classe Mundial que, continuamente, se aprimora por meio da eliminação dos desperdícios.

Pilar Esquerdo

Just-in-Time (Takt-Flow-Pull)

Elimina os sete tipos de desperdícios da produção, cria um fluxo otimizado do produto e da informação, minimiza o inventário e a área ocupada

Pilar Direito

Jidoka (Autonomação)

Integra a qualidade ao processo, separa o homem da máquina usando a automação inteligente. Implementa automações de baixo-custo, sistemas à prova de erros, upgrade dos equipamentos e melhora a confiabilidade.

Base

Heijunka (Nivelamento)

Estabiliza a variabilidade da programação de produção, reduz o lead-time total, coordena as vendas, a programação e as necessidades dos clientes.

Para o presidente do Lean Institute Brasil, José Roberto Ferro (possendoro@uol.com.br), o genchi genbutsu implica que as pessoas devem ir até onde tudo ocorre, para serem capazes de analisar e entender profundamente o que está acontecendo na empresa. É uma maneira de se envolver pessoalmente e diretamente com processos e problemas reais. “É um conceito ligado à famosa frase dados são importantes, mas dou maior ênfase aos fatos, de Taiichi Ohno, executivo da Toyota, o principal arquiteto do sistema da montadora. Quer dizer que, para saber das coisas, você precisa ver por si próprio, com olhos críticos. Trata-se de um sistema diferente do modelo tradicional de gestão baseado exclusivamente em indicadores, números ou dados — que são sempre meras representações do que acontece na realidade. Infelizmente, esse modelo tradicional, baseado na definição e comunicação de indicadores e metas, parece suficiente para a maior parte das empresas. A alta administração estabelece as metas. E como chegar lá tende a ser visto como responsabilidade dos outros níveis da organização. Pior, muitas vezes ouve-se a seguinte frase não me importa o que você faça, desde que os resultados sejam atingidos”, diz.

Ferro acrescenta que totalmente inverso disso, o genchi genbutsu, que também pode ser traduzido como vá ver, tem um impacto muito mais profundo sobre a empresa ao sair da gestão baseada em números para outra fundamentada em processos reais — os meios para se chegar aos resultados. “Isso não quer dizer que você deva sempre desconsiderar as conclusões de alguém ou relatórios enviados por colaboradores. Em absoluto. Significa, sim, que entender a situação é sempre mais fácil quando você verifica tudo pessoalmente”, assegura. “Em resumo, o Genchi Genbutsu é muito mais do que uma atividade adicional nas empresas. É mais que uma simples questão de caminhar e conversar. É parte essencial do Sistema Lean. O grande problema é que quando sugerimos aos líderes das empresas que façam o genchi genbutsu encontramos pelo menos três tipos de reações. Uma é a do líder arrogante, que se considera o chefe, o imperador. Que não se preocupa, pois afirma se assessorar de boas pessoas e dispor de uma boa gestão de indicadores, rápida e precisa. E por isso não vê necessidade de ir ao gemba (chão de fábrica, no dicionário Toyota) e nem de estimular colaboradores a fazerem o mesmo. Outro é o líder que reconhece que está distante. Percebe o valor do ir ao gemba. Promete fazer um esforço para sair da sala de reunião. E até o faz, mas fica meio perdido, sem saber exatamente o que observar ou o que fazer. E há ainda os que dizem já fazer isso cotidianamente. Mas não percebem que sempre vão ao gemba com comportamentos inapropriados. Atuam como um elefante numa loja de porcelanas, intimidando e ameaçando punir. E assim quebram a cadeia de ajuda e geram mura (irregularidade) e muri (sobrecarga), acabando com padrões e estabilidade. Ou seja, apagam incêndio com gasolina. Esses tipos de líderes não percebem que metas e objetivos cascateados de cima para baixo, sem uma visão clara do como vão ser conquistados, podem ser perigosos por basicamente dois motivos”.

Para o presidente, esse estilo de gestão cega líderes que, ao desconhecer os processos reais, não ajudam subordinados, mas apenas usam a autoridade do cargo para garantir obediência, não estabelecendo assim um diálogo construtivo. “O líder Lean deve ir ao gemba para fazer perguntas e entender o que está ocorrendo. Depois, garantir que seja estabelecido um processo científico que represente uma boa proposta de como atingir os objetivos. Por exemplo, um PDCA, sigla de Plan (planeje), Do (faça), Check (cheque) e Act (aja), método científico de se propor uma mudança em um processo, implementar essa mudança, analisar os resultados e tomar as providências cabíveis. E se a solução não for alcançada pela proposta, cabe ao líder fazer com que esse processo gere um aprendizado, para que se consiga ver o que deu certo e o que deu errado. Processos cientificamente melhorados são tão importantes quanto os resultados alcançados por eles. Porque geram resultados sustentáveis. Resultados alcançados aleatoriamente nunca são sustentáveis. E gerar aprendizado enquanto se melhora processo e se atinge resultado é, na verdade, o objetivo mais importante. É por isso que genchi gembustsu significa uma mudança fundamental no sistema de gestão da empresa. Com ele, o foco central, em todos os níveis de gestores, passa a ser na padronização, na estabilização e nas melhorias das rotinas, práticas e processos organizacionais. E não nas metas, indicadores e objetivos quantitativos. Afinal, de onde vêm os resultados senão dos fluxos reais de agregação de valor e da redução e eliminação de desperdícios e custos? É a diferença, por exemplo, entre administrar estoques olhando para uma tela de computador ou olhando diretamente para as prateleiras num sistema simples de gestão visual. É fácil perceber qual o método mais preciso ou qual permite uma resposta mais rápida. Essa preocupação é crítica para a obtenção de resultados financeiros notáveis. E para a sobrevivência da empresa no longo prazo”, conclui.

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Logística reversa

Um leitor quer saber o que é logística reversa? Em resumo, abrange todas as operações relacionadas com a reutilização de produtos e materiais, referindo-se a todas as atividades logísticas de coletar, desmontar e processar produtos e/ou materiais e peças usados a fim de assegurar uma recuperação sustentável. Como procedimento logístico, diz respeito ao fluxo de materiais que voltam à empresa por algum motivo, como as devoluções de clientes, o retorno de embalagens, produtos e/ou materiais para atender à legislação. Como é uma área que normalmente não envolve lucro ou apenas custos, muitas empresas não dão a mesma atenção que ao fluxo de saída normal de produtos.

Recuperação de produtos

Opções de PRM Nível de Desmontagem Exigências de Qualidade Produto Resultante
Reparo Produto Restaurar o produto para pleno funcionamento Algumas partes reparadas ou substituídas
Renovação Módulo Inspecionar e atualizar módulos críticos Alguns módulos reparados ou substituídos
Remanufatura Parte Inspecionar todos os módulos/partes e atualizar Módulos/partes usados e novos em novo produto
Canibalização Recuperação seletiva de partes Depende do uso em outras opções de recuperação de produtos Algumas partes reutilizadas, outras descartadas ou para reciclagem.
Reciclagem Material Depende do uso em remanufatura Materiais utilizados em novos produtos

O fluxo reverso faz parte da denominada Product Recovery Management (PRM) que é definida como o gerenciamento de todos os produtos, componentes e materiais usados e descartados pelos quais uma empresa fabricante é responsável legalmente, contratualmente ou por qualquer outra maneira. Abrange:

  • Tecnologia: nesta área estão incluídos desenho do produto, tecnologia de recuperação e adaptação de processos primários.
  • Marketing: diz respeito à criação de boas condições de mercado para quem está descartando o produto e para os mercados secundários.
  • Informação: Diz respeito à previsão de oferta e demanda, assim como à adaptação dos sistemas de informação nas empresas.
  • Organização: distribui as tarefas operacionais aos vários membros de acordo com sua posição na cadeia de suprimentos e estratégias de negócios.
  • Finanças: Inclui o financiamento das atividades da cadeia e a avaliação dos fluxos de retorno.

O objetivo da PRM é a recuperação, tanto quanto possível, de valor, econômico e ecológico, dos produtos, componentes e materiais, sendo que alguns especialistas estabelecem quatro níveis em que os produtos retornados podem ser recuperados: nível de produto, módulo, partes e material. A reciclagem é a recuperação ao nível de material, sendo este o nível mais baixo.

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Suas atividades como parte da administração logística em uma empresa incluem: serviço ao cliente, processamento de pedidos, comunicações de distribuição, controle de inventário, previsão de demanda, tráfego e transporte, armazenagem e estocagem, localização de fábrica e armazéns/depósitos, movimentação de materiais, suprimentos, suporte de peças de reposição e serviços, embalagem, reaproveitamento e remoção de refugo e administração de devoluções. De todas estas atividades, fazem parte diretamente da logística reversa o reaproveitamento e remoção de refugo e a administração de devoluções.

O reaproveitamento e a remoção de refugo gerenciam o modo como os subprodutos do processo produtivo serão descartados ou reincorporados ao processo. Devido a legislações ambientais cada vez mais rígidas, a responsabilidade do fabricante sobre o produto está se ampliando. Além do refugo gerado em seu próprio processo produtivo, o fabricante esta sendo responsabilizado pelo produto até o final de sua vida útil. Isto tem ampliado uma atividade que até então era restrita a suas premissas.

Tradicionalmente, os fabricantes não se sentem responsáveis por seus produtos após o consumo. A maioria dos produtos usados é jogada fora ou incinerados com consideráveis danos ao meio ambiente. Com a aprovação pelo Senado da Política Nacional de Resíduos Sólidos pode ser que esse pensamento tenha que mudar. O projeto contém 58 artigos e apresenta novidades, como a logística reversa que determina que fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores realizem o recolhimento de embalagens usadas. Foram incluídos nesse sistema produtos como agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, todos os tipos de lâmpadas e eletroeletrônicos.

A proposta prevê ainda a introdução da responsabilidade compartilhada na legislação brasileira, envolvendo sociedade, empresas, prefeituras e governos estaduais e federal na gestão dos resíduos sólidos. Também estabelece que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada seu lixo para o recolhimento do mesmo, fazendo a separação onde houver a coleta seletiva. A indústria de reciclagem e os catadores de material reciclável devem receber incentivos da União e dos governos estaduais.

Pela nova política, municípios só receberão dinheiro do governo federal para projetos de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos depois de aprovarem planos de gestão. Terão prioridade no financiamento federal os consórcios intermunicipais para gestão do lixo. O projeto proíbe a criação de lixões, onde os resíduos são lançados a céu aberto. Todas as prefeituras deverão construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou compostagem. Será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários. O projeto também veta a importação de qualquer tipo de lixo.

Por meio de incentivos e novas exigências, o país tentará resolver o problema da produção de lixo das cidades, que chega a 150 mil toneladas por dia. Deste total, 59% são destinados aos lixões e apenas 13% têm destinação correta em aterros sanitários. Em 2008, apenas 405 dos 5.564 municípios brasileiros faziam coleta seletiva de lixo.

Enfim, todas as empresas trabalham com o conceito de logística reversa, porém apenas utilizam o processo e não dispensem maior importância e nem investem em pesquisas para a sua melhoria. Uma empresa que recebe um produto como fruto de devolução por qualquer motivo já está aplicando conceitos de logística reversa, bem como aquela que compra materiais recicláveis para transformá-los em matéria prima novamente. Esse interessante processo pode ser visto pelas empresas com enfoques diferentes, ou seja, para algumas, esse processo trará benefícios diversos, a começar pela redução de custos, enquanto que para outras pode ser um grande problema, pois representa custos que precisam ser controlados. Já nas empresas onde o processo de logística reversa representa custos, existe uma grande preocupação com o processo, para que ele seja extremamente controlado, a fim de que esses custos sejam reduzidos, uma vez que a extinção do processo de logística reversa numa empresa é praticamente impossível.

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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foi condenada a indenizar a Target

Uma notícia triste para o mundo da normalização que a gente espera não interferir no desenvolvimento das normas técnicas brasileiras: a ABNT foi condenada a pagar uma multa e indenização que somam aproximadamente R$ 12 milhões à Target por uso indevido de software criado pela empresa. A decisão é do juiz César Santos Peixoto, da 26ª Vara Cível de São Paulo. A ação teve início quando a Target acionou a ABNT por uso indevido de programa de computador desenvolvido pela empresa. De acordo com a sentença, o programa chamado CIN tinha como função fornecer aos usuários informações organizadas sobre as normas técnicas brasileiras. Além disso, a empresa alegou infrações a um contrato mantido com a ABNT no passado.

A ação tinha como objetivo o pagamento de indenização por danos morais e materiais pela ABNT à Target por acusação de violação do sistema e apropriação indevida do banco de dados. A empresa, através de perícia juntada aos autos, alega que o programa foi invadido e copiado e teve seu conteúdo utilizado pela associação. A ABNT alegou que possuía os mesmos dados encontrados no sistema em seus arquivos de papel. Também afirmou que não houve cópia de programa e nem ilicitude na apropriação indevida. Porque, segundo a ABNT, os programas eram diferentes visualmente. Sustentou ainda que não houve prejuízo à empresa. A ABNT e a Target eram empresas parceiras.

Na sentença, o juiz César Santos Peixoto da 26ª Vara Cível de São Paulo reconhece o ato ilícito por parte da associação ao copiar o programa e seu conteúdo. “Ficou comprovado a utilização indevida do programa de titularidade exclusiva do autor por parte do réu, para fins de armazenamento e gerenciamento de dados referentes às normas técnicas publicadas pela entidade, mediante a cópia da estrutura e do conteúdo do banco de dados, acessados mediante violação de senha de segurança, única forma possível da obtenção do grau de similitude e manipulação das informações”, explica.

De acordo com os autos, as perícias que comprovam as cópias foram feitas mediante uma liminar concedida pela 2ª Vara Criminal de Barueri para busca e apreensão. O juiz determinou à ABNT que desinstale e pare imediatamente de usar o programa, além de multá-la em R$ 2 milhões, com juros de mora de 12% ao ano. Também condenou a ABNT “a pagar o preço da participação nos resultados decorrentes da comercialização da licença e do direito de uso, na base de 50% da receita mensal líquida, deduzidos os custos”.

Segundo o advogado Marcos Gomes Bruno, representante da ABNT, não existe qualquer cópia do software CIN ou da base de dados CIN, “pois o software e a base de dados da ABNT são absolutamente distintos”. Ainda de acordo o advogado, a Target não tem direito sobre a base de dados CIN, “pois esta é cópia da base de dados CPN-CATNOR, criada por preposto da ABNT em 1995, antes de qualquer relação com a Target”. Ele afirma que, quanto à infração às clausulas contratuais, não existe nenhuma infração no contrato mantido entre as partes no passado. O representante da associação também diz que muitos dos pedidos da Target foram julgados improcedentes.

Segundo a defesa, a perícia técnica não fez análise comparativa dos códigos fonte dos softwares. Porém, a perícia técnica demonstrou que a comparação entre a base de dados CIN e a base de dados da ABNT resulta em uma base de dados organizada em apenas 19 tabelas (base de dados CIN), contra outra organizada em 126 tabelas (base de dados da ABNT) o que induz à nítida conclusão que se tratam de bases de dados distintas, de acordo com o advogado.

Ele acrescenta que, diante da perícia feita, foi ajuizado perante o 23º Distrito Policial de São Paulo um inquérito para apurar eventual crime do artigo 342 do Código Penal (falsa perícia). Segundo o advogado, “o qual ainda se encontra em trâmite, atualmente no Instituto de Criminalística, para eventual comprovação da materialidade do crime investigado”. Por fim, afirmou que já foram apresentados Embargos de Declaração pela ABNT. Ele também ressalta que essa decisão na qual a ABNT foi condenada é de primeira instância e está sujeita a anulação ou reforma pelo Tribunal de Justiça.

Enquanto tramitava na Justiça Federal a ação que questionava o pagamento de direitos autorais, a ABNT abriu nova ação na Justiça estadual, na qual também questionava o uso pela Target da marca da associação, constantes nas normas da ABNT. O juiz responsável pelo caso, ao tomar conhecimento da outra ação que tramitava na Justiça Federal, além de confirmar o entendimento de que as normas não são protegidas por direito autoral e autorizar a Target a usar as marcas da ABNT constantes nos textos das normas, condenou e multou a associação por litigância de má-fé, por omissão dolosa da decisão da Justiça Federal. Agora, a ABNT irá apelar ao Tribunal de Justiça. Para ler a decisão de mérito, acesse o link http://www.conjur.com.br/dl/sentenca-condena-abnt-pagar-multa-target.pdf

A antecipação da tutela está em http://www.conjur.com.br/dl/tutela-antecipada-favor-target-abnt.pdf

Perícia contestada
O advogado Marcos Gomes Bruno, sócio do escritório Opice Blum Advogados Associados e representante da ABNT, pediu para que o site acrescentasse algumas opiniões dele sobre o assunto. Ele afirma que não existe qualquer cópia do software CIN ou da base de dados CIN, “pois o software e a base de dados da ABNT são absolutamente distintos”. Ainda de acordo o advogado, a Target não tem direito sobre a base de dados CIN, “pois esta é cópia da base de dados CPN-CATNOR, criada por preposto da ABNT em 1995, antes de qualquer relação com a Target”. Ele diz que quanto à infração às clausulas contratuais, não existe nenhuma infração no contrato mantido entre as partes no passado. O representante da associação também diz que muitos dos pedidos da Target foram julgados improcedentes.

Segundo a defesa, a perícia técnica não fez análise comparativa dos códigos fonte dos softwares. Porém, a perícia técnica demonstrou que a comparação entre a base de dados CIN e a base de dados da ABNT resulta em uma base de dados organizada em apenas 19 tabelas (base de dados CIN), contra outra organizada em 126 tabelas (base de dados da ABNT) o que induz à nítida conclusão que se tratam de bases de dados distintas, de acordo com o advogado. Ele acrescenta que, diante da perícia feita, foi ajuizado perante o 23º Distrito Policial de São Paulo um inquérito para apurar eventual crime do artigo 342 do Código Penal (falsa perícia). Segundo o advogado, “o qual ainda se encontra em trâmite, atualmente no Instituto de Criminalística, para eventual comprovação da materialidade do crime investigado”. Sobre a multa no valor de R$ 2 milhões, o advogado explica que trata-se de multa imposta por uma suposta violação ao contrato que as partes mantinham, não possuindo nenhuma relação com uso indevido de software. Por fim, afirmou que já foram apresentados Embargos de Declaração pela ABNT. Ele também ressalta que essa decisão na qual a ABNT foi condenada é de primeira instância e está sujeita a anulação ou reforma pelo Tribunal de Justiça.

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Software livre no chão de fábrica

ScadaBR

A supervisão de diferentes tipos de processos já é muito comum em indústrias de todos os portes, contudo já existe um software livre para isso: o ScadaBR que é um sistema capaz de medir e acompanhar variáveis como temperatura e umidade, além de controlar dispositivos como CLPs. Esse programa foi desenvolvido pela MCA Sistemas e Fundação Ceeti, com o apoio do Sebrae e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Normalmente, o Supervision Control And Data Acquisition Station (Scada) ou em português Aquisição de Dados e Controle Supervisório serve como interface entre o computador e equipamentos eletrônicos como máquinas industriais, controladores automáticos e sensores dos mais variados tipos. “Utilizamos a solução para medir e controlar diferentes tipos de processos – movimento de máquinas, variação de temperatura, pressão, nível, vazão, pH, geração de energia entre outros”, conta Victor Rocha Pusch, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da MCA Sistemas.

Aprendendo QUALIDADE de uma forma SISTÊMICA
Oceano Zacharias
Num único livro estão agora reunidos os principais conceitos, objetivos e aplicações das principais normas técnicas da Gestão da Qualidade.

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Informações: (11) 5188-1511 – zinaura.costa@epse.com.br

Os sistemas Scada são construídos desde aplicativos simples de sensoreamento e automação, até os painéis de controle em empresas de geração e distribuição de energia elétrica, centrais de controle de tráfego e assim por diante. Um Scada típico oferece drivers de comunicação com equipamentos, um sistema para registro contínuo de dados (datalogger) e uma interface gráfica para usuário, às vezes conhecida como IHM ou Interface Homem-Máquina. Na IHM são disponibilizados elementos gráficos como botões, ícones e displays, representando o processo real que está sendo monitorado ou controlado. Algumas funções mais utilizadas: geração de gráficos e relatórios com o histórico do processo; detecção de alarmes e registro de eventos em sistemas automatizados; controle de processos incluindo envio remoto de parâmetros e set-points, acionamento e comando de equipamentos; e o uso de linguagens de script para desenvolvimento de lógicas de automação, denominadas receitas.

“Muitos empresários ainda têm a idéia de que o software livre não é seguro, ou mesmo, que depois de instalado não haverá suporte. Queremos desmistificar esses pontos. O software livre é um sistema seguro e empresas especializadas podem dar todo o suporte que o usuário precisa”, explica Victor. “A proposta é apresentar as demandas, oportunidades e desafios para o futuro do software livre na indústria. “Os tópicos abordados incluem iniciativas brasileiras e tendências de desenvolvimento para controle e automação de processos (máquinas e equipamentos), gestão da produção e integração com sistemas corporativos”.

Faça o download do programa em http://www.scadabr.org.br/?q=webfm Ele roda em qualquer computador que execute Java, ou seja, PCs rodando o Windows, Linux e outros sistemas operacionais. O ScadaBR executa dentro de um servidor de aplicações (sendo o Apache Tomcat a escolha padrão, incluída em algumas versões). Ao executar o ScadaBR, ele pode ser acessado a partir de um navegador de Internet, preferencialmente o Firefox ou o Chrome. A interface principal do ScadaBR é de fácil utilização e já oferece visualização das variáveis, gráficos, estatísticas, configuração dos protocolos, alarmes, construção de telas tipo HMI e uma série de opções de configuração.

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