Como ter um comportamento ético nas organizações

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Formação de Auditores Internos de Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social)

Aprenda em detalhes os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social. Conheça como integrar os requisitos específicos das normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008. O objetivo é capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado.

 De 12/08/2010 a 30/09/2010

R$ 175,78 mensais (*)

(10 parcelas)

(*) Valor por participante

Para se inscrever: http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=1&c=686

O PORTAL DAS NORMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Será difícil manter um comportamento ético nas empresas num mundo que cada vez mais valoriza o ganhar sempre a qualquer custo? A ética se refere à teoria ou estudos sistemáticos sobre a prática moral, analisando e criticando os fundamentos e princípios que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto de valores morais. Em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade.

Para a especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora Sonia Jordão (tecer@soniajordao.com.br), ser e manter-se um profissional ético não é fácil de administrar, principalmente para os brasileiros que foram criados sob a ética da lei de Gerson, do jeitinho, da vantagem acima de tudo. “Socialmente aprendemos que é preciso fazer o correto, mas na informalidade impera a idéia de que não há nada de errado em levar vantagem. Há corruptos em outros lugares do mundo, mas no Brasil pequenos delitos são apoiados e até elogiados por amigos e pela família”, explica.

Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. É, também, agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade. Essas regras morais são resultado da própria cultura de uma comunidade. Elas variam de acordo com o tempo e sua localização no mapa. A regra ética é uma questão de atitude, de escolha.

Além de ser individual, qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Muitas dessas virtudes continuam válidas ser honesto em qualquer situação: a honestidade é a primeira virtude da vida nos negócios, afinal, a credibilidade é resultado de uma relação franca; ter coragem para assumir as decisões: mesmo que seja preciso ir contra a opinião da maioria; ser tolerante e flexível: muitas idéias aparentemente absurdas podem ser a solução para um problema; ser íntegro, o que significa agir de acordo com os seus princípios, mesmo nos momentos mais críticos; ser humilde: só assim se consegue ouvir o que os outros têm a dizer e reconhecer que o sucesso individual é resultado do trabalho da equipe.

Para Jordão, agir corretamente hoje não é só uma questão de consciência. É um dos quesitos fundamentais para quem quer ter uma carreira longa e respeitada. Em escolhas aparentemente simples, muitas carreiras brilhantes podem ser jogadas fora. Atualmente, mais do que nunca, a atitude dos profissionais em relação às questões éticas pode ser a diferença entre o seu sucesso e o seu fracasso. Basta um deslize, uma escorregadela, e pronto. A imagem do profissional ganha no mercado a mancha da desconfiança.

“Ser ético é uma característica fundamental. Cada vez mais as organizações estão adotando o hábito de checar o passado dos candidatos a alguma vaga. Quem tem a ficha limpa sempre terá as portas abertas nas melhores empresas do mercado. Mas afinal, como é esse profissional? Ser ético nada mais é do que agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. É também agir de acordo com os valores morais de uma determinada sociedade. Qualquer decisão ética tem por trás um conjunto de valores fundamentais. Entre eles: ser honesto em qualquer situação, ter coragem para assumir decisões, ser tolerante e flexível, ser íntegro, educado, fiel, humilde e prudente. Empresas não são apenas entidades jurídicas, elas são formadas por pessoas e só existem por causa delas. Por trás de qualquer decisão, de qualquer erro ou imprudência, estão seres de carne e osso. E são eles que vão viver as glórias ou os fracassos da organização. Quanto mais uma organização se destaca no mercado, mais se deve preocupar com as relações éticas. Errar é humano, mas falhas éticas destroem carreiras e organizações. Para saber se uma empresa é ou não ética é preciso verificar a maneira como ela se planeja e cria soluções para evitar deslizes e problemas. Prevenção é a palavra de ordem em qualquer organização que valorize a ética nos seus negócios e no ambiente de trabalho. Ética gera questões extremamente delicadas e, na maioria das vezes, de foro íntimo. Não existe uma receita universal, pronta e completamente eficaz para resolver essas questões. A decisão sempre varia de pessoa para pessoa, de consciência para consciência. Cada um tem seus limites, impostos por suas crenças e pelas leis, e deve segui-los”, aconselha.

Algumas estratégias preconizadas pela especialista:

  • Não faça nada que não possa assumir em público.
  • Avalie detalhadamente os valores da sua empresa. Certifique-se de eles combinam com os seus.
  • Trabalhe sempre com base em fatos. Não julgue baseando-se em suposições.
  • Avalie os riscos de cada decisão que tomar. Meça, cuidadosamente, as conseqüências do seu ato em relação a todos os envolvidos.
  • Uma empresa ética exige não apenas produtos e serviços de qualidade, mas também de conteúdo ético: recolher impostos, remunerar dignamente, preservar a ecologia, o meio ambiente, interagir com lealdade e participar da comunidade.
  • Saiba ouvir. É aconselhável ouvir mais do que falar, especialmente em se tratando de reclamações e consultas de clientes.
  • Trabalhe bem com os temas polêmicos: todas as promessas ao cliente com relação a atendimento e prazos, inclusive as mais informais, devem ser rigorosamente cumpridas.
  • Evite rivalidades. É necessário cultivar boas relações dentro e fora das equipes.
  • Nunca se esqueça que ninguém negocia com empresas, mas com as pessoas das empresas. O caráter da empresa é o caráter que seus empregados têm.
  • Evite clientelismos, privilégios e deixar vazar informações. Também é ético assegurar-se de que as informações foram claras, completas, transparentes e bem recebidas pelo outro.
  • Não fume onde esta prática é proibida e apresente-se sóbrio ao trabalho.
  • Planeje suas ausências no ambiente de trabalho, sempre que possível, de modo a permitir fluxo normal das responsabilidades.
  • Demonstre interesse pelo próprio desenvolvimento, participando de reuniões, encontros e eventos de formação, treinamento e desenvolvimento.
  • Seja pontual em termos do horário de trabalho. Observe políticas, normas e procedimentos.
  • Zele pelo bom nome da empresa. Comunique-se, relacione-se, aja de forma irrepreensível, dentro e fora da organização.
  • Aja de modo participativo, compartilhado, de modo que um problema em qualquer ponto da organização seja responsabilidade de todos e de cada um.
  • Tenha moral elevado e contribua para manutenção do clima de trabalho em alto nível.
  • Zele pelo bom nome dos colegas. Varra de sua vida a fofoca.
  • Não se omita. Assuma seus erros. Quando perceber alguma coisa errada, procure ajudar a consertar.
  • Informações confidenciais não devem sair da empresa em hipótese alguma.

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Investir em saneamento básico é qualidade de vida para os brasileiros

Livro: Sistemas de Gestão Integrados

Faz 21 anos que se criou um sistema de gestão da qualidade das organizações em conformidade com a ISO 9001, hoje mundialmente conhecida e adotada em mais de 170 países. A exemplo desse sistema e na sua seqüência vieram outros, o de gestão ambiental, o de responsabilidade social e o de segurança e saúde no trabalho – todos com uma importância e urgência que nenhuma organização neste século pode ignorar. Essa publicação ensina tudo sobre a integrção dos sistemas de gestão.

Para comprar http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=1971

Esse site vem tratando do saneamento básico como um assunto muito sério para o país:

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/23/saneamento-basico-ainda-nao-esta-na-pauta-dos-gestores-publicos/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/06/01/saneamento-as-cidades-melhores-posicionadas-fizeram-parceria-com-setor-privado/

Agora uma pesquisa intitulada “Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico”, realizada pelo Instituto Trata Brasil e Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que a implantação da rede de esgoto reflete positivamente na qualidade de vida do trabalhador gerando o aumento da sua produtividade e da renda, além de contribuir para a valorização dos imóveis. Segundo a pesquisa, apesar dos investimentos feitos no setor, apenas 43,5% dos brasileiros são atendidos pela rede de esgoto.

“A evolução do setor é inquestionável, mas o déficit continua. Os investimentos precisam se crescentes para reduzir o número de brasileiros que ainda não tem acesso ao saneamento básico”, esclarece o presidente do Trata Brasil, André Castro. A pesquisa englobou 4.627 cidades atendidas com os serviços de água e 1.468 com serviços de esgoto, o que significa 83,1% e 26,4%, respectivamente, do total dos municípios brasileiros. Para dar uma idéia de sua representatividade, basta notar que a população urbana dos municípios pesquisados com serviços de água somava 154 milhões de pessoas em 2008 (ou 97,6% da população brasileira). N o caso dos serviços de esgoto, chegava a 121 milhões, ou 76,9% do total do país. Assim, enquanto o índice de atendimento da população no abastecimento de água atingiu 81,2% em 2008, o atendimento na coleta de esgoto foi de apenas 43,2%.

A pesquisa revelou ainda que, por ano, 217 mil trabalhadores precisaram se afastar de suas atividades devido a problemas gastrointestinais ligados a falta de saneamento. A cada afastamento perde-se 17 horas de trabalho em média. A probabilidade de uma pessoa com acesso a rede de esgoto faltar as suas atividades por diarréia é 19,2% menor que uma pessoa que não tem acesso à rede. Considerando o valor médio da hora de trabalho no País de R$ 5,70 e apenas os afastamentos provocados apenas pela falta de saneamento básico, os custos chegam a R$ 238 milhões por ano em horas-pagas e não trabalhadas.

Por outro lado, ao ter acesso à rede de esgoto, um trabalhador aumenta sua produtividade em 13,3% permitindo assim o crescimento de sua renda na mesma proporção. A estimativa é que a massa de salários, que hoje gira em torno de R$ 1,1 trilhão, se eleve em 3,8%, provocando um aumento na renda de R$ 41,5 bilhões por ano.

O estudo aponta ainda que a universalização do acesso à rede de esgoto pode ainda proporcionar uma valorização média de até 18% no valor dos imóveis. “Contudo, essa valorização não será sentida igualitariamente por todos os proprietários de imóveis”, fala Garcia. O trabalho adianta que os avanços na qualificação do espaço urbano provocados pelos investimentos em infraestrutura implicam a valorização dos imóveis principalmente nos pertencentes às famílias de menor rendimento, cuja moradia é quase que exclusivamente o único patrimônio.

A pesquisa estima que a valorização dos imóveis alcançará R$ 74 bilhões, valor 49% maior que o custo das obras de saneamento avaliado em R$ 49,8 bilhões. Essa valorização terá efeitos diferenciados em cada estado, pois os com maior deficiência são os que teriam o maior volume de ganhos. Além disso, uma parte do valor investido em saneamento retornará aos cofres públicos na forma de impostos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto Sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI). Em longo prazo, o acesso à rede de esgoto implicaria um aumento na arrecadação do IPTU na mesma proporção do valor médio dos imóveis, um ganho estimado de R$ 385 milhões ao ano. O crescimento esperado do ITBI será superior a R$ 80 milhões por ano.

O estudo também apurou que em 2009, de acordo com o DATASUS, dos 462 mil pacientes internados por infecções gastrointestinais, 2.101 faleceram no hospital. Cada internação custa, em média, R$ 350,00. “Com a universalização do acesso a rede de esgoto teríamos uma economia de R$ 745 milhões em internações ao longo dos anos. Com o acesso universal ao saneamento, haveria uma redução de 25% no número de internações e de 65% na mortalidade, ou seja, 1.277 vidas seriam salvas.”, afirma Fernando Garcia, coordenador da pesquisa da FGV.

Importante é que a análise identificou que nos municípios com maior acesso à coleta de esgoto é significativamente menor a incidência de infecções gastrintestinais, em especial entre as crianças e jovens até 14 anos. Infere-se, portanto, que, se for dado acesso universal à coleta de esgoto, deve haver uma melhora geral na qualidade de vida do município, pois deve cair de forma expressiva a morbidade e a mortalidade por esse tipo de doença. Veja os gráficos:

PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO, CLIQUE NAS FIGURAS

O trabalho, depois de quantificar uma série de benefícios decorrentes da universalização do saneamento básico no Brasil, conclui que, embora fique nítido que as famílias de renda mais baixa serão as mais favorecidas, é evidente que os benefícios se alargam para a sociedade como um todo, que contará com uma população mais saudável e produtiva, bem como com espaços urbanos qualificados para a moradia e as atividades econômicas. Os resultados demonstraram que a universalização é objetivo desejável do ponto vista de cálculos econômicos objetivos, mas evidentemente a inclusão de milhões de pessoas no plano de uma vida saudável e plena transcende as cifras apontadas. Desde a estabilização econômica, o Brasil vem mostrando que é capaz de galgar a trilha do desenvolvimento. Cabe agora, prioritariamente, superar o mais básico dos desafios sociais.

A pesquisa completa está no link http://www.tratabrasil.org.br/novo_site/cms/files/trata_fgv.pdf

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