Como implementar e planejar projetos de melhorias

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Aprenda em detalhes os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social. Conheça como integrar os requisitos específicos das normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008. O objetivo é capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado.

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O PORTAL DAS NORMAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

Normalmente, qualquer projeto de melhoria necessita ser tocado por times ou equipes treinados nas ferramentas da qualidade, já que as métricas financeiras são fundamentais para definir prioridades e viabilizar os investimentos necessários para sua implantação. Deve-se ressaltar que quando se tratam de programas de sugestões ou círculos de controle da qualidade, com objetivos de incremento da moral e motivação das pessoas, este enfoque econômico ou financeiro não será adequado. Nesses casos, pelo fato de não requererem investimentos, esses programas vão contribuir para um melhor desempenho da organização.

Quando se tratam de projetos de melhoria contínua que buscam vantagens competitivas nos processos da organização, como é o caso do Seis Sigma, a abordagem precisa ser diferente. A utilização de recursos e investimentos, e a adoção destes modelos como estratégia de negócios, tornou o processo de mensuração econômico-financeira como parte integrante no ciclo de melhorias das empresas. Mesmo assim, qualquer projeto deve necessariamente incluir:

  • Problema: O projeto deve tratar de um problema de desempenho da empresa que tenha uma solução desconhecida.
  • Metas: O projeto deve ter metas numéricas claras diretamente ligadas a um conjunto de indicadores bem-definidos que corresponda à oportunidade.
  • Acompanhamento do projeto: O progresso deve ser acompanhado por meio dos indicadores.
  • Benefícios para os negócios: O processo deve culminar em um benefício mensurável na qualidade, na programação ou no custo.
  • Programação da implementação: O benefício do projeto deve ser percebido em um período razoável, normalmente entre três e seis meses.
  • Processo: O projeto deve seguir um processo de resolução de problemas.
  • Ferramentas: As ferramentas da qualidade devem ser usadas quando a metodologia para a resolução do problemas estiver sendo seguida.
  • Capacidade e confiança: O projeto deve servir para aumentar a autoconfiança do da equipe que está tocando o projeto.
  • Orientação do processo: O projeto deve ser visto a partir da orientação da melhoria de um processo, e não tratando necessariamente de um problema.

Dessa forma, a compreensão das exigências de um projeto de melhoria é essencial para o estabelecimento do seu escopo. Sem essa compreensão, é muito difícil avançar pelas particularidades de um projeto para estreitar sua abrangência e obter um objetivo claro e conciso com limites que capacitarão uma resolução oportuna de um problema.

A determinação eficiente da abrangência é também comparável ao tratamento médico de um paciente com uma doença específica. É importante que o médico foque sua atenção no diagnóstico, o qual deve levar em consideração uma série de coisas, entre elas o histórico de saúde do paciente e o de sua família e as condições, informações e sintomas relacionados à doença atual do paciente. Essas informações permitem que o médico estreite a abrangência da doença do paciente e prescreva um tratamento específico.

O foco no escopo para alcançar a descrição específica de um projeto de melhoria é importante para o sucesso do projeto, pois quando o tempo para a finalização de um projeto aumenta, o custo tangível do desdobramento do projeto (devido à mão de obra e material) aumentará. Os custos intangíveis também aumentarão. Estes incluem a frustração causada pela ausência do progresso, o afastamento da mão-de-obra das outras atividades e o atraso na realização dos benefícios do projeto. Quando a duração do projeto começar a exceder seis meses, tal custo pode resultar em estresse para os membros da equipe, o que pode causar ainda mais atrasos.

Importante que as equipes devem se concentrar de maneira ideal em uma área de interesse específica. Projetos maiores — ou os que visam a mais do que uma área de concentração e que durem mais do que seis meses — devem ser divididos em projetos separados. Em alguns casos, pode ser necessário que os dados sejam coletados e analisados para estabelecer precisamente o escopo. Em outros, um projeto iniciado com essa abrangência originalmente mais ampla pode exigir que a equipe volte atrás e restabeleça o escopo depois que os dados tiverem sido analisados.

Ressalte-se que à medida que a experiência de um projeto de melhoria ma aumenta, a equipe se torna melhor no uso das ferramentas corretas para desenvolver o alcance da descrição de um projeto enquanto produz simultaneamente benefícios quantificáveis. Um processo constante de escolha de decisões deve equilibrar o tempo envolvido para o projeto (baseado na atividade antecipada) e o benefício esperado. Após o desenvolvimento do mapa ou diagrama, o campo ou área de foco deve ser delineado, delimitando-se a respectiva parte do processo. Se o limite abranger uma grande área ou se houver mais de uma área em partes separadas do processo, o projeto está possivelmente estabelecendo um escopo exagerado e deve ser focado novamente.

Enfim, a análise financeira é vital nas diversas fases de evolução de projetos de melhoria: seja na elaboração de um escopo inicial através de levantamento de dados para avaliação do potencial de viabilidade; seja durante as etapas de execução, proporcionando o acompanhamento da relação causa-efeito das ações realizadas e, se necessário, correção de estratégia; ou, ainda, seja no encerramento do projeto de melhoria, avaliando a situação real frente ao planejamento inicial, permitindo a contabilização final do projeto.

Para realizar a avaliação econômico-financeira é necessário levantar uma série de dados em conjunto com a área financeira da empresa. Contudo, pode-se afirmar que os dados para análise financeira são basicamente classificados em apenas dois tipos: saídas e entradas de capital. Um bom projeto é aquele em que a diferença entre as entradas (ganhos) e as saídas (desembolsos) de capital seja tal que o projeto se torna viável financeiramente para a empresa.

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Pesquisa social, de opinião e de mercado — Requisitos de vocabulário e serviços

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) colocou em consulta nacional, até o dia 26 de agosto, um projeto sobre Pesquisa social, de opinião e de mercado — Requisitos de vocabulário e serviços. O projeto é derivado da ISO 20252:2006 que visa estabelecer, em âmbito global, padrões e linguagem únicos para a atividade da pesquisa de mercado e de opinião. Além de solicitar das empresas o cumprimento de requisitos mais gerais de gestão da qualidade, ela traz determinações específicas para as várias etapas dessa atividade, começando pela fase da prospecção de negócios e realização de cotações e chegando até o momento da entrega dos dados dos estudos. Uma empresa que obtém a certificação da ISO 20252 demonstra aos clientes e concorrentes, que é uma organização que está preocupada com seus padrões de trabalho e demonstra que adota as melhores práticas de mercado internacionalmente reconhecidas. Os benefícios da norma para as empresas: aumenta as possibilidades de negócios internacionais; aumenta a eficiência e a produtividade, reduz custos; e aumenta a confiança e a satisfação dos clientes.

Para a versão brasileira da norma, a pesquisa social, de opinião e de mercado é agora uma indústria global. Uma proporção cada vez maior dos gastos dos usuários da indústria é alocada a projetos multinacionais cujo objetivo é obter medidas consistentes em termos regionais e internacionais. Uma norma internacional de qualidade facilita diretamente a realização deste importante objetivo econômico e social, garantindo que os elementos do processo da pesquisa resultem em uma norma apropriada, de forma consistente e que possa ser verificada. Isto permitirá que os dados obtidos a partir de pesquisas realizadas dentro desta norma sejam usados para nortear o fornecimento de produtos e serviços aos cidadãos e instituições, de forma consistente e transparente.

Conteúdo da norma nacional (somente os itens principais, sem os subitens):

1 – Escopo

2 – Termos e definições

3 – Requisitos do Sistema de Gestão da Qualidade

4 – Administrando os elementos executivos da pesquisa

5 – Coleta de dados

6 – Gerenciamento e processamento de dados

7 – Relatórios em projetos de pesquisa

No caso da ISO 20252, após a implantação, os institutos de pesquisa podem ser certificados por organismos de certificação que atestam o cumprimento dos requisitos indicados na norma. O processo de certificação é conduzido de modo análogo às certificações tradicionais, como a ISO 9001 e ISO 14001. A certificação pela norma ISO 20252:2006 torna os clientes mais confiantes na qualidade das pesquisas, pois além de assegurar o cumprimento de requisitos mais gerais de gestão da qualidade também garante o atendimento de determinações específicas para as várias etapas dessa atividade, desde a prospecção de negócios e a realização de cotações até a entrega dos resultados dos estudos.

Para acessar a consulta nacional, clique no link http://www.abntonline.com.br/consultanacional/

Depois em clique no link para o projeto em (01) ABNT/CEE-151 Pesquisa Social, de Opinião e de Mercado. Faça o cadastro e vote. É gratuito.

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O uso de madeira de reflorestamento: uma tendência do mercado

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Atualmente, existem aproximadamente 544 milhões de hectares de florestas nativas e cinco milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil. As de eucalipto representam cerca de três milhões de hectares e o restante é ocupado por pinus e outras espécies. O setor de produtos florestais responde atualmente por 4% do PIB brasileiro.

Ao contrário de alguns mercados, em que a exigência por determinados tipos de certificação como meio para o devido enquadramento nos conceitos da sustentabilidade, o emprego da madeira de reflorestamento em variados segmentos econômicos ainda não conta com uma retaguarda de qualificação através de um selo que dê garantias de origem ambientalmente correta. Para um dos diretores da Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM), Flavio Carlos Geraldo, na prática os rigores hoje existentes nos textos legais relacionados ao segmento de preservação de madeiras e os procedimentos para obtenção das licenças de operação ou funcionamento de unidades industriais do setor são de uma flexibilidade escandalosa.

“O simples cadastramento, aliado ao pagamento de taxas simbólicas, credenciam muitas usinas de tratamento de madeiras, muitas vezes desprovidas de instalações adequadas, a operar em condições de igualdade com outras que observam rigorosamente as exigências ambientais e de segurança constantes dos textos legais. O desequilíbrio é flagrante, que acarreta uma situação comprometedora no mercado a partir do momento em que empresas tecnicamente descredenciadas competem, em igualdade de condições com respeito à legalidade, com aquelas que arcaram com o ônus da legalidade para entrar em operação. Todos perdem: o mercado, o ambiente e o consumidor da madeira tratada”, explica.

A associação, fundada em 1969, na então Divisão de Madeira do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), reúne em seu quadro associativo as usinas de preservação de madeiras, indústrias químicas e grandes usuários da madeira tratada e defende a criação de um selo de qualificação que comprovaria o devido credenciamento de empresas do setor no tocante aos aspectos técnicos e legais. De uma forma resumida, para a obtenção do direito de uso do selo de qualificação da ABPM, a empresa submete-se voluntariamente a auditorias que comprovarão a sua regularidade para produzir madeira tratada dentro dos rigores das normas técnicas em vigor, e dentro de todas as exigências de segurança ambiental e operacional.

Para a associação, a importância do uso de madeiras cultivadas pelo setor da construção apóia-se, principalmente, no fator hoje tão propagado chamado sustentabilidade. “As árvores, únicas fábricas não poluentes do mundo, produzem a madeira, material construtivo obtido a partir de um recurso natural renovável de ciclo curto. Reflorestamentos são considerados verdadeiros poços de carbono, que produzem madeira de qualidade apta tecnologicamente a substituírem as madeiras oriundas das florestas tropicais nativas nas suas diversas aplicações em sistemas construtivos. Como se observa, além de seqüestradoras de carbono em grande escala, as madeiras de reflorestamento, como alternativa, contribuem com a conservação das matas tropicais nativas pela simples redução da demanda. Isto é sustentabilidade!”, destaca Geraldo.

O Brasil ainda não possui uma cultura do uso da madeira na construção, há uma preferência nacional por alvenaria. “Falta entender que a madeira tem caráter renovável em relação ao tijolo, ao aço e ao cimento, cuja fabricação demanda muita energia e matéria-prima, além de exigir mais do transporte por causa do peso. Arquitetos, engenheiros e agrônomos formados em países onde existe cultura madeireira, têm na grade curricular a madeira como material de construção, assim como o concreto, o ferro e qualquer outro tipo de material. Aqui no Brasil raramente disciplinas que contemplam a madeira como material de engenharia faz parte da grade curricular das nossas universidades. Talvez, essa falta de valorização seja explicada pelo comodismo de quem sempre pôde contar com imensa fartura relacionada à enorme disponibilidade de madeira proporcionada pelas matas nativas.”, avalia Geraldo.

A utilização de madeira de eucalipto  exige técnicas para preservar e proteger, garantindo uma durabilidade maior. “Há como combater agentes deterioradores que podem ser de natureza química, física ou biológica. Estas técnicas vão desde adoção de detalhes construtivos e utilização, que impedem a ação destes agentes, até adoção da aplicação de preservativos de madeira por processos não industriais como imersão simples, pincelamento, pulverização, entre outros,  ou por meio de processos industriais, realizados  por vácuo-pressão em autoclave e usinas de preservação de madeiras. A escolha de produto e do processo depende do tipo de madeira e das utilizações das mesmas. Podemos destacar, por exemplo, que a madeira de eucalipto sem tratamento dura menos de um ano, a tratada no mínimo 15 anos”, assegura o diretor.

Para estimular o uso da madeira de reflorestamento, a Associação Brasileira de Preservadores de Madeira estuda a criação do Selo de Qualificação, contando com o apoio do IPT. “Para a criação deste selo as usinas de preservação de madeira se submeteriam a uma auditoria realizada por técnicos do IPT, considerando as vertentes técnica e legal. Na vertente legal, serão levantados em conta, o atendimento a todos os requisitos documentais, como registros, licenciamentos, responsabilidade técnica, etc. Já, na vertente técnica, serão contemplados os atendimentos a treinamentos específicos, como o de operação de uma UPM, aferições de equipamentos, bombas, registros, assim como também medidas de segurança operacional e ambiental, entre outros. A ABPM tem uma função fortemente orientativa e de interação com os órgãos ambientais relacionados com o segmento, como o Ibama, Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e prefeituras, além de deflagrar uma forte campanha de divulgação junto aos mercados consumidores da madeira tratada objetivando divulgar e mostrar as vantagens da utilização da madeira tratada qualificada”, finaliza Geraldo.

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