Como finalizar uma auditoria de gestão?

CURSO AO VIVO PELA INTERNET

Formação de Auditores Internos de Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social)

Este curso apresenta os detalhes sobre os requisitos das normas de gestão da qualidade, ambiental, de saúde, segurança do trabalho e responsabilidade social, relacionando-os com os requisitos específicos dos Sistemas de Gestão implantados (Normas NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS 18001:2007 e SA 8000:2008).

De 12/08/2010 a 30/09/2010

R$ 175,78 mensais (*)

(10 parcelas)

(*) Valor por participante

Para se inscrever: http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=1&c=686

Uma leitora gostaria de informações de como ela, como auditora, deve finalizar seu trabalho de auditoria na instalação de uma empresa? A execução da auditoria consiste, basicamente, na verificação da conformidade do sistema de gestão através da coleta de informações, observações de fatos e avaliação de documentos e registros que permitam ao auditor inferir, com base na amostra de documentos, registros e outras informações analisadas, a respeito da efetividade do sistema de gestão avaliado. Independente da área, escopo, objetivo ou critério de auditoria, deve-se ter em mente que um sistema de gestão existe para, na sua essência, fazer com que a política do sistema de gestão seja atingida.  Assim, ao conduzir a auditoria de conformidade, deve:

  • Coletar evidências através da análise de documentos e registros, observações de atividades, ensaios, testes, processos e outras fontes de informações disponíveis. Muitas destas informações são disponibilizadas ao auditor através de entrevistas com o auditado. Utilizar, mas não se restringir, à lista de verificação preparada.
  • Entrevistar o profissional que tenha bom conhecimento sobre o objeto da auditoria, que pode variar desde um diretor até um supervisor de linha ou um operador de empilhadeira. Nem sempre o responsável pela área detém todas as informações necessárias.
  • Amostrar de maneira aleatória os registros que deseja avaliar. A quantidade de registros deve ficar a critério do auditor, enfatizando-se o caráter amostral da auditoria. Se vários registros são avaliados e não há problemas, pode-se ter um indício da conformidade do sistema. Caso contrário, podem ser solicitados mais registros. Existem planos de inspeção especialmente confeccionados para a utilização em auditorias. No entanto, o volume de amostras é muito grande, o que tornaria a auditoria impraticável.
  • Anotar as informações, referências ou indícios de não conformidades na lista de verificação ou outro documento de trabalho aplicável. Deve-se ter especial atenção para que as informações anotadas sejam suficientes para a confecção de um relatório claro e objetivo.
  • Relatar ao auditado uma eventual não conformidade no momento em que a mesma for evidenciada, de modo a obter o consenso a respeito do problema identificado. O auditor, dentre de suas responsabilidades, tem o dever de verificar a conformidade do sistema de gestão e relatar eventuais não conformidades identificadas, mas o dever de executar a ação corretiva é do auditado. Caso contrário, o auditor perde a sua independência e a auditoria transforma-se em consultoria.
  • Interferir o mínimo possível nas atividades do auditado. Caso seja necessário se dirigir a uma pessoa ou atividade que não estiver prevista no escopo da auditoria, mas for importante para avaliar a efetividade do sistema de gestão, deve-se pedir o consentimento do auditado ou do guia de auditoria.
  • Gerenciar o tempo da auditoria, de modo a cumprir todas as atividades previstas dentro do programado. Se houver necessidade de uma investigação adicional, conduzi-las dentro do tempo disponível. Caso contrário, acordar com o auditado uma nova auditoria ou um horário extra ao decorrer do dia. O auditor nunca deve se atrasar. Se ocorrerem atrasos, que não seja por problemas com o auditor, a menos, é claro, em casos excepcionais, tais como imprevistos de saúde. Para a reunião de abertura, chegar sempre com certa antecedência, mas não exagerar de modo a não prejudicar os arranjos finais do auditado.

Por fim, a reunião de encerramento que deve ser coordenada e conduzida pelo líder da equipe da auditoria, que possui a palavra inicial, passando-a para os outros auditores e o auditado quando pertinente. A reunião de encerramento apenas confirma as constatações consolidadas durante a execução da auditoria. Deve ser rápida e objetiva. Devem participam desta reunião, no mínimo, o grupo auditor, os guias de auditoria e os responsáveis pelas áreas auditadas. Sempre que possível, o representante da administração e a alta administração também devem participar, principalmente se a auditoria interna for a todas as áreas da empresa.

Deve-se tentar manter nesta reunião os mesmos participantes da reunião de abertura. Se estiverem presentes outras pessoas, estas devem ter conhecimento do processo de auditoria e dos resultados obtidos ao longo de sua execução. Caso contrário, a reunião de encerramento torna-se longa e repetitiva, pois surgem muitas perguntas do pessoal que não conhece todos os fatos. 

Antes deste evento, os auditores podem realizar uma rápida reunião entre o grupo de modo a acordar o resultado final da avaliação e definir os pontos a serem comentados na reunião. Esta rápida reunião é coordenada também pelo líder de equipe da auditoria. Esta reunião inclui:

  • Apresentação dos auditores e auditados, principalmente para o caso da presença de pessoas que não participaram da reunião de abertura. Nas auditorias internas, muitas vezes as pessoas já se conhecem e esta apresentação pode ser omitida.
  • Agradecimentos ao auditado pelo apoio e tempo destinado durante a execução da auditoria.
  • Confirmação das áreas, escopo, objetivo e padrões especificados que foram utilizados na auditoria.
  • Confirmação da agenda final da auditoria, descrevendo as áreas, auditores e horário envolvidos.
  • Apresentação das não conformidades mais preocupantes, de modo resumido e objetivo. Também os pontos positivos identificados devem ser ressaltados.
  • Entrega dos relatórios individuais de não conformidade e relatório final de modo a acordar com o auditado o prazo para a definição das ações a serem tomadas e datas para a sua implementação e verificação da efetividade das ações.
  • Esclarecimentos de eventuais dúvidas por parte do auditado, quanto aos relatórios entregues, não conformidades constatadas e outros assuntos.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Atmosferas explosivas

QUALIDADE ONLINE – LINKS PATROCINADOS

Aprendendo QUALIDADE de uma forma SISTÊMICA – Oceano Zacharias – R$ 30,00

Para comprar: http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4037

Jogo da Responsabilidade Ambiental e Jogo da ISO 14001
Dois jogos divertidos, para treinar e conscientizar seus funcionários

Parece que os bueiros da Light, no Rio de Janeiro, estão revoltados, explodindo e assustando os pedestres, quando não os atinge. Uma atmosfera é explosiva quando a quantidade de gás, vapor ou pó no ar é tal que uma faísca provoca a explosão. E quais as condições necessárias para que haja uma explosão? São necessários três elementos: combustível + oxigênio do ar + faísca = explosão.

Deve-se observar que, quando o oxigênio está presente, falta reunir apenas dois elementos para que haja uma explosão. É preciso saber que uma faísca ou uma chama não é indispensável para que se produza uma explosão. Um aparelho pode, por elevação de temperatura em sua superfície, atingir a temperatura de ignição do gás e provocar a explosão.

Quais produtos podem produzir uma explosão? Os produtos de risco são classificados pela ABNT NBR 8602, em quatro grupos: I, IIA, IIB E IIC. Esses produtos são geralmente: gás de aquecimento, hidrocarbonetos, solventes de cola e de adesivos, solventes e diluentes para pinturas, verniz e resinas, aditivos de fabricação dos produtos farmacêuticos, dos colorantes, dos sabores e perfumes artificiais, agentes de fabricação dos materiais plásticos, borrachas, tecidos artificiais, e produtos químicos de limpeza, e elementos de tratamento e fabricação dos alcoóis e derivados.

Elas são classificadas conforme os riscos que oferecem:

Zona 0 – Área na qual a mistura explosiva está continuamente presente por longos períodos. Ex.: Interior de reservatórios Inflamáveis.

Zona 1 – Área na qual a mistura explosiva pode eventualmente ocorrer em operação normal. Ex.: Proximidade de Válvulas de Alívio de Pressão.

Zona 2 – Área na qual a mistura explosiva só poderá ocorrer em funcionamento Anormal do Sistema, e se ocorrer será apenas por curtos períodos. Ex.: Proximidades de Tubulação.

Dessa forma, a empresa deve avaliar de forma global os riscos de explosão atendendo, para além dos aspectos gerais em matéria de segurança e saúde, aos seguintes aspectos: a probabilidade de ocorrência de atmosferas explosivas, bem como a sua duração; a probabilidade da presença de fontes de ignição, incluindo descargas elétricas e a possibilidade delas se tornarem ativas e causarem risco; as descargas eletrostáticas provenientes dos trabalhadores ou do ambiente de trabalho enquanto portadores ou geradores de carga elétrica; as instalações, as substâncias utilizadas, os processos e as suas eventuais interações; as áreas que estejam ou possam estar ligadas através de aberturas àquelas onde se possam formar atmosferas explosivas; a amplitude das consequências previsíveis.

As substâncias inflamáveis ou combustíveis devem ser consideradas como susceptíveis de formar atmosferas explosivas, salvo se da análise das suas propriedades resultar que, em mistura com o ar, não podem propagar por si próprias uma explosão. As camadas, os depósitos ou as concentrações de poeiras combustíveis devem ser considerados como qualquer outra fonte susceptível de produzir atmosferas explosivas.

Enfim, o empregador deve prevenir a formação de atmosferas explosivas através de medidas técnicas e organizativas apropriadas à natureza das operações, tendo em conta os princípios de prevenção consagrados no regime aplicável em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho. Se, dada a natureza da atividade, for impossível evitar a formação de atmosferas explosivas, o empregador deve adotar medidas técnicas e organizativas que evitem a sua ignição e atenuem os efeitos prejudiciais de uma explosão, de forma a proteger a vida, a integridade física e a saúde dos trabalhadores. O empregador deve tomar, ainda, outras medidas que contrariem a propagação de explosões. Todas estas medidas devem ser revistas com a periodicidade máxima de um ano, bem como sempre que ocorram alterações significativas que afetem a segurança das operações.

Normas relacionadas

NBR15214 – de 04/2005 – Rede de distribuição de energia elétrica – Compartilhamento de infra-estrutura com redes de telecomunicações.

NBRIEC61241-0 – de 12/2006 – Equipamentos elétricos para utilização em presença de poeira combustível – Parte 0: Requisitos gerais.

NBR15615 de 09/2008 – Equipamentos elétricos para utilização em presença de poeira combustível – Seleção e instalação (IEC 61241-14:2004, MOD).

NBR15616 – de 09/2008 – Odoração do gás natural canalizado.

NBR12712 de 04/2002 – Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.

 Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.