Um organograma bem feito ajuda a melhorar a estratégia empresarial

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Em um momento de concorrência acirrada, em que os empresários, dirigentes, gerentes e administradores precisam tomar decisões cada vez mais importantes e mais rápidas, surge a necessidade de estruturação para a gestão estratégica dos negócios. Assim, com a elaboração formal de um organograma, pode-se melhorar o desempenho da organização, já que no mundo dos negócios não se pode administrar o que não se pode medir. A dependência para alcançar os níveis de desempenho e os resultados desejados são enormes, necessitando-se atender a relevância estratégica e operacional, baseadas em responsabilidades definidas formalmente.

Em, resumo, uma organização é um tipo de sistema social, é uma instituição objetivamente existente, ou melhor: uma organização é uma forma pela qual determinada coisa se estrutura, sendo, inclusive, o modo pela qual as organizações ordenam. Tanto assim que, mesmo com uma deselegância da linguagem, pode-se dizer: a organização da organização em que trabalho é excelente. Seria o mesmo que afirmar que a estrutura organizacional é a forma pela qual se organiza a organização em que o trabalho é muito boa.

Dessa forma, a organização formal é aquela que está ligada diretamente à estrutura organizacional. São os cargos, funções, práticas e procedimentos que definem responsabilidades e níveis de autoridade. Sob este ponto de vista a empresa consiste em um conjunto de encargos funcionais e hierárquicos, orientados para o objetivo econômico de produzir bens ou serviços.A estrutura orgânica deste conjunto de encargos está condicionada pela natureza do ramo de atividade, pelos meios de trabalho, pelas circunstâncias sócio-econômicas da comunidade e pela maneira de conceber a atividade empresarial.

A organização linear constitui-se na forma estrutural mais simples e mais antiga. Tem a sua origem na organização dos antigos exércitos e na organização eclesiástica dos tempos medievais. A denominação linear decorre do fato de que entre o superior e seus subordinados existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade. A organização funcional é o tipo de organização que aplica o princípio da especialização das funções para cada tarefa.

Há vários tipos de organograma, cada qual com características próprias.

  • Organograma clássico – Usado para representar um resumo das informações estruturais. Neste tipo de modelo, as unidades organizacionais são representadas por retângulos, onde se indica seus títulos, que devem refletir suas metas de trabalho particulares.

 

A altura de colocação dos retângulos é estabelecida em função da posição hierárquica de cada unidade na organização.

O organograma clássico é a representação de unidades especializadas em assessoramento, trabalho solicitado para estudo apresentação de soluções de um problema. As unidades de assessoramento podem ser chamadas de staff, diferenciando-se das demais, chamadas unidades de linha.

No organograma as relações de autoridade podem ser apresentadas através de três maneiras diferentes:

Linha: Confere ao superior hierárquico o direito de dar ordens diretas a seus subordinados e de delegar parte de sua autoridade diretamente.

Assessoria: ou de staff: quando uma pessoa recebe poderes para fazer pesquisas, levantamentos e trabalhos em áreas específicas; ou ainda, quando tem a atribuição de prestar aconselhamento sobre determinados assuntos.

Funcional: permite a um cargo ou a um órgão atuar sobre elementos não ligados diretamente a eles, apenas em relação a assuntos específicos a sua função na organização. O órgão que cuida do pessoal (Recursos Humanos)  pode atuar sobre qualquer indivíduo da empresa, dentro da área específica de sua atribuição, da mesma forma, em relação a um órgão da empresa ou a um departamento, setores, etc.

Enfim, o organograma deve representar a estrutura formal da empresa, mostrando de forma imediata as relações funcionais, os fluxos de responsabilidade e as funções organizacionais da empresa. No organograma aparecem claramente:

  • Estrutura hierárquica, definindo os diversos níveis da organização;
  • Os departamento ou órgãos componentes da estrutura;
  • Os canais de comunicação que ligam os departamentos.

Ele deve permitir a visualização de sua estrutura de forma simples e direta. Por ser estático, é uma espécie de retrato do esqueleto organizacional da empresa. Não contém qualquer descrição de funções ou atribuições dos ocupantes dos cargos. É constituído de retângulos, quadrados ou círculos, ligados por linhas horizontais e verticais. Os retângulos representam os órgãos ou cargas da organização, enquanto que as linhas representam os canais de comunicação.

O organograma ajuda a visualizar funções importantes que estejam sendo negligenciadas ou relegadas a segundo plano ou até mesmo ausentes, a visualizar funções duplicadas, visualizar funções mal distribuídas, facilita o sistema de informação e o fluxo de comunicação dentro da empresa, cria interação de cargos, auxilia a graduar e classificar trabalhos  e tarefas, ajuda a visualizar melhor as necessidades de mudanças organizacionais e de crescimento da empresa.

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Carbono zero

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Um leitor gostaria de saber qual é o conceito do carbono zero? O gás carbônico (CO2) é apenas um dos gases do efeito estufa cujas emissões precisam ser reduzidas, dentro das convenções internacionais, para evitar o aquecimento global em níveis perigosos. O metano, seis vezes mais potente do que o CO2, é o segundo principal causador do problema. Para facilitar o cálculo de quanto é emitido, todos são transformados em carbono equivalente, de acordo com seu papel no agravamento do efeito estufa. Porém, quem trabalha com metas de redução tem de pensar em cada um separadamente, pois exigem soluções diferentes. O metano, por exemplo, é gerado na decomposição do lixo orgânico.

Dessa forma, as empresas devem levar em conta alguns aspectos. Além da responsabilidade socioambiental, a neutralização de carbono é uma oportunidade de se destacar no mercado em ações de marketing. Outro motivo é de fato uma aposta, a ser colhida em médio e longo prazos. Para o setor produtivo, a crise ambiental que se aproxima pelo agravamento do efeito estufa forçará o Brasil a assumir metas de redução de sua emissão de gases, no molde que os países ricos seguem atualmente. Paradoxalmente, o tema é ainda tratado como sensível dentro das esferas governamentais, porém está sendo gradativamente incorporado pelas empresas brasileiras.

Alguns números:

  • 320 kg de CO2 são emitidos na atmosfera na geração de 100 kW para alimentar uma casa em um mês, valor neutralizado com uma árvore.
  • 548 kg de CO2 são emitidos em uma viagem aérea entre São Paulo e Brasília, ida e volta – sem contar o trajeto de carro até o aeroporto.
  • 3 toneladas de CO2 podem ser neutralizadas pelo plantio de cinco árvores em média, pois a quantidade de carbono absorvido varia segundo a espécie.
  • R$ 10 é quanto custa em média uma árvore usada no reflorestamento da mata atlântica, dentro de projetos florestais preexistentes.
  • Seis árvores são suficientes para compensar o que um carro a gasolina lança no ar em um ano.
  • 100 árvores plantadas numa área de mata ciliar podem compensar o show de lançamento da nova turnê de uma banda de rock.
  • 60.000 árvores formam a primeira floresta da Volkswagen Caminhões no sul fluminense, plantada em 2006.
  • 220.000 t de gases do efeito estufa deixarão de ser emitidos em dez anos com o apoio da Fifa, que investe num projeto na África do Sul para zerar o que foi emitido na Copa de 2006.

 Quer começar um programa carbono zero?

Calcule a sua pegada ecológica em http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/calculadora/

Quer diminuir a sua pegada ecológica?

http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/reduza_sua_pegada/

Para pequenas e médias empresas há um site para se calcular a carbon footprint. Crie uma conta em http://www.carbonfootprint.com/

 Alguns exemplos empresariais

  • A Divisão Oil-free Air da Atlas Copco anunciou que a sua série ZR de compressores de ar, isentos de óleo e resfriados a água, com sistemas de recuperação de energia integrados, é a primeira no mundo a receber a certificação TÜV no que diz respeito a “nível zero de consumo de energia” em determinadas condições de aplicação. Foi comprovado que 100% da entrada de energia elétrica podem ser recuperadas em forma de água quente. Com estes compressores, as indústrias que utilizam grandes volumes de água quente e vapor, como as de alimentos e bebidas, laticínios, papel e celulose, produtos farmacêuticos, químicos e petroquímicos, usinas elétricas, salas esterilizadas e têxteis, podem reduzir significativamente suas despesas com energia. O consumo de energia elétrica de um compressor representa cerca de 80% dos custos ao longo de sua vida útil, o que ressalta a importância da economia no consumo de energia elétrica nos sistemas de geração de ar comprimido. Na Indústria, tais sistemas representam, em média, 10% do consumo de energia elétrica. Em uma empresa estes custos podem atingir 40% deste consumo. A água quente pode ser utilizada para aquecer a temperatura ambiente, chuveiros, ou como água pré-aquecida de caldeiras, entre outras aplicações. As indústrias que utilizam, constantemente, água quente e vapor em seus processos serão as mais beneficiadas com o sistema. As indústrias alimentícias e de laticínios (limpeza, esterilização, escaldadura e fundição), papel e celulose (digestores e evaporadores e em alvejamento), têxtil (tintura, estabilização de fibra sintética), farmacêutica (fermentação e esterilização), refinarias, Químicas e petroquímicas (destilação a vapor, recuperação aprimorada, processo de remoção de camadas de componentes, registro de calor), usinas elétricas (geração de eletricidade) e salas esterilizados (umidificação).
  • A Bambu Carbono Zero nasceu como uma empresa ecologicamente pioneira, trabalha apoiada no tripé da sustentabilidade: economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta. Focada na viabilização comercial de plantações de bambu, desenvolvemos diversas vertentes de negócios primeiramente voltada para a construção civil, inspirados nas primeiras construções estruturais colombianas do arquiteto Simon Vélez no Brasil. Hoje, a empresa consolida diversas atividades ligadas ao setor, com saldo zero de emissões, transformando todas as partes do bambu em divisas.
  • Como uma empresa de base florestal, a Suzano Papel e Celulose tem sido constantemente desafiada pelas mudanças climáticas, que podem colocar em risco o próprio negócio com o aumento da temperatura e declínio da precipitação. Ao adotar práticas que possam garantir a perenidade de suas atividades, a Suzano contribui também para a redução dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Diariamente, a empresa planta 220 mil mudas de eucalipto que dentro de sete anos irão suprir a produção de celulose e papel em suas fábricas. É essa extensa área florestal que absorve 3,8 vezes mais toneladas de carbono do que a empresa emite em sua cadeia produtiva. No ano passado, a empresa emitiu 1,1 milhão de toneladas de carbono, enquanto no mesmo período as florestas plantadas de eucalipto nos estados da Bahia, Espírito Santo e São Paulo foram responsáveis pelos seqüestro de mais de 3,3 milhões de toneladas de carbono. As emissões de carbono da empresa contemplam as unidades industriais, as atividades de manejo florestal, a distribuidora SPP-Nemo e os escritórios.

 Quer conscientizar o pessoal de sua empresa sobre o assunto, clique no link e copie uma apresentação em power point “A LUCRATIVIDADE DO CARBONO ZERO PARA AS EMPRESAS – O PLANETA AGRADECE”: https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2010/07/carbono_zero.ppt

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