Cuidado ao utilizar as mídias sociais

Como estratégia de marketing, tanto as empresas como os profissionais estão fazendo o uso das denominadas mídias sociais. Assim, fazem um blog em seu site, pois por meio dele o conteúdo será gerado e consequentemente divulgado nas mídias sociais, gerando assim uma grande interação entre os clientes. Possuem uma conta no Twitter para interagir com o público e também promover os artigos do seu blog e de outras fontes que achar interessante. Criam uma página no Facebook, principalmente quando se trabalha com vendas internacionais. Utilizam páginas de perfil em mídias como StumbleUpon, Digg e Delicious para criar links para conteúdo.

Dessa forma, as mídias sociais são boas maneiras para se obter links para o site. Como uma página é promovida por várias pessoas, redes diferentes estarão ligadas a ela. Estas ligações incluem tweets, comunidades do Orkut e até links em blogs. Todas estas ligações podem ajudar a melhorar a o desempenho dos sites profissionais ou empresariais e elevar a classificação nos resultados de pesquisa.

Contudo, alguns especialistas fazem algumas restrições, como é o caso do diretor executivo da Navita, Roberto Dariva (mbecker@brsa.com.br). Para ele, isso tudo é muito bom, mas quando as mídias sociais deixam de ser um aliado e podem gerar resultados não desejados? Quando as conseqüências não são mensuradas. “Há muito tempo eu tinha uma conta no Orkut que criei para conhecer o serviço. Logo encontrei alguns amigos com quem tinha perdido contato e até fiquei entusiasmado, mas num certo dia acessei minha conta no Orkut e um amigo havia deixado uma mensagem expondo algumas informações pessoais minhas. Na mesma hora, decidi apagar minha conta do Orkut e abandonei o serviço. Não era nada grave, falava da minha moto apenas. Mas aquilo me fez pensar que qualquer pessoa com acesso à web poderia obter informações sobre mim, e preferi preservar minha privacidade”.

Ele acrescenta que usa muito o Google Maps, serviço gratuito para ajudar a traçar rotas e conhecer detalhes do mapa de alguma região. “E quando foi lançado o Google Latitude, um serviço que permite traçar toda a sua movimentação enquanto estiver rodando com seu smartphone, eu também instalei para testar. Adicionei poucos conhecidos. Certo dia, estava em reunião no Rio de Janeiro e recebi uma mensagem de um colega me questionando se eu estava gostando da piscina onde estava. Isto porque quando o GPS não funciona, a opção é buscar a localização do usuário através da triangulação de antenas das operadoras móveis, o que pode gerar uma variação de centenas de metros em relação à localização real exata. Eu, de terno e gravata, passando calor e aguardando pelo começo da reunião, decidi desinstalar o serviço porque achei que as pessoas poderiam ter conclusões equivocadas”.

Além disso, ele conta que criou uma conta no Twitter e, assim como o Orkut, gostou do serviço e passou a utilizá-lo. “Já comecei a utilizá-lo permitindo que apenas pessoas autorizadas pudessem ver minhas mensagens, e uma das pessoas que escolhi para seguir (termo usado para acompanhar as mensagens de alguém) passou a usar também um serviço chamado Foursquare, que permite enviar coordenadas da sua localização, dentre outras coisas. O que me chamou a atenção foi que comecei a ler várias mensagens que informavam exatamente a localização dessa pessoa. Estou em casa na rua X, Estou na empresa no endereço Y, etc. Esse tipo de serviço está sendo muito usado por todos, mas principalmente pelos jovens. Que bela oportunidade para que ladrões, sequestradores e todo tipo de marginal planejem e executem uma ação. Em algumas situações, as pessoas expõem tudo e até marcam encontros descrevendo o lugar, o horário e a roupa que estarão vestindo”.

“Outra situação acontece com os malfeitores que aplicam o golpe do telefone para cobrar um suposto sequestro. Eles ligam para uma pessoa e dizem ter um familiar em seu poder, antes de cobrarem um pagamento pelo suposto resgate. Na maioria das vezes, consegue-se evitar o golpe ligando para a pessoa supostamente sequestrada. Mas e se o usuário postar no Twitter que ficará com o celular desligado por duas horas porque acaba de entrar no cinema? Fica mais fácil ligar para a família, cujo telefone talvez esteja em seu blog ou ainda num dos posts do Twitter. É preciso prestar atenção e mensurar as consequências desse tipo de exposição”, complementa.

Para Dariva, do ponto de vista corporativo, existe o risco de as pessoas passarem a divulgar informações confidenciais pelos softwares de mídias sociais. “Muitos internautas buscam status a partir da obtenção do maior número de seguidores no Twitter, leitores de seus blogs ou páginas sociais, e algumas vezes não medem as consequências e publicam informações corporativas estratégicas, gerando problemas para suas empresas. Outras vezes a exposição impede as pessoas de separarem suas vidas pessoais das profissionais, e um simples comentário sobre futebol pode gerar uma situação constrangedora sem precedentes e até culminar na demissão de um colaborador”, diz.

E ele faz uma série de perguntas. E se as mídias sociais fossem usadas de forma desleal? E se uma empresa criasse milhares de usuários falsos para elogiar seus produtos ou serviços, e você comprasse algo muito ruim com base em falsos depoimentos? E se falsas pessoas iniciarem um relacionamento com seu filho ou filha para explorarem sua ingenuidade? “Posso parecer neurótico com a questão da privacidade, mas é importante conhecer e imaginar o efeito colateral de tanta socialização. Conhecendo e refletindo, procure extrair o máximo das redes sociais para sua vida e sua empresa e, claro, evite confusões”, responde.

Mais sobre esse assunto nesse site:

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/07/14/sera-que-a-sua-empresa-ainda-vai-usar-as-redes-sociais/

https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/30/como-a-sua-empresa-pode-usar-melhor-o-e-mail-marketing/

Administração com Qualidade

<!–  –>Administração com Qualidade  
ISBN: 9788521205197
Páginas: 376
Formato: 17×24 cm

Meu amigo Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto mandou um exemplar do seu livro escrito junto com a professora Simone Aparecida Canuto. Conheci o autor quando ele foi diretor da Fundação Vanzolini e sua atuação profissional sempre foi ética e corajosa. Em sua obra, há uma ênfase nos processos de administração organizacional e da qualidade, hoje considerados indissociáveis pelos autores. Esta ótica permeia a publicação, na qual se considera a competitividade, essencial para o sucesso e a sobrevivência das empresas que atuam para o sucesso e a sobrevivência das empresas que atuam na economia globalizada, como resultante da eficiência, que leva à produtividade dos processos, e da eficácia, resultante da busca permanente pela qualidade dos produtos e serviços oferecidos à comunidade.

A obra está subdividida em 11 capítulos, que enfocam, respectivamente: os conceitos básicos da Administração, sua história e as idéias dos pioneiros, chegando até Peter Drucker; considerações gerais, incluindo os tipos de organizações, clientes e fornecedores, objetivos da empresa, administração pública e exemplos marcantes; as quatro funções básicas da Administração – planejamento, organização, direção e controle – incluindo os conceitos de autoridade e responsabilidade, eficiência e eficácia, custos e lucro e administração de projetos; os aspectos comportamentais nas organizações, sendo examinados liderança e motivação, paradigmas comportamentais, clima e mudança organizacionais, tomada de decisão e empreendedorismo; administração da produção, incluindo a programação e controle da produção, estoques, serviços e os demais tópicos importantes na atividade produtiva, tais como gargalos, carga de máquinas, estudo de tempos, movimentos e métodos, arranjo físico, produção enxuta, movimentação de materiais, logística, terceirização, manutenção, saúde e segurança no trabalho, ergonomia, produção mais limpa e sustentabilidade; administração da qualidade, incluindo os principais conceitos, os gurus da qualidade, o processo de melhoria e suas ferramentas, controle estatístico da qualidade, confiabilidade e durabilidade, custos da qualidade e qualidade em serviços; modernos padrões da qualidade, apresentando os sistemas de gestão da qualidade, o sistema japonês, as principais normas e prêmios, metodologia seis sigma e metrologia; conhecimento e aprendizado, incluindo a gestão do conhecimento, sistemas de informação, inovação e tecnologia da informação; contribuições recentes, discutindo competitividade, marketing, balanced scorecard, reengenharia e teoria das restrições; etc. Mais informações no link http://www.blucher.com.br/livro.asp?Codlivro=05197

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Inventário de emissões de gases do efeito estufa (GEE)

QUALIDADE ONLINE – LINKS PATROCINADOS

E-book: Sustentabilidade: mistificação ou realidade?

Autor: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO
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http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023

Uma leitora diz que recebeu um convite para participar de um workshop sobre emissões de gases de efeito estufa – desenvolvimento e verificação de inventário e quer saber o que é isso? O inventário de emissões é uma espécie de um levantamento que é feito em uma empresa, grupo de empresas, setor econômico, cidade, estado ou país para se determinar fontes de GEE nas atividades produtivas e a quantidade de GEE lançada à atmosfera. Fazer essa contabilidade significa quantificar e organizar dados sobre emissões com base em padrões e protocolos e atribuir essas emissões corretamente a uma unidade de negócio, empresa, país ou outra entidade.

No caso dos inventários corporativos, os objetivos são alcançados pela aplicação de cinco passos básicos: definir os limites operacionais e organizacionais do inventário; coletar dados das atividades que resultam na emissão de GEE; calcular as emissões. adotar estratégias de gestão, como aumento de eficiência, projetos para créditos de carbono, introdução de novas linhas de produtos, mudança de fornecedor, etc.; e relatar os resultados.

Um inventário de emissões deve ser estabelecido como um processo contínuo, que permita identificar a evolução dos esforços de mitigação de uma instituição ou região e aprimorar essas medidas progressivamente. Para colocar em prática um inventário de emissões, é importante adotar metodologias ou protocolos reconhecidos, como é o caso do GHG Protocol. Para que o inventário seja bem sucedido, sua elaboração deve seguir os cinco princípios que fazem parte do padrão GHG Protocol Corporate Standard e da norma ISO 14064-1: relevância, integralidade, consistência, transparência e exatidão. Para saber mais sobre essas normas, esse site já publicou um texto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/01/20/as-normas-iso-14064-e-14065/

Dessa forma, dentre as diferentes metodologias existentes para a realização de inventários de gases do efeito estufa, o GHG Protocol é a ferramenta mais utilizada mundialmente pelas empresas e governos para entender, quantificar e gerenciar suas emissões. Ele foi desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI) em parceria com o World Business Council for Sustainable Development (WBSCD). Dentre as características da ferramenta destacam-se o fato de oferecer uma estrutura para contabilização de GEE, o caráter modular e flexível, a neutralidade em termos de políticas ou programas e o fato de ser baseada em um amplo processo de consulta pública.

A metodologia do GHG Protocol é compatível com as normas ISO e as metodologias de quantificação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), e sua aplicação no Brasil acontece de modo adaptado ao contexto nacional. Além disso, as informações geradas podem ser aplicadas aos relatórios e questionários de iniciativas como Carbon Disclosure Project, Índice Bovespa de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e Global Reporting Initiative (GRI).

Depois disso, a Fundação Getúlio Vargas lançou, em parceria com o WRI, o Programa Brasileiro GHG Protocol que está criando, no país, uma cultura de formulação e publicação de inventários corporativos de GEE. Os inventários servem como uma espécie de retrato que quantifica os gases emitidos por cada empresa, identifica os setores mais poluentes e torna mais fácil a tomada de decisões sobre quais medidas serão realmente efetivas na mitigação das emissões. Começou com 27 empresas e hoje já somam 60 instituições. Atualmente, já está disponível o Registro Público de Emissões de GEE do país, que já contém as informações sobre os inventários realizados por 35 companhias signatárias. A plataforma online pode ser acessada por qualquer pessoa que deseje saber qual o impacto de determinada empresa sobre o clima e, a partir dessas informações, fazer escolhas mais conscientes de consumo. A estimativa é que, até o ano que vem, todas as empresas integrantes do programa tenham seus inventários publicados.

O total de emissões declaradas pelos 35 inventários já concluídos é de cerca de 89 milhões de toneladas de CO2 equivalente (medida utilizada para somar as emissões de vários gases de efeito estufa, considerando seus diferentes potenciais de aquecimento global). O valor é semelhante às emissões geradas por um carro a gasolina, motor 1.0 dando 6 mil voltas no planeta Terra ou à quantidade de carbono armazenada em 200 mil hectares de floresta amazônica. Comparadas às emissões brasileiras, as 35 empresas emitem 4% do total reportado no Inventário Nacional Preliminar, publicado em novembro do ano passado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, com dados de 2005. Se forem descontadas as emissões provenientes da agricultura, das florestas e de outros usos do solo, a porcentagem sobe para 20%.

Com os inventários publicados até agora é possível notar que as empresas do setor de transformação são as maiores responsáveis pelo GEE – 89% do total, ou seja, a indústria petroquímica, de combustíveis, a mineração de não-metálicos e a siderurgia são as maiores poluidoras. O setor de mineração ficou em segundo lugar, com 10% das emissões, e os demais setores, como saneamento, energia, agricultura, serviços financeiros e serviços públicos, respondem por apenas 1%.

Se a leitora quiser acessar essas informações, clique no link http://www.fgv.br/ces/registro/

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