O que é o Advanced Product Quality Planning (APQP)?

E-book: Indica Dores Empresariais

 Autor: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Os indicadores de desempenho são elementos chave num programa de gestão da qualidade, cuja função é evidenciar a necessidade de ações de melhoria e verificar se as ações implementadas estão produzindo os efeitos desejados, bem como as suas tendências.

https://www.gg3.com.br/qualiblogebooks&secao=produto&p_id=59606&inDiCaDoReS-eMPReSaRiaiS

Um leitor me enviou uma correspondência querendo saber o que é o APQP. Ele é método estruturado para definir e estabelecer os passos necessários para assegurar que um produto satisfaz o seu público alvo, sendo adotado pelas montadoras de veículos norte-americanas Daimler Chrysler, Ford e General Motors, dentro dos requisitos de fornecimento aplicáveis aos fabricantes de autopeças que foram definidos na norma QS 9000.

Ele se constitui em cinco etapas de desenvolvimento onde as saídas de cada uma destas etapas, servem de subsidio para execução das subseqüentes. A utilização desta metodologia no campo automotivo conseguiu ganhos reais no direcionamento de recursos, na promoção da identificação dos requisitos aplicáveis, na prevenção de alterações de última hora, no oferecimento de produtos de qualidade adequada nos prazos desejados, na redução na complexidade do planejamento da qualidade para clientes e fornecedores e na definição de um meio para as empresas comunicarem as exigências de planejamento da qualidade de produtos aos seus fornecedores.

Uma de suas ferramentas é o Failure Mode Effects Analysis (FMEA), já que o seu uso tem aumentado bastante por ser uma exigência contratual de fornecimento de todas as montadoras automobilísticas. Atualmente é referenciado na QS 9000 (como manual complementar) e na ISO TS 16949. Para ler mais nesse blog sobre o FMEA: https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/02/12/failure-mode-and-effect-analysis-fmea/

O primeiro passo de um APQP é a designação de uma equipe multifuncional, pois o planejamento da qualidade do produto exige o envolvimento de vários profissionais que além daqueles ligados ao departamento da qualidade, tal equipe deve incluir representantes de vendas, engenharia, programação de produção, compras, recebimento e estoque de materiais, produção, controle da qualidade e assistência pós-venda, além de fornecedores e clientes (se apropriado). O processo da metodologia é definido pelo Manual APQP da Automotive Industry Action Group (AIAG), o qual é parte de uma série de documentos relacionados, atualizados e publicados pela instituição. A base para a criação do processo de Plano de Controle é o Manual da APQP que inclui: o Manual FMEA, o Manual Statistical Process Controle (SPC), o Manual Measurement Systems Analysis (MSA) e o Manual Production Part Approval Process (PPAP).

O APQP serve como um guia no processo de desenvolvimento e também como um padrão para compartilhar resultados entre fornecedores e companhias. São especificadas três fases: Desenvolvimento, Industrialização e Lançamento do Produto. Além destas, existem 23 tópicos principais a serem monitorados, os quais devem ser completados antes do início da produção, incluindo : aspectos como testes, processo de produção e especificações de design, padrões de inspeção de qualidade, capacidade de processos, produção, embalagem, testes de produção e planejamento de treinamento para operadores, entre outros.

Ele tem como foco o Planejamento da qualidade e a determinação se os consumidores estão satisfeitos, avaliando a melhoria contínua. Consiste de cinco fases: Planejamento e Programa de Definição; Projeto de Produto e Verificação de Desenvolvimento; Projeto de Processo e Verificação de Desenvolvimento; Validação de Processo e Produto; Lançamento, Feedback, Ações Corretivas e de Avaliação. Inclui cinco atividades principais: Planejamento; Projeto de Produto e Desenvolvimento; Projeto de Processo e Desenvolvimento; Validação de Processo e Produto; Produção. E contém sete elementos principais: compreensão da necessidade do consumidor; feedback corretivo e ações corretivas; projetar dentro das capacidades do processo; análise e tratamento de falhas; verificação e validação; revisão de projeto; e controles especiais/características críticas.

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Braços cruzados, máquinas paradas

O título desse texto se refere ao dia 12 de maio de 1978, em que 1.600 trabalhadores da Saab-Scânia, em São Bernardo do Campo (SP), entraram na fábrica e divulgaram o lema “braços cruzados, máquinas paradas”. O movimento grevista rapidamente se alastrou por outras fábricas, por outras regiões, outras categorias: metalúrgicos das cidades de São Paulo, Osasco e Campinas (São Paulo) ou de João Monlevade (Minas Gerais), professores do primeiro e segundo graus do estado de São Paulo, bancários e trabalhadores da construção civil de Porto Alegre. Em 1979 e 1980 novas ondas de greves pararam várias regiões do país, a começar, novamente, por São Bernardo do Campo.

A greve já foi discutida nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/07/20/funcionarios-grevistas/, contudo sempre gera discussões na esfera organizacional. O direito de greve é um direito fundamental, de cunho social, sendo garantido constitucionalmente a todos os trabalhadores, sejam empregados (Constituição Federal, art. 9°), sejam servidores públicos (art. 37, inciso VII). A Lei 7.783/89 regulamentou o art. 9° da CF, ao passo que o Decreto 1.480/95 tirou a sua legitimidade ao limitar o exercício do direito de greve previsto no art. 37, inciso VII, o qual não foi objeto de lei específica até os dias de hoje. Quanto ao direito de greve do servidor público existe a Lei 7.783/89 ou até que sobrevenha uma lei específica a que se refere o art. 37, inciso VII. v) A aplicação da Lei 7.783/89 não macula o princípio da continuidade do serviço público, já que o exercício do direito de greve pelo servidor público deve atender às disposições contidas na Lei 7.783/89, sem abusos, e não autoriza que as faltas ao serviço público, por motivo de paralisação decorrente de movimento grevista, sejam descontadas dos vencimentos dos servidores grevistas.

Para a advogada trabalhista do escritório Innocenti Advogados Associados, Samanta de Lima Soares Moreira Leite (samanta.leite@innocenti.com.br), a greve consiste em um direito assegurado pela Constituição Federal, caracterizando-se como paralisação do empregado, após assembléia sindical da categoria, com o fito de reivindicar direitos ou opor-se a atos patronais lesivos à categoria. Atualmente, o país permite a deflagração da greve, que é o ato mais representativo da democracia por parte do empregado, uma vez que o âmago deste direito é a liberdade de expressão, de manifestação.

“Compete aos trabalhadores decidirem sobre a oportunidade de exercer o direito de greve. O tema é regulamentado pela Lei 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve e regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Referida lei ainda contempla o significado de serviços essenciais, cujas paralisações atingem diretamente toda a comunidade, o que, portanto, é um assunto com amplo interesse coletivo e social. Os serviços considerados essenciais não podem ser totalmente paralisados, pois envolvem diretamente a garantia de direitos civis. São eles: transportes públicos, hospitais, empresas de energia elétrica, saneamento básico, assim como policias e bombeiros, entre outros.  Ao aderir a este tipo de movimento, de forma total ou em desacordo com a lei, os trabalhadores podem incorrer em abuso do direito de greve, trazendo à coletividade prejuízos, muitas vezes irreparáveis”, explica.

Ela acrescenta que é necessária a convocação da assembléia geral, que define as reivindicações da categoria e delibera sobre a paralisação coletiva da prestação de serviços, sob pena de inobservância das normas contidas na lei, incidindo em abuso do direito de greve. “Caso a greve seja considerada abusiva pelo Poder Judiciário, o sindicato deverá informar seus associados através de boletins. Há possibilidade de os manifestantes serem demitidos por justa causa. Em suma, apesar de um movimento grevista em setores sensíveis provocar transtornos para pessoas que precisam dos serviços envolvidos, ela causa uma grande repercussão. Na maioria das vezes greves desse tipo pressionam não só os empresários, mas também o governo, fazendo o Poder Judiciário se manifestar quanto à legalidade ou não da greve. E influenciando a intervenção de outros órgãos nas negociações e nas soluções dos conflitos, além de tornar pública a insatisfação do trabalhador, o que motiva toda a sociedade a refletir a respeito de empresários e governantes”, finaliza.

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