Os entraves na implementação de programas de qualidade

Uma das maiores dificuldades na implantação da qualidade nas empresas diz respeito ao comprometimento de toda a empresa, que deve contar com o apoio decisivo de todos os integrantes da alta administração. Um único elemento que não tenha se convencido da necessidade do programa pode colocar tudo a perder, dependendo de sua importância na organização.

Outro está relacionado com a indicação de uma pessoa inadequada como coordenadora, não pode ser desorganizadas, com pouca habilidade interpessoal, sem liderança e pouca tenacidade. Igualmente, o coordenador de implantação de um sistema de gestão não necessariamente deva ser uma pessoa da área técnica. Coordenar um sistema organizacional significa garantir sua implantação e seu funcionamento ao longo do tempo; garantir que o conteúdo técnico seja inserido pela área de competência cabível; garantir que as responsabilidades técnicas e administrativas estejam adequadamente estabelecidas.

Outro entrave diz respeito aos recursos inadequados ou insuficientes. Se para compor a equipe de trabalho forem indicados pessoas sabidamente pouco capazes, dolentes ou de relacionamento difícil, trata-se de um indício claro de que o programa não está sendo levado a sério pelas gerências. O mesmo se pode dizer quando não se dispõe de computadores para o trabalho, sala de reunião e outros tipos de recursos, inclusive tempo. É importante salientar que todos os empregados estão, conscientes ou inconscientemente, avaliando o quanto esse processo é ou não importante para a empresa. Em virtude disto, destinar uma sala de trabalho bem equipada para o grupo de implantação é uma providência que confere status ao programa.

Também, a não neutralização de comportamentos negativos influenciam no processo.  Alguns comportamentos incluem: a indiferença, já que os indiferentes são um elemento neutro. Não têm entusiasmo, não se esforçam, mas também não atrapalha. Talvez lhe falte motivação. Trata-se de um elemento que pode contribuir para o esforço global, desde que bem orientado e incentivado. Já o sabotador pode apresentar comportamentos diversos: mostra- se envolvido no processo, assume compromissos, mas na hora de fazer, deixa para depois ou para nunca; faz comentários debochados em surdina, sobre tudo que se relaciona ao projeto; critica o coordenador veladamente, às vezes por inveja ou para abalar a confiança das pessoas no processo de implantação; e não se dispõe a fazer esforços que extrapolem sua rotina.

Além disso, certos comportamentos negativos podem ser conseqüência da falta de motivação. Ninguém faz esforço algum se não houver um motivo claro e justo e se a relação custo/benefício não compensar a ação. Muito menos quando se trata de uma mudança, que sempre traz o desconforto da alteração de um status quo. A implantação de um sistema organizacional é uma tarefa penosa e de longa duração, que vai exigir de todos um esforço extra por muito tempo. Se não houver motivação e uma prioridade muito bem estabelecida, o programa será colocado em último plano. Alguma coisa terá que ser sacrificada para que o sistema vença a difícil fase de implantação. Horas-extras, por exemplo, serão indispensáveis. Portanto, uma pergunta deve ser feita: que motivo as pessoas terão para suportar por um longo tempo uma carga de responsabilidade e trabalho que vai muito além de suas atividades normais?

Um fator importante é a tendência a resultados imediatos. Muitas empresas imaginam, ou esperam, que para se implantar a qualidade total, basta ler um livro, promover um seminário, contratar uma consultoria, criar círculos de qualidade ou espalhar faixas com slogans sugestivos, para que os resultados apareçam, como por um passe de mágica.

A crença de que a automatização, a compra de novos equipamentos e a resolução de problemas transformarão a empresa. A implantação da qualidade começa com educação e termina com educação. É um processo de mudança de mentalidade. A compra de novos equipamentos e a automatização requerem aporte de capital e treinamento. Isto, com certeza, irá ocasionar melhores resultados, mas certamente não os melhores possíveis, uma vez que não houve mudanças básicas no sistema e, portanto, mantiveram-se todos os antigos vícios do processo. Esses, por sinal, em função dos novos equipamentos e dos valores envolvidos, poderão estar gerando desperdícios, ainda, maiores.

Não adianta copiar as experiências passadas de empresas concorrentes. Muitas empresas, por falta de conhecimento ou comodidade, partem para a busca frenética de uma empresa similar a sua, com a idéia de que se repetirem os passos que levaram essa empresa ao sucesso, conseguirão os mesmos resultados.

Soma-se a todas essas dificuldades o uso inadequado das ferramentas da qualidade. Para piorar a situação, a maioria das empresas, quando da implantação da qualidade total, além de implantarem somente a parte de controle, ou seja, as ferramentas da qualidade, ainda o fazem sem o devido conhecimento da teoria que está por detrás das mesmas. As empresas se preocupam muito com treinamentos de como usar uma determinada ferramenta, sem a devida preocupação do quando, por que e para que usá-la.

Não se deve pensar que a qualidade é o atendimento às especificações do produto. Sob o ponto de vista do cliente um produto que não atende às suas necessidades não é um produto de boa qualidade, portanto, não é uma questão de atender as especificações de projeto, mas sim das especificações de projeto estarem de acordo com as necessidades do cliente. Num plano mais amplo, as empresas devem se preocupar se as especificações do produto atendem, não só as necessidades do cliente, mas, também, as necessidades da sociedade como um todo, no que diz respeito aos seus aspectos éticos, morais e ecológicos.

Tenha cuidado com o grupo que irá participar ativamente da instalação da qualidade, pois, na maioria das vezes, as empresas formam um grupo, normalmente de assessores, nem sempre selecionados pela sua competência ou pelo seu conhecimento ou convicção a respeito do assunto qualidade. Enfim, a implementação da qualidade total não se dá por decreto, mas sim por meio de um processo de conscientização, aprendizagem e comprometimento, ano após ano,  e, necessariamente, com a alta direção iniciando e conduzindo o processo por toda a empresa.

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Dicas Qualidade Online

Já que eu gosto de andar por esse mundo de deuses e cozinhar, a partir de agora o site vai editar textos dando dicas para os internautas que visitam São Paulo para cursos ou férias e mesmo para aqueles que moram na cidade. Comida, passeios, receitas, etc. …tudo visando uma melhor qualidade de vida.

Sopa de cebola do Ceagesp – Até o dia 30 de setembro, pode-se experimentar a famosa sopa de cebola do antigo Ceasa. Por R$ 15,00 que inclui o couvert com pães italianos e berinjela, a sopa continua bem grossa e vem com uma fatia de pão italiano boiando, queijo ralado e bacon. Ceagesp – Av. Gastão Vidigal, 1946 – portão 3 – V. Leopoldina. Quer a receita: 100 g manteiga ou margarina, 2 dentes de alho, 1 kg de cebola, 5 litros de água, 500 g de músculo ou carne magra, 250 g de farinha de trigo, 1 unidade de pão francês, 150 g de queijo parmesão ralado, 1 folha de louro, sal e pimenta do reino a gosto, 200 g de cenoura, 1 galho de salsão e 1 alho porró. Numa panela com capacidade para 6 litros, refogue o alho, a cebola, a cenoura, o alho porró, o músculo ou a carne magra com a folha de louro, sal e a pimenta do reino. Coloque a água e cozinhe no fogo baixo por 10 horas ou na panela de pressão por 1 hora. Em outra panela, adicione a manteiga, a farinha de trigo e a cebola cortada em tiras bem finas e mexa até que fique bem misturado. Adicione ao caldo coado e refogue por 20 minutos. Depois de refogado, coloque a mistura em uma sopeira, corte uma fatia grossa do pão francês e mergulhe na sopa, adicione o queijo parmesão ralado. Leve a sopeira ao forno entre 180º e 200º por 10 minutos para gratinar.

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Mamadeiras de plásticos

Um sinal de alerta acendeu na mente das mamães depois que as mamadeiras de plásticos foram proibidas em sete estados americanos e no Canadá por causa de uma substância usada na fabricação: o bisfenol A (BPA) que pode fazer mal à saúde das crianças. No Brasil, ainda não há estudos específicos. De acordo com estudos, a substância pode trazer graves problemas ao desenvolvimento da criança. Ele pode causar doenças como câncer, diabetes e infertilidade. Usada há mais de 40 anos na produção de garrafas plásticas, nas mamadeiras e copos para as crianças, só agora é vista como um risco à saúde. Leia mais sobre essa substância nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-bisfenol-bpa-e-a-saude-humana/

Algumas dicas dos especialistas incluem:

  • Nunca aqueça qualquer líquido na mamadeira, muito menos usando fornos de microondas (ainda quero falar sobre eles aqui). Se você precisa aquecer alguma coisa, aqueça a uma temperatura não muito alta, usando uma panela de aço inoxidável, ferro ou vidro e só depois passe o líquido para a mamadeira, na hora em que o bebê for tomá-la.
  • Nunca guarde líquidos nas mamadeiras. Deixe numa jarra ou garrafa de vidro ou barro e só na hora de servir é de deve passar para a mamadeira.
  • Quando estiver calor, não se dê ao trabalho de aquecer o leite do seu filho. Conhecer diferentes temperaturas de um mesmo alimento também é parte importante da educação do paladar. No verão meu filho só toma leite gelado, e adora!.
  • Ensine aos poucos o seu filho a tomar leite em canequinhas de cerâmica ou vidro, sempre supervisionando para não haver acidentes.

E como saber se a mamadeira possui o BPA? Para a identificação, procure por um número na embalagem, geralmente gravado no fundo. Os plásticos de números 3 e 7 são os que trazem maior risco de liberarem a substância após o contato com líquidos aquecidos ou detergentes fortes. Os de número 5 não apresentam riscos. Existem também produtos com o alerta  livre de BPA.

Baseado em estudos toxicológicos, a European Food Authority  (EFA) estabeleceu um limite diário de consumo de BPA em 50 microgramas por kg de massa corporal. “No entanto, o limite não incluí estudos feitos sobre o impacto hormonal do BPA, que normalmente são difíceis de interpretar”, informou Natalie von Götz, uma pesquisadora do Institute of Chemistry and Bioengineering. Ela é a primeira cientista a publicar um estudo onde os vários meios de exposição ao BPA são relacionados às consequências da exposição. O objetivo era calcular valores médios representativos para as doses de BPA por kg de massa corporal para nove grupos de idades na Suíça, Alemanha e Austria.

A equipe de pesquisa do Konrad Hungerbühler’s Safety and Environmental Technology Group começou determinando quais doses eram absorvidas por que produtos. Isso foi feito medindo a concentração do BPA em vários alimentos e outras fontes relevantes. O resultado foi multiplicado pelo total absorvido pela pessoa, dado já coletado em estudos anteriores. Por último o total acima foi dividido pelo peso do consumidor. Os pesquisadores chegaram então a doses individuais de 17 fontes estudadas para obter o valor médio de consumo de BPA para cada grupo de idade.

O estudo revelou que os bebês que absorvem mais BPA são os que mamam em mamadeiras com BPA, em média ingerindo 0.8 microgramas por quilo de massa corporal através do contato do leite com a garrafa. Esse montante é abaixo do que é permitido legalmente. “Estudos recentes porém, demonstraram que em ratos, mesmo doses muito pequenas, podem ter um impacto negativo”, afirmou von Götz. A exposição diminui com a idade, embora o estudo relate que a exposição também depende da dieta e do estilo de vida: pessoas que ingerem alimentos enlatados, esquentam comida em embalagens plásticas feitas com policarbonato no micro-ondas ou acabaram de fazer ou refazer obturações com resina epóxi são expostas a uma maior dose de BPA.

A solução parece ser a volta para as mamadeiras de vidro, que sumiram do mercado. Atualmente, só existem marcas estrangeiras, mais caras, mas nunca precisam ser trocadas, a não ser que quebrem, são muito mais ecológicas, completamente inócuas, e não fazem mal à saúde.

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