Mamadeiras de plásticos

Um sinal de alerta acendeu na mente das mamães depois que as mamadeiras de plásticos foram proibidas em sete estados americanos e no Canadá por causa de uma substância usada na fabricação: o bisfenol A (BPA) que pode fazer mal à saúde das crianças. No Brasil, ainda não há estudos específicos. De acordo com estudos, a substância pode trazer graves problemas ao desenvolvimento da criança. Ele pode causar doenças como câncer, diabetes e infertilidade. Usada há mais de 40 anos na produção de garrafas plásticas, nas mamadeiras e copos para as crianças, só agora é vista como um risco à saúde. Leia mais sobre essa substância nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-bisfenol-bpa-e-a-saude-humana/

Algumas dicas dos especialistas incluem:

  • Nunca aqueça qualquer líquido na mamadeira, muito menos usando fornos de microondas (ainda quero falar sobre eles aqui). Se você precisa aquecer alguma coisa, aqueça a uma temperatura não muito alta, usando uma panela de aço inoxidável, ferro ou vidro e só depois passe o líquido para a mamadeira, na hora em que o bebê for tomá-la.
  • Nunca guarde líquidos nas mamadeiras. Deixe numa jarra ou garrafa de vidro ou barro e só na hora de servir é de deve passar para a mamadeira.
  • Quando estiver calor, não se dê ao trabalho de aquecer o leite do seu filho. Conhecer diferentes temperaturas de um mesmo alimento também é parte importante da educação do paladar. No verão meu filho só toma leite gelado, e adora!.
  • Ensine aos poucos o seu filho a tomar leite em canequinhas de cerâmica ou vidro, sempre supervisionando para não haver acidentes.

E como saber se a mamadeira possui o BPA? Para a identificação, procure por um número na embalagem, geralmente gravado no fundo. Os plásticos de números 3 e 7 são os que trazem maior risco de liberarem a substância após o contato com líquidos aquecidos ou detergentes fortes. Os de número 5 não apresentam riscos. Existem também produtos com o alerta  livre de BPA.

Baseado em estudos toxicológicos, a European Food Authority  (EFA) estabeleceu um limite diário de consumo de BPA em 50 microgramas por kg de massa corporal. “No entanto, o limite não incluí estudos feitos sobre o impacto hormonal do BPA, que normalmente são difíceis de interpretar”, informou Natalie von Götz, uma pesquisadora do Institute of Chemistry and Bioengineering. Ela é a primeira cientista a publicar um estudo onde os vários meios de exposição ao BPA são relacionados às consequências da exposição. O objetivo era calcular valores médios representativos para as doses de BPA por kg de massa corporal para nove grupos de idades na Suíça, Alemanha e Austria.

A equipe de pesquisa do Konrad Hungerbühler’s Safety and Environmental Technology Group começou determinando quais doses eram absorvidas por que produtos. Isso foi feito medindo a concentração do BPA em vários alimentos e outras fontes relevantes. O resultado foi multiplicado pelo total absorvido pela pessoa, dado já coletado em estudos anteriores. Por último o total acima foi dividido pelo peso do consumidor. Os pesquisadores chegaram então a doses individuais de 17 fontes estudadas para obter o valor médio de consumo de BPA para cada grupo de idade.

O estudo revelou que os bebês que absorvem mais BPA são os que mamam em mamadeiras com BPA, em média ingerindo 0.8 microgramas por quilo de massa corporal através do contato do leite com a garrafa. Esse montante é abaixo do que é permitido legalmente. “Estudos recentes porém, demonstraram que em ratos, mesmo doses muito pequenas, podem ter um impacto negativo”, afirmou von Götz. A exposição diminui com a idade, embora o estudo relate que a exposição também depende da dieta e do estilo de vida: pessoas que ingerem alimentos enlatados, esquentam comida em embalagens plásticas feitas com policarbonato no micro-ondas ou acabaram de fazer ou refazer obturações com resina epóxi são expostas a uma maior dose de BPA.

A solução parece ser a volta para as mamadeiras de vidro, que sumiram do mercado. Atualmente, só existem marcas estrangeiras, mais caras, mas nunca precisam ser trocadas, a não ser que quebrem, são muito mais ecológicas, completamente inócuas, e não fazem mal à saúde.

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